Análise do discurso

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(O Boca do Inferno – ninguém vai ler isso)

* Conjunto de elementos de uma situação comunicativa oral: quem fala; a quem fala; o que fala; o ambiente; os argumentos e o vocabulário escolhidos; o gestual; a entonação, inclusive, a forma de olhar.

* Já escrevi sobre tema, mas sempre há novidades: Desqualificar o adversário e se autoelogiar é mais velho que “andar pra frente”. Demonizá-lo transformando qualidades em defeitos, acentuá-los e criar alguns é mais velho que o “rascunho da Bíblia”. Lula (o metalúrgico), Bolsonaro (o tiozão do churrasco) têm o discurso fácil para o povão ignaro entender. Lula (Nunca na história desse país...) e Bolsonaro (Não queremos que o Brasil se torne outra Venezuela) são adeptos dos bordões. São adeptos do messianismo: Salvadores da pátria. Querem fanatizar, manipular seus correligionários e, lógico, jogar para a plateia.

* Os esquerdopatas (apelidar é uma grande jogada) dizem que o Estado é laico, mas eu sou o presidente e eu sou evangélico: (momento Luís XIV – O Estado sou eu). Os evangélicos aplaudiram. O que é “laico” mesmo? O presidente perdeu a compostura, parecendo realmente o tiozão do churrasco: Queria o filho embaixador brasileiro em Washington, afinal ele foi chapeiro nos EUA. Atacou Leonardo de Caprio, que, supostamente, teria financiado ONGs, que queimam a Amazônia, para colocar a culpa no governo. Não daria ouvidos à pirralha Greta Thunberg, ativista que criticou o governo na Conferência sobre o Climal em Madrid. Ridicularizou um repórter, dizendo que ele tinha cara de homossexual. Disse que a mulher do presidente francês era feia. O povão reagiu indignado? Ao contrário, somos campeões em memes.

* Lula, O Filho do Brasil, é também verborrágico, sua oratória é impressionantemente convincente, já fomentou greves, fala de si na 3ª pessoa, mas também luta com a língua portuguesa. Os petistas ligam para isso? Não estão nem aí para o pugilato entre singular e plural. Atacou a imprensa, queria impor um marco regulatório. Os bolsominions (apelidar é uma grande jogada) também afirmam ela persegue o coitado do Bolsonaro. Ouvi a frase: “Não vão deixar ele fazer nada”. Eles, quem? Cara pálida?

* A federação nacional de Jornalismo publicou um documento: A cada cinco pronunciamentos, em quatro deles o presidente ofende a imprensa. Faz comparações insistentes entre a esquerda e a direita, insiste em demonizar a Venezuela. É o mantra que lhe deu a vitória nas eleições. Insiste em discursos homofóbicos, machistas, racistas, sexistas. Por quê? Porque a sociedade brasileira é, em grande parte, homofóbica, racista, sexista... Ninguém precisa ser gênio para saber que poucas pessoas leem mais de um parágrafo em um texto, seja em blogs ou posts, basta verificar o número de acessos ao Facebook, que está em decadência, porque há textos demais, em uma linguagem fora do alcance de 90% dos internautas.

* Li comentários absurdos de quem só leu a “Manchete”, não leu o texto e também o comentário do comentário. Sobre a votação da Reforma da Previdência, li o comentário de um iluminado: “Eu não disse que gora vai aparecer um monte de gente “entendida” em Constituição?”. Quando há, são esclarecedores: “Que triste!”; “Muito triste isso!!!”; “o Brasil nunca vai mudar”; “Ninguém faz nada”; “Você é um esquerdopata nojento”; “Cala a boca bolsominion idiota”... Não é à toa que Trump e Bolsonaro ganharam as eleições, usando as “fake news” e governam pelo Twetter. Ambos vivem do absurdo: “No meu governo, o Brasil não virará uma nova Venezuela”. Com suas instituições, não viraria Venezuela nunca.

* Ministro da Educação escreve errado: “imprecionante” e “paralização” foram dois casos expoentes. Algumas pessoas me perguntaram: “Mas não escreve assim? Eu jurava que era assim. Eu escrevo assim. É estupro? Eu jurava que era “estrupo”. Weintraub (Ministro Educação) trocou Kafka ou por kafta. Mas, quantos conhecem Kafka? Publiquei um artigo sobre isso. Sofri ataques. Um: “Ele não tem o direito de Errar?”; outro: “Você nunca errou na vida?”. Pessoas públicas “jogam para a plateia”. Discursando com óculos escuros ou debaixo de um guarda-chuva, desconcertou a imprensa tanto quanto Bolsonaro andando de moto sem capacete ou usando uma camisa falsa da seleção. A rua 25 de março está lotada de gente comprando o falso conscientemente. Você acha que os estudantes vão brigar com o “ MelhorENEM de todos os tempos?”. A maioria espera que o outro lute, só quer passar no vestibular.

