A DOR E A MÚSICA

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​Temos visto várias experiências em hospitais relatando o quanto a música diminui a dor de pacientes em vários tipos de doenças, sentindo dores e sendo aliviadas com apenas o som que ouvem.

Venho hoje falar da dor emocional.

Concentro-me em Bach. Johann Sebastian Bach , nascido em 1685, nos deixou um legado sobre a estrutura musical, a forma de se escrever música, mas também os sons que ele dedicava a Deus, pois nem assinava suas composições como sendo dele. Apenas escrevia logo abaixo das partituras compostas : “Somente a Deus a glória”.

E são a estes sons que me entrego nos momentos de profunda conversa com Deus.

Bach teve 20 filhos, duas esposas e uma tranquilidade invejável. Entregou-se à tarefa de nos facilitar a vida dedicando-se à forma da escrita musical.

Certa vez, conversando com uma pessoa que fazia tratamento psicológico, ela me relatou o seguinte: -“ minha terapeuta me indicou ouvir Bach que é compatível com minhas inquietações que nunca terminam, pois ele vai criando os sons em círculos que sempre voltam ao mesmo lugar e eu preciso ouvi-lo e sentir que a vida é cíclica. Ele demora para “resolver” no acorde final e vai circulando, circulando até que consegue enfim dar um suspiro e terminar.”

Isso ficou sempre em minha mente, naquele momento até discordei disso, pois pensei que fosse melhor sair do círculo e resolver logo a situação. Mas tem certos problemas na vida que insistem em ficar circulando indo e voltando até que possamos suspirar e entender que terminaram.

Mas sabendo de sua biografia, de sua religiosidade na Igreja Protestante, e que ele fazia músicas para Deus e assinava como vindas de Deus para ele e entregue a nós como sendo sons da mais alta vibração do divino, penso que 334 anos depois do seu nascimento e 269 anos depois de sua morte, temos este legado para acalmar nossas almas e saber que somos guiados pelo divino, se nós deixarmos, como assim ele o fez!

Momentos de dor são curados por músicas que emanam fé.

Talvez inicialmente tenhamos que nos conectar às músicas que são compatíveis com nossos sentimentos e aflições masestas músicas que só emanam aflições, servem para potencializar as mesmas.

A música tem o poder de nos transportar para um lugar diferente de onde estamos, e basta procurarmos as músicas que nos levem para esferas superiores, lugares reconfortantes, bálsamos para a alma. Talvez por isso, ela nos tire a dor.

Em Deus não há dor. Há acolhimento! Há vigor. Há esperança! Há vida!

Brahms muitas vezes me transporta para a profundidade da vida. Brahms foi profundo, sério, buscou na natureza muitas vezes as suas inspirações. E a natureza também é nosso bálsamo!

Brahms era nostálgico também e ao mesmo tempo vibrante em suas saudades de infância. Transportou para a música a alegria de sua infância no cortiço em que nasceu e morou na periferia de Hamburgo através da Dança Húngara n.5.

Inspirou-se na alegria dos ciganos para compor suas Danças Húngaras. Quando visitou Schumann, professor de composição, o mesmo se encantou com as novidades que Brahms trazia.

BBB .. . que não tem nada de semelhante com os programas de TV ... Os 3 grandes Bs da música : BACH, BEETHOVEN E BRAHMS ....

Beethoven se superou, tanto pela infância conturbada, como pelos desencontros amorosos e depois pela surdez. Ele se superou e nos deixou obras de grande superação, talento e elevação de alma.

Deixa-nos um espetáculo na 9ª Sinfonia, quando compôs completamente surdo . Quando lhe perguntaram escrevendo em seu caderninho : - como compõe sendo totalmente surdo? Ao que ele responde : - “EU OUÇO SONS CELESTIAIS!”

Que estes bálsamos curem nossas almas tão sofridas por nossos pequenos desafios que se tornam gigantescos conforme lhes damos poder e valor.

Obrigada aos 3 Bs da música !

Saúdo-os no mais profundo ato de gratidão!​

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.


Setembro – prevenção ao Suicídio Depoimento de uma “criança “ salva pela música:

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“Hoje sou adulta, já fui casada, tive filhos, netos, trabalhei em vários tipos de lugares, estou no final da existência, corpo envelhecido e mente cada vez mais buscando entender as pessoas e principalmente a mim mesma.

Quando eu era ainda muito pequena, fui abusada sexualmente por um ídolo da família. Achava que aquilo era normal, pois eu mal sabia falar, nem sabia escrever, tinha sonhos, espontaneidade, alegria, vivacidade, e fui criando uma ideia de que sexualidade era algo permitido dentro das quatro paredes de um lar, de forma velada, e que nunca poderia ser diferente. Família grande, casa sempre cheia de pessoas, classe média quase alta, pessoas respeitadas em seus cargos desempenhados na sociedade, mas aquela coisa escondida dentro de casa que para uma criança era normal e assim era a vida, ficou registrada de formas negativas no decorrer da vida.

