MÊS DE LISZT – PNEUMONIA GRAVE

Postado em:

“ Em 5 de Julho às 19h30, Liszt chega à Estação de Trem de Luxemburgo com o trem Trier, redefine para Arlon por volta de 21 h e chega ao Castelo Colpach em 6 de Julho por volta das 14 h, então de propriedade do pintor Mihály, amigo de Liszt e sua esposa Cécile. Ele passou os dias seguintes no Munkácsys, onde também estava presente o cardeal Haynald e seu aluno Stafenhagen a quem Liszt ditou numerosas cartas sem perceber que estas seriam as últimas.

Em 19 de Julho, ele dirigiu de Colpach a Luxemburgo e assistiu a um concerto no Salão de Baile do Cassino `a noite. Ele se sente doente e tosse de pé, mas como prometeu a Munkácsy senta-se ao piano de cauda após programa oficial e toca  Liebstraum, melodias polonesas de Glanes de Woronice e seus 6 Soirèe de Vienne.

Provavelmente foi a última vez que o grande pianista tocou as teclas de um piano, mas não se pode descartar que ele tocou novamente no piano de cauda em sua acomodação durante os dez dias seguintes em Bayreuth.

Em 20 de Julho, depois de assistir à missa, ele reside em Baureuth, onde chega na tarde de 21 de Julho, já muito febril. Ele mora na casa da Whanfriestrasse 9 ( Hoje Museu Liszt).

A condição de Liszt piora dia após dia, mas nos dias 23 e 25 de Julho ele assiste às apresentações de Parsifal e Tristão. Nos arquivos provisórios, ele se arrasta até a balaustrada do camarote para aplaudir. Em 28 de Julho, o Dr Fleischer , diganosticou pneumonia grave.

A partir de então, Cosima dormiu na antesala e passou o dia inteiro na cama do pai em 31 de Julho. Liszt geme alto até as dez e meia da noite, então sua respiração fica instável. Após duas injeções de gelo na área do coração, a parte superior do corpo se eleva várias vezes, e finalmente a mão cai fracamente. Já passou da meia noite quando seu coração para de bater.”Ernst Burger

Assim nos deixou o grande gênio do piano, Franz Liszt.

Pneumonia Grave.

Em tempos de COVID 19, recordo tristemente a morte do Grande Homem, Compositor ímpar, e o melhor pianista de todos os tempos.

Mas também é gratificante saber que LISZT VIVE.

Suas composições atravessaram os tempos e estão até hoje nos acariciando os ouvidos. 

Salve o grande Mestre! Obrigada Franz Liszt! Sua obra ainda não foi descoberta, tão vasta e profunda, mas seguimos décadas a descobri-la e curar nossas almas! Vivo entre nós!

Deixo alguns links das composições citadas no texto de Ernst Burger .

 

Mês de Liszt – EXCENTRICIDADES

Postado em:

E falando de música, mas também de Fofocas Musicais, vamos a elas:

Dizem que Franz Liszt tinha 300 gravatas, inúmeros fraques, coletes, calças, essas manias  de pop star. 

Vaidoso ao extremo, sempre tinha que se apresentar de maneira impecável.

Perfeccionista, se dedicava aos seus trabalhos com esmero, para que ficasse claro para a humanidade que ele era o melhor.

Relacionamentos liberais, nunca se casou, mas teve a seus pés várias mulheres.

Teve duas companheiras. A primeira delas foi uma condessa que largou a família, marido e filhas, fugiu com ele para Suíça onde tiveram 3 filhos.

A segunda, uma princesa polonesa que se estabeleceu na Rússia, filha única e herdeira de uma fortuna incomensurável, mas que largou tudo para fugir com ele, levando sua filha e a governanta junto.

Atormentado pela fama e pelos fãs competia com Talberg, considerado seu maior rival da época.

Pomposo adorava honrarias e colecionava medalhas, espadas, brasões que recebia de presente nas homenagens.

Era comum as mulheres desmaiarem em seus concertos, por isso tinha médico de plantão para acudir aos desmaios no frenesi pelo compositor.

Viajava como um cigano, em suas tournées por vários países, onde sempre deixava uma mulher esperando pela sua volta.

Guardou seu método de técnica sem editar ou mandar para editora e dizem as fofocas que era para que ninguém chegasse a tocar como ele, era seu trunfo, seu segredo.

Fazia as coisas no seu tempo, do seu jeito, denunciando um temperamento excêntrico.