* A associação do discurso do então secretário de Cultura, Roberto Alvim com o de Joseph Goebbels foi descoberta pela advogada Manuela Lourenção. Assistiu ao vídeo em que Alvim anunciava o Prêmio Nacional das Artes. Nele parafraseia o “chefão” da Propaganda de Hitler. Uma pessoa entre milhões. Alvim será esquecido. Perguntei a algumas pessoas quem era Hitler: disseram que era um “monstro” que matou milhões de pessoas. Goebbel deve ser um time de futebol. Amigos, que voltaram a conversar comigo depois do pleito, aplaudiram Alvim. Adorariam também ter arma cintura. São cidadãos de bem.

* Alvim (fala); pacientes (ouvem); ambiente milimetricamente montado para copiar o do alemão; trilha sonora do compositor preferido de Hitler, Richard Wagner; os argumentos parafrasearam os de Goebbels; olhar de um facista resoluto, didático. A embaixada alemã criticou o , afinal vive a luta contra grupos neonazisas. Alvim se esqueceu dos judeus, gente com grande poder financeiro, que perdeu milhares de descendentes na Segunda Guerra Mundial. A ferida ainda está aberta. O presidente precisa do dinheiro deles, para se reeleger. Causa espécie que o chefe não saiba das tendências nazistas do subordinado a quem cobriu de elogios. É verdade que Bolsonaro já chamou o nazismo de socialismo (esquerda). Bush achava que Al Qaeda era uma banda de rock. Deu no que deu (a Guerra do Golfo). Ao pedir desculpas, Alvim disse que não sabia nada sobre o discurso de Goebbels, era cristão, portanto contrário a massacres. Fleury também era, deu no deu 

MARY

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​O BOCA DO INFERNO: DIRETO DO CASTELO DO PUDOR

O céu caiu. A tempestade afogou a cidade. O tornado varreu as ruas, os bueiros, os telhados, as pessoas. Água colérica não pode ser enjaulada. Correu tal como cavalo indomado pelo esgoto. Com punho cerrado, jogou a tampa para o céu, porém desceu para o inferno. Matou mais um. Indomável, libertou-se do julgo do cimento. Tudo, que viu, carregou. Engole vidas, sem dó. Olhamos aturdidos, impotentes, indecentes na nossa mísera frente o mundo se desfazer. Nossos sonhos serem represados para, em seguida, derreterem.

Mary, a mais brasileira das Mary, tropeçou na beirada do bueiro escondido, armadilha para pegar animais desesperada. Foi arrastada para o abismo. Caiu. Misturou-se aos excrementos. Quem visse, não saberia o que era quem: cocô pura gente; gente puro cocô. O fedor era o mesmo. Sentia fora, o que gestava dentro. Homens são sacos de merda. Onde está o prefeito? Onde está o governador? Encastelados, sem dor.

Mary, a mais brasileira das Mary, viveu uma experiência corporal. Descobriu o mais íntimo das gentes do Brasil, a parte que mais fede, além das atitudes comezinhas cotidianas. Sentiu o que os homens sabem, fedor manda esconder debaixo da terra. Quando a natureza põe a nu, boiando os excrementos, o povo se lembra de protestar. O que há dentro de cada um é exposto pela enxurrada abaixo que inunda ruas, represa-se em lojas e casas. Onde está o presidente da câmara? Onde está o governador? Encastelados, sem pudor.

Mary, a mais brasileira das Mary, viveu uma experiência visceral. Esfregou-se com bucha, água e sabão até esfolar a pele, para substituí-la por qualquer outra. Sentia-se porca, vítima da porcaria humana. O fedor entranhou-se nas narinas. O inferno dos excrementos entranhou-se no cérebro e na alma. Sonhava com banquetes de cocô. Olhando dentro de si, viu que não era diferente. Os homens são sacos de merda. Onde está o presidente? Onde está o seu tutor?

Veio-lhe à mente uma série de porquês:

Bebemos água reciclada. Comemos carne de animais que chafurdam na própria bosta. A, cozinhas de bares e restaurantes reaproveitam. O sabão esgota a natureza, quando concebido e também quando deteriorado. Os rios carregam coliformes fecais, que serão usados para aguar hortaliças. O papel higiênico apenas macera a merda que será atirada no lixo, que virará chorume, que virará adubo. Será levado pela água, que o depositará no lençol.