Esta jovem que me tornei era pura como criança, mas com apetite sexual bloqueado porque o certo era aquilo ocorrer somente dentro do lar, de forma velada.

O tempo foi passando, me mudei de cidade, conheci um rapaz que se assemelhava ao ídolo familiar e me casei com ele, porque me prometia proteção. Eu estava desamparada na vida, no lugar onde me encontrava, e me apeguei como tábua de salvação.

Ele acabou por ser um grande torturador desta criança que não havia crescido e aconteceram fatos que a criança ficou assustada e com medo, cada vez mais medo da vida e das pessoas.

Um belo dia, ouvi uma música instrumental, e senti um acolhimento extraordinário como se Deus viesse me salvar. Posteriormente descobri que era uma música clássica do período Barroco. Entrei neste mundo, fui aprender a cantar, tocar vários instrumentos musicais até me encontrar de fato num deles, o violoncelo. Estudei como se aquilo fosse o alimento mais precioso para minha vida, horas e horas e horas estudando, entrando naquele instrumento e ele em mim como se fôssemos uma coisa só.

A música me salvou de minhas dores e das lembranças que de alguma forma foram apagadas para que eu não pudesse decodificar o que estava acontecendo.

Na adolescência, nos meus quinze anos, fui passear noutra cidade com um parente e chegando na casa de uma senhora que era tia mais velha, estávamos esperando-a para o almoço e este parente também mais velho, um homem maduro com família, deu-me um selinho, e levei um susto muito grande, abraçados como se fôssemos o protetor e a protegida, ele me beija na boca, um selinho quase demorado demais.

Algo se rompeu dentro de mim. Eu não poderia confiar nas pessoas, elas me enxergam como um objeto de desejo. Bonita, pura, angelical, serena, alegre, extrovertida, era vista como objeto à venda para qualquer um pegar e experimentar.

Voltei para minha cidade em silêncio total, cheguei e foi correndo pegar meu violoncelo e estudar, estudar, estudar e esquecer aquele fato que este familiar me pedira segredo para não acontecer uma tragédia em família.

E hoje, embora envelhecida, não aparento a idade que tenho por fora, uns dez ou quinze anos menos, ainda sou vista como objeto e isso é algo que fere profundamente o ser humano aqui dentro, a alma buscando alegria na vida.

Recorro sempre à música, pois ela me transporta para um mundo quase perfeito, a música clássica me preenche, me faz entender que Deus soprou no ouvido destes compositores barrocos, um pouco da Sua generosidade para com a humanidade, deixando estes presentes em forma de sons.

Não fosse pelo meu violoncelo, por estas músicas que me transportam para o divino, provavelmente eu seria mais uma vítima do suicídio pois a dor que uma pessoa sente em ser vista como objeto é tão grande e inexplicável, onde forma aquele vazio, aquela falta de compreensão de mundo, aquele buraco negro dentro da pessoa que só é vista para saciar algo momentâneo no outro. Um animal querendo ser saciado por um ser angelical, pois é assim que me sinto – mais anjo do que matéria, mais espírito do que corpo, mais etérea do que sólida.

Que os homens desta Terra evoluam em seus sentimentos, equilibrem-se em seus desejos e comecem a ver uma alma e não um corpo, uma pessoa e não um objeto o qual eles se acham no direito de invadir.

Este relato sem assinatura, faço questão de compartilhar com a área da Psicologia, a qual sou cliente assídua sem nunca ter conseguido me livrar da cicatriz deixada por abusos , assédios, investidas de animais que só usam o instinto para sobreviver.

Que a música preencha os corações de todas as mulheres que como eu, sentiram vontade de morrer todas as vezes que são assediadas, vistas como numa vitrine, ou prateleira de uma mercearia onde quem quiser pode pegar o produto, passar a mão e comprar ou roubar ou somente cheirar, experimentar e ir embora.

Uma cliente assídua da Psicologia .

Não pude deixar de registrar este relato, colocado num grupo de WhatsApp, sem assinatura, mas que vem neste mês de Setembro dedicado à prevenção do suicídio, registrar aqui na coluna sobre MÚSICA, a importância de se oferecer a uma criança a oportunidade de estudar um instrumento musical.

Muitas pessoas são salvas por esta entrega ao estudo da música, para se transportarem ao mundo sutil, aliviando dores mundanas.

Pensem sobre isso.​

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

PARA QUÊ SERVE A MÚSICA?

