Calendário

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Engage for business e Líder Internacional de Yoga do Riso. www.robertoravagnani.com.br


Calendário é uma coisa engraçada, que exerce um grande poder em nós seres humanos. Estamos no último mês do calendário do ano de 2019. O calendário seria uma aula interessante de história, mas vou me limitar a sua criação inicial e ao da forma como o conhecemos ou quase assim.

As pesquisas indicam que o primeiro calendário surgiu na Mesopotâmia, por volta de 2700 a.C., provavelmente entre os sumérios, e foi aprimorado pelos caldeus. O calendário possuía 12 meses lunares (entenda o sistema Sol-Terra-Lua), de 29 ou 30 dias, e serviu de base para o adotado pelos judeus.

O calendário conforme conhecemos foi criado em 1582, o Papa Gregório XIII, aconselhado pelos astrónomos, decretou pela bula Inter gravíssimas que quinta-feira, 4 de outubro de 1582 seria imediatamente seguido de sexta-feira 15 de outubro para compensar a diferença acumulada ao longo de séculos entre o calendário juliano e as efemérides astronómicas.

Após este pequeno apanhado histórico, voltamos aos dias atuais, falando novamente sobre o poder que ele exerce sobre nós, todos se baseiam nele e ao chegar determinadas datas corremos para fazer algo pois elas nos remetem a comemorações, lembranças e o mundo capitalista nos faz comprar coisas em datas especificas. Isto posto, lembro-lhes que o natal está próximo e o ano de 2020 também, como se algo catastrófico fosse acontecer na virada da folha do calendário, todos correm para refazer ou fazer aquilo que deveriam ter feito nos últimos 12 meses e se preocupam com aquilo que poderiam ter se preocupado nos últimos 365 dias do ano, como por exemplo o trabalho voluntário ou a caridade para alguns e para outros a filantropia.

Que tal esquecer um pouco o calendário e ter preocupações legitimas durante o ano todo e ações eficazes também durante o ano todo?

Pode parecer que vai dar trabalho o ano todo, mas você pode ter um outro olhar, o de que se você fizer pelo ano todo, no final dele não terá que fazê-lo de forma assoberbada, não é uma vantagem?


Nosso dia está chegando

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Engage for business e Líder Internacional de Yoga do Riso. www.robertoravagnani.com.br

Dia 05 de dezembro é o dia internacional do voluntariado. Portanto é nosso se você é um voluntário, se não é, não tem problema, pode comemorar junto conosco que será muito bem-vindo.

Isso é uma das dezenas de coisas que me atraem no voluntariado, é uma das poucas atividades, eu não conheço outra, que é praticada por todas as religiões, todas as raças, todos os gêneros, todos os partidos políticos, ateus, apolíticos, todas as classes sociais e culturais e por praticamente todas as idades. Não é incrível, é uma união total, sem qualquer tipo de discriminação. Lógico que como tem “as pessoas” envolvidas no processo, temos sim os desvios de conduta, mas que no geral passam desapercebidas, pois a grandiosidade das obras feitas pelos voluntários do mundo todo está acima dessas “picuinhas” que são geradas de vez em quando. Chamo-as de picuinhas, não pelo que são, mas por quem são geradas, normalmente pessoas que ainda não descobriram o prazer de fazer o outro feliz com sua atenção e cuidado.

Quer melhor exemplo do que este para nossa população, nossas crianças, para os políticos, governantes, enfim para todos, um exemplo de congraçamento que nem mesmo as melhores datas comemorativas nos trazem, o natal é divergente em algumas religiões, o ano novo chega em data diferente para os chineses, pascoa também tem significado diferente para muitos, carnaval é uma marca muito brasileira, entre outras comemorações que não são universais. O voluntariado é universal, é entendido da mesma forma em todos os cantos do mundo. Me repito, deveria ser o modelo adotado pelos governantes do mundo todo, unificação de propósitos, o bem do mundo.

Vamos fazer nossa parte e continuar semeando esta compreensão por onde andarmos e tentar fazer com que os não “convertidos” possam se sensibilizar por uma causa para chamar de sua. Por favor o “convertidos” é só uma brincadeira, não pertencemos a uma seita ou corrente ou qualquer coisa assim.

Plantamos o bem pelo mundo afora, ajude-nos a plantar e todos colheremos juntos os frutos.