Borbulhou na mente dela que ela não passa de um instrumento da natureza que a faz cumprir ciclos. Mesmo prendendo, não há saída, ora ou outra a natureza grita. Grita que está na hora de colocar para fora o que acumulou mastigado, triturado, arremessado no intestino pela boca voraz e os olhos famélicos. Os homens são sacos de merda em produção em profusão.

Mary quis fugir da Mary, quis fugir da adoção obcecada pela organização, cair nos braços da mãe. Trabalhou, então, em uma rede de fast-food, em que a ordem do superior era empanturrar os incautos, com o sanduíche requentado da noite anterior. Famélica pela ordem, saiu dali para trabalhar em uma indústria de refrigerantes. Desconfiava, mas agora tinha certeza, de que não havia laranja nos tanques onde estavam armazenados os refrigerantes de laranja; não havia uvas nos tanques de uva. Caiu a neve devastadora. Onde está o prefeito? Onde está o presidente? O está o governador? Onde está o seu mentor? Discursando encastelados sem dó, nem pudor.

Em um momento de pertencimento, descobriu que a tampa apenas esconde a merda. Descobriu-se um saco de merda do qual, só morta, escapará. Virará adubo. Reciclará a natureza, como Lavoisier disse que assim seria e como sempre está sendo. Descobriu, em um momento del reflexão que não pertencia a si, nem ao Brasil, nem a lugar nenhum. Os homens são os mesmos e a merda é voz, necessidade, atitude, pesadelo de qualquer um.

ESTRUPO, ESTRUPRO, ESTUPRO

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Introspectiva 2019


ESTRUPO ou ESTRUPRO? me perguntou um aluno de supetão. Respondi: nenhum dois. Outro atropelou gritando: Tá vendo? Não disse? Perdeu a aposta. Brinquei: Perdeu, playboy, a palavra é "estupro". Alguém falou espantado: Tá brincando! Tem certeza teacher? I'm sure. Respondi brincando. Outra voz surgiu do meio da galera. Ele tá de sacanagem: É ESTRUPO. Não é mestre? Saí. 

Deixar as coisas no ar é sempre a melhor forma de ensinar. 2019 foi o ano das dúvidas: o que é fake? O que é news? O que é fake news? Era da pós-verdade? Há verdade? Verdade de quê? De quem? Há imparcialidade? O Brasil é a fake news da fake news. O ESTRUPO? Ou o ESTRUPRO? Estupro sim. Será? 

O “politiquês",  "o juridiquês" e o "economês" são as melhores formas de "estrupar" a população, que nada entende de nenhum dos três? Nunca na história desse país vi tanta gente recitando a Constituição e tantos "entendidos" afirmando: "Agora vai aparecer um monte de gente recitando a Constituição". 2019 foi o ano de excercitar o “achismo” sobre a Constituição Cidadã, do que eu acho que é, se for o que eu penso que é. Ou não? Vale ESTRUPAR ou ESTRUPRAR? Ninguém vai saber mesmo? A Constituição nos estupra? Ou os pastores a usam para estuprar o rebanho?

A palavra "saudade" só existe em português. É certo. Porém, o sentimento, que invoca, pertence a qualquer ser, de qualquer lugar. Em 2019, andamos flertando com o abismo, impelidos pelos adoradores celerados dessa palavra, acrescida das palavras "época" e "ditadura". Nunca se falou tanto em ditadura, em cidadão de "bem", em "valores morais", em bons costumes”. Seja lá o que isso quer dizer. Nunca na história desse país se falou tanto em gente portando armas, assumindo o dever do estado de dar segurança ao cidadão de “bem”. 2019 foi o ano da omissão do estado, do massacre da Constituição e da extrema burrice de uma população que ainda crê na idoneidades das autoridades de plantão. Crê que todo ESTRUPO tem sua razão de ser.

Foi o ano em que saudade e "estrupro" viraram quase a mesma coisa. Aprendi, principalmente, o quanto a palavra "criticar" se tornou tão estúpida e ofensiva. Ou você concorda ou se cala, ou é direita ou é esquerda, senão será expelido do convívio social, profissional e familiar. 2019 foi o ano do "estupro": política não se discute; os discordantes que se mudem; ou se calam ou perdem o emprego ou morrem de bala perdida com endereço certo. Foi o ano da intolerância em todas as suas vertentes. Você pode ser preso por "crimideia".

