PNL & PIANO PIANO & TERAPIA PIANO & PIANO

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Bom dia pessoal!

Questionam-me de novo sobre o UNIVERSO tão vasto do estudo do piano e a quem ele atinge, porquê atinge, como atinge, para que serve, quais os resultados, como atingir o resultado , etc. Enfim, vamos tentar elencar em tópicos resumidos , para uma reflexão:

1.Programação Neuro-Linguística & Piano -Sim, descobrimos esta ferramenta essencial para estudar piano , produzir em menos tempo o resultado, focados nas técnicas corretas. E não tem fórmula. Para cada pessoa uma necessidade diferente. Crenças limitantes, cada um tem as suas que precisam ser trabalhadas. Além da mudança de pensamento, existem as músicas e exercícios que atingem o âmago de cada ser para que haja um melhor resultado, mais rápido, eficiente e que possa reverberar em suas vidas , comportamentos, relacionamentos, trabalho, lazer e ocorrer uma nova PROGRAMAÇÃO. Para isso, o treino é fundamental, para que durante o mesmo se possa INCORPORAR a nova conduta e ela possa se expandir em todo o ser. Não há necessidade de quantidade mas de qualidade de estudo.



2. TERAPIA - o piano funciona como terapia? Claro que sim, mas não é como muitas pessoas pensam: “a professora de piano vai ouvir meus problemas e me ajudar”. Não é assim. Professor de piano é professor de piano. O que ocorre é que durante o estudo e as aulas vão aparecendo dificuldades e facilidades tanto motoras como emocionais que vão mostrando o que precisa ser trabalhado com aquela pessoa para que ela tenha um bom resultado ao piano. Quando se trabalha uma dificuldade ao piano, ela vai desaparecendo e a pessoa não tem mais dentro dela aquele entrave, por isso reverbera em sua vida, comportamento, relacionamentos, trabalho, enfim... A terapia é feita utilizando METODOLOGIA para tocar o piano. Não é feita de conversas entre professor e aluno. Quando existe essa necessidade é preciso procurar ajuda de um profissional que seja capacitado para isso, um psicólogo por exemplo, que vá ajudar a pessoa a organizar–se emocionalmente. Mas no caso TERAPIA & PIANO é preciso cautela do aluno ao buscar no professor um terapeuta. E também cabe ao professor não aceitar este título (muitas vezes nos envolvemos porque nos compadecemos e nos afeiçoamos ao aluno). Então, haver um policiamento para que o professor trabalhe as dificuldades da pessoa através de músicas para serem tocadas e vencidos os desafios, ou técnicas apropriadas para tal.

3. PIANO & PIANO – tão somente pensar no estudo de piano como desenvolvimento musical, técnico, interpretativo, de expressão, para se tornar um(a) pianista. O foco estará numa programação densa, geralmente utilizada em conservatórios, para que o aluno tenha uma formação completa, profissionalizante, e faça disso a sua profissão nas mais variadas vertentes: sendo pianista ou professor ou em qualquer área musical que possa atuar utilizando os conhecimentos que obteve no curso. Quando me formei em piano, recebi um certificado do MEC com habilitação em TEORIA MUSICAL. HISTÓRIA DA MÚSICA, PERCEPÇÃO, SOLFEJO, PEDAGOGIA, FOLCLORE, ORFEÃO, e outras matérias complementares, além do PIANO, é claro.


Aqui fazemos breves relatos e comentários. Para entrarmos neste assunto que é um UNIVERSO, o qual ainda não elencamos tópicos como terapia ocupacional e outros, é preciso que haja um grande tempo para uma conversa mais abrangente. Espero ter respondido algumas perguntas por aqui, mediante a minha visão ou maneira de pensar que adquiri até agora. Como a vida é uma constante transformação, estou aberta para adquirir novos conhecimentos a respeito. BOA SEMANA A TODOS!   

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Relação professor de música x aluno

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Recentemente pude dar consultoria para uma professora de piano de Goiás, ela me contava um caso que muitos dos professores já comentaram em relatos e eu mesma já senti na pele como aluna e depois como professora.

Tenho percebido que o estudo de piano mexe tanto com a pessoa em vários níveis psicológicos , tanto como autoconhecimento, como questionamento interior, como descoberta de potencialidades, e isso vai se tornando tão intenso, que os relatos são que com anos e anos de terapia alguns alunos não conseguiram atingir o nível de observação pessoal que é proporcionado com o estudo de piano.

O relato da professora de Goiás resumidamente é assim:

- “Tenho uma aluna de 17 anos de idade, que começou a estudar piano comigo faz 2 anos. Como todo adolescente ou toda pessoa neste mundo, ela tem problemas de convivência familiar com um irmão e com uma tia. Então se apegou ao estudo de piano proporcionado pelo tio, pois o pai dela não mora mais com eles. Conforme ela foi descobrindo que poderia realizar o sonho que não lhe foi permitido quando criança pois não tinham condições financeiras, ela foi se apegando mais e mais às aulas e consequentemente a mim, sua professora. E começou a me contar suas angústias, seus medos, os problemas familiares, e me disse que eu estava salvando a vida dela. Uma menina muito bonita e disposta a conquistar o mundo, foi chamada para ser modelo de uma grande loja que estava chegando na cidade. Aceitou, pegou todo o dinheiro que ganhou e comprou um piano. Isso criou uma certa animosidade em família porque a mãe dela sentiu ciúmes do piano , das aulas e demonstrava isso claramente. E além disso não se conformava que a filha tivesse pego seu primeiro ganho monetário e investisse tudo num piano. Com isso, a mãe começou a fazer restrições ,deixar que a filha se tornasse cada vez mais dependente dela e impedindo-a de fazer mais fotos, desestimulando-a como podia. A menina chegava nas aulas de piano e algumas vezes chorava, não conseguia tocar, porque não tinha estudado porque teve outros afazeres determinados pela mãe, não conseguia estudar porque o cansaço lhe tomava conta e assim, tentava mas a luta era desigual. Ela fará 18 anos em breve e almeja a sua liberdade e independência. Como professora, dei-lhe força e coragem para seguir seus sonhos, conquistar o mundo que ela queria, principalmente porque ela chegava na aula e me contava fatos que me colocavam em xeque como se eu mesma me perguntasse: - como posso ajuda-la? Tenho que fazer alguma coisa...”

