À Procura da felicidade

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Saudações paciente leitor!

Você já conseguiu um emprego?

Já se formou?

Casou?

Comprou casa?

E seus filhos? Já estão tentando conquistar tudo isso?

Chega a ser ridiculamente engraçado, amargamente hilário, são estas as perguntas, com as quais as pessoas interpelam nossa existência. Cumprindo rigorosamente um formulário pré-estabelecido. Como se nossa existência obedecesse somente a estas formulas. Como se a materialização de uma vida “normalzinha” fosse, de fato, o essencial.

No entanto, raramente, ou, quase nunca, nos perguntam se somos felizes. Como se a felicidade estivesse embutida somente numa conquista material. Como se, ao comprar aquele tão sonhado conversível, a felicidade se perpetuaria em sua vida. Como se sua felicidade dependesse daquele casamento que ainda não saiu. A conquista nos propõem uma explosão momentânea de alegria, além de viabilizar a comodidade. Nos deparamos com uma porção de gente que tem tudo isso citado no enredo e, no entanto, não é feliz, pessoas que seguiram o protocolo e estão completamente perdidos.

Vivemos à procura da felicidade, como se felicidade fosse um bem material. Uma recompensa para uma vida de abdicações, uma espécie de pote de ouro no final do arco íris. Quase sempre, deixamos de lado nossa essência nesta busca desesperada. Como se fosse algo a ser buscado num terreno insólito sob incontáveis sacrifícios.

Inevitavelmente, somos contagiados por estas “regras do bom ser humano” e, também cometemos o crime de praticar tal abordagem, passando adiante as expectativas que nos são depositadas. Aliás, um dos grandes problemas, que inibem ou destroem os relacionamentos, são as expectativas. Estamos sempre criando expectativas, programando o mundo a girar em nosso favor. Por esta razão, quase sempre nos decepcionamos com as pessoas, simplesmente porque criamos expectativas para ela. Esperamos que ele comprasse um automóvel, mas, não sei porque cargas d’agua ainda anda a pé. Queríamos vê-la casada, mas, fomos contrariados. Será que passara por nossa cabeça vê-la feliz?

Estabelecemos expectativas e esperamos que as pessoas sigam rigorosamente o cronograma estabelecido, como perfeitas marionetes programadas. Sugiro, amigo leitor, abolirmos de vez as expectativas e concentrarmos nossa existência em ações que possa nos proporcionar felicidade.

Os anos nos valem para, além de branquear os cabelos, atingir certo amadurecimento suficiente, para entender que, felicidade plena não existe.É ingenuidade crer em felizes para sempre. Felicidade, são fragmentos de uma existência, momento que se tornam mais constante e duradouros, na medida em que amadurecemos.

E você, paciente leitor? É feliz?

É capaz de lidar com expectativas lutar por sua felicidade, não o padrão de felicidade estabelecido pelos outros?

É feliz o suficiente para entender que lágrimas, provavelmente, turvarão este sentimento?

Feliz o suficiente para contradizer as tantas regrinhas de etiqueta, que muitas vezes nos amputam?

A felicidade está bem mais próxima do que imaginamos, num terreno, repleto sim de labirintos, mas, extremamente cuidado e sujeito a boas transformações. É utopia simbolizar na felicidade a cereja que coroará nosso bolo, quando, agastados, no fim da vida, aguardaremos nosso ponto final. Todo dia que nasce é uma excelente oportunidade de ser feliz. E daí se, por um acaso você ainda não comprara aquela casa? Pois, a felicidade está também no processo que leva até a consagração do objetivo. Está em cada tijolo que utilizamos para edificar nossos sonhos. A felicidade se encontra em gestos e ações tão pequenos que, muitas vezes, parece zombaria, das tantas dificuldades que estabelecemos para conquista-la.

Ah paciente leitor!

Quer de fato, saber de uma vez por todas onde está esta tal felicidade?

Posso desenhar aqui um mapa, mas, enquanto não o faço, por favor, vá buscar um espelho.

A política e o futebol

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Saudações paciente leitor!

Que comecem as disputas.

O Brasil se prepara para um grande evento de elevadas proporções midiáticas. Um espetáculo que, a cada quatro anos salpica de esperança, o ânimo dos brasileiros. Um evento, no qual é injetado milhões de cédulas, onde, antigos adversários se aliam, assim como outros, outrora companheiros de equipe, optam por defender novas bandeiras. Seus principais personagens já estão em aquecimento, treinando ardorosamente, suas pedaladas, seus dribles, suas rasteiras. Os espectadores, se dividem, entre aqueles que optam por acompanhar da poltrona de casa, e os que não perdem o calor das ruas.

