Criminosos tentam roubar beneficiários do auxílio emergencial. Cuidado

Em um dos golpes disseminado pelo WhatsApp, o usuário é incentivado a informar dados pessoais

Postado em: em Tecnologia

Fraudadores estão usando as redes sociais para roubar dados. O alvo são pessoas de baixa renda que sofrem com os impactos gerados pelo novo coronavírus.

Um levantamento do laboratório especializado em segurança digital da PSafe identificou quase 7 milhões de compartilhamentos e acessos de ciberataques envolvendo a Covid-19.

De acordo com o levantamento, o auxílio emergencial do governo foi o que mais tomou proporção entre as ameaças identificadas a partir de março, quando o benefício ainda estava em votação no Congresso Nacional.

O diretor do laboratório de segurança da PSafe, Emilio Simoni, destaca que o cibercriminoso costuma atrair atenção da vítima com questões de grande repercussão, como o socorro financeiro por causa da pandemia.

"Se ela recebe uma página falsa que finge ser do governo, falando que vai liberar o auxílio, ela tem uma temática a favor para convencer a vítima de que aquilo é verdadeiro. Até o momento, são 105 links com golpes sobre o coronavoucher".

Em um dos golpes disseminado pelo WhatsApp, o usuário é incentivado a informar dados pessoais, como endereço, CPF e data de nascimento. Emílio Simoni detalha a fraude.

"No final do processo, depois de compartilhar com dez amigos, ele fala para vítima que o auxílio foi liberado. Além de ter os dados pessoais roubados, a vítima ainda vai se deslocar a uma agência do banco, expondo-se ao risco de contrair o coronavírus".  

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou que a segurança pública está atenta para prender os fraudadores.

"Nós estamos trabalhando com a Abin, vários sites já foram derrubados, a Polícia Federal está entrando em ação. Nós estamos com um sistema muito rígido e vamos atrás de cada uma dessas pessoas que estão por trás desses sites para lesar as pessoas que precisam do auxílio nesse momento". 

A Polícia Federal orienta o acesso aos canais oficiais do governo brasileiro, ministérios e bancos, como sites que possuem final .gov e .br, e redes sociais com classificação de oficial - aquela bolinha azul com um simbolo em v. 

E, claro, não clique em links enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens em nome de instituições bancárias. 

E também não preencha ou informe dados de cartões de crédito e senha.


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