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Na História da humanidade podemos recorrer aos mais variados estilos musicais, formas, maneiras que o ser humano encontrou de expressar-se através da música.

Pensando nisso, analisemos as culturas e suas músicas. As pessoas e suas manifestações musicais.

Para um ser humano poder transmitir um som , para compor uma música, ele precisa de material criativo. De onde vem este material criativo?

Muitas vezes o material vem do interesse comercial em se ganhar dinheiro, fama, sucesso e então a música se torna um mero meio de promoção pessoal.

Outras vezes a música vem para dominar a massa de forma que esta fique entorpecida e “ marche” conforme o som a conduz. Ora, ativando as partes da sexualidade humana, ora os ritmos viciantes, ora os sentimentos depressivos, ora a imaginação de um momento lindo, ora recordando momentos felizes ou infelizes, ora protestando contra o mundo em que se vive. E por aí temos infinitas possibilidades de expressão.

O ser humano busca a felicidade, creio eu que Deus colocou a música para nos informar que existe algo além da matéria densa.

Passeando por vídeos, perfis os mais variados de músicos do mundo todo, pude observar alguns porquês aos quais o ser humano se joga no estudo de um instrumento musical.

Muitas vezes é para se mostrar melhor do que as outras pessoas, quer se mostrar diferente, único, poderoso, conquistar corações, conquistar poder, e se destacar tornando-se um ícone.

Outras vezes nos sertões mais longínquos vemos os cantadores com suas violas expressando seus sentimentos mais puros contando as histórias do lugar onde nasceu através de suas composições ou de músicas regionais.

A música tem sido pesquisada em muitas universidades, centros de pesquisas, laboratórios, fazendo-se experimentos com doentes, para verem o que os sons conseguem transformar nos pacientes.

Se pudéssemos subir no mais alto do planeta e observarmos lá de cima as várias manifestações musicais, poderíamos ter uma ideia das intenções de cada cultura, cada compositor, cada gravadora, cada pessoa que se dispõe a transmitir sons melódicos ou não.

A pergunta que não quer calar é : - se estas pessoas foram presenteadas por Deus com este dom maravilhoso de compor ou de tocar, por que não o fazem para trazer paz ao mundo?

A música, o som, estas vibrações, estas frequências, deveriam ser utilizadas única e exclusivamente para cura das almas e não para colocar mais discórdia, para jogar nos microfones palavras vãs, mensagens negativas, exalando o que se tem pior dentro do ser humano.

A música tem um poder que a maioria de nós ainda não se atentou para observar.

Quando entramos num local público , um grande supermercado que contrata especialistas para observarem o comportamento das pessoas que entram e colocarem as músicas que estas pessoas gostam para que fiquem mais tempo no ambiente comprando, vemos que a música se tornou uma forma de hipnose coletiva.

Lamento que pessoas que extremo dom de composição, percam seu tempo única e exclusivamente pensando em ganhar dinheiro e fama, ou pensando em si mesmas de forma egocêntrica, sem se preocuparem em ‘ devolver ‘ Deus em gratidão, sons que possam harmonizar o planeta.

Há muitos anos, em 1998, criei uma forma de mostrar às pessoas a utilidade e o poder da música através de uma experiência simples. Realizamos isso num colégio particular e em escolas estaduais com uma dinâmica muito simples: - escolha uma música que tenha sons de caixinha de música, com sons delicados de alta vibração energética, dê folhas de papel e tinta para as pessoas PINTAREM A COR DOS SONS. Vejam com seus próprios olhos, ouçam com seus próprios ouvidos os comentários que as pessoas fazem , os desenhos, as cores que utilizam, e verão a expressão da mais alta pureza e inocência ser estampada nos desenhos, nas palavras, nos sentimentos que externam .

Depois disso, logo em seguida, coloque uma música com batida forte, mensagem agressiva, em qualquer idioma, ou mesmo somente sons agressivos, distribua novamente papéis e tintas, tendo recolhido os desenhos anteriores e observem a reação das pessoas, as cores que utilizam, as formas de se expressarem, a conduta para com os colegas que passam pela mesma experiência e pode-se constatar a diferença gritante no comportamento, nas obras, nas cores.

Este projeto era sobre TRÂNSITO. A música no trânsito. E vimos que as pessoas alteram rapidamente o humor conforme o som que é colocado para ouvirem.

E deixamos a pergunta : - que música você ouve no carro? Qual música seus pais ouvem no carro? Como dirigem ? Como se comportam?

E nos 7 bilhões de pessoas existentes neste planeta, se todos tomassem consciência da importância do som, teríamos um mundo pacífico, caso voltassem suas intenções para composições voltadas à tranquilidade, à paz, à alegria, ao amor. Mas.. o que vemos ? Muitos querendo vomitar frustrações para que todos ouçam, incitar a violência através de protestos vis, deboches de toda espécie, inutilidades ou venenos para as almas.