Teimoso e sempre dono da verdade, não aceitava que as pessoas o alertassem sobre as questões de saúde, tanto que na velhice realizava viagens longas e desconfortáveis.

Teve uma secretária ao final da vida, que pelo seriado apresentado, parecia estar esperando pela herança seja ela musical ou material.

Rodeado de interesseiros mantinha-se sempre amigável e confiava em todos.

Seu mordomo vendeu às escondidas mechas de seu cabelo para uma mulher suspeita, com atitudes suspeitas, vale dizer que talvez tenham utilizado para algum feitiço para prenderem este homem livre.

Tornou-se abade, abdicando de sua vaidade extrema e passando a usar batina.

Mas as mulheres continuavam procurando-o mesmo tendo se tornado abade.

Mantinha uma amizade e cumplicidade com sua última companheira, a qual visitava periodicamente no final da vida.

Sua filha o abrigou em sua casa, doente, com pneumonia à beira da morte, mas dizem alguns biógrafos que muito friamente.

Era alto, magro, feições de homem bonito, cabelos longos até os ombros os quais jogava quando tocava.

Seus pertences no final da vida se resumiam a uma Bíblia, poucos livros,  óculos, e suas quase mil folhas de exercícios de técnica que carregava consigo para onde ia. 

Tinha sua moradia num quarto do  Convento de São Marcos em Roma, onde passava poucos meses por ano, por causa das viagens incessantes.

Sua música famosa, Liebstraum n.3  ( Sonhos de Amor) foi escrita quando morava com a segunda companheira em Weimar, e se inspirou em poemas de Uhland e Freiligrath.

Rodeado de lendas, sua biografia é fantasiada ao ponto de aumentarem o tamanho de suas mãos, dizendo que é por isso que tocava muito bem. Não é verdade. Tem as mãos dele em gesso no Museu de Weimar, não tem nada de anormal.

Foi um homem bom.

Suas peças percorreram do profano ao sagrado, uma versatilidade excepcional.

Viveu muito tempo considerando a época: Nasceu em 22 Outubro de 1811 na Hungria e morreu em 31 Julho 1886 na Alemanha.

Um personagem que marcou a História do Piano em sua época e desafia os pianistas até hoje!

MÊS DE LISZT – Comentando o seriado

Postado em:

Como disse no artigo anterior onde deixei um longo seriado de 16 capítulos com a Biografia de Liszt, dia 31 de JULHO relembramos sua morte, há 134 anos... Parece outro dia... 

Quando mergulhamos na História e num filme biográfico ou seriado como este, que se fosse um filme talvez durasse quase 8 horas... vemos a quantidade de informações sobre o período e a vida de um compositor. E ainda não vemos quase nada.

São pequenas pinceladas que nos dão uma ideia do que foram estes compositores, para que vieram, porquê vieram, o que deixaram e o quanto tiveram que se desdobrar para deixar o que deixaram... Que vida de sacrifícios, dormindo mal, comendo mal ( raras vezes  comendo bem num jantar especial) , discutindo com pessoas para que se faça respeitar seus ideais... Que exaustão! Um frenesi intenso o tempo todo!

E hoje quando analisando uma peça, que nos dias atuais um compositor provavelmente demoraria meses para concluir, lá atrás foram noites e noites sem dormir, dias e dias estudando, escrevendo, compondo mesmo num passeio ouvindo pássaros, ou cachoeira, ou fontes, tudo era inspiração e ao mesmo tempo ‘ obrigação ‘ de transmitir em sons como era o mundo daquela época ou o que estavam recebendo de intuição para poderem deixar para o planeta...

Hoje, estas músicas são pesquisadas como sons que curam. 

E mal sabem as pessoas o quanto se dedicaram estes exímios compositores, no caso de Liszt ainda o melhor pianista da História da Música.

Há quem o julgue por ter sido ‘ mulherengo ‘, mas se vocês viram as imagens do filme, imaginem um homem lindo, sensível, talentoso, educado, gentil, simpático, que era um ‘ bruxo ‘ ao piano... Causava uma turbulência na sociedade porque era como um animal exótico sendo exibido... E melhor que isso: era um ENVIADO para tratar multidões através de sua música. 

As pessoas a seu redor o tratavam como se fosse o tal bichinho exótico e ficavam querendo um pedacinho dele, das coisas dele, as luvas, dele, as cordas que ele arrebentava tocando piano, seu pedacinho de charuto jogado fora... Não tinha privacidade e nem sossego. Admirou-me muito sua capacidade de lidar com toda esta confusão e ainda ter os momentos para compor. Foi um ser extraordinariamente dotado de capacidades incomuns, tanto na música como na vida. E não teve depressão por causa disso, não se perdeu, não se desviou. No final da vida ainda se dedicou a Deus, indo morar num convento, como abade.