Vem chegando o natal

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Engage for business e Líder Internacional de Yoga do Riso. www.robertoravagnani.com.br

Vem chegando a época que todo mundo fica bonzinho, caridoso, emotivo com as causas sociais. Aquela criança que esta na rua desde sempre e a vemos quase todos os dias no nosso corre-corre e não damos atenção, nesta época é motivo de pesar vê-la ali naquela situação e imediatamente nos vem a mente o que poderíamos fazer e assim cria-se mais um movimento pelas crianças de rua, ou pelos cachorros abandonados que não terão um ossinho no natal ou pelos velhinhos nos asilos que não receberão visitas.

O que seria destas pessoas se não fosse o natal? Quem criou tudo isso, você chame como quiser, pensou em tudo mesmo, pois muito se cria nesta época de maior sensibilidade e muito se acaba antes do carnaval, mas muitos trabalhos perduram e realmente se tornam ajudas efetivas durante todo o ano, que deveria ser o normal, pois elas ficam nas ruas o ano todo, passam fome o ano todo, precisam de roupa o ano todo, de atenção o ano todo. São 365 dias por ano de oportunidades para cuidar do nosso próximo ou do meio ambiente, mas muitos precisam de um natal para lembrá-los.

O saudoso Betinho, com tive a honra de trabalhar, criou o natal sem fome, este que vos escreve sem a pretensão de ser lembrado como tal, na minha doce imaginação, vou criar o ano sem fome. Que tal?

Um ano inteiro para todos se preocuparem com esta questão, sem o envolvimento governamental que já vimos que não tem capacidade de gerir um negócio sem ter a maldição da corrupção por perto rondando e assombrando tudo o que faz.

Pode levar na brincadeira, mas a preocupação é séria e necessária de ser levada a cabo, o trabalho voluntário pode, quando bem orientado, eu diria sem medo de errar, acabar com esta situação.

Acabar com a fome, sem distribuição de dinheiro, mas de condições, sem dar esmolas mas dignidade e educação (não a formal), sem duvidas que o trabalho voluntario é um grande resolvedor de problemas quando pensado o ano todo. Vamos pensar nisso juntos?​

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Ser & Ter

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Engage for business e Líder Internacional de Yoga do Riso. www.robertoravagnani.com.br

Poderia ser o nome de uma loja, de um site, de um blog de qualidade de vida, mas não é, até onde eu saiba, este na verdade é o grande dilema de nós seres humanos, falíveis que somos, todos os dias.


Muitos tem pregado o SER na contramão do mercado e do sistema em que vivemos que para qualquer lado que olhemos tem algo nos impulsionando para  TER isso  ou aquilo, até mesmo coisas inúteis que não farão a menor diferença em nossas vidas, mas a intenção é que tenhamos e agora a moda é se você tiver algo terá uma experiencia.

Na maioria das vezes que compramos algo nossa experiencia é de pagar e levar para casa em alguns momentos já passou o prazer e muitas destas coisas ficara de lado ou será parcialmente utilizada. Quem aqui já utilizou tudo o que as novas TV’s oferecem de opções que elas trazem incorporadas?

Este é um exemplo entre tantos outros que poderíamos citar, mas experiencias mesmo vamos ter quando decidimos SER. Mas SER o que?

É um conceito estranho para muitos, mas o voluntariado creio ser uma das grandes ferramentas de experimentar este tal SER, pois nele sim você terá uma experiencia, será única, especial e inesquecível experiencia (desculpe a repetição), pois ali você não terá o poder do dinheiro, do cargo, do grau de instrução, ali será você como um ser humano se dedicando há uma causa, e assim acho que chegamos a explicação do tal SER, quando somente se “é” o que se “é” de verdade, sem mascaras, sem intermediações, por isso que se diz que neste momento estou somente sendo eu.

Esta ferramenta pouco explorada, pode ser uma bomba para o mercado, isso certamente não os impõe medo, visto que até então, alguns até ajudam na divulgação e impulsionamento da causa, mas imagina um mundo com muito mais pessoas desapegando das compras por impulso....hum.

Mas isso pode demorar algumas gerações para acontecer, temos que nos concentrar em fazer uso desta ferramenta para que cada vez mais pessoas se apropriem dela e façam de sua existência uma experiencia vivida e não comprada.