Ainda tocaremos no assunto: frequência... Esta polêmica que eu até diria que é do bem contra o mal. Já foi descoberto que a os Hertzsão altamente úteis para equilibrarem ou desequilibrarem um ambiente, pessoas, animais e plantas. Quantas pesquisas existem neste sentindo?

E a afinação em 432 Hz que era usada nos sinos antigos, nos órgãos das grandes catedrais antigas , que também era um número importante nos vértices das pirâmides, e se formos estudar mais a fundo, vemos que a frequência muda padrões vibratórios.

Por que continuarmos e insistirmos numa frequência desastrosa que causa inquietação, ansiedade, frustração, materialismo, se temos recursos para mudar tudo isso?

Então, vejo que falta evolução espiritual para que o ser humano deixe de se mostrar e se preocupar com vaidades e queira realmente fazer a diferença no planeta, trazendo mais amor ao mundo!

Que Deus tenha piedade dos músicos que estragam a vibração do planeta e abençoem os que trazem o amor incondicional, a paz, a virtude, a felicidade!


*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

FOFOCAS MUSICAIS CARL CZERNY

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Quando eu estudava piano e a professora me pedia pra tocar Czerny era o pior martírio do mundo. Primeiramente porque eu não tinha piano, estudava 2 vezes por semana por meia hora no colégio das freiras por 7 anos, num piano que faltava a capa das teclas, e nessas teclas com cola seca raspando nos dedos frágeis de uma criança, era uma tortura.

Em segundo lugar porque Czerny era um desafio atrás do outro, exigia concentração, independência de dedos, às vezes simetria, às vezes o cérebro tinha que fazer algo com a esquerda e ao mesmo tempo alguma coisa oposta com a mão direita, movimentos antagônicos, e isso era muito difícil. Para quem conhece o op 599, o exercício número 13 é um exemplo de tenutas, ligaduras, staccattos, dedilhados, colcheias e semínimas. Que teste! Como a professora passava a lição e tínhamos que nos virar pra entender aquilo e fazer ( não estudavam conosco), era descobrir o jeito mais fácil de conseguir e nem sempre o tempo de meia hora duas vezes por semana era suficiente para chegar a um resultado satisfatório e ainda tinham outros métodos pra estudar, peças e não sei como consegui ir em frente. Acredito que a perseverança de minha mãe que não me deixava desistir e minha extrema vontade de tocar este instrumento me fez ir adiante.

Vejo hoje em dia meus alunos que se dedicam ao Czerny, como conseguem evoluir em pouco tempo ( quando há a verdadeira consciência do quanto este grande mestre estudou para nos deixar estes exercícios fantásticos de aprimoramento técnico).

Quando estive na Suiça, como ouvinte do Masterclass em Samedam , com quatro renomados professores : Konstantin Scherbakov, Peter Feutwangler, Gianluca Luisi , Michelle Ahn, pude observar os alunos com suas mais variadas formas de desenvolver a técnica pianística que muitas vezes ajudavam ou se estavam falhas sentiam dificuldade na interpretação.

Uma das alunas, uma jovem alemã, estava tendo aula com Konstantin Scherbakov numa manhã, e eu era a única ouvinte desta aula. Sentei-me num lugar estratégico onde conseguia ver os dois pianos, as mãos do professor e as mãos da aluna e fiquei observando como ele orientava. Nestes Masterclass não se orienta exercícios de técnica mas o espírito da música, como acessar as ideias do compositor, como compreender a dinâmica , a intenção, e a complexidade da composição. Mas naquele momento específico onde a aluna tentava tocar uma passagem, seus dedos não conseguiam responder ao necessário. Eu observando e anotando. De repente o Professor Konstantin Scherbakov se vira para mim e pergunta em voz alta : -“ o que ela deve fazer para resolver isso Maria ?” Eu me assustei, fiquei vermelha, trêmula, com tanto susto e um mestre daquele gabarito me perguntar tal coisa, me senti acuada e com medo de responder. Então devolvi-lhe a pergunta : o que ela deve fazer mestre?

E ele respondeu : Czerny... Czerny... Czerny ... Só assim poderá tocar Liszt , que era a peça que a jovem Laura estava tocando para ele, Valle D’ Obermann de Franz Liszt.

Encontrei a foto desta aula e as anotações que eu estava fazendo enquanto ele dava as instruções para a aluna.

Vejam logo a seguir: fiz questão de fotografar a agenda onde eu escrevia as aulas , não transcrevi propositalmente, para que sintam o momento mais real.