O estupro é um crime tipificado no Código Penal em seu artigo 213 (Lei 12.015, de 1990 repensada 2009 repensada em 2019). Não se preocupem, desconfiados leitores, porque  perguntei à Wikipedia e ela, muito "abalizada" no assunto, nosso HD externo, me explicou isso. Somos um país governado pela Wikipedia nas artes, nas ciências e na política. Ou pelo Twitter, onde se pode pode "estrupar" ou "estruprar" à vontade. O “estrupador” manda.

Estupro, segundo a definição jurídica, é "constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que, com ele, se pratique outro ato libidinoso. Será que participar de um partido que não enfia um crucifixo na vagina, como afirmou a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, durante a convenção, foi um recado aos outros que cometem esse crime hediondo? Alguém já denunciou esse absurdo? Onde estão direitos humanos? E dos fazedores de crucifixos para funções religiosas? Será que a ministra já foi "estruprada"? Ela tem obsessão por esse tema. 2019 foi o ano dos absurdos, tanto para os que vestem rosa, quanto para os que vestem azul. Tanto para as pessoas que têm vagina ou querem ter, quanto para os que se dedicaram implantar um estado laico.

Elencarei alguns crimes considerados hediondos (Lei 8.072 -  2011):  1) homicídio qualificado; 2) Latrocínio; 3) Extorsão qualificada pela morte; 4) Estupro; 5) Estupro de vulnerável; 6) Epidemia com resultado de morte; 7) Genocidio;

Pirralho

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Mais uma vez, o Brasil “dançou” no exame do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Segundo o nosso genial Ministro da Educação, Abraham Weintraub, o país ficaria "no último lugar da América do Sul”. Que resignação!!! Se perder o emprego, virar astrólogo não seria uma opção. Para variar, errou. Como já errara antes quanto à questão da segurança envolvendo a aplicação da prova do ENEM. Para o meu gargalhar, inverteu a lógica. Como divulgou a insegurança antes de a imprensa veicular, então atestou que a atitude se tornou um caso “sui generis” de segurança. Pior, os próprios vestibulandos engoliram. Ninguém protestou. A ignorância é uma bênção. O país estacou na burrice crônica.

A suprema vergonha do Brasil foi levar um puxão de orelha do secretário-geral da organização, Angel Gurría: "Sem educação adequada, os jovens vão definhar na sociedade afora, sendo incapazes de enfrentar os desafios do futuro mundo do trabalho”. A desigualdade tende a acirrar os conflitos sociais. Disse o sociólogo Darcy Ribeiro: “Se os governos não investirem em educação, daqui a 20 anos não terão dinheiro para investir na construção de presídios”. Já se foram mais de 20 anos, desde que Darcy vaticinou isso. Presídios proliferam mais que baratas. Escolas viram verdadeiros presídios. Presídios de ideias.

Afirmo que Angel Gurría foi muito além do óbvio. Jovens abastados representam o maior índice de reprovação por fuga ao tema nas provas dos vestibulares: câncer detectado antes da avaliação do PISA de 2015. Mal se mantêm dentro de uma universidade, caso não copiem as respostas dos veteranos nas provas aplicadas há anos por professores preguiçosos. Do decoreba estimulado pelas aulas dos cursinhos, ao adestramento provocado pelos “modelos” de redação; das repetidas provas aplicadas pelos professores de várias universidades, aos currículos defasados. Retrocedemos aos anos 70. E olhe lá!

Então, caros patrícios, esqueçam o ODM (Objetivos de desenvolvimento do milênio). Em 2000, 191 países e 22 organizações internacionais foram signatários  da Declaração dos objetivos do Milênio das Nações Unidas. Comprometeram-se a alcançar oito objetivos de desenvolvimento para o ano de 2015: 1) Erradicar a pobreza extrema e a fome; 2) Alcançar o ensino primário universal; 3) Promover a igualdade de gênero e emponderar as mulheres; 4) Reduzir a mortalidade infantil; 5) Melhorar a saúde materna; 6) Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças; 7) Garantir a sustentabilidade ambiental; 8) Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento.

Como podem observar, amigos desta nau dos insensatos, estamos a anos luz de alcançar esses objetivos. Na verdade, flertamos com o abismo. Você acha que a economia e a educação vão melhorar, em um país cujo PIB cresceu 1% em 30 anos? Que ostenta índices piores do que os de países latinos em crise político-econômica, como o Chile e a Argentina?

