Disseminação de informação

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O tema está pegando! Fico muito feliz pois o tema voluntariado está sendo mais aceito pelos veículos de comunicação, esta coluna que prezo tanto e tenho me empenhado para produzir e veicular no maior numero de veículos possíveis, esta semana recebe mais uma parceria que me deixa cada dia mais esperançoso do crescimento e interesse do público pelo tema, o novo parceiro se une aos jornais brasileiros e aos de língua hispânica, “El Diário Solidário da Espanha”, “Periódico El Correo” da República Dominicana, “Revista Digital do Peru” e agora o “Portal de Angola”.

O grande desafio é tornar o tema cada vez mais comum, nos meios de comunicação, nas escolas, nas redes sociais e no nosso dia a dia, não quero que nos tornemos os chatos de plantão que só falam de engajamento social, mas que o tema também não passe como ainda hoje quase que totalmente despercebido.

O engajamento social ou voluntariado, tem um papel importante na construção de uma sociedade mais justa, preocupada e sensível. Acho que sensível é a palavra que pode ajudar a definir o engajamento social, com a sociedade mais sensível, ela percebe mais as dores alheias, percebe onde ela pode intervir para melhorar e fazer a diferença, o que pode e deve ser melhorado para a coletividade, diminui o individualismo, cria um senso critico mais apurado e tem uma visão mais generosa do mundo.

Com esse conjunto de benesse causado pelo engajamento social, construímos uma sociedade mais justa e certamente teremos gerações melhores para concluir nosso projeto ou sonho ou utopia de um mundo com seus habitantes se respeitando mais e só com essa atitude com muito mais qualidade no conviver.

Pode parecer mais uma utopia o voluntariado realizar tudo isso, mas não é, basta ver os pequenos resultados em microgrupos de nossa sociedade onde o engajamento social ou voluntariado é praticado de forma ativa e séria que faz brotar o respeito mutuo e o interesse real pelo bem-estar coletivo.

Se ainda não acredita ou não consegue conceber, tais resultados, uma proposta plausível é se engajar e sentir esta realidade e fazer parte desta transformação, depois de feito isso, podemos voltar a falar de nossa utopia. Vai encarar?

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Feliz aquele que se descobre

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​Delicia quando começamos a fazer uma atividade que nos de prazer e onde podemos aprender e ter recompensas com esta ação. Isso vale para esportes ou atividades físicas, leitura, estudo, dieta e por que não um trabalho Voluntário.

Fico feliz quando uma pessoa descobre uma atividade voluntária que lhe dá prazer e que lhe completa e o melhor pode com esta atividade aprender e ajudar ao mesmo tempo.

O começo de nossa conversa com aspirantes, ou simplesmente pessoas que estão ouvindo ou lendo sobre o trabalho voluntário é sempre dizer que as pessoas tem que descobrir uma atividade que faça seus olhos brilharem e que depois de conhecer tenha a ver com você, com seu estilo de vida e com a adequação ao tempo que poderá destinar ao trabalho.

Após isso feito, você terá que se descobrir, pois certamente você será uma pessoa diferente depois de começar o trabalho voluntário, você, se estiver disposto a isto, fará grandes descobertas de suas potencialidades, fará coisas antes talvez nunca imaginada por você, aprenderá muito se aberto assim estiver, portanto trata-se de um processo de redescobrimento do seu novo eu.

As habilidades aprendidas ou descobertas, as amizades propostas, a mudança de visão sobre os “problemas” da nossa vida, tudo isso fará parte desta redescoberta.

Portanto feliz aquele que se descobre e tem o trabalho voluntário como uma ferramenta para isso, diria feliz duplamente, pois além de sua descoberta, sua ação poderá fazer o bem para muitos.

Poderia encerrar aqui nossa conversa, mas hoje é importante, pois as pessoas estão mais ativas, mais ligadas no mundo, mais conectadas, deixar claro que todos queremos mais do que isso. O descobrir-se é quase que uma necessidade para todos, o que te faz feliz, o que faz triste, o que te motiva, o que te desgasta, perguntas que estão na mente de todos independente de formação e profissão, portanto o voluntariado pode ser “vendido” como uma ferramenta de descoberta pessoal e de ressignificação de uma parcela, no mínimo, de sua vida. Quantos não se descobriram por conta desta ferramenta tão potente. Eu, diretor operacional de uma empresa, de repente, e foi assim mesmo de repente, me vi voluntário como palhaço hospitalar, para um publico nunca dantes navegado, adultos, e lá estava eu, indo a um depois outro, depois o Brasil, a América do Sul, do Norte, mundo falando e praticando voluntariado. Portanto descubra-se e use esta ferramenta para isso, não se perturbe, o trabalho voluntario é grande, ansioso e benevolente com todos. Venha e faça muita gente feliz.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Boas notícias no fim do túnel

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Começo nossa conversa com esta chamada da Época Negócios do dia 30/01/2019 - Um relatório publicado pela Harvard Business Review indica que, além da busca pelo lucro, acionistas também têm desenvolvido consciência dos impactos sociais e ambientais de empresas e governos a quem destinam seus investimentos.