No meio desta aula ele me interrompeu com a pergunta: o que ela deve fazer Maria?​

Professor Konstantin Scherbakov e a aluna alemã, Laura, tocando uma peça de Liszt para ele, quando aconselhou que fizesse a técnica de Czerny para conseguir interpretar com espírito.

Após esta aula eu o abordei no corredor e lhe perguntei: - Mestre, por que o senhor prefere Czerny ao invés do Technical Exercices de Liszt para resolver o problema técnico? E ele responde : - “ Porque Czerny é melódico e juntamente com a técnica ele eleva a alma.”

Hoje, deixo um artigo mais técnico.

Publiquei estas fotos no Facebook com um pequeno relato e ele foi parar na Suiça, na página da Escola onde foi realizado este Masterclass.

Este é o caminho do estudo árduo de um instrumento musical. Quantas horas e horas e horas dedicadas a compreender, analisar, treinar musculatura, captar sentimentos, enfim ... palmas para os músicos e palmas dobradas para os compositores!​

FOFOCAS MUSICAIS A MÚSICA E A ILUSÃO DA FAMA

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A complexidade da alma humana nos leva a refletir sobre os lados da balança. Tudo tem os dois lados.

Para que haja equilíbrio é preciso estar vigilante sempre.

Na música, encontramos nas biografias, os mais variados relatos sobre as personalidades dos músicos, geralmente começam crianças prodígio ou muito esforçadas na infância e depois conforme o caminho traçado e as consequências deste caminho as crianças vão aflorando ou potencializando ou desenvolvendo partes emocionais advindas do estudo da música, ou de seu talento ou das circunstâncias a que foram submetidas.

Relendo biografias, observando comportamentos, penso que o estudo da música deveria ser acompanhado de uma análise psicológica para que se consiga dar equilíbrio para estes seres que muitas vezes não estão preparados para a fama ou que a almejam em primeiro lugar, antes da música em si.

Os pais destas crianças precisam de orientação quanto a como conduzir um talento, qual a medida para incentivo e silêncio, disciplina e lazer, aprendizado e divertimento, responsabilidade e ócio criativo.

Vale a pena conferir as biografias de Mozart, Beethoven, Liszt, Chopin ,e tantos outros nas suas mais diferentes peculiaridades. Importante vê-los quando criança. Importante observar como os pais os conduziram e no que se tornaram. O que a vida lhes preparou de desafios como mortes, doenças, etc. E como lidaram com tudo isso.

A vaidade sem dúvida alguma foi um componente que teve seu lado positivo de brilho e seu lado negativo de decadência da personalidade.

Então, hoje deixamos este alerta sobre a ILUSÃO DA FAMA. E ainda sobre os cuidados necessários que se deve tomar para que uma criança não se torne uma reprodutora de desejos de adultos ao invés de construir sua formação musical sólida. Os estragos são grandes para alma.​

​Beethoven


​Mozart







*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

FOFOCAS MUSICAIS OUVIR A ALMA

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​Não há dúvida de que o autoconhecimento é a porta mais larga para a pessoa evoluir, crescer e alcançar seus objetivos com segurança, se sentindo realizada.

Há que se ouvir o que de há mais precioso: a intuição.

Como se desenvolve esta habilidade de se ouvir? Por experiência própria: através da música, através do estudo de um instrumento, através da escuta profunda e atenta de sons que atingem o mais íntimo do ser, onde mora a Verdade.

O autoconhecimento é a chave para o ser humano ser mais realizado.

Quando um estudante de música começa a ficar solitariamente estudando seu instrumento, ele está sozinho consigo mesmo, se desafiando, se observando, se conhecendo, se testando, se realizando e alcançando o mais precioso: a alegria de ter conquistado o que queria: tocar!

Já comentamos aqui sobre os vários estudos feitos com a escuta musical, os benefícios ao cérebro, à alma, ao tratamento de doenças, etc.

Isso vem de fora pra dentro e funciona. Imagine algo que tenha de dentro pra fora, como desenvolvimento de habilidades e competências: coordenação motora, destreza, sensibilidade, poder de síntese, poder de interpretar, raciocínio lógico decifrando as partituras, concentração, desinibição, a tranquilidade que se desenvolve em fazer passo a passo o estudo de uma música, autocontrole é fundamental!

Amigos, o recado de hoje é direto, simples, profundo e enfático: experimente estudar um instrumento musical e colha os frutos de seu desenvolvimento pessoal!