E assim o relato continuou, conversamos por telefone mais de duas horas.

Isso me remeteu a meus estudos de piano e posteriormente à minha relação com meus alunos e hoje, após ter feito Constelação Sistêmica, à minha análise totalmente diferente, um tanto quanto fria, a respeito de tudo.

Com relação a mim, perdi meu pai quando estava no último ano do estudo de piano. A paixão dele era me ver tocar e sonhava em me dar um carro de formatura. Ele faleceu em Fevereiro daquele ano. Era o 11º ano que eu cursava piano. Antigamente tínhamos 2 preliminares e depois 9 anos obrigatórios.Minha professora de piano na época tomou conta de mim, pois minha tristeza era tanta que em Agosto daquele ano eu abandonei o curso de piano. Minha mãe não suportava o som do piano em casa, estava deprimida, e eu não tinha como estudar. Foi quando me deram uma chave de uma sala no conservatório que seria só minha, para que eu pudesse estudar aquele restinho de ano e participar da formatura.Minha professora era uma deusa pra mim, eu fazia tudo por ela, comprei um carro e eu a levava para todos os lugares, encapei todos os armários do apartamento novo dela com contact. Era ela pedir e eu estava pronta para fazer. Minha mãe ficava com ciúmes e me dizia que dali alguns dias só faltava levar o colchão pra casa da professora.De minha parte, houve mesmo uma transferência de sentimentos. Ela passou a ser meu pai que me incentivava e minha mãe que deveria fazê-lo. Ela se tornou pai e mãe, tanto, que quando me casei ela foi minha madrinha no civil e no religioso. O marido dela entrou comigo na igreja, substituindo meu pai.


Hoje, mais madura, eu compreendo várias coisas, principalmente depois que conheci o lado oriental de encarar a vida, depois que conheci o Reiki da Claudia Paim (e isso só faz 6 meses), depois que vi que não existem coitados no mundo, que cada pessoa está no lugar certo, com as pessoas certas. Também fiz Constelação Sistêmica para entender que cada pessoa tem sua história com seus antepassados e aquilo ali é exclusivo e até kármico. E por fim fiz o treinamento de lideranças chamado D.L (Desenvolvimento de Lideranças) que me atentou para o fato de que nascemos com nosso esforço, viemos ao mundo com uma missão e que esta missão tem como eixo a nossa melhora interior e o que devemos fazer é impulsionar as pessoas para que elas mesmas saiam sozinhas dos seus casulos e procurem ser melhores a cada dia.

Compreendo também que é FATO COMPROVADO que o estudo do piano aciona o interior da pessoa de uma forma que nada pode fazê-lo tão intensamente. Tanto é que pessoas que tem traumas relacionados ao piano demoram muito para curá-los. E eu tenho visto isso muito de perto com pessoas e suas histórias que me aparecem.

Também percebi que não adianta querermos como professores, abraçar a vida do aluno como um todo e nos compadecermos de seus problemas e de suas angústias e querermos ajudar com conselhos porque a nossa tarefa é APENAS E TÃO SOMENTE ATRAVÉS DO ESTUDO DE PIANO FAZER COM QUE ESTE ALUNO ENTRE EM CONTATO CONSIGO MESMO e TOQUE PIANO. As soluções cada um precisa buscar com as ferramentas que tem na vida, na família onde está comprometido, com as pessoas a seu redor e o professor de piano não pode e nem deve opinar, apenas ouvir. Aprendi isso com muita dor.Mas graças a Deus aprendi.

Hoje, me estranho, me pego numa certa ‘ frieza’ não querendo me envolver porque todas as vezes que nos envolvemos além da conta querendo ajudar, acabamos atrapalhando porque se a pessoa PRECISA passar por determinadas dificuldades, é como a lagarta virando borboleta e não podemos amenizar o sofrimento.

Com isso, vamos conhecendo as realidades dos professores de piano espalhados pelo Brasil e também fora dele e vemos que o SER HUMANO é o mesmo em qualquer lugar, ele se apega a quem lhe dê oportunidade de crescimento e isso muitas vezes é confundido com terapia.

Em meu livro “O PIANO UM ESCULTOR DA ALMA – Autoconhecimento através do piano numa didática para a vida” – tem vários tópicos sobre o que acontece no estudo de piano e hoje, vejo que existe uma linha tênue que separa o terapeuta do professor de piano. Mas a linha existe, não deve ser ultrapassada, digamos que cada qual no seu quadrado. A função do professor de piano, além de ensinar a tocar o instrumento, alfabetizar o aluno, etc, é promover este autoconhecimento, apontar o que o aluno não consegue ver ( se o professor conseguir enxergar) e apenas isso. O segundo passo que é elaborar o que foi descoberto já é responsabilidade do aluno, ou das providências que ele vai tomar com o que foi descoberto. É um gatilho. Um dia recebi uma carta linda de uma professora de violão que teve algumas aulas de piano comigo, acredito que para se conhecer melhor. E nesta carta ela escreveu uma frase que me divertiu e ao mesmo tempo me fez pensar:

“- Ainda não sei ao certo qual o“paranauê” que acontece quando a gente senta no seu piano! Rs... mas sei que me salvou.”

Hoje eu sei que quem se salvou foi ela mesma, porque olhou para si mesma, se descobriu, se viu enquanto profissional maravilhosa, viu seu talento, enxergou o que pode fazer e que não precisa saber de tudo, mas já é boa no que faz, a única coisa que tem que fazer é agradecer a Deus o que JÁ TEM, ir se aprimorando cada vez mais e ser feliz. Ela descobriu tocando piano.

Neste ponto preciso dizer que o programa, o repertório, os exercícios, tudo o que se vai pedir para a pessoa é FUNDAMENTAL para que ela se descubra. Aí entra a consultoria – ‘ o que dar para cada aluno para que ele se descubra’ .