Não, paciente leitor, lamento decepcioná-lo, caso entenda neste enredo, uma abordagem ao grande espetáculo futebolístico, aguardado para este 2018. Não faço menção à copa do mundo de futebol. Falo das eleições nacionais, onde serão escolhidos nossos novos representantes. Embora, devo reconhecer que haja certa semelhança entre tais eventos.

Numa partida de futebol, por exemplo, cabe à torcida, o mero papel de espectador, simples mortais, entoando incitações de amor à sua bandeira. Bastante semelhante aos eleitores, meros torcedores, defensores de bandeiras partidárias que, através do voto, procuram eleger o elemento símbolo de seu “clube” político, mesmo que, de repente, seus ideias e filosofias jamais se enquadrariam nas ações básicas que se espera de um governante. O que importa de fato é que meu “clube político” vença o seu. Se no futebol existem defensores, saltando à espantar qualquer ameaça contra sua baliza. No mundo político existem a monopolização de mídia, cadeiras e bancadas, barrando qualquer nova perspectiva. Há também os laterais, que ficam às margens, esperando pequenas brechas, solidificadas em escândalos. Existe o chamado centrão, que corre para todo lado, e quase sempre perdem fôlego antes de findar a partida. Os atacantes são sempre bem habilidosos, iludem facilmente, pedalam, entram de sola e tudo. Se as partidas de futebol são orientadas por seus treinadores, na política, os marqueteiros conduzem a campanha eleitoral. Em ambos existem impedimentos, provocações, penalidades e, somente no caso da política, a regra nem sempre é clara.

A seleção campeã é sempre coroada com um troféu. Objeto de cobiça dos demais jogadores, que se agastaram na exaustiva partida. Nós, torcedores, tomamos emprestado a conquista, tanto quanto o troféu. “Somos campeões do mundo de futebol” temos orgulho em dizer. Mas, não nos é permitido, ao menos tocar no troféu. Os milhares de reais bonificados pelo título, não nos entra no bolso. Não fomos protagonista diretos na partida que patrocinamos ao comprarmos o bilhete. Bilhete, cédula eleitoral. Grande semelhança!

Em outubro, novos gestores, novos governantes serão coroados com o poder, com a chave geral do Brasil. Mas, penosamente, tal qual no futebol, não é permitido ao eleitor, ao menos tocar nesta conquista. Meu partido é líder na bancada, meu candidato se elegeu, mas, eu continuo sendo tratado como torcedor, que paga seus luxos, que patrocina todo o movimento de gestão do pais, que defendeu a bandeira insultando e sendo insultado. Mas, que não colhe fruto algum desta conquista. E que aguarda esperançoso mais quatro anos, para viver a emoção tudo de novo. Acreditamos que, desta vez, apreendemos a torcer, que não confiaremos mais nos juízes, pois, são, muitas vezes, vulneráveis à corrupção de favorecer determinada equipe. Juramos para nós mesmo que entendemos mais do futebol, que os treinadores que estão à beira do gramado.

Ah! Amamos o futebol. Por esta razão, acompanhamos o mercado, as novas jogadas, as estatísticas, os números.

Detestamos política. Por esta razão, não nos interessa “troca-troca” partidário, as novas manobras eleitorais, os escândalos, o caráter de nossos candidatos.

Todavia, concluo que, no futebol, a emoção sempre se renova. Já, na política. Ah! a política, propõe pensar que, este nosso álbum, maltrapilho e amarrotado, está repleto de figurinhas repetidas...


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Ensaio sobre a velhice

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Queira você ou não, todos iremos envelhecer! Lamento lembrá-lo de tal amigo leitor, a quem tributo meus cumprimentos, mas, é um fato. A questão é, você está realmente preparado para esta nova fase? O estado, como um todo, está mesmo apto a recebe-lo em sua velhice?

“O futuro é o passado preparado”, mencionara o filósofo Pierre Dác. De pleno acordo, proponho refletirmos sobre tal.

Honestamente, e isto é uma opinião particular, vejo a situação dos idosos, no âmbito geral, com muita tristeza. Ora! É deprimente se imaginar trabalhando diariamente, emprestando a própria saúde na labuta de se honrar as expectativas que se cria em torno do “chefe de família”, para envelhecer esquecido às margens de uma estrada que somente segue em frente sem tempo para amparar as vidas que murcham ao redor. Já que mencionei família, se multiplica, nos dias atuais, o número de filhos e netos que retornam à proteção dos mais velhos depois de terem partido do lar e constituído famílias, ou seja, regressam ao lar sustentado por uma pífia aposentadoria, munidos de agregados. Isto talvez explica a quantidade, cada vez mais alarmante, de idosos que reintegram ao mercado de trabalho, sob as talas dessa chibata estrutural, no intuito de, senão sanar, ao menos suavizar a situação de desamparo, no qual se encontram os seus, prolongando ainda mais, o merecido descanso, pelo qual trabalhara a vida toda.