Depois do PISA, provavelmente ciente de que o Brasil Varonil jamais chegou perto de cumprir quaisquer objetivos educacionais e econômicos, o senhor Abraham Weintraub, como todo bom brasileiro, acordará, pegará seus óculos escuros para disfarçar a ressaca e cumprirá o cívico dever de tocar a “deforma educacional”.Sem noção, o povão espera ver a luz no fim do túnel. Só se esquece de que ela vem assinalando um trem na sua direção.Desinformado, o brasileiro, profissão esperança, engolirá facilmente o discurso do Ministro Paulo Guedes, criador da pérola: o dólar alto é bom para a nossa economia. Aplaudirá Sérgio Moro, o paladino da justiça, que também tem um currículo genial, defender o “excludente de ilicitude”. Seja lá o que isso signifique. Tudo vai mudar para se manter igual.

O presidente e a corja familiar dispensam comentários, provavelmente não sabem o que é o PISA e nem que o mundo pisa nos brios do Brasil varonil, cada vez que berbera o seu pugilato contra a última flor do Lácio, inculta e bela, e a lógica. Somos a fake News da fake News: MUITO MENOR QUE O NOSSO TAMANHO.

LIBERDADE ALIMENTO

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Prestes a perder o que nunca tivemos, mas um dia cremos que sim, propus algumas reflexões. Em um momento da história em que os oprimidos saem das sombras, compilei pensamentos tornados frases. Estão certos? Errados? Não é essa a proposta. Refletir é a proposta. Um tiro não pode matar uma ideia? Pode. Não sejamos românticos: medo é corrente, tapa olho, soco na cara. Um conservador pode destruir uma revolução? Não. Sejamos práticos. Mas, revolucionários sempre se sabotam, ao chegarem ao poder. Poder vicia. Não poder também. Ter medo de poder também. Quem prega a liberdade, encarcera quem não compartilha da pregação. A liberdade não tem dono, mas, quem a resumiu em uma estátua, é o dono do símbolo apenas. Apenas.

Uma criança não precisa de limites, precisa de estímulo. Cercear o comportamento é matar a criatividade. Estamos em um deserto. Quem quer impor limites, quer que a história tropece em si mesma. O passado é “lindo”, ninguém é dono dele. E as escolas têm paredes...

Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda. (Cecília Meireles)

A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem. (John Lennon)

A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência. (Mahatma Gandhi)

Somos indivíduos livres e nossa liberdade nos condena a tomarmos decisões durante toda a nossa vida. Não existem valores ou regras eternas, a partir das quais podemos no guiar. E isto torna mais importantes nossas decisões, nossas escolhas. (Jean-Paul Sartre)

Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências. (Pablo Neruda)

Por que é que o cão é tão livre?
Porque ele é o mistério vivo que não se indaga
. (Clarice Lispector)

A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade. (Sigmund Freud)

É um estranho desejo, desejar o poder e perder a liberdade. (Francis Bacon)

Só conheço uma liberdade, e essa é a liberdade do pensamento. (Antoine de Sant-Exupéry)


Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
. (Gabriel, o Pensador)

Hoje é o dia da Língua Nacional

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DIA 05/11

"TUPY or not Tupy? That's the question."

Hoje comemoramos o dia da língua nacional?

Manifesto Pau-Brasil de 1925: "A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos." (Oswald de Andrade)

Mas, de que língua estamos falando?
Aquela que herdamos de Portugal, a língua d'além mar? Ou daquela que reagiu contra o colonizador ganhando voz de tacape, de berimbau, de bambu? Aquela que ganhou novas cores, novos ritmos, novos sabores? Aquela que engolimos, deglutimos e expelimos como Brasil?
O Brasil de Drummond, de Clarice, de Guimarães, de Graciliano, de Jorge Amado? A língua de Mano Brown, de Emicida, de Caetano, de Chico, de Leminsk, de Veríssimo, de Cora, de Cecília, de Patativa do Assaré, de Manoel de Barros, de Ariano Suassuna, de João Cabral...?
Essa língua carnavalizada, língua de calundu, amarga de falar, difícil de escrever, de descrever, linda de sussurrar, de falar, puro mel, mel fel, língua pra amar, língua pra xingar.
Essas línguas, dialetos, regionalismos, universalismos, de mil sons, mil grafias, mil gramáticas, comida de Brasil.

Diz Oswald:

"Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade".

"Quando o português chegou / Debaixo de uma bruta chuva / Vestiu o índio / Que pena! Fosse uma manhã de sol / O índio tinha despido / O português".

"Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará".

"Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós. Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia". (Trecho do Manifesto Antropofágico - Oswald de Andrade).

Língua de pensar, de escrever, de traduzir, de induzir, de sonhar, de analisar, de ver, de rever, de Reverter, de viajar, de poetar...