E certa vez ‘ provoquei ‘ uma aluna com programação de estudo de piano para que ela enxergasse que não estava dando a devida importância para o piano porque não era o momento para isso, tinha acabado de se formar, não tinha tempo, o seu foco era 100% em ganhar dinheiro e não estava preocupada com autoconhecimento ou em descobrir ou desenvolver potencialidades. Enfim, ela conseguiu ver o que ela estava querendo da vida, para onde olhava, onde estava focada, e então o piano deixou de ser um compromisso a mais para realizar um sonho de infância. Para tudo isso serve o estudo de piano, até mesmo para ver que não é o momento de estar ali, não se tem tempo nem foco naquilo.

Fiquem com o grande Francisco Mignoni falando sobre o mundo da composição:

 

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Música está no DNA?

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Esta semana recebi um telefonema interessante ... uma ex aluna de escola estadual que está morando em São José do Rio Preto, achou meu telefone nas redes sociais e entrou em contato.

Coincidentemente dias atrás eu comentava com meu filho sobre as aulas em escolas públicas e particulares, o que teria acrescentado aos alunos...

E esta moça, emocionada, hoje com 34 anos, foi minha aluna há 17 anos... disse que precisava me dizer uma coisa muito importante:

-  “ Professora, estudei na Escola Hélio Palermo apenas o segundo semestre e depois fui transferida para outra escola. Mas no período em que estudei lá, me lembro de suas aulas como se fosse hoje, gravei cada detalhe, prestei atenção em tudo o que nos disse sobre os compositores clássicos e preciso dizer que a senhora mudou minha vida. Nós fizemos desenhos sobre os compositores clássicos, a senhora levou 12 gravuras e nós desenhávamos os rostos deles, o meu foi Chopin, mas tinha Bach,  Mozart , Beethoven, Tchaikowsky e outros. Eu me lembro de cada detalhe. E eu nunca teria acesso a estas experiências com música clássica se não fosse através da senhora. Hoje sou casada com um músico maravilhoso, talentoso, descendente de poloneses, o nome dele é Beethoven.  E ele me pergunta de onde eu tirei os conhecimentos que tenho, e eu digo a ele que quando formos a Franca vou dar um jeito de encontrar a senhora e apresenta-la a ele e dizer que a senhora mudou minha vida. Meus pais eram bóias-frias e eu nunca teria acesso ao que tive nas aulas de Arte que até hoje fazem a diferença pra mim!”

https://www.facebook.com/projetosmusicaeruditaeteatro/

Este depoimento foi como um recado do céu para mim, porque eu estava me questionando até que ponto o meu trabalho exaustivo nas escolas públicas teria deixado alguma marca nos alunos a ponto de interferir em suas vidas positivamente, pois esta era a intenção. E apenas alguns dias depois ela me encontra e me diz tudo isso. Conversamos bastante tempo. O marido dela é desenhista realista também, nos conectamos através do Facebook e ela enviou os desenhos maravilhosos que ele faz, retratos. E então ela se lembrou dos retratos dos músicos eruditos...

E falamos sobre DNA, e sobre o gosto musical, talento e estas coisas que a gente fica buscando entender. Então ela disse que acha que ele trouxe esta vertente da Europa, de seus antepassados poloneses.

Hoje em dia está muito difundida a CONSTELAÇÃO SISTÊMICA que trata justamente de antepassados. Estou amadurecendo algumas ideias a respeito da música e os antepassados. Eu fiz a Constelação com a Claudia Paim e acho que carregamos mesmo muitas coisas de antepassados conosco. Mas ainda preciso amadurecer sobre a música.

​E também esta semana, fui visitar meu filho na Escola Si Toque, onde ele leciona Teclado. Há alguns dias ele me contou como está lecionando e fiquei impressionada com sua inventividade, criatividade, didática, poder de síntese, e tantos outros atributos que me encantaram. Então fui visitar sua sala, já que ele está equipando-a aos poucos, agora com seu piano digital, já tinha o teclado da escola e agora tem o recurso de utilizar os dois instrumentos, sem contar o que vem adquirindo de instrumentos e cursos que vem fazendo. MÚSICA ESTÁ NO DNA?

Então, parece que esta semana o questionamento foi este: Música está no DNA?

Ele vem se desenvolvendo muito na parte musical, embora tenha seu escritório de advocacia, e também se dedica com afinco, vejo seu progresso nas artes galopante. É um autodidata. Foi alfabetizado por mim, quando eu tinha a Casa dos Músicos, por 3 anos; depois, as pressões diárias de vários conceitos que cercam a sociedade o levaram para outra área, que ele aceitou prontamente como aprendizado.Mas esta semana tive a grata surpresa de conhecer mais de perto seu local de trabalho, verifiquei os métodos que tem utilizado, conversamos dias atrás sobre como ele está aplicando os conceitos de música popular ( muito avançados e melhores do que quando eu lecionava popular) .

E a pergunta que não quer calar : MÚSICA ESTÁ NO DNA?

Música está na alma?

Alguns abrem o coração para o estudo da música e se tornam pessoas mais observadoras e sensíveis... Vamos pesquisando sobre este assunto e assim que tivermos algo novo, voltarei com ele para vocês meus amigos.

Grata pelo telefonema da aluna tão atenciosa e que fez questão de me achar para me dizer tudo o que disse... fiquei emocionada.

Finalizo dizendo que SEMPRE SE PODE APRENDER ALGO NOVO , EM QUALQUER TEMPO... Ninguém perde nada por aprender, ao contrário só ganhos. Se está no DNA e se pode passar adiante, pode-se aprender , gravar no DNA e passar adiante também. Não seria assim? Reflexões de que precisamos investir em nós mesmos. Sempre!


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A música é um Universo (que se manifesta para cada um de uma forma diferente)

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Em música ou pelo menos convivendo com pessoas que lidam com música, já ouvi muito isso: vou fazer do meu jeito, no meu tempo, como eu quiser e puder.

Para isso existem aulas online ou os autodidatas debruçam no instrumento até conseguirem o que querem , como querem, do jeito que querem e no seu tempo e do seu jeito. É bacana ver uma pessoa se virando sozinha, buscando, procurando alternativas. É louvável a atitude da pesquisa, busca e autodescoberta.