Lamentável é saber que boa parte de nossa velhice, passaremos em filas de hospitais, esperando aquela consulta com um especialista, talvez, engajado num emprego qualquer, afim de complementar a renda. Além é claro, de ter que conviver com a nítida inversão dos valores sociais, desta juventude que desconhece qualquer conceito da palavra respeito.

Ao leitor, permito divergir, aliás, todo debate é sempre bem-vindo, porém, em minha defesa, digo que não faria qualquer sentido escrever, ou, mesmo rasurar, se não fosse regido pela sinceridade. Mas, o que vejo em nossa sociedade, são idosos, tendo sobre os ombros surrados a responsabilidade de uma família inteira, se privando de confortos necessários a uma boa velhice. Isto sem mencionar a quantidade de idosos que são, literalmente esquecidos pelos familiares, por quem dedicara sua vida. Idosos, cujos únicos amigos que possuem agora, são os enfermeiros, os acompanhantes, a quem compartilham os resquícios de uma vida que se esvai.

Voltando ao pensamento de Pierre Dác, eis que surge uma questão: Como estamos preparando nosso futuro? Será que dedicamos algum tempo, ou, mesmo dinheiro, em atividades que nos assegurariam uma velhice saudável? E nossa alimentação? Será que temos trabalhado nossa espiritualidade, para não amargarmos um envelhecimento medíocre e deprimente?

Entretanto, nem tudo são espinhos, pois, há uma parte considerável de idosos que souberam de fato preparar o futuro, e que gozam os dias atuais com espiritualidade, com aquela sensação de dever cumprido. São pessoas que encontraram na velhice o poder da juventude. Pessoas que contrariam as expectativas catastróficas e encaram os últimos dias de sua existência sorrindo.

Todavia, é importante mencionar que cabe a nós, que hoje somos jovens, proporcionar um envelhecimento saudável aos nossos idosos, ouvindo aquelas histórias que ele já lhe contara uma dezena de vezes, lhe emprestando todo o respeito do mundo, destituindo-os de responsabilidades que não mais condizem com sua idade e, acima de tudo, transmitindo-lhes amor.

Aos idosos de hoje, tributo meu profundo respeito e admiração, pois, conseguir envelhecer, nos dias atuais, já é uma conquista restrita a poucos.

Pensamento:

“Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma.”

Albert Schweitzer.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

A pontualidade é a cortesia dos reis e a obrigação dos educados!

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Saudações paciente leitor, a quem tributo meus sinceros cumprimentos.

Há poucas semanas atrás um lorde da corte inglesa se demitiu, após se atrasar exatos 2 minutos para um pronunciamento no congresso. O lorde Michael Bates chegara à tribuna do parlamento dos lordes às 15:02, exatos 2 minutos atrasados para responder a alguns questionamentos, que teria início às 15hs, e que fora rapidamente substituído por outro orador, afim de se cumprir a rigorosa pontualidade britânica. Visivelmente constrangido e envergonhado, o lorde ocupou a tribuna para anunciar sua demissão. Se desculpara pela falta de cortesia, na atitude que considerara inadmissível.

Obviamente, dediquei um leve tempo a escarnecer da notícia, ao fazer um comparativo com a realidade de nosso país. Um contraste impiedoso! Nos primórdios de nossa história, nos primeiros enredos da civilização brasileira, muito copiamos das cortes estrangeiras, sobretudo, os modos ingleses. Nos emperiquitamos de casacas e um vestuário para lá de pesado que contradizia o calor dos trópicos. Por incrível que possa parecer, no ponto onde realmente teríamos que nos espelhar nas terras estrangeiras deixamos de lado. Cortesia, como bem citara o lorde, é o que nos falta paciente leitor. Não que este pobre infeliz, refém das palavras esteja a renegar seu patriotismo e, de repente, passara a enaltecer somente a grama do vizinho, mas, na perplexidade que causara esta manchete em solo brasileiro, deixara bem nítido que não consideramos um atraso, por menor que seja, como falta de respeito. Ledo engano nosso!

No Brasil, atraso é sinônimo de glamour, pelo menos para alguns, pois, particularmente, estou no grupo dos que tratam tal como falta de respeito. Por que cargas d’aguas é sugerido à noiva um atraso para requintar a cerimônia? Creio, na minha modesta ótica, e o leitor que fique bem à vontade para divergir, que, ao se atrasar, a noiva já não estaria a infligir um dos primeiros códigos da boa convivência? Ou seja, o respeito?