“Estou farto do lirismo comedido
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação”. (Manoel Bandeira)

De que 

​ENEM É COISA DE DOIDO

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(Antes que haja qualquer dúvida, a intenção deste artigo é ser seriamente descontraído)

  • CHUTA UM TEMA, PROFESSOR: Não sei qual será. E ainda bem que não sou cartomante. Confio em trabalho. Ninguém faz a mínima ideia. Em época de ministro atirador de óculos a distância, não ninguém sabe nada, provavelmente nem ele, já que nem ele, nem o presidente tiveram tempo de ler a prova, como prometeram. Mas, fique feliz: Todo mundo está no mesmo barco. Sua “obra” srá corrigida dentro dos mesmos parâmetros de outras. Não sofra.
  • O QUE EU FAÇO NA HORA DA PROVA: Você tem duas opções: ou sai correndo ou entra e faz. Vamos supor que tenha optado por fazer: sente-se, feche os olhos, respire fundo e mãos à obra. Desde que inventaram o número 1, é melhor começar por ele. Não comece pela matéria que mais sabe. Insisto: nem sempre, vem com as questões mais fáceis. Se começar a errar, o seu psicológico vai para o espaço. A estratégia é “sei, faço; não sei, pulo”.
  • ESTOU ESTRESSADO: Que bom! Você acabou de descobrir que não é um ET. Se não estivesse, não seria humano. Ninguém vence, sem “um pouco” de estresse. Só perde, quando entra em desespero. Aí, vá pescar. Você está com a consciência “pesada”? Poderia ter estudado mais? Essa foi a melhor descoberta: descobriu que tem consciência. Todo mundo pensa que poderia ter feito mais. E o chamado “consciente” coletivo. A gente sempre acha que pode mais.
  • TURBINA PARA O CÉREBRO: Você se embrenhou no mundo das descobertas. Acabou de descobrir que não tem um. Jamais tome Ritalina, Conserta (remédios para TDAH), sem receita médica. Podem provocar delírio. Vai ser o “maior barato” ver elefante voando pela sala. Imagine-se correndo atrás do fiscal, com a prova nas mãos, gritando: “Gostosinho, vem cá”.
  • COMIDA: Não leve um Big Mac (não vai entrar), para “matar a galera de inveja”, nem um bombom Sonho de Valsa, para desconcentrar a “galera”, ao fazer barulho quando for desembrulhá-lo Há cinco milhões de “sofredores” e seus concorrentes não estão todos na sua sala. Leve água e banana. Percebeu que todo atleta de alta “performance” come banana? Por incrível que pareça, você foi enquadrado na categoria atleta, atleta intelectual: tem que ser bom e rápido, uma mistura de Steve Jobs com Lewis Hamilton.
  • BANHEIRO: Quando começar a confundir Roberto Carlos com Ludmila, peça para ir ao banheiro. Não há perda de tempo nesse caso. Dê um “reset” em você mesmo(a). Aí sim, ganhará tempo, volta, de fato, a raciocinar. Desligou o módulo automático.
  • CELULAR: Não leve. Neste ano, não terá como fazer uma “selfie” com a prova no banheiro. Há uma preocupação enorme com segurança. Se ele tocar durante a prova, você será eliminado.
  • UM CHOPIS E DOIS PASTEL: Chope é bom, “só que não”. Sair para tomar um chope “nessa altura do campeonato”? Você já viu alguém estressado tomar um chope? Amnésia pós-porre é fato; bumbo dentro do vácuo formado dentro da cabeça também.
  • SE EU PERDER MEUS DOCUMENTOS: Faça um boletim de ocorrência e apresente. Se for perto do horário da prova, o site do Inep orienta: há um site para você fazer o boletim de ocorrência.
  • GABARITO: É uma ilusão crer que tem cinco horas de prova. 20 minutos devem ser atribuídos ao gabarito. Não marque à medida que faz. Arrependimento custa caro: às vezes um ano de cursinho.

DE RESTO: abrace muito, beije muito, fique perto de pessoas de alto astral e leia o artigo anterior.

CUIDADO COM AS FÓRMULAS MÁGICAS: OS PICARETAS E OS OPORTUNISTAS

ENEM CHEGANDO. O QUE EU FAÇO?