Lembro-me bem de um caso que contei no meu segundo livro, sobre um aluno que chegou no Masterclass de Weimar e ficou dizendo ao mestre que estava acostumado a fazer de tal jeito, que a professora dele ensinou de outro jeito, que ele fazia assim, etc e tal . O professor pacientemente foi tentando explicar outra forma de atingir o objetivo, mas o aluno estava teimando, foi quando o mestre lhe disse com todo respeito e calma: “- você saiu dos EUA para vir à Alemanha ter aula comigo, se matriculou no masterclasse para ouvir o que tenho a lhe ensinar, echegando aqui você quer continuar como estava? Seria melhor ter ficado lá.”

Há casos e casos e precisamos entender quem são as pessoas que procuram pelo estudo de piano e quais são seus objetivos. Às vezes não querem ser ensinadas.

Cada dia que passa vou aprendendo mais sobre o ser humano e vendo que não é à toa que cada um tem sua impressão digital única. Com a maneira de agir também é assim.

Aprendi muito com uma pessoa que me aplicou reiki durante estes 6 meses , toda semana, além do reiki sempre uma boa conversa pontuando cada coisa no seu devido lugar. Se tem uma pessoa que pontua com clareza é a Claudia Paim! E comecei a ver as coisas como elas são, as pessoas como elas são, e observar que posso ensinar música, partitura, interpretação, e cada um vai reagir à sua maneira aceitando ou não os ensinamentos musicais.

Antes, quando comecei a trabalhar dando aulas, eu pensava que meus alunos iriam fazer o que eu pedia, porque eu fiz tudo que minhas professoras pediram e estava ali nas aulas para aprender o que elas ensinaram. Assim era dito em minha casa, que eu deveria aproveitar ao máximo as aulas.

Mas ser professora de escolas estaduais e particulares me fez estudar Pedagogia, Psicologia, Sociologia, ler muito , mas muito mesmo sobre diversas formas de ensinar, fazer uma Pós-graduação em Didática, conhecer Gardner, Golemann, Pierre Weil, David Tame, Robert Jordain, biografias de muitos músicos eruditos e fui percebendo que a individualidade é algo muito forte. Alguns se jogam para aprender, outros se jogam para descobrir sozinhos. E assim é a vida.

Depois, fui para Alemanha, Suíça, frequentar os 4 Masterclasses e somente observando. Cada viagem foram 120 horas de observação. Aprende-se muito quando se observa.

Neste UNIVERSO MUSICAL exposto para todos,alguns se contentam em ver uma estrela e focar nela e fazer daquela estrela o seu planeta gigantesco. Outras, focam na lua e em suas fases , agindo como ela. Outros querem o brilho e calor do sol, ainda alguns querem ver a galáxia pelo telescópio . E assim é.

Como professora tive que nortear meu trabalho para que eu mesma pudesse me organizar. Como já disse várias vezes, meu foco é alfabetizar musicalmente através da partitura e também trabalhar com as orientações técnicas para desenvolvimento das mãos e por último passar as orientações que tive nos Masterclasses sobre interpretação.

Como disse o mestre em Weimar : querer muito ter aulas com ele, era preciso que ouvisse o que ele tinha a orientar, se não fosse assim melhor ficar onde estava. Isso não tem nada de agressivo, apenas verdadeiro, simples, lógico.

LEIAM MÚSICA, CÉREBRO E ÊXTASE de Robert Jordain e vejam o que a música provoca em você e como ela age.

Familiarizem-se com Gardner em suas inteligências múltiplas onde uma delas descrita por ele é a Música.

E acima de tudo leiam Biografias, estudem, se joguem neste Universo divino, fantástico, maravilhoso, que nos ensina, nos acalma, nos orienta, treina nosso cérebro, a coordenação motora, trata da alma e nos mostra quem verdadeiramente somos. É preciso ter garra, vontade, impulso de querer entender, saber, sentir !

Se jogue! O mergulho neste Universo é algo indescritível!

 Boa noite! Durmam bem!

Bom dia! Acordem bem!

Boa tarde! Tenham um ótimo dia!


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“Hooyah!” Um recado para o MUNDO!

Mantra na Caverna da Tailândia

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E ouvindo os links acima, comecei a escrever sobre este fato que se tornou um grande recado para o mundo todo.

Certamente este povo com estas músicas meditativas , estes mantras, este comportamento focado no espiritual, se salvaram e saíram da caverna com leves problemas de saúde.

O treinador, foi por 10 anos um monge budista , a partir de seus 14 anos de idade. Se não fosse este ser espiritualizado ali naquela circunstância adversa, provavelmente estariam todos mortos. Foram encontrados juntos, enfileirados, sentados, tranquilos e sorrindo para os mergulhadores que os encontraram.

Veja que lição para o mundo : um refugiado ( e sabemos o quanto estão sofrendo estes refugiados pelo mundo todo) , era o único que falava inglês e pode passar as informações para os mergulhadores ingleses. Este refugiado se mudou de sua região que era foco de violência e tráfico, muita pobreza e seu pai o levou para esta cidade onde ele teria outras oportunidades. Realmente teve, foi acolhido , estuda numa escola tradicional e reconhecida como de excelente ensino.

Fico imaginando o que estes jovens faziam no escuro, sem poder dispender energia, apenas ESPERANDO. Esperando no sentido de ESPERANÇA!

Tinham a voz e o pensamento para se comunicarem entre si e com o resto do mundo. E foi o que fizeram.

Suponho que o treinador, ex-monge budista deva ter entoado os mantras que poderiam mantê-los esperançosos e vivos. O som cura, evoca, tranquiliza.

Se fosse um funk ou qualquer música que agitasse ou deixasse o corpo e mente totalmente desconectados do espiritual, não ficariam 2 dias vivos.

E foram 9 dias até serem encontrados completamente no escuro. Que situação para analisarmos com profundidade e tirarmos as mais variadas lições de tudo isso.

Você tem medo de escuro?

Não sabe nadar?

Tem medo de bichos desconhecidos?

Sente muito frio?

É ainda jovem precisando de nutrientes para crescer?

Tem claustrofobia?

Sabe se virar com pouco oxigênio?

Então temos uma notícia : vai ter que enfrentar tudo isso agora, preso numa caverna.