Na Europa, em países como Alemanha, que costuma dizer que “a pontualidade é a cortesia dos reis” e mesmo a própria Inglaterra, metrôs e interestaduais seguem pontualmente o horário estabelecido para embarque e desembarque. Existem linhas de metrôs que saem de determinados terminais às exatas 13:04, nem um segundo mais, nem um segundo menos. Os suíços costumam justificar sua pontualidade com a seguinte expressão: “Eu valorizo o seu tempo e, por consequência, valorizo você”

Sei que parece tão pequeno e sou mesmo capaz de imaginar uma linha de certo enfado, a percorrer a tez de algum leitor menos paciente, a dizer que há maiores problemas ameaçando a civilização nacional, mas, se pretendemos mesmo promover alguma mudança neste país, temos que começarmos por atitudes mais brandas e altamente relevantes. Raul seixas dissera em canção que “Tem gente que passa a vida inteira travando a inútil luta com os galhos, sem saber que é lá no tronco que tá o coringa do baralho” ações comportamentais individuais são os troncos, que sustentará esta nova nação que pretendemos desbravar.

Também não estou a lhe sugerir que sai por ai a renunciar um cargo toda vez que se atrasar. Pois, abandonar um emprego em terras brasileiras é tão eficaz quanto dispensar um cantil a transpor o Saara. Mas, que tal fazermos um pacto de começar a refletir sobre a ligação entre o atraso e a falta de respeito? Sei que ainda há um extenso caminho a percorrer nesta busca pela sociedade perfeita, mas, pequenas ações representam nossos primeiros passos.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Sonho?

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Esta noite tive um sonho bastante incomum. Daqueles sonhos que nos fazem debater sobre o colchão. Que faz encharcar de suor os lençóis.

Sonhei que, de repente, meu país havia caído em mãos de corjas de canalhas da mais imunda índole. É óbvio que não ocorrera assim do nada, mas, peguei o sonho já parido, o que o antecedera, ocorrera quando eu estava acordado.

Sonhei que grandes líderes mundiais não passavam de criancinhas mimadas, brigonas, que fantasiavam guerrinhas de estilingue e mamonas, com aviões e ogivas nucleares.

Sonhei que não havia mais manifestações culturais e que todo nosso entretenimento, não passava de um borrão pretencioso e altamente manipulador.

Este sonho era todo regido por uma trilha sonora bastante agressiva, repleta de mensagens subliminares, preconceituosas e extremamente pobres. Um misto de sons repetitivos, que tendiam a alienar-me.

Neste sonho, eu estava entre multidões, armadas de cartazes, apitos e narizes de palhaço. Sei que manifestávamos, mas, não ficara muito nítido contra o quê, ou, quem o fazíamos. Gritávamos palavras de ordens e exigíamos mudanças que nunca praticamos em nós mesmos.

Ah leitor! Pense num sonho confuso. Sonhei que destituíamos do poder, verdadeiras quadrilhas, com pseudônimos e tudo. Mas, curiosamente, delegávamos poder a outras quadrilhas.

Como nos filmes de cowboy, bandidos e mocinhos duelavam nas ruas, mas, não era fácil identifica-los, pois, os anos de convivência os assemelharam.

O ponto mais crítico deste meu sonho se dera, quando percebi que ninguém ouvia os protestos que eu tentava emitir. Todo mundo se agredia aos gritos, porém, ninguém ouvia. Tentei propor-lhes reflexão, mas, disseram-me que estavam atarefados, que tinham mais o que se fazer, do que desperdiçarem tempo pensando. Quando mencionei leitura, obtive risada.

O ponto curioso é que, apesar do caos, todo mundo sorria, embalados por alegorias festivas e espetáculos midiáticos. Eis que fiquei a ponderar, como um povo tão feliz poderia estar passando por tamanha catástrofe? Somente em sonho mesmo.

Sonhei que pessoas morriam em filas de hospitais, sem que lhes fossem concedida a clemência de um atendimento. Vejam só, até onde a imaginação dos sonhos é capaz de nos levar.

Estas mesmas pessoas que morriam à mingua, definhavam uma existência decrépita, desfalcados de elementos básicos, necessários à existência humana dentro de uma sociedade.

Ah! Temo mesmo ter enlouquecido. Pois, até onde eu sabia, para findar um sonho, no caso, um pesadelo como este, bastava abrir os olhos, mas, no meu caso, não ocorrera a salvação da realidade. E, mesmo acordado, sinto que ainda estou preso àquele maldito sonho.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Hora de quebrar um tabu

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Saudações paciente leitor.

Dissera o poeta, que não há mal algum em se usar palavras repetidas, até porque, quais são as palavras que nunca foram ditas?

Sendo assim, reutilizo aqui um texto que publiquei tempos atrás. E que o faço novamente, pela certeza de que tal assunto jamais poderá ficar na gaveta.

Alguma vez você já pensou em suicídio?

Por quê?