Dada a largada

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Engage for business e Líder Internacional de Yoga do Riso. www.robertoravagnani.com.br

Foi dada a largada para a correria dos últimos 2 meses do ano de 2019. Quase 11 meses de mais um ano, agora começa aquela correria de tentar fazer tudo o que não fizemos por não conseguir ou não dar atenção devida, durante todo os 11 meses, eu sei que estamos entrando no décimo primeiro mês, mas elevai passar tão rápido que já vou deixar registrado meu desespero de final de ano.

O tempo passa tão rápido e muito do que queríamos fazer não conseguimos, assim com nossa superioridade de super-heróis, achamos que em menos de 30 dias iremos dar conta de tudo, doce ilusão. Vamos passar para o próximo ano com afazeres deste ainda e não porque se desesperar, afinal de contas é só um calendário que nos diz que aqueles meses programados já se foram e que vem mais por aí.

Perdemos pessoas, trabalhos, mascotes, saúde e ganhamos tempo, experiência e sabedoria, vamos focar naquilo que importa de verdade.

Parece mensagem de final de ano, mas estou adiantando um pouco o assunto, visto que com a loucura de final de ano, poucos os que leem tudo que chega a mão, mas a minha mensagem de novembro é que uma das coisas que não podemos nos esquecer durante os próximos 12 meses, quando quer que você comece a contar, é de nos voluntariar para a vida.

Fazer trabalho voluntário em uma organização é relativamente fácil, desde que siga algumas regras básicas, mas voluntariar-se para a vida é a tarefa mais difícil, mas quando você começa não quer mais parar.

Voluntariar-se para a vida é não perder a oportunidade de ajudar o próximo, não deixar de apoiar bons projetos, mesmo com um desejo de boa sorte, não deixar de ajudar uma organização social da sua região e aqui deixo claro que não estou me referindo a doações, que são importantes, mas aqui o meu convite é para seu envolvimento, seu tempo, seu carinho, seu conhecimento, sua atenção, sua habilidade, seu olhar, isso na maioria das vezes é muito mais importante que suas “coisas”.​


Voluntário e sua importância

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Engage for business e Líder, Internacional de Yoga do Riso. www.robertoravagnani.com.br

Temos acompanhado o desastre das manchas de óleo que aparecem nas praias do nordeste brasileiro. Dizem que o óleo não é nosso. Dizem que sabem de quem é, mas não sabem como chegou até nós.

O pouco que sabemos é que é um grande desastre e não há protocolos no mundo para recuperação deste desastre e estão lidando com isso de forma totalmente empírica.

Algo que precisa ser dito que além dos inúmeros profissionais, e mais recentemente a entrada dos militares de diversas forças para ajudar na limpeza, mas o grande braço forte desta limpeza, tem sido os voluntários.

Das mais diversas idades, de ambos os sexos, com conhecimento ou não, literalmente colocam a mão no óleo, correndo risco de contaminação, mas sem esmorecer eles têm colaborado sobremaneira para eliminar a poluição das areias das praiais e das raízes dos manguezais, berço de nossa fauna marinha.

Os voluntários, mais uma vez de forma invisível e sem o devido mérito, não por ego, mas por mérito, o trabalho voluntário deve ser anunciado, para mostrar seu valor e poder e o quanto pode interferir positivamente na sociedade.

O trabalho voluntário, neste episódio e em outros, como brumadinho, inundações de São Luiz do Paraitinga, de Ilhota, queda do prédio em Fortaleza, entre centenas de outras tragédias, eles estavam lá, alguns de forma inoportuna, mas na sua grande maioria mão de obra, sem nome na maioria das vezes, são fundamentais para o resgate e auxilio as forças oficiais do país.

Este texto é minha homenagem a esses incansáveis voluntários que deixam seus afazeres, sua vida, família em busca de ajudar a sociedade e o mundo em que escolheu viver.

Aos voluntários brasileiros, muito obrigado por existir e estar sempre dispostos a melhorar e cuidar do nosso planetinha.

Aos que ainda não são voluntários o meu desejo de que se estimulem por estas histórias e queria conhecer mais sobre o trabalho voluntário e se engajar em um.

Quanto as pessoas estão prontas para serem voluntárias?

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU, Membro Engage for business e Líder, Internacional de Yoga do Riso. www.robertoravagnani.com.br


É uma pergunta difícil de ser respondida, não na verdade não é e vou responder sem papas na língua.