Como devem ter histórias para nos contar! O mundo todo deve estar querendo saber de suas histórias, pensamentos, sentimentos e acima de tudo das estratégias que os mantiveram vivos e saudáveis mentalmente e com pequenos problemas pulmonares.

Para mim, o BUDISMO teve total influência para que tudo tivesse um final feliz.

As práticas meditativas, as crenças diversas que os orientais possuem no trato com a natureza, se fundindo a ela... Enfim, ao invés de gritarem desesperados, penso que entoaram mantras. Ao invés de fazerem barulho para serem ouvidos, penso que silenciaram e enviaram seus pensamentos para serem atendidos. Uma cultura que admiro, estão conectados com o sutil, o espiritual, o Deus.

Quanto ao GOVERNO LOCAL, militar, proibiu jornalistas de divulgarem qualquer notícia que não fosse oficial. Ai daquele que desobedecesse. E tinham que se manter em orações juntamente com o povo , cantando e dançando com grupos religiosos, ou simplesmente em silêncio, sem causar pânico ou sensacionalismo. E assim, com este silêncio e respeito, muito trabalho e foco em cada mínimo detalhe , eles foram salvos!

Os mais fortes saíram primeiro. Que pensamento mais interessante e lógico! Se os fracos fossem primeiro e morressem, minariam as forças dos outros. Tinham que ficar com os 3 médicos anônimos e o treinador, sendo cuidados para se fortalecerem.

Este treinador será punido. Li numa reportagem que primeiro eles devem receber carícias, reconhecimentos, presentes, homenagens. Depois todos serão castigados de alguma forma porque violaram as regras de que ali não se poderia entrar.

Lembrei-me de uma peça de teatro que escrevi em 1996 com o título LUZ NO FIM DO TÚNEL – nome do disco de Betinho Eliezer, onde a trilha sonora eram as músicas deste CD. Prestamos uma homenagem a profissionais francanos .

A história era sobreos passageiros de umTREM DO METRÔ que fora sequestrado por E.T.s e o colocadona Mata Altântica para observarem asreações dos passageiros e como cada um deles contribuiria com seus conhecimentos para saírem dali. Estavam no trem profissionais de várias áreas , que correspondiam às disciplinas escolares: Ciências, Matemática, História, Geografia, Português, Inglês, Ed. Física, Artes/ Música.

O profissional da área de Ciências identificou pela vegetação que estavam na Mata Atlântica. O de Matemática traçou um esquema com ângulos, retas e curvas que deveriam seguir para encontrarem a saída, juntamente com os conhecimentos de História e Geografia . Enquanto isso os profissionais de Inglês, decifravam um manual que encontraram no trem, os de Português idem e interpretavam textos difíceis deste manual. Educação Física e Artes mantinham a saúde Física e Mental dos passageiros com exercícios e músicas.

Tudo isso para mostra a IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO GERAL, DE HABILIDADES, COMPETÊNCIAS que devemos adquirir na vida.

PASSAGEIROS NO TREM DO METRÔ INDO OU VOLTANDO DO TRABALHO.

O MÚSICO ALIViANDO A TENSÃO DE TODOS OS PERDIDOS NA MATA







https://www.vix.com/pt/noticias/561289/como-meninos-da-tailandia-sobreviveram-tantos-dias-presos-essa-pode-ter-sido-a-chave

As pessoas aqui tratam-se como família. Conheço pessoas que abriram as portas de sua casa para alguns estrangeiros que cá vieram e isso foi um pequeno passo que contribuiu para este sucesso geral.”

“As palavras do ex-governador tocam fundo no coração da maioria dos tailandeses que aqui estão presentes, que gostam de ouvir os elogios ao caráter do povo e os pedidos para que esta operação sirva de exemplo para o resto do mundo.”

“A sensação de alívio mistura-se com a alegria e deixa os corpos moles. Muitos aproveitam para se sentar com calma pela primeira vez em dias. Os agentes da polícia, que até aqui faziam por manter o ar rígido, soltam-se finalmente e exibem os sorrisos. Mesmo assim, não aceitam ainda falar aos jornalistas — o respeito pelas “regras” definidas pelo controlo das operações mantém-se. Os comandantes, aliás, frisaram isso na sua conferência de imprensa, informando com orgulho que a pessoa responsável por ter filmado a área do resgate com um drone que sobrevoou a zona já foi presente a tribunal e condenada em apenas um dia. “Quero avisar: sigam as regras. A todos os [jornalistas] que o fizeram , obrigado”, anunciaram — uma frase que não é de espantar se recordarmos que a Tailândia é atualmente governada por uma junta militar, desde o golpe de Estado levado a cabo pelo Exército em 2014.”


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Valores

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- Bom dia Professora, sou fulana de tal, gostaria de saber preço de aulas!

- Bom dia! Vamos marcar uma entrevista para que conheça a forma de trabalhar e ver se é o que está procurando. Os preços são variados conforme a escolha que fizer, carga horária, curso, etc. Empresto 2 livros com 3 meses de aula gratuitas para você perceber a didática e escolher se quer ficar.

Assim começa a conversa sobre Aulas de Piano.

Quando fiz cursos na Alemanha, percebi uma conduta respeitosa para com os professores de piano, uma preocupação do aluno para com a pontualidade, avisar a professora sobre algum problema, estar em dia com o pagamento.Percebi porque me hospedei numa casa onde tinha uma criança de 9 anos que cursava piano. O valor que se dá ao curso de um instrumento é algo que eu fiquei surpresa e feliz!

Logo que cheguei na cidade alemã pela primeira vez, estive numa praça observando uma estátua de Albert Schweitzer com sua família e 3 senhoras sentadas num banco conversando. Fui pedir a elas se poderiam tirar uma foto minha na estátua. As 3 se levantaram prontamente.

Então a senhora de 83 anos me perguntou se eu era turista. Falei que estava fazendo um curso na Hochschule für Musik Franz Liszt (Escola Superior de Música Franz Liszt), e neste instante percebi o grande valor que tinha esta escola para os moradores da cidade e para a Alemanha. Esta senhora chamou as amigas que voltaram ao banco e contou a elas, com animação e efusivamente que eu estava fazendo um curso na Hochschule. E as duas exclamaram com admiração.