Que intrigante esta história! Fascinante! 

Estamos no ano de comemoração aos 250 anos de Beethoven. E tenho ouvido e visto tantos vídeos sobre Liszt... Parece-me que ele está sendo descoberto na pandemia, após 209 anos de seu nascimento!

Nós humanos somos lentos demais para captarmos as mensagens que recebemos com tais personagens da História. 

Penso que  Liszt nos dias de hoje, iria querer um lugar tranquilo um tanto quanto afastado, porque ao mesmo tempo em que o reconhecimento popular sobre sua música foi intenso naquela época, isso também lhe causou estresse. Estar sempre tendo que agradar a todos deve ter sido sufocante. Mas como era um homem cosmopolita, talvez sentisse falta de estar viajando, fazendo tournées, se apresentando, porque isso é  da alma do artista. E pensemos: um músico faz músicas para marcar o tempo, para que as pessoas ouçam e degustem, apreciem, se deliciem e me atrevo a dizer que são verdadeiros remédios para a alma.

Liszt causou tanta idolatria na época que as ‘ mechas ‘ de seus cabelos eram disputadas. Quando ele cortava os cabelos, era uma disputa para ficar com as mechas. No museu em Bayreuth, cidade onde ele morreu tem uma foto mostrando Liszt morto e uma mecha de cabelo ao lado.

Mas no filme também tem uma cena dúbia onde alguém compra uma mecha de seus cabelos parecendo que faria algo errado com elas.

E ainda, alguém da igreja, talvez um cardeal, cortando uma mecha dos cabelos de Liszt e colocando numa bandeja. O que faria com ela?

A sensação que tenho é de que ele foi 10 em 1. Quantos ele teve que ser ali para desempenhar o papel de um único homem.

Fundou Conservatório, viajava como louco, dormia nas carruagens desconfortáveis, mandou fazer um pequeno teclado de madeira para estudar e compor na carruagem. Não parava, não descansava. Sua vida era música, música, música. 

E hoje estamos ouvindo suas músicas e os pianistas se perguntam freneticamente como tocar algumas peças dele, sendo que ele compôs mais de 700 obras.

Continua na próxima semana...

Preciosidades do tempo

Postado em:

Franz Liszt – o bruxo do piano.

Hoje em especial deixo para vocês o link de um seriado em Húngaro feito em 1982 , sobre a vida de Franz Liszt ( 1811 – 1886 ). Dia 31 de Julho fará 219 anos da morte deste compositor, enterrado em Bayreuth – Alemanha. Neste mês de Julho estaremos trazendo fatos sobre a vida dele.

Infelizmente não temos dublagem nem como legendar mas as imagens são lindíssimas e as músicas também.

Deliciem-se! 16 capítulos

  

São 16 capítulos de mais ou menos meia hora cada.

E se alguém conseguir uma tradução ou legenda por favor entre em contato comigo . Obrigada!

FLUÊNCIA NA MÚSICA E NA VIDA

Postado em:

Esta semana tenho conversado com várias pessoas com dificuldade de terem fluência na vida... ACEITAÇÃO.

O primeiro passo para adquirirmos fluência na música é ACEITAR o que é proposto pela música, pelo compositor, pela partitura, enfim, a música está ali para ser tocada e que possamos aceita-la, entende-la , interpretá-la, decodifica-la e enfim podermos transmitir o que ela nos pede.

Assim, na vida. Estamos numa pandemia, e muitas pessoas teimam em querer viver como antigamente, agirem como antigamente, terem a vida ‘ normal’ de antigamente. Mas o normal mudou.

Para quem conhece uma partitura, pode perceber, por exemplo, que de repente no meio da música a tonalidade muda, os acidentes da armadura de clave são outros, o dedilhado mudou, pede-se que cruzem uma mão por cima da outra e assim vários indicativos de que é assim para aquela melodia. Foi assim que o compositor a fez. 

Ano passado tive uma aluna que já formada em piano veio fazer um resgate do piano pois estava com saudades de tocar. Mas ainda arraigada ao modo antigo, queria tocar peças virtuosísticas, porque aprendeu que isso era que trazia aplausos e tinha valor enquanto estudante. Quando lhe ofereci uma melodia linda de Chopin, pequena, profunda, reflexiva, ela estranhou e disse: agora estou velha e tenho que tocar essas coisinhas? Chopin! Então, abri o youtube e mostrei a ela um grande pianista tocando aquela música num concerto, curtinha, fácil, porém profunda. Um momento de Chopin.