Faço essa pergunta, amigo leitor, ao mesmo tempo em que lhe tributo meus cumprimentos. É intrigante o número de casos de suicídio registrado, não somente em nossos modestos municípios, mas, em âmbito nacional. Não sei se alguma vez o leitor dedicara reflexão sobre o fato, mas, todo ano perdemos amigos em nossa comunidade, nesta prática de autoextermínio. Ainda neste ano, que brevemente rompera o casulo, já registramos está triste situação. Todavia, intrigado com o número alarmante, senti necessidade de embrenhar por entre as minúcias deste universo trágico, ao que constatei que, segundo os suicidiologistas, esta é uma prática mais comum do que se imagina. O “assunto” suicídio é um tabu, um monstro silencioso agindo nas células sociais. Porém, para total desespero, o suicídio não é lembrado como questão relevante. Honestamente, ainda não atingi nível suficiente de reflexão sobre o caso, para afirmar que a inércia do estado em relação ao autoextermínio dá-se por falta de estudo, ou, trata-se de um conceito cultural, não se abordar o assunto, ou, o que seria uma catástrofe, seria mesmo completo descaso. O fato é que, ignorar este “assunto”, definitivamente, não é o melhor caminho.

O suicídio não é tão romântico, tal qual propõe Shakespeare, com o casal Montecchio e Capuleto, em Romeu e Julieta, pelo contrário, saiba que, somente no Brasil, registra-se cerca de 32 suicídios por dia. E devemos considerar o fato de que, o Brasil ocupa posição de 113°, dentre os países com maiores taxas de suicídios. Também, devemos ressaltar o fato de que, tais números, representam somente os casos em que o suicídio foi verdadeiramente consumado, ou seja, ignorando as tantas outras situações onde o executor não obtivera sucesso, pois, para cada morte decorrente de suicídio, ocorrem outras 20 tentativas infrutíferas (Aliás, devo aqui, aplicar uma correção, pois, receio que o verbo “frutificar” não caia adequadamente bem na questão). Todavia, sobre este grupo recai a triste alcunha de “SOBREVIVENTES DE SI MESMOS”.

Um arrepio percorrera toda minha estrutura cervical ao constatar que, entre os jovens, o suicídio é a segunda incidência mais grave, perdendo somente para os acidentes de trânsito. De fato, tal qual aponta os estudiosos, suicídio é questão de saúde pública, que merece imediata atenção. Portanto, trilhando o conceito de que, prevenção é sempre o melhor remédio, sugiro abordarmos o assunto com maior frequência em nosso lar, logicamente, armando de certos cuidados e estudo sobre tal, pois, insistir em repetir situações de mortes por suicídio pode ser, muitas vezes interpretado pelo cérebro humano como incentivo . Um exemplo claro desta afirmação ocorrera em agosto de 1962, após a mídia americana divulgar o suposto suicídio de Marilyn Monroe, com coberturas cada vez mais sensacionalistas e repetitivas, ainda que a causa real nunca ficara provada. O fato é que, naquele mesmo mês, os Estados Unidos registrara um aumento de consideráveis 12% na taxa de suicídio.

E a você que, neste trágico momento está pensando, articulando, atentar contra sua própria vida, advirto, suicídio, nunca fora sinônimo de êxito, saída e mesmo solução para qualquer problema que você julgue maior que a própria vida.

Dedico este texto ao amigo Emerson Speroni, do Rio grande do Sul, que milita no âmbito nacional, na prevenção do suicídio e prestara válido socorro quando manifestei desejo de abordar o assunto. E, de alguma forma, espero ter, ao menos incentivado alguém a procurar ajuda, caso identifique nos seus, esta tendência trágica.

Pensamento:

Morrer é uma coisa que se deve deixar sempre para depois.

(Millôr Fernandes)

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Ensaio sobre o conhecimento

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Saudações paciente leitor.

Certamente você já se deparara, ao menos uma vez com a seguinte frase: “Não tenho tempo para ler”. Não lhe parece que, além da pessoa estar lhe propondo uma desculpa esfarrapada para não enriquecer seu conhecimento, também, está afirmando que leitura é coisa para desocupado. Isto é de uma hipocrisia imensa. Na verdade, pesquisas recentes mostram que, o brasileiro compra em média de 3 a 4 livros por ano. Além de um absurdo, completo desleixo para com o nosso próprio enriquecimento cultural é também, uma excelente perspectiva para esta filosofia de governo que tende a nos violar cada dia mais. Visto que, mediante a vulnerabilidade cultural de uma nação, abrem-se centenas de brechas que facilitarão a filosofia da corrupção. Um dos maiores eventos da Alemanha nazista proposto por Adolf Hitler, era a “Queima de Livros”, onde, milhares de obras de autoria judaica eram incineradas em praça pública. Outros fatos não menos relevantes, como o cerco a Bagdá, que resultou na destruição de sua biblioteca, a inquisição espanhola, que queimou mais de 5 mil manuscritos árabes e a ditadura Vargas, que incinerara livros, como de Jorge Amado, por exemplo. Em todos estes casos, o objetivo é bem claro, através de labaredas, consumir, reduzir a pó a cultura de um povo, eliminando assim qualquer vestígio de sua identidade. Todos sabem, e qualquer um há de presumir que, baixar o nível intelectual de uma nação é a maneira de dominá-la.

