Concurso PRF 2018 tem avanço em pedido e podem sair 2.778 vagas

Ministério do Planejamento já analisa abertura do certame do concurso para Policial Rodoviário Federal

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A Polícia Rodoviária Federal tem expectativa de divulgar a abertura de concurso para Policial Rodoviário Federal em breve. O órgão encaminhou solicitação de edital ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para nada menos que 2.778 vagas, conforme informou a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF). A expectativa é que o certame seja autorizado em breve, o que significa que, caso seja aprovado, o edital poderá sair em até três meses.

Na última quarta-feira, 21 de fevereiro, o pedido de concurso PRF 2018 recebeu nada menos que seis avanços dentro da pasta do governo. A última movimentação mostra que o pedido do concurso foi concluído no Departamento de Legislação e Provimento de Pessoas do Ministério do Planejamento.

A corporação espera que em 2018 sejam formadas quatro novas turmas com 800 novos policiais. Na solicitação, o DPRF argumenta que vários servidores se aposentaram nos últimos quatro anos, deixando uma lacuna de quase 3 mil vagas em aberto, o que prejudica a segurança das rodovias

Em números, a Federação informou que já apresentou estudos que colocam como ideal o efetivo de 15.605 PRFs nas ruas. Atualmente, o efetivo é de 10.320 policiais, bem abaixo do efetivo legal, de 13.098. O pedido de concurso PRF é o mais próximo da necessidade do órgão, conforme informou o presidente da FenaPRF, Deolindo Carniel. “O efetivo ideal seria 15 mil, o legal é 13 mil e nós temos 10 mil. Então, é uma forma de tentar repor esse efetivo”, afirmou ele, que tomou posse à frente da FenaPRF no dia 08 de agosto de 2017.

De acordo com o coordenador-geral de Recursos Humanos substituto da PRF, Cláudio Araújo Freitas, a expectativa é que a autorização seja concedida este ano.

Ainda de acordo com o coordenador, a solicitação de concurso foi feita, com previsão de nomeação dos aprovados a partir do ano que vem. Segundo Cláudio Freitas, a projeção leva em conta o tempo médio para as primeiras nomeações, em torno de um ano após a autorização, e a necessidade do impacto orçamentário das nomeações estar previsto no orçamento anual da União.

Caso o pedido receba sinal verde, o concurso sairá em seguida. “Após a autorização, o edital deverá sair em torno de dois a três meses. Será o tempo necessário para escolher a banca organizadora”, explicou o coordenador geral de Recursos Humanos.

O concurso será nacionalizado e não regional (com edital trazendo vagas específicas por estado). “É um pouco complexo o concurso regional, pois somos uma força de caráter nacional. E o concurso nacional é aquele que mais satisfaz aos interesses do órgão, segundo as políticas públicas e governamentais estabelecidas, para poder lotar o aprovado onde a administração considera necessário”, disse o coordenador.


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