UMA SENHORA DE IDADE TOCANDO SEU PIANO:

https://www.facebook.com/leda.grun/videos/1200612110054781/UzpfSTEwMDAwMDYyODE0ODE1NzoyNTgwOTIzMjcxOTM4NTg2/

O cérebro de uma criança mediante a EDUCAÇÃO MUSICAL

https://musiceducationworks.wordpress.com/2016/06/19/a-childs-brain-develops-faster-with-exposure-to-music/?fbclid=IwAR2WdT1YeAm_-RbocIdRBcFPh25DJJ29l8y_CXPGRRZp-3r7ljUIYvVpsg0

baterista de 2 anos de idade :

enquanto isso os asiáticos:

e no Brasil

Estes e uma infinidade de vídeos com crianças tocando nos mostram a FELICIDADE.

Vamos acordar amigos ! A MÚSICA É O MELHOR REMÉDIO PARA A ALMA !

Pra finalizar , esta doçura :

https://www.facebook.com/oficialmusicalidade/videos/2222945924468266/UzpfSTEwMDAwMDYyODE0ODE1NzoyNTc2Mzk1ODU1NzI0NjYx

FOFOCAS MUSICAIS TRANSCENDÊNCIA

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Quando acesso o youtube com vídeos espetaculares de pianistas super dedicados à interpretação fiel de cada compositor, imagino as centenas de horas, ou milhares, de estudo metódico, a transcendência que parecem estar vivenciando enquanto tocam...

Vejo a facilidade que os russos e europeus possuem no ato de se concentrarem e mais ainda quando acessam a magia do mundo dos sons, fazendo aquela viagem que os transporta para o que é perfeito.

Ao mesmo tempo fico imaginando como se sentiriam Beethoven, Mozart, Chopin, Liszt, Brahms e tantos outros gênios da música sendo interpretados de forma grotesca, brutal, ou insonsa e concreta... Que assassinato da composição, da intenção, da ideia, do autor , de tudo!

A técnica é como uma faca muito bem afiada de um Chef que vai até a cozinha e simplesmente encosta no tomate e ele se abre ao meio, perfeito, lindo. Esta é a técnica: a ferramenta para se chegar a interpretar o que quiser. Sem ela, a musculatura não funciona, não há destreza, não há recursos suficientes para a alma se expressar.

Mas ela por si só não transmite a ideia. A técnica é a faca. A alma seria o sabor que o tomate leva ao seu paladar, ele foi bem temperado? Existem ingredientes típicos de cada país para se temperar um tomate ( a música) ?

Qual é o diferencial de cada Chef para levar ao seu degustador algo tão surpreendente que ele queira de novo e de novo voltar e degustar, tamanha característica peculiar, pitoresca e que valoriza o tomate na sua essência, porém dando-lhe aromas que deixam aquele que saboreia quase em transe de felicidade e gratidão!

Faço um convite insistente para que OUÇAM... Tentem captar o que dizem os sons. Sim, porque eles dizem , emanam sentimentos, colorem a vida, mudam nossa frequência de vibração, transportam-nos para um mundo tão sutil, cheio de sensações, algumas delas não poderemos jamais definir. Falo da Música Clássica.

Um Universo infinito de possibilidades se descortina à nossa frente e saímos da rasa noção de que somos simplesmente matéria.

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

FOFOCAS MUSICAIS – O REI LISZT

Há exatos 208 anos nascia um grande homem!

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O REI LISZT

No próximo dia 31 de Julho é aniversário de morte de Franz Liszt. Mas digamos que é um aniversário de vida eterna porque somos eternos. Faz 133 anos que este corpo se foi, mas sua alma permanece viva! Ainda hoje pianistas do mundo inteiro se desafiam para tentar tocar suas peças dificílimas, mas especialmente exigem que se conheça o caráter deste grande homem para poder chegar perto da interpretação real.

Vamos ao Liszt criança primeiramente. Os pais tiveram uma sensibilidade extrema ao darem uma educação musical de qualidade a este gênio. Família simples, o pai era administrador das propriedades do príncipe Estherhazy na Hungria, tocava violoncelo e deu a seu filho Franz Liszt as primeiras orientações musicais. Incentivou-o aos estudos de piano, deu toda a motivação necessária para que o garoto evoluísse. Veja a importância dos pais na Educação!!!

Não bastasse isso, pediu ao príncipe que o dispensasse dos serviços e lhe desse uma carta de recomendação, e que ele pudesse vender o pedaço de terra que recebera dos Estherhazy para se mudarem para a Áustria, Viena, onde teria aulas com Carl Czerny, o melhor professor de técnica pianística da época, também compositor. Adam Liszt então aluga um quarto em Viena, compra um piano para o filho e a família se instala ali investindo na Educação Musical desta criança. Prioridades! Imagine... Poderia almejar mais terras, mais propriedades, mais riquezas, tinha todo o apoio do Príncipe, mas não... Fez escolhas. Escolheu dar Educação Musical ao filho.