No brasil, ocorre manobras bem menos ofensivas, que descartam a necessidade de queimar livros. No entanto, os eficácia desta tal “manobra” é capaz de perpetuar uma extinção cultural. Simplesmente porque, através de estratégias midiáticas, tem-se substituído os elementos que compõem nossa cultura, por propostas populares. No cenário musical, por exemplo, com novas “revelações” forjadas em estúdios –e aqui me permito uma pausa para saborear meu escárnio- matam-se verdadeiros compositores e interpretes.

Não! Paciente leitor que, por razões desconhecidas, ainda segue minhas reminiscências. Não se trata de conservadorismo. Dizem por ai, que são os novos tempos, da juventude. Ora! Já fomos jovens. Sabemos que, os adultos que somos hoje, do tipo que ainda lê jornais, foram lapidados na juventude, embalados pela cultura, pelo hábito da leitura, pela boa música.

Sei que ás vezes pode até parecer que pretendo, com tais analogias, pregar no deserto, mas, uso como argumento, a certeza de que, diante destas palavras, talvez esteja agora alguém que se sinta, senão transformado, ao menos provocado por esta nova analogia. E, voltando à questão da leitura, ou, da triste falta de. Eis que surge uma pergunta inquietante: Quanto você investe em seu conhecimento por mês? Será que alguma vez você já se permitira esta pergunta? Renovamos nosso guarda-roupas, pagamos tv à cabo, sem falar no absurdo que as empresas de telefonia nos subtraem mensalmente. Mas, e livros? “Ah, mas, livro é um artigo caro no Brasil”. Desculpas, desculpas e mais desculpas para se adiar o enriquecimento cultural. Caro, é o preço da ignorância, caro, é evitar certos ciclos sociais, por medo de transparecer sua deficiência intelectual. Caro, é eleger corjas de canalhas, simplesmente, por estar tão manipulável e vulnerável intelectualmente. Caro é viver sem perspectiva, é mendigar horizontes, é morrer sem ter alcançado conhecimento suficiente para encontrar a si próprio.

 Sei que pode parecer pretensioso, um escritor, a propor leitura, mas, você sabe, tanto quanto eu que, somente através da leitura, adquirimos conhecimento, caso contrário, você não estaria com os olhos a percorrer tais linhas. Avante, que a batalha nos aguarda, paciente leitor. Há um denso matagal de ignorância lastrando, definhando os campos onde fecundamos nossas sementes. E, se o Brasil foi mesmo desbravado na base de enxadadas, há de ser uma nação mais saudável pela força do lápis. 


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.


O nosso Rubicão!!!

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Saudações paciente e quase enriquecido leitor, não fosse a contrariedade dos números da mega da virada, desdizendo qualquer esperança.

Se não foi desta feita que você entrou para o hall dos milionários, acredito que tivera um fim de ano repleto emoções que riqueza alguma será capaz de comprar.

Nasce um novo ano, por entre estes dias férteis, porém, improváveis. Um novo divã se propõem, onde prosseguiremos nesta caçada obstinada de nós mesmos. Uma nova batalha nos aguarda.

“Alea jacta est”. Dissera Júlio Cesar, quando estava por atravessar o Rubicão. “A sorte esta lançada.”

Também cruzamos nosso Rubicão na fatídica noite de 31 de dezembro. Enquanto o espetáculo pirotécnico se dava nos céus, lançamos nossa sorte à deriva destes dias que virão. Sabemos sim, que nosso Rubicão há de desaguar num mar de possibilidades, mas, temos também a consciência de que, antes, deveremos transpor vales inseguros, florestas espinhosas e tempestivas, montanhas sinuosas e toda espécie de infortúnios propicio à quem ousa qualquer jornada.

2018 se projeta, tal qual uma página em branco, imaculada, nos seduzindo a escrever um novo capitulo de nossa existência. A pena e tinta estará em vossas mãos, paciente leitor, e será você, quem decidirá o gênero predominante em vossa história, se haverá a necessidade de personagens, se será um best seller, ou, uma faceta miserável de um folhetim. Não cometa a ingenuidade de produzir milhares de expectativas para este ano que desabrocha, pois amadurecemos o suficiente para compreendermos, que deveremos ir verdadeiramente à luta todos os dias. De boa vontade ou não fizemos nossa travessia e, tais quais as aguas correntes o nosso destino é o mar gigantesco, não há como retroceder. É óbvio que nos envolve um certo medo, confesso que também temo os novos dias, mas, exatamente igual no ano que findara, não fugirei aos obstáculos. E sei que, pela afinidade que desenvolvemos ao longo dos dias, você agirá exatamente assim, ou, de maneira bem mais sábia.

