Conheça três realidades que parecem amor, porém estão longe de ser

O amor é a liberdade de querer estar com alguém e gostar da pessoa mesmo conhecendo seus defeitos

Postado em: em Cotidiano

​Existem diversas realidades que parecem  amor, mas podem não ser de forma genuína. 

São relações que resultam em vínculos estreitos, que podem até ser duradouros. Mas, em sua essência, não são um afeto de fato, mas sim uma união de limitações ou problemas que sustentam a ligação.

Amores verdadeiros fomentam o crescimento individual e estão vinculados à generosidade e liberdade.

Quanto maior a autonomia dos envolvidos, mais real será. Isso se aplica a todos os tipos de amor: dos pais, de casais, entre amigos etc.


Proteção em excesso

Superproteção é uma das realidades que parecem amor, mas não são. Mesmo que inicialmente esta atitude se baseie no amor, ela não é saudável ou benéfica. 

Trata-se de um comportamento corriqueiro, principalmente em relações entre pais e filhos. Porém, também pode acontecer entre casais, amigos e outros tipos de relações.

A proteção em excesso simboliza um desejo exacerbado de evitar danos ou sofrimento à outra pessoa, que nos olhos de quem o faz pode parecer vulnerável ou indefesa. 

Quando amamos alguém, claro que desejamos o bem para essa pessoa. Porém, ao sermos excessivamente ansiosos, podemos enxergar perigos onde não existem ou acha-los maiores do que de fato são, caso realmente existam. 

Neste contexto, pessoas que tendem a ser superprotetoras costumam a ignorar que as experiências ruins podem ser necessárias e trazer grande aprendizado.

Afirmamos que essa situação é apenas umas das realidades que parece amor, pois o que é relevante nela não é o afeto, mas a angústia que a alimenta.

Aqueles que superprotegem, estão projetando os seus próprios medos em outra pessoa. Além do mais, geralmente essa pessoa não consegue evitar o sofrimento daqueles que ama. 

O resultado é que acaba invadindo o espaço do outro e atrapalhando o seu processo de crescimento.

Tentar controlar quem se ama

O desejo exagerado de ter controle sobre o outro pode ser confundido com a superproteção, mas são coisas diferentes. 

O controle excessivo gera um vínculo caracterizado pelo ato de tentar desmerecer o outro. 

Podemos dizer que se trata de uma busca para fazer com que o ser amado perca sua confiança e passe a depender do outro. 

De alguma forma, é feita uma tentativa de criar uma dependência por uma das partes.

Apesar de essencialmente não se tratar disso, esse comportamento é classificado como uma expressão de amor.

Por fora, vemos como uma parceria. Um carrega objetos pesados para o outro, presta apoio em momentos difíceis ou assume algum problema. 

Também faz de tudo para o outro não passar por algum desconforto. Porém, todas essas ações não são gratuitas. Elas são pagas com a limitação da liberdade e da autonomia.

A intenção real de quem tenta controlar seu parceiro é que o outro crie uma dependência de forma definitiva. 

A sensação causada para quem enxerga de fora é que a pessoa não mede esforços para fazer a vida de quem ama mais feliz.

Porém, essas atitudes, mesmo que de forma inconsciente, visam tornar o outro incapaz de seguir sua vida sozinho. 

A pessoa manipuladora tenta manter o vínculo cada vez mais estreito. Não podemos dizer que isso é amor, mas sim um controle egoísta.

Criação de dependência

O controle é o princípio e a dependência é o resultado mais comum em realidades que parecem amor, mas não são. 

Nos casos em que a dependência é criada, gera-se um vínculo peculiar, em que a pessoa coloca todas as necessidades e frustrações na outra. 

Os indivíduos transferem suas condições para ser feliz ao outro. Assim, o parceiro se torna uma espécie de mãe ou pai que está disponível para satisfazer seus desejos.

Esse tipo de “tutor” pode se tornar uma necessidade doentia. Por fim, funciona como um escudo na frente da vida do outro. 

Evita qualquer tipo de confronto e muitas vezes, protege da angústia de ter que tomar uma decisão e ganhar ou perder. Os dependentes podem achar que amam o outro intensamente, mas, na verdade é um vínculo de exploração recíproca.

Todas essas maneiras de um falso amor são prejudiciais. Elas escondem questões pessoais mal resolvidas. 

São realidades que parecem amor, mas que na verdade estão ligadas a alguma forma de neurose e quase nunca têm um bom término. Elas geram dor e impedem o crescimento de ambas as partes. 

Infelizmente, costumam criar laços fortes, que podem acabar ferindo os envolvidos.

Caso você esteja vivendo uma relação com essas características, repense se realmente há amor ou se existe alguma forma de torná-la mais saudável.


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