Uma criança que recebe este ensinamento, este exemplo, esta doação irrestrita à sua aptidão, só poderá se tornar um grande! Educar a alma. Ouvir o coração!

E Liszt foi Grande não somente no piano. Ele foi agregador de músicos, incentivador de novos talentos musicais, criador dos famosos Masterclasses, porque tantos alunos queriam ter aulas com ele, que por não ter mais horários, criou a forma que persiste até hoje dos masterclasses.

Mãos de Liszt

Liszt doava a renda de alguns concertos às vítimas das tragédias, enchentes e catástrofes. Foi Grande em todos os sentidos. Sua música percorreu todo o século XIX passando por vários estilos até chegar ao final da vida se tornando abade com lindas composições sacras. Ouça o Pai Nosso, que coisa espetacular!

Liszt foi mal compreendido pela sociedade por ser excêntrico. Ora, esta palavra que parece ser pejorativa é um grande elogio. Todo aquele que se aprimora no que faz, se joga na dedicação ao trabalho, à sua missão, e a tudo o que se propõe a fazer para deixar algo para a humanidade, tem que ter excentricidade. Jamais poderá ser um ser comum, senão faria parte da massa e apenas passaria pela vida sem nada deixar de eterno. De comuns o mundo está repleto. Seres únicos e que fizeram e ainda fazem a diferença no mundo são poucos, digamos que são os escolhidos. Introspectivos para que deem asas à inspiração. Voluntariosos porque não se prendem às questiúnculas mundanas e isso os irrita, passionais às vezes porque o coração fala muito alto e ouvem sua voz clamando, mas seres escolhidos por Deus para fazer a humanidade melhor. Deixem os excêntricos em paz! São os preferidos de Deus, se é que posso dizer assim.

Como há muito o que se dizer de Franz Liszt, vou apenas homenageá-lo próximo ao dia 31 de Julho falando de sua infância e da data em que ele se despediu desta veste para se tornar eterno.

Falando em veste, Liszt se tornou abade, depois de tentar se casar com Caroline Wittgenstein e a igreja colocar todos os empecilhos, pois ela era divorciada e fugitiva da Rússia, deixando sua fortuna toda no país para poder se unir a Liszt. Ela se mudou para Roma para pedir uma audiência com o Papa Pio IX para pedir autorização para se casarem.Esperou 9 meses pela audiência e quando conseguiu a autorização, veio uma ameaça da Rússia, dizendo que ela havia fugido do país deixando toda sua fortuna e terras para o ex-marido, no intuito de conseguir a liberdade.

Quando Liszt se tornou abade, foi designado a ele algumas funções na igreja : leitor, porteiro, e EXORCISTA. Imaginem o que isso significou para esta alma... O Papa visitava os aposentos de Liszt que continha apenas o necessário para sobreviver, e claro, um piano, mas em precárias condições. Mesmo assim o grande homem compunha. E penso eu, que o Papa admirando suas composições e indo várias vezes a seus aposentos para ouvi-las, percebeu que estas músicas afastavam qualquer mal. E com isso, ele foi designado exorcista para que através de sua música pudesse eliminar o mal por onde passasse. Peço a você que lê este relato, que ouça Liszt , mas ouça com todas as suas células e veja o que causa em seu coração.Comece pela “ Bençãos de Deus na Solidão”.

E pra finalizar, falando em solidão, Liszt teve alguns períodos de reclusão, penso que o artista precisa do silêncio. Alguns silêncios duram poucos, outros duram anos.

E falando nisso, me lembrei de uma música de Beto Eliezer, intitulada O BARULHO QUE O SILÊNCIO FAZ , que retrata algo semelhante ao que Liszt sentia em seus períodos de reclusão. Vale a pena conferir também. O BOX SET com 96 músicas chama-se LISZTEN TO BETO ELIEZER – ele faz uma homenagem a Franz Liszt .

FRANZ LISZT VIVE !SUA MÚSICA VIVE! Tudo o que tem alma é eterno!

Homenageio-te Franz Liszt pela sua VIDA ETERNAMENTE MUSICAL!

OBRIGADA PELAS SUAS MÚSICAS QUE ECOAM NO SEMPRE!

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

FOFOCAS MUSICAIS BEETHOVEN – HELIO COUTO – REPROGRAMAÇÃO MENTAL

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Este vídeo de reprogramação mental, tem ao fundo a SONATA AO LUAR DE BEETHOVEN.

Ele é para ser ouvido uma hora antes de dormir, mas a música vai nos conduzindo juntamente com as orientações, de forma tranquila, amena, sutil, profunda!

Deixo esta preciosidade hoje como presente para todos que acessam a esta coluna, e onde possa chegar ! Precisamos de um mundo melhor com pessoas mais positivas e felizes!