Falamos do Brasil e esta senhora, Frau Ursel Conrad, me contou que tinha um guia turístico do Brasil, com mapa e tudo mais, e ela tinha muita vontade de conhecer a cidade de Santos. Fiquei surpresa com isso. E então ela me disse : - sabe o que eu mais gosto no Brasil ? - O ABRAÇO !E então eu a abracei .Ela se emocionou . Convidou-me para ir à sua casa logo ali na praça mesmo. Mas eu ainda não tinha ido para a casa da Karin, queria me hospedar, estava apenas caminhando pela querida cidade de Weimar antes de chegar à residência que me abrigaria.

Fiz amizade com a Frau Conrad que insistiu muito para que eu a visitasse. No dia seguinte, um Domingo de manhã ,teria um concerto no Museu Altenburg, como abertura do curso. Fui para lá, marcado para as 10 horas. Mas fora cancelado. Coincidentemente o Museu era muito próximo da residência da Frau Conrad e fui bater em sua casa, uma kitinet no primeiro andar de um prédio de no máximo 3 andares.

Toquei o interfone e disse em alemão: “ sou a brasileira” ...

- E ela respondeu muito eufórica: um momento por favor, estou descendo para abrir a porta .. um momento ... E bateu nas portas vizinhas ao apartamento dela e dizia : - a brasileira veio me visitar ! A brasileira da Hochschule!

Entramos, ela abriu a geladeira às 10 da manhã e me disse : - o que você gosta de comer? E foi tirando tudo o que tinha na geladeira especialmente uma Champagne e um vinho branco.

Pegou o telefone e ligou para outras vizinhas e dizia: - a brasileira está aqui, explicou e logo a casa encheu. As amigas todas vieram me conhecer e cada uma delas trouxe um presente. Nunca mais me esquecerei deste momento! Caneta, bloco de notas, flores, embrulhados em lindíssimos guardanapos finos , e amarrados com fitas de cetim. Eu não sabia o que dizer.

Dicionário nas mãos, porque meu alemão ainda era precário, todas tentavam se comunicar como podiam. Deixaram-me super à vontade e rimos , mas como rimos aquele dia... gargalhadas atrás de gargalhadas com nossa forma de nos comunicarmos entre mímicas e dicionário , inglês, alemão e muitos risos.

Frau Conrad ligou o aparelho de som e colocou música clássica para ouvirmos.

Valores...

Então fico pensando em cada momento que vivi naquela linda cidade, com aquelas maravilhosas pessoas que prezam o ser humano, a Educação, a Música, a cultura...

Acredito que estas pessoas são almas merecedoras de estarem num lugar, país, onde existe o respeito em primeiro lugar. A amizade é cultivada com preciosidade.

O mestre é reverenciado.

Acredito que o professor não se preocupe em divulgar seu trabalho e muito menos anunciar suas aulas. As filas se formam, pagam com prazer e alegria, reverenciam o trabalho do educador e veem no instrumentista alguém muito especial que se dedica a emitir sons do seu instrumento para o deleite de todos!

Brasil ... um dia chegaremos a esta consciência e não precisaremos mais dizer às pessoas que quando se matriculam no início do ano, as férias do professor quem paga foi quem reservou o horário e este compromisso dura 12 meses.

Brasil ... um dia ainda vamos levar nossas crianças para as aulas de música com tamanha certeza de que ali desenvolverão tantas habilidades que os farão pessoas melhores e mais felizes !

Brasil! Pessoas... seres humanos ... povo... parem de pensar em consumir e levar vantagem. Existe algo muito mais sublime a fazer!

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O deseducador

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Para que existem educadores? Resposta óbvia: - para educar pessoas, formar pessoas, prepara-las em algum nível de conhecimento ou habilidade.

Pois bem... Ficamos às vezes confusos com o mi mi mi brasileiro de que não pode falar assim, ou de outra forma, que não pode sobrecarregar a criança de informações ou atividades e acabamos por alimentar a geração sedentária do tablet, celular, computador e os robozinhos que não conseguem fazer nenhuma atividade sozinhos, estão sempre dependendo de alguém porque as atividades que lhe exigem convívio, destreza, habilidade, interação, iniciativa, ele não é mais capaz de fazer. Coisas simples como organizar o material escolar, tomar alguma iniciativa básica para sua idade,etc.

Participei recentemente de um enduro chamado DL. E ali pude me reencontrar com meus valores antes massacrados pela ‘ nova forma' de deseducar pessoas. No DL – que nada mais é do que uma reprogramação mental, um trabalho com Programação neurolinguística, pude perceber que estes cursos estão resgatando pessoas, dando limites, injetando confiança no potencial esmagado do coitadismo em que cada pessoa se enfiou. 

Alguns me chamam de exigente, radical, brava, pois confundem todos estes adjetivos, no fim colocam como sendo todos a mesma coisa. Jamais fui brava. Bravas são pessoas que não sabem educar, são apenas bravas para serem temidas. Exigentes são pessoas que extraem do outro ser humano aquilo de melhor que ele pode dar e ainda se encontra acomodado no coitadismo de si mesmo. Radicais são pessoas extremistas que não encontram o equilíbrio para educar. São adjetivos totalmente diferentes um do outro e nem isso as pessoas são capazes de discernir mais.

Dois livros sobre Didática ao piano.

Pois bem, no DL pude me sentir num combate onde a excelência era o objetivo. E então me lembrei do meu pai: ‘se vai fazer alguma coisa, faça bem feito’. Ele jamais permitiu que eu fizesse alguma coisa por fazer. “Então não faça”. "Mas já que vai dedicar seu tempo àquilo, que este tempo não seja perdido".  Frases que marcaram minha formação: exigência, conscientização, busca pela excelência.

Meu pai nunca me obrigou a ser melhor que ninguém, apenas dar o máximo de mim para que eu pudesse ser melhor que eu mesma cada dia mais. E me dizia que no mundo não tem lugar para pessoas acomodadas e indolentes. Esta palavra saía da boca de meu pai sempre: NÃO SEJAM INDOLENTES. E contava casos de pessoas indolentes que nunca iriam melhorar na vida.

