Dezembro vem chegando e entidades não recebem R$ 6 milhões em emendas

A justificativa de Gilson e seu jurídico é que as entidades não apresentaram projetos compatíveis

Postado em: em Política

​Vem chegando o mês de dezembro e o prefeito Gilson de Souza (DEM) segue alheio às solicitações dos vereadores, reclamações de entidades assistenciais e à realidade de outros municípios e deverá fechar o ano sem pagar cerca de R$ 6 milhões às entidades assistenciais.

Os recursos são relativos às emendas impositivas destinadas e aprovadas pelo Poder Legislativo no ano passado. Do total previsto de quase R$ 8 milhões, pouco mais de R$ 1,6 milhões foram pagos, a maior parte para a Santa Casa de Franca.

Mesmo com cobranças dos vereadores, via requerimento, das próprias entidades assistenciais e da população em geral , Gilson simplesmente não se manifesta quanto às emendas impositivas, legalmente previstas para o orçamento municipal deste ano.

A justificativa de Gilson e seu jurídico é que as entidades não apresentaram projetos compatíveis com a Lei Federal 13.019 ou deixaram de apresentar documentação necessária para poder receber.

Uma das que não recebeu é a Pastoral do Menor, que oferece atendimento para 150 crianças, oriundas de famílias de baixa renda, no Jardim Aeroporto III. Já houve protesto até na Prefeitura e promessas ao seu coordenador, Padre Ovídio, de que os recursos seriam pagos, o que não teria ocorrido até agora.

A Câmara chegou a dar um ultimato ao prefeito, para que ele pagasse as emendas. O "ultimato", assinado por dez vereadores, não surtiu efeito e Gilson sequer comentou o assunto.

Tribunal de Contas chegou a marcar uma auditoria em Franca no mês de setembro, após a visita de três vereadores à sede regional, em Ituverava. Mas acabou desmarcando e até agora não apareceu. Mais uma vez, Gilson não tocou no assunto.

O prefeito só não poderá ignorar o estrago político que pode ser causado por tantas entidades e lideranças trabalhando contra o prefeito e isso já poderá ser sentido no ano que vem, quando ele deverá apoiar seu irmão, Nirley de Souza (DEM). Será a oportunidade de Gilson ver se sua gestão está no caminho certo. Ou não.


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