De forma geral as pessoas não estão preparadas para lidar com outras pessoas, animais ou a natureza, pois a grande maioria e isso não é um demérito, antes que me julguem, estão preocupadas com seus próprios problemas e conflitos internos e/ou osmais próximos de si e lhes falta tempo para abrir a mente para os problemas mais distante e que de forma direta não lhe dizem respeito, mas influenciam sua vida de alguma forma.

Cabe aqui algumas explicações: como influenciam nossa vida, mesmo que distantes? Se não cuidamos das pessoas de nossa sociedade vão ficar mais doentes do que já estão, estamos falando de doenças psicossomáticas causadas pelo medo, ódio, traumas etc., portanto pessoas mais doentes, menos produtivas, menos engajadas, menos consumo, tudo menos. Sua vida será impactada de alguma forma quanto mais pessoas desta forma nossa sociedade produzir.

Se não cuidamos dos animais e meio ambiente eles de alguma forma vão se apropriar ou retomar o espaço que tomamos deles, portanto teremos uma guerra de espécies e que aqui entre nós tenho quase certeza que a natureza irá ganhar esta batalha, pois somos seres ínfimos perto dela.

Ta bom o quer mais?

Ta bom, pois o importante desta nossa coluna é falar que podemos ajudar a minorar todo este conflito e problemas aqui apresentados, com ações simples de boa convivência ou engajamento em projetos sociais de forma verdadeira e produtiva.

O trabalho voluntário é um dos eixos de sustentabilidade de nossa sociedade, pois ela deixará de existir, assim que o ser humano deixar de cuidar de outro.

Portanto está em nossas mãos e nossa pequena dedicação de forma organizada e/ou individual mudar nossa consciência de sociedade de forma ordeira e pacífica, advindo do bem estar de todos os seres que podemos ajudar.

Quer mais? Na próxima coluna tem. Abs

Ser Voluntário

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU e Membro Engage for business. www.robertoravagnani.com.br

Ainda tem gente que me pergunta por que ser voluntário, ou pior, para que ser voluntário?

Eu ainda me dou o trabalho de responder, por que pode ser mais uma conquista, mais um a pensar no que o trabalho voluntário traz de bom para a pessoa, para a sociedade e para o mundo. Mas antes de explicar vale uma contra pergunta: sei que responder com outra pergunta não é uma ação tão inteligente, mas neste caso específico creio que vale.

Por que não ser um voluntário?

A partir de então vem aquelas respostas estranhas, tipo: “quem trabalha de graça é relógio”.

Não vou dar mais munição para inimigos, mas essa é uma das muitas explicações do porquê não ser um voluntário.

Vamos a contra resposta, já que perguntei também devo dar a minha resposta à pergunta inicial.

Os motivos para ser um voluntário são muitos, poderia ficar horas explicando um por um, mas não temos tanto tempo assim e o interlocutor certamente iria embora bem antes do final das explicações e não queremos esta atitude, queremos que ele possa ficar e ser induzido a pensar no assunto pelo menos.

Ser voluntário por me sentir bem, uma resposta curta e real; ser voluntário para aprender a me relacionar com as pessoas, uma das habilidades que o voluntariado traz; ser voluntário para poder cuidar do mundo, resposta ampla, mas que traz um dos benefícios que o voluntariado tem.

Ser voluntário para resgatar pessoas perdidas em suas vidas, para encaminhar animais para novos lares, para cuidar de jardins e eles nos darem flores, para saciar a sede e a fome de pessoas em situação de rua, para minimizar a dor dos que sofrem perante as drogas, para minorar o desprezo daqueles que não sabem ler e escrever, para dar dignidade para aqueles que não tem como se sustentar, para levar um sorriso para aqueles que sofrem o abandono.

São tantas as possibilidades que o trabalho voluntário nos traz que fica até chato para o interlocutor que fez a pergunta, portanto quando você que já faz trabalho voluntário escutar esta pergunta, responda com o básico: “Por que me faz muito bem”.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.



Ser Voluntário – Pessoas

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU e Membro Engage for business. www.robertoravagnani.com.br

Às vezes, só as vezes, parece que nos esquecemos que tudo o que fazemos, tudo o que criamos, elaboramos, são para pessoas. Parece que com o automatismo e mecanicidade que fazemos as coisas nos esquecemos que somos pessoas e assim atuamos para as pessoas. O trabalho voluntario que está entre as coisas menos importantes para a maioria das pessoas, empresas e organizações, está baseado na ação das pessoas.