Antes que os críticos de plantão acionem a chave da critica destrutiva, vale salientar que eu busco ver o copo meio cheio, portanto é SIM uma boa notícia, pois por menor que possa ser este engajamento, ele é maior do que já foi, portanto isso é bom.

Não vou entrar no detalhe dos números, mas o aumento em investimentos na área chamada responsabilidade social, principalmente a ambiental, é expressivo. Pode parecer maluquice minha escrever algo desta forma dias depois de uma das maiores tragédias ambientais do mundo, e aqui não vim defender qualquer empresa, pois é de sua responsabilidade a mitigação de qualquer risco de acidentes para vidas humanas e ambientais, mas creio que este, assim como outros “acidentes” tem mostrado aos investidores que o risco de não se envolver nas causas sócio ambientais é muito grande e que não vale a pequena alta de seus lucros, sem esse investimento.

Portanto como tenho tentado fazer sempre por aqui, trazer o lado melhor, quando possível, dos assuntos que me dizem respeito, esta é uma boa visão deste assunto.

Falta muito a ser feito e ser compreendido da importância do tema, mas é alvissareiro ver aumentar o investimento em ações que antes eram totalmente desprezadas.

Aqui aproveito para expressar a tristeza com que assisto o desespero das famílias e vitimas da tragédia de Brumadinho – MG e aproveitar para expressar o meu agradecimento e desejar paz e saúde para todos voluntários que tem trabalhado incansavelmente na busca das pessoas e animais no local do acidente e parabenizar todo o povo brasileiro que mais uma vez se mobilizou para enviar doações e pedir para que antes de enviar suas contribuições, principalmente em dinheiro, certifiquem-se de que serão destinadas realmente para o fim declarado, para as contribuições materiais, também busquem saber se realmente estão precisando, se realmente sua doação chegará ao lugar correto, pois mesmo nestes momentos existem os aproveitadores e também a falta de gestão das doações que poderão se estragar, como vi pessoalmente, acontecer em outras tragédias no Brasil onde estive como voluntário. Paz e tranquilidade para nossa nação.  


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Mimimi

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​Não é para este ou aquele governo, existe uma categoria de pessoas, vou me restringir ao Brasil, nosso país, por não ter vivencias tão longas em outros, que torce para que tudo de errado, as vezes nem torce intencionalmente mas deixa de fazer coisas importantes para nosso desenvolvimento pessoal e social por achar que tudo vai fracassar por este ou aquele motivo.

Conhece alguém que reclame de quase tudo ou tudo que está ao seu redor? Este é o ser humano Mimimi.

Como Mimimi sua principal característica é a reclamação, aqui não estou fazendo apologia ao conformismo, para não ser mimimi devo aceitar tudo da forma que esta ou for feito e tudo bem. Não. Você pode e muitas vezes deve reclamar e esbravejar, mas o que EU considero equivocado é reclamar de tudo por reclamar e mais, reclamação sem ação, são palavras jogadas ao vento.

Se reclamo de algo, na medida do possível, tenho que propor algo para a solução do problema ou daquilo que lhe incomoda.

Se vai a um restaurante e via dispender um recurso seu para essa despesa, tenho certeza que se o atendente lhe tratar de forma desleixada, se o produto que adquiriu estiver ruim, fará uma reclamação e pedirá seu dinheiro ou parte dele de volta, pois não houve uma relação saudável entre o que você pagou e o que lhe entregaram.

Essa foi uma reclamação correta, desde que feita com educação, pois quando reclamamos de forma estupida e grosseira, perdemos a razão de partida pois a empatia se cria nos primeiros 6 segundos de conversa.

A ação pós reclamação, deve ser sempre pautada para a solução da mesma e tem que ter sua participação, salvo em casos muito específicos.

O voluntariado é uma destas ações, quando você observa a sua volta a quantidade de pessoas morando nas ruas, vivendo de migalhas, animais abandonados a própria sorte, organizações que tratam suas atividades com desleixo, pessoas que destratam o meio ambiente e as cidades, com o protagonismo do voluntariado, não só observa, mas faz algo para minimizar estes graves problemas de nossa sociedade.

Que tal deixar o mimimismo de lado e partir para o protagonismo?

