Desemprego no Brasil faz imigração legal para EUA e Portugal crescer quase 30%

Para abordar o tema, o escritório Godke Advogados realiza, nos dias 5 e 6 de novembro, dois eventos gratuitos

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Com o desemprego em alta no Brasil e a crise que dizimou empregos até mesmo entre as pessoas com diploma universitário, a imigração legal tem aumentado muito nos últimos anos. Especialmente para dois destinos emblemáticos: EUA, que representa o sonho americano, e Portugal, onde a barreira da língua deixa de ser um empecilho. 


O perfil do imigrante ilegal que vai para outro país trabalhar e viver como um clandestino tem contrastado com o brasileiro graduado e de currículo extenso, que busca novas oportunidades para carreira, filhos e família. Os números comprovam: em 2018, o Departamento de Imigração dos EUA emitiu 4.458 vistos para brasileiros que decidiram morar no país, um crescimento de 27,3% na comparação com o ano anterior. Até 2014, a concessão desse tipo de visto não passava de dois mil por ano.

Em Portugal, os índices são semelhantes: dos 480.300 estrangeiros que vivem por lá, 105.423 são brasileiros, um acréscimo de 29,7% em comparação a dois anos antes, quando o número era de 81.251. Segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), o crescimento continua: em 2019, já há o registro adicional de 23% de imigrantes brasileiros em terras lusitanas em relação a 2018.

O advogado Marcelo Godke Veiga, especialista em direito empresarial, explica que os incentivos dados a estrangeiros que investem em Portugal, desde 2012, foram o ponto de partida. “Após enfrentar uma grave crise, Portugal anunciou essa abertura, concedendo a não europeus que comprassem imóveis de mais de 500 mil euros, por exemplo, vistos de moradia. Os incentivos foram aumentando, e com a crise no Brasil, muitas pessoas com capital passaram a investir e a se mudar para lá”, explica.

Nos EUA, a procura tem as mesmas justificativas: fugir da crise e da violência do Brasil, buscar qualidade de vida e melhores oportunidades fora daqui. Uma das formas de se mudar para a terra do Tio Sam é investir determinada quantia em áreas consideradas menos privilegiadas em território americano, conhecidas como Targeted Employment Areas (TEA). O valor mínimo inicial é de 500 mil dólares -- mas somente até 21 de novembro. “Em junho, o governo americano anunciou o reajuste desse valor, que passa a ser de 900 mil dólares. Mesmo assim, é um dos valores mais competitivos do mundo. No Reino Unido, por exemplo, um programa como esse não sai por menos de 2 milhões de libras, mais de R$ 9 milhões”, compara Godke.

Evento

Para abordar o tema, o escritório Godke Advogados realiza, nos dias 5 e 6 de novembro, dois grandes eventos gratuitos. O objetivo é orientar pessoas interessadas em investir e imigrar para os EUA e Portugal. Os eventos acontecem na sede do escritório, à Rua Gomes de Carvalho, 1666, conjunto 152 — Vila Olímpia.

No dia 5, acontece o “Doing Business e Imigração para os Estados Unidos”, que contará com a apresentação dos especialistas internacionais Christopher Jaquez e Jeff Marathas. Já no dia 6, é a vez da especialista em imigração e contratos internacionais, Ana de Gregorio, no “Seminário sobre Imigração Portuguesa”.

Inscrições pelo e-mail contato@godke.com.br ou tel. (11) 3049-9040.


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