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Tenho algumas teorias:

1. A TERAPIA DO URSINHO: Compre um ursinho de pelúcia. No auge do estresse, bata nele até cansar. Viu? Descarregou o estresse. E não cometeu nenhum crime contra a fauna. Travesseiro também serve, desde que bem fofinho.
2. A TERAPIA DO GRITO: Vá para algum lugar onde não apareça ninguém que ache que você que é doido(a). Grite, grite, grite até desestressar. John Lennon sabia das coisas.
3. TERAPIA DO SHOPPING - Existe algum lugar melhor do que um shopping para não fazer nada ou fazer o que gosta (compras). Além disso, há até cinema? Qualquer filme serve: uns desetressam por causa do medo; outros, por causa da emoção; outros porque querem matar o vilão; outros engraçados em que você não achará graça nenhuma.
4. TERAPIA DO BEIJO: Quem pode, pode. Beije até querer mais. E mais. E mais. Destressam que é uma beleza.
5. TERAPIA DO ABRAÇO: Abrace as pessoas que ama ou gosta ou tem afinidade ou até estranhos dispostos a um momento de bondade. Mami, Papi e namorado(a) são imbatíveis nessa questão. Irmão "mala" não. Você é capaz de, ao invés de abraçar, enforcar.
6. TERAPIA DO CHORO: Junte a galera em casa, ofereça água e suco (suco de cevada, jamais) e reclame, fale mal de todo mundo, espere até alguém dizer que não vai passar e chore ate desestressar. Diga que também não vai. Chore mais um pouco. No outro dia," detone" na prova e "está" tudo certo.
7. TERAPIA DA AGULHA: acupuntura dá um medo danado, mas faz um bem danado. A delícia da agulhada vem depois, junto com a endorfina que ela libera. A gente perde até o rumo de casa.
8. TERAPIA DO VAMOS VER NO QUE DÁ: encontre com pessoas com alto astral. Se você acha que ir a uma igreja ou a um centro religioso ou à missa da bênção da caneta ou a um psicólogo ou a um pesca e pague, vá. "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.
9. TERAPIA DA MADRUGADA: A pior coisa do mundo é deitar e ficar olhando para o teto pensando que não vai passar. Se não dormir, não vai mesmo. Dormir ensina. O que você faz,então? Faça alongamento, alongamento, alongamento. Você faz deitado(a) na cama mesmo. Os japoneses dizem que alongamento é vida. Será que é por causa disso que vivem 100 anos ou passam nos vestibulares?
10. TERAPIA DO OMBRO: as pessoas com maior experiência em vestibular são os seus professores. Em algum momento, converse com o que tem maior afinidade. Se sentir que ele está mais estressado do que você, console-o. Você vai se sentir muito importante e isso é muito bom.
11. TERAPIA DO RISO: Rir de si mesmo(a) é a melhor coisa que existe. Não se levar a sério é melhor ainda. Junte-se com quem tem afinidade com você para lembrar os "micos" (que você pagou, que seus amigos pagaram ou que o professor pagou) durante o ano faz um bem danado. Tira a seriedade da escola e do vestibular.
12: TERAPIA DA GALINHA: Correr atrás de galinha dá um cansaço danado, mas uma satisfação imensa, quando se pega uma, tão intensa quanto acabar de fazer uma prova de ENEM. Um alívio.

​O ENEM E SEUS MITOS:

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  • Quem tem medo do ENEM? Se você tem, seu concorrente também. Se a prova do maior vestibular do Brasil gerava um estresse danado, neste ano esse estresse foi às raias do absurdo.
  • Eu o(a) aconselharia a ler o “discurso” do presidente na ONU. Aquele arrazoado constitui o “programa de governo” do partido que assumiu o poder no Brasil. O tema da redação pode estar ali.
  • O ministro da educação prometeu uma prova sem viés ideológico, o que, em se tratando de ciências humanas, é impossível. Não se incomode, imaginando como a redação será corrigida. Simplesmente defenda a sua opinião.
  • Por favor, não “meta o pau nos políticos”. “Meter o pau” constitui apenas juízo de valor não significa que está apresentando argumentos.
  • Evite doutrinarismos, sejam políticos ou religiosos. Doutrinar não é argumentar.
  • O tema vem representado por uma frase. Essa frase sempre traz palavras chaves. Se o tema for uma pergunta, sua resposta será a sua tese. Se não for, transforme-o em uma pergunta. Ex.: “O futebol é o ópio do povo”.
  • Se a dissertação exigida no ENEM é a “argumentativa”; no primeiro parágrafo, é crucial que você apresente sua tese (opinião ou ponto de vista).
  • Três são as palavras-chaves especificadas nas instruções: SELECIONAR, ORGANIZAR, RELACIONAR. Portanto, a redação não foi criada para você que você escreva tudo o que sabe sobre o tema. É preciso organizar os principais argumentos em sequência progressiva. (linha de raciocínio).
  • Relacionar argumentos (classes sociais, raças, teorias sociais, países...) é fundamental para que o texto flua de forma inteligente: demonstre maturidade.
  • Fatalmente, você “cairá” em questões relativas ao governo, então se lembre de que existe “governo estadual, federal e municipal”, especifique qual pasta: ministério, secretaria etc. Geralmente propõe campanhas (Qual o teor da campanha? Quem fará a campanha? A quem a campanha quer atingir? Quais meios serão utilizados?
  • Comece a prova pela redação. Nunca faça o rascunho e depois volte para passar o texto a limpo. Se faltar tempo para terminar, você não terá como “chutar”.
  • Se você não sabe nada sobre o tema, retire ideias dos excertos da coletânea. Preste atenção ao primeiro período que, geralmente, resume a ideia central do texto e às fontes de onde foram retiradas.
  • Nunca escreva o que sabe mais ou menos (o que acha que é). Evite os erros gramaticais e as “frases bonitinhas” que não se relacionam com o tema central. Essa estratégia não configura conhecimento (repertório cultural). Essas frases podem destruir o seu texto, se não tiverem qualquer relação com a tese apresentada.