O que temos para hoje? É a pandemia, é ficar em casa quem puder, é cuidar do outro e de si mesmo com todos os cuidados aconselhados, mas alguns ainda teimam em desobedecer, em invadir, em contaminar outras pessoas e correr riscos porque querem a todo custo viverem no passado.

É difícil aceitar o presente imposto assim a toque de caixa como foi este vírus. Mas é o que temos: lidar com o desafio. 

Quando minha mãe com 83 anos foi internada no hospital para operar um câncer de intestino descoberto tardiamente e já avançado, abriram e fecharam porque não havia mais solução. Com isso, orei. Pedi a Deus que nos desse a compreensão sobre o destino dela e o nosso e fiquei mentalizando um hospital com um atendimento caloroso, que tivesse um jardim, muitas flores, que tivessem cores nas paredes, que todos fossem alegres e acolhedores, os tratamentos fossem naturais, com plantas... E um amigo me disse na época: “mesmo em momento de tamanho sofrimento você cria outra situação”. Acho que aprendi com Tich Nhat Hahn em seu livro Meditação andando, quando ele pede para que façamos caminhadas sobre o asfalto mentalizando que pisamos em gramas e flores ao redor. Isso pode transformar o mundo.

A RESISTÊNCIA ao novo, ao que é proposto, nos faz sofrer mais ainda, traz ansiedade, conflitos, endurecimento, e pedimos a todo instante: ‘ quero minha vida de antigamente’ e este antigamente pode ter sido há 3 meses apenas.

No canal que abri no youtube com o projeto Alfabetizando na Quarentena, sugiro atividades para as crianças  ‘ em casa ‘ utilizando os materiais que possuem à mão. É o que temos para o momento e precisamos aprender a lidar com isso. Sucatas, materiais simples, pode-se alfabetizar em música brincando, fazendo jogos e nos divertindo.

Mas há uma enorme resistência familiar e percebo isso quando recebo e-mails dizendo: - não tenho tempo pra essas coisinhas que tem que fazer para as crianças. Estas ‘ cosinhas ‘ são conhecimentos através de brincadeiras e jogos tão prazerosos para se brincar e aprender em família!

Quando um aluno pede para estudar determinada música ( e sempre peço que escolham algo do seu gosto) e se deparam com dificuldades a serem transpostas, logo querem fazer acontecer da noite para o dia, pular indicações que são pedidas na partitura, enfim, dar um jeitinho de fazer um som ali sem respeitar a composição. É uma resistência enorme em descobrir, entender, compreender, aceitar e depois interpretar.

Como estamos deficientes em interpretação!!! 

Como estamos deficientes em aceitação!!!

Como estamos deficientes em paciência!!!

Como estamos deficientes em compreensão!!!

E por aí vamos percebemos no que nos tornamos enquanto seres humanos: máquinas. E já dizia Chaplin: “Não sois máquinas, homens é o que sois”.

Quando a Pandemia se instalou também fiquei resistente, pois passei a vida sonhando em montar uma Sala de Aula de música, que pudesse inspirar os alunos, gastei o que eu não tinha para construir este local acolhedor, construí um lavabo tirando uma parte do meu quarto, com porta externa, comprei materiais incessantemente, livros e mais livros, partituras e mais partituras, fiz a sala mais acolhedora para se aprender música clássica, remetendo ao clima do século XIX. Numa das paredes fiz uma plotagem de uma janela de um museu de música da Alemanha, ficou lindo e inspirador.

De repente, a pandemia me tirou o chão. Comecei a elaborar soluções para trazer os alunos de volta para esta sala, mudei posição do piano, para que mantivesse distância ideal, pensei numa parede de vidro entre os pianos, enfim fiquei dias perdendo tempo em querer trazer de volta o que era antes. Mas tudo mudou. 

Fui para o piano e comecei a tocar, ler NOVAS partituras e como que se o recado viesse instantaneamente em meu cérebro: o novo está aí. Agora será assim. Foi então que comecei a ACEITAR. Depois que aceitei, planejei aulas online, vi as imensas oportunidades de desenvolvimento com este contato online, tanto para mim como para os alunos, elenquei os pontos positivos que vou deixar aqui para vocês, e consegui enxergar o novo jeito, a proposta de mudança. Quando aceitamos, enxergamos o lado bom. E quando enxergamos o lado bom, conseguimos avançar e deixar a resistência de lado.