Ah paciente leitor!

Imagino quantos motivos lhe vieram tentar sua desistência, nos objetivos que traçara.

E quantas pessoas mesquinhas lhe magoaram, lhe feriaram a alma?

Quantas vezes você se convencera de que, lágrimas, de repente, fosse a única coisa que viria a produzir pelo resto de sua existência?

E mesmo, pisoteado por estas adversidades, consigo imaginar-te com brilho nos olhos, sorriso escancarado no rosto a comtemplar o novo ano que nascera. A refletir que, se ainda não conseguira dar o melhor de si, tens uma nova oportunidade. A agradecer pelo essencial da vida, aquela coisa invisível aos olhos, mas, que a gente sente alimentar a alma. Posso imaginar-te, tal qual este simples pecador que aqui deixa tais palavras, a enveredar-se por promessas que, aqui entre nós, jamais cumpriremos, mesmo que vivamos mais uns cem anos, tamanha a quantidade delas. 

Então, a você, paciente leitor, faço sinceros votos, para que encontre neste novo ciclo que rompe o útero materno, maneiras saudáveis para buscar todos os seus objetivos. Se o momento lhe exigir lágrimas, então chore, derrame-as sem medo, para que, mais tarde, elas não turvem seu sorriso. Se for para temer, saiba que o medo, muitas vezes é um aliado, é nosso lado sensato falando mais alto. Se for para cair, proporcione a queda mais bela, pois, deverá ser a última de sua vida. E no final disso tudo, sorria, celebre, não somente a conquista, mas, a certeza de que encarara tudo com bravura. E se ainda não foi desta vez que eliminara todas as adversidades, sempre haverá um novo sol, um novo ano para você tentar tudo de novo.

Feliz 2018!  

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Divã

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Saudações paciente leitor!

Faço aqui meus sinceros votos para que, ao ler tal analogia sórdida, você esteja guarnecido de todas as maravilhas que a data propõem.

Mais um ano que finda, dissipando lentamente, sugado pelo ralo, violado pelos dias que por ele passaram. Para trás, a macula, o rastro melancólico das retrospectivas, nos propondo devaneios e frustrações.  Um divã se oferece, tal qual o confessionário, no qual, sentimos tentados a nos sentar e suspirar nossas reminiscências.  Formulamos novos planos, reformulamos promessas que, mesmo que vivamos um século mais, jamais as cumpriríamos.

Este ano que morrerá sob espetáculos pirotécnico e incitações de “viva” leva para sua cripta, meus dias sombrios, que me torturaram em infindáveis instantes de angustia. Porém, rouba-me também os dias floridos que se assomaram em minha existência, onde mistos de sentimentos rejuvenescedores suavizaram minha alma.

 No frigir dos ovos, ao balancear minhas ações, descubro que ainda não foi desta feita que cravei meu passaporte certo, direto aos jardins do Éden. No entanto, concluo contente que estou a uma distância segura dos portões de qualquer inferno, embora, tal qual Dante Alighieri, confesso que desci por várias vezes os círculos, vales e fossos, propostos pelo estado que rege minha existência social, no qual comi o pão que algum chifrudo amassara (falo do Diabo mente suja ha ha ha). Foram longos e miúdos 365 dias. Dias de luta, onde voltar para casa desfigurado pela labuta era um privilégio restrito a poucos miseráveis. Dias de risadas, abençoados pela criança que as vezes se encarapita na rispidez de minha vida adulta. E mais do que isso, a repetição sistemática de todos estes horrores e glórias. Dias em que novos amigos nasceram dos vales mais insólitos, a ensinar-me que é sempre necessário fecundar a amizade, independentemente do quão estéril seja o solo. É óbvio que antigas alianças se romperam, mas, ninguém, jamais perdera algo que nunca lhe pertencera.

 Foram dias tempestivos de solidão, onde padeci miserável a ausência de alguém, ou ainda, a pior de todas as solidões, a ausência de sentido, das questões existenciais. Dias de alivio, figurados em novas projeções, em reviravoltas, no reencontro com nós mesmos.

Neste ano que dezembro envolve na lápide, amadureci suficientemente bem, a ponto de lhe propor o ensinamento de que sempre sentirei a necessidade de aprender muito contigo. Ah! Enternecido leitor!  Se realmente o que importa de verdade é a intensidade com os quais foram vividos os momentos, confesso que a cada novo ano tenho dedicado demasiado esforço em seguir tal filosofia, pois, a cada minuto meu dedico merecido apreço, tudo deve ser vivido com extremo calor. Afinal, o tempo há de seguir sempre em frente. E se ainda não aprendi de fato os ensinamentos enigmáticos, desbotados nos papiros, um novo ano se abre e, com ele, a oportunidade e esperança de reviver tudo mais uma vez, cometer os mesmo erros, dos quais me arrependerei no próximo dezembro. Surge uma nova oportunidade de conquistar novos sorrisos, aliás, talvez seja, justamente no sorriso que induzimos, que esteja incrustada a verdadeira motivação de se viver.