Então nos explicava que ele começou varrendo farmácia com 9 anos de idade. E então, queria ser o melhor varredor de farmácia que existia, estudava uma forma de não deixar nenhum cisco, e varria em linha reta, por faixas e cada dia melhor e mais rápido. Logo, ele estava entregando remédio nas casas e queria ser o entregador mais rápido e mais simpático para as pessoas. Era buscar a excelência para si mesmo. Um menino que queria ser bom no que fazia . Assim, foi convidado para trabalhar no balcão e quando entrava o cliente ele queria ser o primeiro a atende-lo com sorriso e eficiência para que sempre o freguês pudesse voltar. E dava-lhe opções sobre o que comprar. Contava-nos que quando não sabia alguma informação sobre os remédios, ia ler as bulas em suas horas de folga. Olhava os livros dos laboratórios, lia sobre Química, Biologia, Medicina. E então formou-se em Farmacêutico prático. Fez todas as provas e sua nota foi máxima, apenas estudando sozinho.

Aprendeu então a aplicar injeções e estudava uma forma da pessoas sentir menos dor. Cuidava para não deixar nada roxo, e assim, tornou-se o melhor aplicador de injeções. Naquela época iam aplicar injeções em casa e ele era chamado com insistência para este trabalho. Tinha uma agenda de qual injeção em qual horário teria que ir aplicar em cada casa. Depois, as pessoas passaram a procura-lo na farmácia que ele mesmo montou . Sim, porque então teve sua própria farmácia.

À noite, alguns médicos se reuniam depois das 22 horas para trocarem informações sobre diagnósticos e tratamentos. E ali então se tornou um ponto de encontro para “atualizações”.

Não perdia um minuto sequer. Sei disso porque trabalhei com ele na farmácia a partir dos meus 15 anos, durante as férias. Nunca o vi à toa esperando alguém entrar na farmácia. Ou estava lendo, ou organizando vitrine, ou checando mercadoria, ou fazendo pedidos, enfim ele trabalhava o tempo todo e condenava a ociosidade e a indolência. Dizia : a pessoa tem que ter iniciativa!

Hoje, vejo pessoas lamuriando o tempo todo , num coitadismo sem fim , reclamando disso ou daquilo. Não sabem o que é dificuldade. Querem de mãos beijadas tudo entregue nas mãos.

E quanto ao educador, que acorde, frequente este D.L. (DESENVOLVIMENTO DE LIDERANÇA) para primeiramente resgatar em si mesmo O PODER que se esqueceu que tem como formador de opiniões.

E nunca permita que seu educando , seja ele aluno, filho, funcionário, quem quer que seja , se torne uma pessoa indolente, usando a mesma palavra de meu pai. O DEVER DE UM EDUCADOR É EDUCAR.

Dia desses ouvi um absurdo : uma criança de 9 anos ganhou um skate e saindo do shopping onde havia comprado, foi fazer uma manobra com as mãos levantando o skate bem alto e deixou cair num carro, amassando-o. E ela contando a vantagem que ela e seus pais saíram bem depressa dali pra que ninguém descobrisse que foram eles que amassaram o carro ... Que vergonha!!! Mas que vergonha que estes pais passaram perante uma criança... que futuramente vai devolver este exemplo em ações piores!

Não é caridade nenhuma ter pena das pessoas e dizer : coitadinho, não teve oportunidades. ISSO DEFINITIVAMENTE NÃO EXISTE.Vamos ler biografias e ver quem foram alguns grandes expoentes e de onde surgiram?

PAREM COM O COITADISMO, EDUCADORES!!!

EXIJAM COM AMOR E COM PROPRIEDADE O QUE É PRA SER EXIGIDO para que tenhamos uma sociedade melhor.

Seja em qual área que trabalhar : na música como eu, nos esportes, na educação formal ou educando qualquer pessoa : não esmoreça. O ser humano tem uma riqueza dentro de si, não é aceitável que se acomode!

A sociedade será melhor se tivermos PESSOAS QUE PAREM DE DESEDUCAR!

Eu fiz o DL . Consegui filtrar tudo o que me foi positivo e o que pra mim não era novidade, enfim, tirei minhas conclusões. Mas acredito que a MAIORIA das pessoas precisa encarar um treinamento de emoções : medo, raiva, alegria, tristeza. E seguir em frente pelo menos se conhecendo melhor! INDICO! Eu aplico nas aulas de piano!


Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

Curiosidades sobre os Grandes Compositores

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Tchaikovsky ganhou um anel valioso de Alexandre III e o vendeu em seguida.

Liszt mandou fazer uma estátua de Beethoven , de bronze, para colocar no centro de Bonn, onde o compositor nasceu.

Mozart deu uma aula para o menino Beethoven e anunciou aos que estavam na antessala:- ‘um dia o mundo inteiro vai conhecer Ludwig Van Beethoven’ .

Brahms se apaixonou por Clara, mulher do melhor amigo, Schumann, mas em respeito ao amigo não se declarou a ela que era 20 anos mais velha que ele. A mãe de Brahms também era 20 anos mais velha que o pai dele.

Schumann ouvia vozes, e com medo de prejudicar a família, ele mesmo se internou num hospício. A doença era sífilis, que causava alucinações.

Chopin era tuberculoso mas a doença não o impediu de ser quem ele foi, e ainda participava de reuniões clandestinas num porão para poder ajudar a Polônia politicamente.

Bach teve 20 filhos e compunha com a criançada toda em volta dele, brincando.

Bach não assinava suas partituras, colocava 3 letras como assinatura que significavam : SDG - em italiano a tradução é SÓ A DEUS A GLÓRIA.

Mozartnão fazia rascunhos. Transcrevia a composição que ouvia em sua cabeça, com tamanha perfeição e sem nenhum erro ou correção.

Tchaikovsky quando criança ouvia composições em sua cabeça e queria compor, mas a família o mandou para a Escola de Jurisprudência aos 10 anos de idade para se tornar advogado. Internato.

Liszt resgatou a princesa Caroline de uma espécie de cárcere em que vivia na Sibéria, apaixonaram-se e ele alugou uma casa para ela na Alemanha. Viveram juntos por 13 anos.