Ópio é palavra chave. Escrever apenas sobre futebol constitui fuga ao tema. O tema não é uma pergunta, então o transforme em uma. A resposta será a tese. A dissertação argumentativa exige que haja uma tese.

A PSICOLOGIA DO "NÃO"

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(Prof.: Luiz Cláudio Jubilato - coordenador geral do curso Criar redação. Professor de Língua portuguesa e redação; Consultor educacional para vestibulares.

Já que uma quantidade enorme de alunos me pergunta o que cairá na prova do Exame Nacional do Ensino Médio, vou para o lado contrário, falarei do que NÃO vai cair:

1. NÃO SEI O QUE CAIRÁ. NINGUÉM SABE:

O professor cartomante diz o que cairá. Se todos acertarem, a prova deverá ter 1000 questões e não 90. Pergunto: Como vai cair? Como será o enunciado? Qual o gabarito? Há sites e mais sites que listam os 50 temas que mais caíram. Será que não cairão mais, já que foram suficientemente explorados? Ou são os que têm mais chance de cair? Estudá-los ou não? Eis a questão.

2. NÃO SE PREOCUPE SE PROFESSOR ACERTARÁ OU NÃO O TEMA DA REDAÇÃO:

Se ele acertar e você não tiver feito a redação? De que adiantará? Se tiver feito, lembrará de tudo? Não é melhor se preparar para quaisquer temas, para não ser surpreendido(a)? Você já sabe que a banca examinadora abordará um tema atual, que abordará tópicos do programa de governo do atual.

3. NÃO SE PREOCUPE SE A MATÉRIA ACUMULOU:

Estudar tudo de tudo? Impossível. Acumular matérias é absolutamente normal. Se alguém disser a você que está com tudo em dia, interne-o(a). É pura pressão psicológica. Ou então, já decorou a apostila. Se você se acha uma “anta”, porque há um vazio na sua cabeça, esqueceu tudo, não se esqueça de que as antas são espertas, tanto que continuam sobrevivendo. As coisas se decidem mesmo é na hora da prova. E se o concorrente "fodão" passar mal. "Já era".

4. NÃO ESTUDE EM CASA:

Estude na escola; em casa, revise, descanse. Você não é autodidata. Perde muito tempo tentando aprender sozinho. Aí começa o estresse, a sensação de não aprender nada.

5. NÃO FIQUE ACORDADO(A):

Aprenda com o seu corpo. O corpo ensina. Hora de ficar acordado, fique. Hora de dormir, durma. Dormir ensina. Não confunda ficar acordado(a) com estudar, No outro dia, terá que reler tudo o que leu. Aí sim a matéria acumula. Perderá, no mínimo, duas aulas no outro dia.

5. NÃO SE PREOCUPE COM A CONCORRÊNCIA:

Primeiro: quantidade não significa qualidade; segundo: você é o seu maior concorrente, pois se enfia em aulas dicas cansativas na véspera da prova. Vá beijar, abraçar, comer a comidinha da mamãe; terceiro: quando fica ouvindo um monte de asneiras dos derrotistas; quarto: quando não acorda para o fato de que o mesmo medo que tem do concorrente, ele tem de você; quarto: quando toma remédios para diminuir a ansiedade ou turbinar o raciocínio sem consulta médica.

6. NÃO SE PREOCUPE POR ONDE VAI COMEÇAR A PROVA:

Preocupe-se em fazer as questões mais fáceis primeiro; nem sempre a matéria que você mais sabe é a que está mais fácil. O importante é não "chutar" sem ler.