Veja acima: temos cruzamento de mãos, 3 pautas para duas mãos, tem o pianíssimo que diga-se de passagem é muito difícil fazer, tem uma indicação de ‘ a tempo ‘  , ou seja- voltando ao andamento, e tantas mas tantas outras observações para se interpretar uma partitura, que forçosamente transferimos isso para a vida, pois o recado é subliminar, mas eficiente: ADAPTE-SE !  TENHA FLUÊNCIA! Não resista. Saiba interpretar. 

É isso amigos.

E viva o estudo através de uma partitura! Que bênção que foi para mim!

O piano faz isso comigo: ajuda-me a transpor, transcender, aceitar, acalmar, decodificar, interpretar e seguir em frente. Hoje, percebo que o estudo de piano traz os recados subliminares para a vida. Lendo a partitura, aceitando suas mudanças repentinas, decodificando símbolos sem cessar, transfiro isso para a vida. E assim, chega a FLUÊNCIA, na música e na vida!

Pontos positivos das aulas online:

- ganha-se o tempo de trânsito ou preparar-se para a aula que para alguns chega a quase uma hora entre preparar-se e chegar ao local.

-o aluno está no seu instrumento e estudou a semana inteira nele, tem maior domínio e não estranha o piano da professora

- a professora analisa vários detalhes corporais como: postura, posição da banqueta, altura, posição das mãos, e auxilia o aluno a estudar melhor em casa. Este ponto é sensacional ! Conserta-se muita coisa observando isso.

- Observa-se a iluminação que tem na partitura, se está ideal, se as condições do ambiente estão favoráveis ao estudo ( pouca movimentação, temperatura, etc)

- O aluno já tendo o domínio do peso das teclas, pois cada piano responde de uma forma, mostra uma interpretação melhor pois está ' em casa ' com seu instrumento.

- A família pode observar as orientações dadas pelo professor(a) e entender como funciona uma aula de piano, porque até então, o aluno entrava na aula e o processo de aprendizagem ficava solitário. Agora a família pode acompanhar.

- O aluno está à vontade em casa, confortável, às vezes descalço, de pijama, tendo aula... isso lhe dá uma liberdade maior de expressão.

- O aluno precisa estudar mais, pesquisar mais, se envolver mais com seu instrumento, gravar-se tocando ... e isso é outro avanço na maturidade dos estudos...

- e por aí vão, para cada um algo de positivo diferente...

Vamos em frente ! ABRAÇAR O NOVO ! ELE ESTÁ SENDO MUITO POSITIVO , EM ASPECTOS ANTES NUNCA VISTOS.

NO COMPASSO DO TEMPO

Postado em:

Binário

Ternário

Quaternário

E tantos outros compassos de tempo...

Marchar, valsar ou sentir e badalar os sinos do tempo?

Deixo a reflexão sobre o TEMPO, que pode ser o tempo da música, o compasso a ser obedecido com suas variações de ‘ rubato’ (roubado) ou simplesmente valsado conforme a música.

Quando estudamos música, analisamos uma composição ali escrita e nos encaixamos naquele TEMPO, interpretamos de acordo com aquele tempo, seja ele o tempo métrico ou o tempo em que foi composta...

Sempre estamos atrás de nos encaixarmos no tempo ou fazermos tudo a nosso tempo.

Mas o tempo nada mais é do que uma medida porque se formos analisar ‘ a tempo’ , vemos que ele pode nem existir.

Tempo é questão de preferência.

Tempo é obedecer a métrica.

Tempo é dar tempo ao tempo.

Tempo é estar ‘ em tempo’ atuando na vida.

Estamos no tempo de reflexão, um tanto quanto isolados e ao mesmo ‘ tempo ‘ libertos para nos conectarmos numa outra forma de compasso do tempo.

Em outros tempos não tínhamos tempo.

Em tempos atuais o tempo nos sobra.

O que fazemos do tempo é escolha nossa.

Mas uma coisa é certa: o tempo não volta.

https://www.facebook.com/jacobjpetry/videos/386351...      

Aproveito e deixo este link abaixo, que me impressionou muito sobre 26 anos ( um bom tempo ) que uma trabalhadora tem uma barraca ... e algo inacreditável aconteceu porque uma pessoa usou o seu ‘ tempo ‘ para 

Interferir na vida dela, no COMPASSO DO TEMPO!

https://www.facebook.com/ThalesLuzofficial/videos/...                                                  

QUAL O NOSSO LEGADO?