Aproveitem este link de Helio Couto com fundo musical de Beethoven. É imperdível!

Sonata para piano n.º 14, Op. 27 n.º 2 é uma sonata de Beethoven. Essa sonata foi muito tocada na época de Beethoven, que chegou a dizer que tinha feito músicas melhores. A "Sonata ao Luar", que serviu de tema para inúmeros filmes e romances, só recebeu seu apelido em 1832, cinco anos depois da morte de Beethoven.[1] Foi o crítico Rellstab que comparou a música a um luar ao lago Lucerna. Tal comparação foi adotada como apelido para a obra.

Assim como na sonata anterior, o primeiro movimento vem com a indicação "quasi una fantasia". Uma melodia melancólica é apresentada acompanhada por um ostinato que dura o movimento inteiro. Beethoven coloca no início da partitura uma indicação de "senza surdina". Os desavisados pensam que a "surdina" se refere ao pedal esquerdo do piano, o "una corda", mas na verdade a "surdina" a que Beethoven se refere é o pedal direito. Nos pianos da época de Beethoven, o pedal direito levantava os abafadores (surdinas) das cordas. Ou seja, Beethoven pretendia que o movimento inteiro fosse tocado sem nenhuma surdina nas cordas (com o pedal direito abaixado). Como os pianos modernos não permitem isso - o nível de projeção é muito maior do que o piano da época de Beethoven, criando dissonâncias indesejadas - essa indicação serve como parâmetro para interpretação e não deve ser levada à risca (a não ser que o pianista toque num piano de época). O movimento tem uma forma-sonata um pouco escondida, onde há uma exposiçãodesenvolvimento e recapitulação, mas a forma fica bem diluída no contexto geral. Assim como na sonata anterior, Beethoven coloca um "attacca subito" no final do movimento para dar continuidade à música.

O segundo movimento é um minueto com trio.[2] Possui uma melodia simples, porém Beethoven usa uma mudança rítmica com síncopes. A atmosfera é bem leve e alegre.

O terceiro movimento é o mais extenso e "dramático". De uma dificuldade técnica muito grande, esse movimento vem na forma sonata. O tema principal é heróico e turbulento - uma série de acordes arpejados ascendentes e bastante rápidos. Ao longo do movimento, o baixo Alberti[3] se faz presente, mantendo a ansiedade mesmo quando a melodiatem um ar mais calmo. O segundo tema é mais lírico e melódico. No final do movimento, Beethoven apresenta uma coda estendida (o que começa a se tornar uma constante na sua obra para piano). Nesta coda, ele usa acordes "quebrados" (arpejos velozes que soam como se alguém tocasse um acorde sem tocar as notas todas juntas), o que Beethoven usaria mais tarde na Appassionata. Além disso, na coda, Beethoven traz um pouco do caráter de uma cadência, onde o pianista "improvisa" com as harmonias até voltar ao tema principal para concluir o movimento. https://pt.wikipedia.org/wiki/Sonata_para_piano_n.%C2%BA_14_(Beethoven)

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.


FOFOCAS MUSICAIS DIVERTIMENTOS para ouvirmos nas Férias e sempre na vida

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​Férias de julho... hora de divertimentos, descanso e muita música!

Vários outros artigos me chegaram às mãos sobre o PODER DE CURA da música.

Aproveito para lhes deixar alguns links de músicas lindas que precisamos fazer soar em nossos lares, nossos carros, nossos celulares... para que tenhamos uma vida melhor:

Indico Lazar Bermann tocando Liszt – Em 2003 tive a magnífica oportunidade de assistir às aulas deste grande mestre especialista em Liszt , na ocasião do Masterclass que fui participar em Weimar – Alemanha.

Neste link tem o álbum completo dos Anos de Peregrinação que Liszt compôs. Vale a pena deixar tocando e impregnando o ambiente de boas energias e sons maravilhosos!

No link abaixo bênçãos de Deus na solidão também de Liszt, um magnífico momento de oração e reflexão agradecendo a Deus suas infinitas bênçãos:

Outro momento ímpar, agorade um compositor austríaco – Ludwig Van Beethoven , no segundo movimento de sua Sonata Patética. Imagine o que sentia Beethoven neste momento... Que transcendência! Interpretada pelo sensacional Maestro Daniel Baremboim, especialista em Beethoven!

Agora, um divertimento especial com Johannes Brahms na Dança Húngara n.5 quando ele se recorda de sua infância no subúrbio de Hamburgo quando morava num cortiço

Amigos, estou me concentrando em lhes oferecer AUDIÇÃO ou vídeos com maravilhosas músicas que estes mestres nos deixaram.

Quem tem ouvidos do coração, que as ouça!

Cultura faz bem à alma!

Boa semana a todos!​

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.