Chopin se apaixonou por uma moça na adolescência, mas a família da moça não permitiu o casamento por ele ser tuberculoso. Anos depois, ele e George Sand viveram juntos por alguns anos e ela nunca contraiu a doença.

Chopin havia deixado um pedido que quando morresse queria que seu coração fosse retirado e enterrado na Polônia, sua terra natal. Seu corpo foi enterrado em Paris e seu coração na Polônia.

Haendel , alemão naturalizado inglês, foi enterrado na Abadia de Westminster, Londres.

Villa- Lobos queria estudar piano mas seu pai não deixava. Sua tia lhe deu um piano de presente tocava Bach para ele.

Estas e muitas outras curiosidades, desafios, tragédias, sobre o destino destes compositores formam um cenário divino sobre o destino em minha mente:

Não importam a personalidade, a nacionalidade, a história familiar, os desamores, os sucessos ou insucessos enquanto compunham, os amigos ou inimigos, a pobreza ou a riqueza, a fome ou a fartura, a vida reclusa ou em tournèes , eles vieram como MISSIONÁRIOS. Suas músicas estão aí fazendo sucesso há muito tempo. Imagine Bach hoje sabendo que suas músicas estão em CDs e que são altamente disputados pelos músicos?

É intrigante ler as biografias recheadas de fatos interessantes, outros trágicos, outros enigmáticos e ficarmos pensando: - como conseguiram compor mediante tamanhos desafios em suas vidas?

MOZART E A SONATA TÃO PESQUISADA POR CIENTISTAS:

​BEETHOVEN E A SINFONIA QUE MATA CÉLULAS CANCEROSAS:

​CHOPIN E SUAS HOMENAGENS À POLÔNIA​:

Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

Chegou o piano!

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E de repente chega um MÓVEL novo na casa. Mas este móvel parece ter vida!

Ele faz som!

Ele parece ter imã: atrai as pessoas para perto dele!

Ele é tão simples num formato retangular e convencional mas causa um espanto...

Ele é robusto, pesado, mas transmite leveza!

Ele não pode ser arrastado, mas todos se arrastam até ele.

Ele não pode com umidade, então todos os cuidados para que ele não pegue friagem são providenciados.

Ele também não deve tomar sol porque sua madeira trinca...

Mais parece um bibelô... que pesa 300 kilos.

Não se deve comer perto do piano porque atrai formigas, baratas, que podem entrar no piano e começarem a se alimentar dos feltros que tem la dentro dele.

Ele não gosta de vasos com água em cima dele – até ouço ele dizer : Deus me livre!

Também não deve ser aparador ... porque pode riscar este móvel lindo...

Mas como adequar um piano?

O piano deve estar num local seco, arejado.

O piano não pode ficar em parede externa ou parede que faça divisa com banheiro

O piano deve ficar longe da parede  (as paredes mudam de temperatura e passam esta instabilidade para o piano)

O ideal para manter um piano afinado é controlar a temperatura do local onde ele se encontra – entre 18 e 22 graus, mantendo-a estável, a afinação dura mais tempo.

O piano deve ficar afastado da parede pelo menos 25 centímetros, para garantir que não está sendo afetado pela temperatura da parede, para facilitar limpeza, tudo isso garante o bom funcionamento dele.

É aconselhável colocar um tapete debaixo do piano para que ele não absorva a umidade do chão, seja qual for. Ressalva para pisos laminados que tem antes da placa laminada um plástico isolante térmico. Aí não precisa.

Para o pianista ou estudante de piano:

Uma banqueta retangular confortável e regulável é o ideal para não acarretar problemas de coluna, dores quaisquer de postura inadequada.

Um suporte para os pés, como aqueles usados para quem trabalha no computador, é aconselhável para quem vai estudar um bom tempo , mantendo sua postura correta, evitando também dores e desconfortos de qualquer espécie.

Colocar o piano num local silencioso, sem movimento da casa, preferencialmente que possa fechar a porta e estudar sem interferências, favorece a concentração.

Devemos lembrar que este móvel não é enfeite. É agora, parte da vida da casa, é um pedaço do ‘ corpo ‘ do músico, pois ele vai se expressar através dele.

A LIMPEZA:

O pianista deve lavar as mãos antes de tocar piano , para que as teclas estejam sempre limpas e livres de insetos.

As teclas devem ser limpas cuidadosamente com um pano seco muito levemente umedecido. Quando tiver teclas engorduradas, colocar‘ meia gota’ de detergente no pano seco e limpar tecla por tecla, e já ir retirando o detergente dela com outra parte do pano seco ou muito levemente umedecido e por fim passar pano seco. Não usar NENHUM outro produto , nem álcool, nem qualquer outro produto que não seja um pano muito levemente umedecido., para as teclas.

A madeira do piano deve ser limpa APENAS com pano de microfibra seco, que deve ser deixado ao alcance somente para ser usado no piano.

Os pedais também não aceitam produtos. Sempre o pano seco.

Sugestões: Pode-se colocar uma luminária em cima do piano , direcionada à partitura, para ajudar nos estudos.

Uma toalha de mão sempre deve estar do lado do piano, caso o pianista transpire e necessite enxugar as mãos, para não ficar molhando as teclas com o suor.

Novidades:

1. Fiquei sabendo esta semana que em Franca teremos Aula de Música DELIVERY – pelo professor Régis da Escola Quintal Do Poeta, meus amigos e colegas de profissão. Ele vai até os alunos que tiverem problema de locomoção. Ninguém mais tem desculpa que não tem como estudar um instrumento porque tem problema de locomoção. Aí está a grande chance!

2. Outra novidade é que eu como professora estarei trabalhando repertórios diversificados, de acordo com os pedidos do aluno e da família,para que os membros de uma mesma família possam tocar juntos e formarem suas bandas ou para que promovam mais reuniões familiares com seus instrumentos, um resgate familiar mesmo.

Todos sabem que alfabetizo pela música clássica, mas venho atendendo aos pedidos de músicas complementares ( ou em escola tradicional chamamos de paradidáticos) para promover o deleite familiar em torno do piano.

Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.