Postado em:

Esta pergunta tem se feito presente em meus dias e noites, nos amanheceres e entardeceres... 

E sem julgamento algum começo a perceber que para cada pessoa existe uma prioridade, para si, para sua família ou para a comunidade e tudo tem o seu imenso valor.

Alguns correm para amenizar a fome dos que não tem onde recorrer.

Outros lutam para ter uma política mais justa.

Outros bravamente lutam para se curarem de alguma doença e outros para não adquirirem nenhuma.

E volto a dizer aquela frase sempre presente em minha vida: a grama e o coqueiro desempenham seus papéis e nenhum é melhor que o outro.

A grama que se alastra e se estende para acolher os pés cansados são tão benéficas quanto o coqueiro que oferece seus frutos ou sombra, depende da necessidade de quem os procura.

Em minhas reflexões venho pontuando quem sou eu e o que posso deixar para as pessoas, qual foi meu papel neste mundo ou qual ainda será e por quanto tempo...

Os profissionais da saúde que enfrentam duramente o campo de batalha ao covid, os lixeiros que recolhem nossos lixos, os estabelecimentos que nos fornecem alimentos, os agricultores que plantam, os que todos os dias vão às ruas socorrer os famintos com doações, os professores que bravamente estão preparando atividades para os alunos que, ‘ EM CASA’ exaustos e sem paciência esperam pelo momento de reverem seus colegas, escola e professores, o músico que faz suas lives tanto para sobreviver como para que chegue aos lares o som que vai abraçar as almas aflitas...

E são tantos humanos em diferentes funções, todas elas importantes para a evolução do nosso querido planeta Terra. Os que buscam melhorar a si próprios para com isso reverberarem a melhora ao seu redor...

Nunca se viu tantas doações de diversas modalidades pela internet... A humanidade percebeu que correr atrás do status, do dinheiro, da posição social, não valem mais nada.

Mas ainda existem os que insistem em manterem o status quo da vida que viviam antes, e estes também não podem ser julgados, pois cada ser humano está no lugar onde deve estar, tudo perfeitamente arquitetado pelo Criador.

Hoje vi um vídeo, dos vários que já assisti no canal ‘ Afinal o que somos nós’  que venho compartilhar com vocês a parte 2. Quem depois se interessar poderá acessar a parte 1 de uma EQM, ou duas EQMs pelas quais passou esta pessoa que faz o relato :

        

São muitas as reflexões.

Encontrei meu legado profissional, que se manifestou aos 14 anos de idade: ensinar partitura para as pessoas. Depois, que aprenderem a ler, terão mais uma ferramenta para seguirem escolhendo seus gêneros musicais preferidos, sua performance, se desenvolvendo de várias formas. O meu papel sempre foi SEMEAR.

Alguns são encarregados de arar a terra, outros de adubá-la, outros de plantarem a sementes, outros de fazerem a colheita, alguns outros de distribuírem e assim por diante. Neste processo longo que é a vida, percebi que sou quem semeia.

Deixo esta pequena reflexão, porque na nossa pequenina tarefa, esteja talvez nossa maior missão, encontrar a simplicidade do que somos e viemos fazer.

Alfabetizando na Quarentena

Postado em:

Olá amigos!

Vamos detalhar um pouco mais o que é este Projeto Alfabetizando na Quarentena que consiste em 60 vídeos sobre uma Alfabetização Musical.

Primeiramente estava me incomodando desde Março quando publiquei um vídeo no Face book pedindo para ‘ SALVAREM AS CRIANÇAS’ neste isolamento que está difícil para todos, mas para elas, temo que percam a esperança.

Depois, com o passar dos dias, pessoas começaram a me ligar pedindo aulas de piano presenciais para crianças e mesmo para adultos porque não aguentavam mais ficar dentro de casa. Como estamos todos em quarentena, não posso abrir as portas para aulas ao vivo e a cores, então surgiu a ideia de ajudar as crianças e mães/pais/avós desesperados vendo as crianças com estresse, caindo cabelo, tristes, mudando seus comportamentos espontâneos para atitudes retraídas e medrosas.

Isso está doendo dentro de mim, pois também estou privada de ver minha netinha querida, mas me coloco no lugar dessas crianças, de todas as crianças que neste momento estão coladas numa tela de computador ou ociosas, ou perdidas dentro de casa sem saber o que fazer.