Da trabalho, mas é muito melhor do que só ficar reclamando sem nada fazer.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Oportunidade

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Foto – Cande Blanco (Mexico)


Nós temos sempre a oportunidade de fazer o bem, o certo, mas muitos por muitas vezes insistem em fazer o mais fácil, nem sempre o que é certo.

O fazer o certo quase sempre é difícil, vem acompanhando de responsabilidades e exige atitude diferenciada da maioria das pessoas, por isso é tão difícil e trabalhoso eu diria agir certo e fazer o bem.

Mas não estamos aqui para nos justificar, nosso papel é fazer com que esta atitude possa ser cotidiana, simples, menos complexa, para isso precisamos desmistifica-la:

1 – Fazer o bem e o certo não é para santos ou pessoas puras, é para todos nós, pessoas comuns que querem o melhor para toda a sociedade;

2 – Fazer o bem e o certo não o faz um tolo, um bobo, mas o transforma em um modelo, um exemplo, pois o torna diferente de muitos que não tem esta prática no dia-a-dia;

3 – Fazer o bem e o certo é a melhor maneira de mostrar à sociedade que queremos o melhor para todos e queremos viver de forma correta;

4 – Fazer o certo e o bem é muito mais fácil, pois não precisamos pensar em uma desculpa ou inventar uma história, ela esta pronta para ser utilizada, doa a quem doer;

5 – Para fazer certo e o bem leva o mesmo tempo que o contrário.

Torço para que a maioria dos leitores já estejam nesta trilha do bem e do correto de alguma forma, nas ações dos nossos dias conturbados, nas possíveis ações voluntárias, em atitudes difíceis nos negócios, nas relações quase sempre conturbadas com o poder público.

Vamos quebrar a corrente do contrario a tudo isso que é natural. Esta conversa toda pode parecer um pouco fora do nosso contexto, mas não é, quando falo de voluntariado me refiro a ter ações voluntárias, e por ações voluntárias entenda-se fazer o bem ao próximo e a si mesmo em primeiro lugar, prestar um serviço voluntário é fazer o correto, pois é a preocupação que todos possam estar bem e é o que precisamos para uma sociedade mais justa, mais saudável, é que todos sintam-se bem.

Portanto ações voluntárias independem se são prestadas junto a uma organização ou por você solitariamente e é isso que é difícil, pois ir a uma creche 1 vez por semana é relativamente simples expressar sua bondade, o difícil é ter esta expressão de bondade e de preocupação com o próximo durante todos os 7 dias da semana.

Vamos juntos nos exercitar para exercer o bem e o correto nos próximos trezentos e poucos dias deste restinho de ano que temos?


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

O que quero e posso fazer?

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Procuro sempre pensar em perguntas que nós cidadãos nos fazemos quando começa a pensar no novo ano que se inicia. São muitas: será que vou conseguir atingir meus objetivos; será que conseguirei minha promoção; será que vou conseguir um emprego; será que vou conseguir me dedicar ao estudo que desejo; será que ...

São muitas certamente e a grande maioria das respostas só as teremos ao final dos próximos 12 meses e para muitos uma das perguntas que per m meiam seu inicio de ano é: será que conseguirei me dedicar ao próximo um pouco mais?

Para esta pergunta, tenho um pouco de ajuda, não tenho uma resposta, mas posso mostras alguns caminhos para que ao final do ano a resposta possa ser positiva.

Uma das possibilidades para estar mais próximo ou se dedicar um pouco mais ao apoio ao próximo é através do trabalho voluntário, com ele você pode ajudar tanto materialmente, mas principalmente com seu tempo e talento.

Não há bem mais precioso que seu tempo e o envolvimento pessoal em ações sociais, nos traz muito conhecimento, mesmo que faça uso do seu conhecimento, certamente isso enriquecerá a sua jornada de forma inimaginável e não digo isso somente pela minha própria experiencia, mas por ter compartilhado disto com milhares de voluntários pelo Brasil e pelo mundo, ouvindo sempre frases e reflexões muito semelhantes, do quanto se aprende sendo voluntário.

Perdemos nossas posses, perdemos nossa saúde, perdemos nosso tempo, mas nosso conhecimento e nossas experiencias ficarão para sempre, por isso a riqueza do trabalho voluntário.

Como um lobo solitário, entro em 2019 muito mais convicto de que é possível transformar o nosso país com o trabalho voluntário, seguindo uma regra simples, mudemos os homens para que mudemos o país, e quiçá possamos mudar o mundo, parece simples, mas temos que começar pelo começo para termos resultados.

Para todas suas perguntas de começo de ano, a resposta é que podemos ter o que quisermos, desde que estejamos dispostos a mudar e ajudar a mudar.

Vamos fazer este dia o melhor dia de nossas vidas, melhor, vamos fazer deste ano o melhor ano de nossas vidas.


*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.