Com a crise da pandemia, francanos se sobressaem criando lojas virtuais

Vendas surpreendem a cada dia, e envolvem de tudo um pouco: roupas, calçados, ferramentas e bebidas

Postado em: em Economia

Com o fechamento de várias empresas, medidas restritivas ao comércio e indústria e outras situações criadas a partir da pandemia do Coronavirus, muitos francanos buscam alternativas para ter rendas sem gastar muito. E promover uma loja virtual tem sido a principal saída. 

A afirmação foi feita pelos jovens Gabriela Souza e Adriano, que montaram a Isa Kids para vender roupas infantis. O resultado tem sido surpreendente. 

“O problema maior é o giro de caixa, pois nosso ganho está ficando para outras despesas. Porém, estamos dobrando mês a mês nossas vendas”, disse Gabriela.

Com apenas 25 anos, a jovem explicou que é preciso determinação e ficar sintonizada quase 24 horas no telefone. 

A jovem Talita Cintra, vendedora, diz que tem se destacado nessa pandemia com vendas de roupas on-line. “Trabalho mais com roupas de butique, direcionada a um público consumidor que conheço e é exigente”, ressaltou.

Talita disse que ainda não criou sua loja, pois está fazendo o passo a passo para não ter problemas nas contas. “Tudo que fazemos é à vista, por isso uma grande dificuldade”.

Para verificar a grande movimentação de vendas por lojas virtuais, é só ir a uma das agências dos Correios de Franca e verificar o quanto de despacho é feito diariamente. 

Gabriela explica que o trabalho da loja virtual tem oferecido emprego na área de produção, venda, distribuição entre outros. 

Enquanto muitas pessoas enfrentam a falta de emprego, essa é uma saída, porém precisa seguir uma série de proposta. Abertura de MEI (Micro Empresa Individual), conta jurídica, e ser muito claro nas vendas.

Desta forma, revela a micro empresária, o francano está se tornando menos desconfiado em relação ao comércio eletrônico. Essa percepção de mudança no comportamento do consumidor está sendo observada por muitos empreendedores.

Isso pode ser visto nas informações do estudo realizado pela BigData Corp, em parceria com o PayPal Brasil. Segundo as informações, o número de lojas virtuais no país cresceu 37,5% no último ano.

O crescimento é surpreendente, principalmente, quando comparado com os anos anteriores. No ano de 2016 o aumento foi de 9,23% e 2017 de 12,5%.

A pesquisa mostra ainda o aumento na maturidade do e-commerce em relação aos produtos oferecidos. É comum encontrar na internet, produtos que possuam o valor abaixo do que é oferecido em lojas físicas. 

Observa-se no e-commerce um determinado privilégio nas vendas mais baratas. No universo de amostra pesquisado, 7,93% das empresas possuem um faturamento acima de R$ 100 milhões, com mais de 500 mil visitas mensais à loja. 

Aparentemente, o grande atrativo na internet seriam os produtos que custam metade do valor do que é encontrado em lojas físicas. 

Amadurecimento do e-commerce

Com a maior adesão dos consumidores ao e-commerce, os empreendedores estão se sentindo mais confiantes para elevar o preço dos produtos. 

Aproximadamente,  26% dos produtos que são expostos possuem um valor médio que ultrapassa os R$100,00. A categoria dos produtos entre R$100,00 e R$500,00 cresceu de 6,45% em 2018, para 11,3% em 2019.

Acredita-se que as pessoas que pensavam em empreender nos anos anteriores estavam receosas em relação a aceitação do mercado e no ano de 2018, após a melhora financeira, finalmente optaram por criar a sua loja virtual. 

Outra característica interessante deste mercado que está se formando é o fato das lojas não estarem diretamente ligadas a alguma mídia social para a sua criação. 

Com a criação de milhares de novos sites, a associação reduziu de 80% dos comércios para 65,2%.

Nesse cenário, a redução foi mais perceptível no Facebook e no Twitter, sendo que o Facebook perde…


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