Os pais ou avós foram pegos de surpresa de repente porque tem que aprender a ALFABETIZAR ou fazer tarefas de casa com eles, lidar com informática e tantas outras novidades decorrentes disso.

E fiquei me perguntando: - o que posso fazer para amenizar esta situação de alguma forma? Chorei pensando nestes pequeninos e imaginando-os pós-pandemia se estariam com estas sequelas de medo para sempre, de perdas e reclusão. Foi então que a resposta para minha pergunta veio: - sou Pedagoga Musical, alfabetizo crianças, ensino a raciocinar, tenho técnicas de PNL, gosto demais de ensinar, e estou na quarentena também, no grupo de risco. Posso ajudar com o que sei fazer. Agora, basta me inteirar sobre internet, gravações, etc. E resolvi me atirar mesmo sem muito conhecimento na área da tecnologia, mas com um gigante amor e o chamado para acudir esta geração que está sofrendo e devolverá todos estes sentimentos no futuro, porque é assim que acontece.


E amadoristicamente resolvi iniciar. Mas por quê? Para ninguém pensar que precisa de muita coisa para aprender. O SIMPLES muitas vezes é o que funciona.   Para que as pessoas possam aprender com os materiais que já possuem em casa e que o aprender não depende de tantos objetos, mas sim da criatividade e do querer. Jesus ensinava escrevendo na areia.

Resolvi iniciar com caneta, régua, folha de sulfite e muita vontade de ensinar este idioma UNIVERSAL que é a leitura de partituras.

Estou utilizando recursos que as pessoas têm em casa, somente o piano ou um teclado que pode faltar em algumas casas, mas quem está procurando diversão, atividade musical, provavelmente terá um tecladinho nem que seja de brinquedo. A proposta é lidar com o que se tem. Estou utilizando papelão para fazer jogos, retalhos de E.V.A., tudo o que tenho ‘ em casa ‘ sem precisar sair para comprar nada. Este é um dos objetivos. Criar, reaproveitar!

O outro objetivo é ensinar aos pais que estão com dificuldade nas tarefas, algumas atividades que podem ajudar a criança a se concentrar. O mais importante é ter paciência e tempo, e na questão de tempo é o que nos foi oferecido pelo COVID 19. E inicialmente ficamos perdidos sem saber o que fazer, como se tivessem nos tirado o chão ( e de fato tirou) e não sabíamos o que fazer ou onde pisar e ficamos esperando tudo passar para que logo voltássemos ao normal. Não vai voltar mais como era antes, isso já está claro. Então, a pergunta é : o que podemos fazer para o SOCIAL, para oferecer à sociedade, para que possamos passar por isso mais unidos e fortalecidos?

A minha parte descobri, graças a Deus e comecei a realizar , que é o Projeto Alfabetizando na Quarentena. 

Atividades de 1 a 5 minutos, reflexões, jogos, para que o adulto se sente no chão com a criança e brinque. Ao mesmo tempo em que brincam, estão aprendendo um novo idioma. Este idioma me levou para a Alemanha sem que eu soubesse falar alemão mas me comuniquei pela partitura.

Vamos mudar a realidade brasileira? É ousadia? Não é... Quando queremos de verdade, algo acontece. E sonho que se sonha junto se torna realidade. Quero muito que o BRASIL utilize a música nas suas mais variadas  ‘ utilidades’ , e despertando para o conhecimento da PARTITURA, pelo menos estaremos chegando perto de países de primeiro mundo. Venha! Vamos juntos nesta empreitada musical , nesta empreitada de dar ESPERANÇA, ALEGRIA E FELICIDADE ÀS CRIANÇAS!

Inscreva-se neste canal:

https://www.youtube.com/channel/UCw9D8bk68j8Sm3zn3c89yrg


QUANDO SERÁ?

Postado em:

Quando será que o mundo vai despertar?

Quando será que as pessoas passarão a desfrutar dos ensinamentos de Pitágoras?

Quando será que as descobertas dos antigos serão enfim colocadas em prática?

Quando será que a MÚSICA terá a finalidade de cura como nos antigos tempos?

Quando será que as pessoas vão entender o que é FREQUÊNCIA?

Quando será que a vibração do SOM poderá ser remédio?

Quando?

Quando será que descobrirão que o pensamento é onda?

Quando será que vão usufruir do que nos deixou Beethoven, Mozart, Liszt, Brahms, Bach e tantos outros, mas tantos e tantos que estiveram neste planeta e deixaram estes clássicos que nunca mais se viu nada igual?