Nos ventos, as projeções dos novos dias que nascerão, onde seremos coadjuvantes, ou atores principais, depende de nossas escolhas. Onde aplaudiremos ou agradeceremos os aplausos. Vilão ou mocinho, sei que, na maioria das vezes não se trata de escolha, é consequência, o fato é que de toda forma, para todos nós, a cortina há de baixar um dia, esteja você no palco, ou acomodado na plateia, e o que realmente ficará, será a intensidade em que conduzimos esta confusa peça, mesclada de todos os gêneros, chamada vida.  


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Ensaio sobre a velhice

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Queira você ou não, todos iremos envelhecer! Lamento lembrá-lo de tal amigo leitor, a quem tributo meus cumprimentos, mas, é um fato. A questão é, você está realmente preparado para esta nova fase? O estado, como um todo, está mesmo apto a recebe-lo em sua velhice?

            “O futuro é o passado preparado”, mencionara o filósofo Pierre Dác. De pleno acordo, proponho refletirmos sobre tal.

            Honestamente, e isto é uma opinião particular, vejo a situação dos idosos, no âmbito geral, com muita tristeza. Ora! É deprimente se imaginar trabalhando diariamente, emprestando a própria saúde na labuta de se honrar as expectativas que se cria em torno do “chefe de família”, para envelhecer esquecido às margens de uma estrada que somente segue em frente sem tempo para amparar as vidas que murcham ao redor. Já que mencionei família, se multiplica, nos dias atuais, o número de filhos e netos que retornam à proteção dos mais velhos depois de terem partido do lar e constituído famílias, ou seja, regressam ao lar sustentado por uma pífia aposentadoria, munidos de agregados. Isto talvez explica a quantidade, cada vez mais alarmante, de idosos que reintegram ao mercado de trabalho, sob as talas dessa chibata estrutural, no intuito de, senão sanar, ao menos suavizar a situação de desamparo, no qual se encontram os seus, prolongando ainda mais, o merecido descanso, pelo qual trabalhara a vida toda.

            Lamentável é saber que boa parte de nossa velhice, passaremos em filas de hospitais, esperando aquela consulta com um especialista, talvez, engajado num emprego qualquer, afim de complementar a renda. Além é claro, de ter que conviver com a nítida inversão dos valores sociais, desta juventude que desconhece qualquer conceito da palavra respeito.

            Ao leitor, permito divergir, aliás, todo debate é sempre bem-vindo, porém, em minha defesa, digo que não faria qualquer sentido escrever, ou, mesmo rasurar, se não fosse regido pela sinceridade. Mas, o que vejo em nossa sociedade, são idosos, tendo sobre os ombros surrados a responsabilidade de uma família inteira, se privando de confortos necessários a uma boa velhice. Isto sem mencionar a quantidade de idosos que são, literalmente esquecidos pelos familiares, por quem dedicara sua vida. Idosos, cujos únicos amigos que possuem agora, são os enfermeiros, os acompanhantes, a quem compartilham os resquícios de uma vida que se esvai.

            Voltando ao pensamento de Pierre Dác, eis que surge uma questão: Como estamos preparando nosso futuro? Será que dedicamos algum tempo, ou, mesmo dinheiro, em atividades que nos assegurariam uma velhice saudável? E nossa alimentação? Será que temos trabalhado nossa espiritualidade, para não amargarmos um envelhecimento medíocre e deprimente?

            Entretanto, nem tudo são espinhos, pois, há uma parte considerável de idosos que souberam de fato preparar o futuro, e que gozam os dias atuais com espiritualidade, com aquela sensação de dever cumprido. São pessoas que encontraram na velhice o poder da juventude. Pessoas que contrariam as expectativas catastróficas e encaram os últimos dias de sua existência sorrindo.

            Todavia, é importante mencionar que cabe a nós, que hoje somos jovens, proporcionar um envelhecimento saudável aos nossos idosos, ouvindo aquelas histórias que ele já lhe contara uma dezena de vezes, lhe emprestando todo o respeito do mundo, destituindo-os de responsabilidades que não mais condizem com sua idade e, acima de tudo, transmitindo-lhes amor.

            Aos idosos de hoje, tributo meu profundo respeito e admiração, pois, conseguir envelhecer, nos dias atuais, já é uma conquista restrita a poucos.

            Pensamento:

            “Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma.”

            Albert Schweitzer.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.