Por isso insisto tanto em minhas colunas na realização de trabalhos voluntários, por entender o bem e o quanto pode ser transformador para as pessoas que o fazem.

Ser voluntário deveria se confundir com nossa vida cotidiana de cidadão, mas ainda temos um grande caminho a percorrer e encontrar o equilíbrio entre vida e vida cidadã, que para muitos parecem coisas distintas, mas na real deveria ser a única existente, a vida cidadã é uma forma de encarar o dia a dia um pouco mais atencioso ao próximo, as questões sociais, ao ambiental e principalmente ao pessoal, pois quando nos preocupamos com o pessoal, aquilo que nos afeta, seremos mais atenciosos com todo o que está ao nosso redor.

Não podemos tirar a pessoa do centro de nossas atenções, não somos e não lidamos somente com máquinas, lidamos com gente, com pessoas.

Trabalho voluntário deve ser feito para que fiquemos bem e isto é uma condição, temos, devemos ficar bem fazendo trabalho voluntário, caso contrário não vale a pena e perde sua valia, para nós e para a sociedade. Fazendo diferente disso, mais uma vez nos tornamos máquinas, máquinas de fazer o que os outros acham que é legal e para agradar alguns, isto pode funcionar por um curto período, mas não dura muito tempo.

Convido você a não só ler esta coluna, mas me ajudar a divulgar este assunto de todas as formas possíveis, pois com mais voluntários teremos um mundo mais equilibrado, os problemas não deixarão de existir, mas certamente serão em menor número para serem tratados. Divulguem se possível nas suas redes sociais, em outros sites, fale com crianças e jovens sobre o assunto, enviei para seus amigos e outras possibilidades que esqueci de citar aqui. Você pode ajudar a transformar o mundo ou melhor nós podemos, vamos fazer valer o poder das redes sociais. Me acompanhe no instagram Ser_voluntario.​



O calendário colorido

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Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea, criador e gestor de eventos filantrópicos, porta voz pela ONU e Membro Engage for business. www.robertoravagnani.com.br

Cada mês agora tem cor ou cores para lembrar uma causa especifica e isso é muito bom, pois as causas não só são lembradas, mas também faz com que muitas pessoas tenham contato com um tema que muitas vezes é tratado na marginalidade, por falta de informação, por preconceito mesmo, por ignorância, por falta de contato.

O trabalho voluntário é exatamente assim, tratado na marginalidade, até mesmo pelas organizações do terceiro setor, que deveriam falar muito mais dele, não para pedir voluntários, mas sim para fazer com que o assunto flua na sociedade, para mais pessoas conhecerem e entenderem o que um voluntário faz, para o que serve suas atividades e seu valor para as organizações e para a sociedade.

Na minha concepção falta esta linha direta com a sociedade para termos mais voluntários atuando efetivamente, “conhecimento”, na concepção do filósofo Grego Sócrates, ele diferencia “conhecer” de “ter conhecimento”, segundo ele conhecer é o estudo para decorar ou como dizemos para passar de ano, já ter conhecimento é o entendimento sobre o assunto, é ter estudado e entendido seu funcionamento, por isso é importante termos uma sociedade com mais conhecimento sobre o voluntariado, para que possam praticar (talvez), mas o mais importante é não criticar e se o fizer, que o faça com propriedade.

Portanto ter conhecimento sobre as causas tem que ser prioridade das organizações, por isso os meses coloridos são importantes, para o voluntariado não existe um mês ou uma cor e nem precisamos, pois temos duas datas importantes, uma em agosto, especifica para o Brasil, 28 que é o dia nacional do voluntariado e 05 de dezembro, esta é a data internacional de comemoração do voluntariado, em algumas cidades brasileiras ainda tem o seu dia municipal, é o bastante desde que bem lembradas.

Mas como disse acima o principal divulgador da causa deveria ser as organizações sociais e os que lidam com o tema do terceiro setor, ainda vejo muitos, para não dizer a maioria dos eventos que acontecem sem o tema voluntariado ser lembrado. Por isso estou aqui digitando (se fosse um pouco mais antigo seria datilografando. Quem se lembra?) e “matraquiando” sobre o assunto. Você pode me acompanhar pelas redes sociais, no Instagram ser_voluntario.​