Quando será que entenderão que estes músicos missionários vieram para deixar uma obra que não é somente para deleite, mas para cura, para equilíbrio, para promover a paz?

Ôh! meu Deus! Quando será?

Deixo para vocês o link de um pesquisador dos efeitos da música em asilos e o que ela promove na memória dos desmemoriados e dementes. A prova está neste vídeo...

Quando será que poderão utilizar desta Medicina do Som?


68º. Dia de Lives musicais incríveis

Postado em: - Atualizado em:

Acredito que nunca tivemos tantas oportunidades de assistir músicos com tamanho gabarito, no conforto de nossas casas como estamos tendo agora.

O que me chama a atenção é que os palcos do mundo inteiro foram fechados. Grandes salas de concertos, Teatros magníficos, Anfiteatros exuberantes agendados com os melhores instrumentistas da nossa era, fechados!

Quando quero pensar em reclamar do meu mundinho que mudou, olho pra fora e vejo o que aconteceu com todos eles. De repente, grandes maestros que dedicaram sua vida inteira à música, à regência, ao estudo de um instrumento musical, agora não podem reger, porque todos estão Em Casa!

Os grandes shows sempre encontram uma saída, a música popular se reinventa de uma forma ou de outra, todos estamos passando por dificuldades, é claro, mas pense em quem dependia do palco, exclusivamente do palco...

Fico imaginando a Sala São Paulo, onde eu gostaria de estar todos os dias bebendo de tudo o que apresentam naquele lugar maravilhoso... Fechada!

Vi um post de uma organizadora de Concertos, que tem uma agência na Suiça, lamentando o cancelamento de um super evento revelando um talento ímpar por estes dias. Foi o lugar onde fiz um excelente e inesquecível curso de verão, em Samedan, Alpes Suíços. Tudo completamente fechado. Quanta tristeza meu Deus! E ao mesmo tempo quanta mudança!

Os mestres daquele local começaram a estudar músicas novas e postando no Facebook, hummm que presente! O que antes era para alguns poucos, agora é para todos. Não existe divisão. Os que quiserem tem acesso. Só não tem se não quiserem, porque está ali para todos! Se antes, fazíamos um enorme esforço para frequentar estes cursos pela distância, pelo gasto, por todas as dificuldades, de idioma, etc agora estão ali grande parte dos momentos vividos neles. Então, agora não se pode dizer: - como você tem sorte de poder assistir a estes concertos! Não. Primeiro que não foi sorte, foi desprendimento, economia, viver por muito tempo com o básico do básico para poder ir, desapego dassimples e pequenas mordomias por muito tempo. Segundo, que agora está para todos. Não se tem desculpas mais que não pode ir por este ou aquele motivo. Está para todos. É só buscar. Está ali na preciosa internet que nos traz tudo nas mãos.

Em Franca, as lives maravilhosas que temos visto de músicos talentosíssimos, os quais confesso, eu nem conhecia. Também não vê quem não quer. Anúncio de 3,4,5 lives por semana de todos os gêneros musicais, grupos fantásticos, solos fantásticos, músicos que agora podem ser vistos. Mais uma vez digo: não há desculpas. Não vê quem não quer.

E no youtube, a quantidade de músicos que resolveram repartir seu talento postando vídeos os mais variados nesta quarentena... Muito obrigada a todos que se dispuseram a fazer isso por nós, que presos em casa podemos ainda degustar desse carinho para a alma e os ouvidos!

Isso, sem contar os inúmeros vídeos antigos que o pessoal começou a buscar e postar: Tom Jobim, Elis, e tantos outros maravilhosos da década de 70, 80. Muita coisa boa de verdade!

Veja este do último sábado de Tunico Magno:

https://www.facebook.com/matheuserosaria/videos/998963453833812/

Agora esta gravação do youtube de Beto Eliezer, que cabe tão bem a reflexão para este momento COVID 19, numa interpretação tão linda:


E ainda esta , no Instagram, da Hochschule für Musik Franz Liszt onde tive a grande oportunidade de fazer curso por 3 vezes:

https://www.instagram.com/p/CAM62K5A-eR/?igshid=jl2qernd31eu&fbclid=IwAR3l5PCBgBHWv9BADL2cCUQYNHJLFp3OS6qs3ksRjsXfnQIvn6c962vy-eg

Quem procura, acha! Procure e vai encontrar preciosidades, verdadeiras jóias no mundo digital !

Boa escuta!