​O SEM SENTIDO DE TUDO

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(O BOCA DO INFERNO)

Mundo, mundo, vasto mundo das incertezas. Roda mundo, roda pião. Universo do nosso corpo, da nossa mente. Universo de nós. A história não morre, o homem insiste em não mudar. Nada morre, tudo se transforma, como disse Lavoisier que assim seria e como sempre está sendo. Essa é a nossa única certeza, que não responde às nossas incertezas. Para as perguntas mais básicas, não temos respostas viáveis: De onde viemos? Para onde iremos? Deus existe? Existem seres em outros planetas? Há vida após a morte?
Comemos muito mais do que o necessário, se sobrar dinheiro no bolso. As sobras ficarão para quem comerá sem dinheiro. Tomamos porres para esquecer, mas nunca nos esquecemos de tomar porres para esquecer. Aprendemos a destruir em segundos o que levamos séculos para construir. Os EUA têm capacidade para destruir tudo centenas de vezes, mas não basta apenas uma única vez?
Amamos perdidamente, porém somos capazes de matar, se perdido o amor.
Roubamos felizes o que não podemos carregar. Choramos, quando pegos roubando. Muitas vezes desejamos a morte para aliviar nossas dores, contudo ganhamos dinheiro que não compra a cura para elas. Construímos carapaças, armaduras para nos defendermos nas guerras. Elas nos desconstroem, quando o inimigo covardemente se esconde dentro delas.
Rifamos vidas por ódio ou por amor ou por poder ou sem poder mesmo sabendo que sairemos mais vulneráveis. Vamos sofrer. Quem ama, não mata? Mata, mas morre também. Quem mata, ama? A si mesmo também.
Por que elegemos os sabidamente desonestos? Por ideologia? Por razão? Ou só por identificação? Por que sempre choram, se pegos com as calças arriadas, cheias de dinheiro nas mãos? Por que, mesmo assim, são eleitos no próximo pleito?
Por que nos escancaramos em posts na internet, expondo-nos, colocando a nu nossa intimidade, nossa desconstrução? Porém, quando diante da pessoa, ficamos mudos, tímidos? Falar sem ser visto, é mais fácil, vira vício.
O telefone feito para aproximar, é mais usado para distanciar. Gente vive carente de beijos, de abraços, de apertos de mão.
A única certeza é a de que não há certezas. E também não temos certeza do por que não caminhamos cheios de certezas. A velhice é uma certeza, a morte, não. A arte eterniza os homens. A arte traz os mundos na mente, na boca, nos olhos, nos dedos, nas palmas das mãos.

​ESTE ENEM DESMORALIZADO DEVERIA SER ANULADO

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​“Adestrar” alunos com “modelos” de redação é mais velho que andar para frente. Parece novo, mas não passa do velho com botox. Nos anos 80, não havia metodologia para redigir textos, pois a prova de redação ainda era novidade: era comum os cursos “adestrarem” alunos. Nos anos 90, a Fuvest deixou claros seus critérios de correção e revolucionou ao não punir as dissertações em 1ª pes./sing. (saíamos finalmente da ditadura). A Unicamp deixou bem claros os seus critérios, quanto a considerar o texto “autoral”. As escolas abandonaram o decoreba para investirem em “ensino de qualidade”. Nos dias dias de hoje: “Quem ensina, propõe um texto autoral”. Os amantes dos 80: “Quem adestra, enfia modelos goela abaixo do aluno” fazendo-o acreditar em modernidade.

O ENEM prestou um desserviço à educação, retrocedeu aos anos 80 criando o seu “modelito”. Arrastou consigo universidades federais (obrigadas) e boa parte de estaduais e particulares a ENENZAREM. Criou também o “show” do vestibular, além do professor “dador de aula”. Segundo o professor Mário Sérgio Cortella, em livro, o aluno adestrado entra na faculdade, mas raramente permanece, devido à SUA dificuldade de ler, analisar e passar o que depreendeu para o texto. Muitas escolas e cursos impedem seus alunos de publicarem suas redações, não para que outros não os copiem, mas para não se exporem. Na verdade, ficaria descarado que usam a mesma “fórmula mágica” para quaisquer vestibulares. E pior, copiarão uns aos outros. Vestibular é competição? Sim. Robotização é educação? Não. Já levaram Admirável Mundo Novo? Se não leram, deveriam. O diferente revoluciona. Os iguais se tornam medíocres.
Você não verá uma redação de aluno do Criar que copie redações de outros alunos ou do site do INÉPITO. Todos os nossos alunos fazem questão de terem suas redações publicadas, inclusive, que façam parte do nosso material didático. Essa é a conduta seguida pelas 18 UNIDADES DO CRIAR, que comportam mais de 1000 alunos por ano. Não aceitamos, nem incentivamos, nem propomos que nossos alunos copiem modelos prontos. Já viram “Escritores da liberdade?”. Deveriam.
Todos os professores, coordenadores, diretores, que debatem comigo, todos os jornalistas para os quais dei entrevistas, todos os meus alunos sabem que sou um crítico feroz do ENEM, há muito tempo, justamente porque ele fez com que vivêssemos hoje uma “deforma” educacional. Li e vi várias entrevistas de alunos, que se preocuparam em usar o filósofo tal, o sociólogo tal, o filme tal, o livro tal na prova e nada falaram sobre qual tese defenderam e quais os argumentos que utilizaram para defendê-la. Tiram nota 1000? Até tiram. O problema é, passam no vestibular? Boa parte, não.
Deixo claro que minhas opiniões são claras há anos, portanto, para evitar casos de vitimização, “não estou perseguindo essa ou aquela escola”, “esse ou aquele curso”, “essa ou aquela pessoa”. Inclusive, o MEC erra tanto, nos mesmos lugares, que estou ficando repetitivo.
Em 2009, desde que virou porta de entrada para universidades públicas, o ENEM escancarou o que já se sabia há décadas, ao publicar o questionário socioeconômico. Óbvio: os ricos entram nas melhores universidades. Em 2020, o INÉPITO e o MEC passaram de qualquer limite: uma prova “sem viés ideológico (?)”, “uma organização perfeita, para evitar vazamentos (?)”, “O maior ENEM de todos os tempos (?)”. Os humoristas vão perder o emprego e o governo o pouco de credibilidade que ainda lhe resta, se é que lhe resta alguma. É desonroso dizer que “foi fruto de sabotagem”. Inépcia não é sabotagem. Nós fomos sabotados por um ministro incompetente e falastrão.  Infelizmente, para nós, e felizmente, para eles, os candidatos à universidade, em sua maioria, são passivos.
Não há tempo para reverter isso, mas esse ENEM desmoralizado deveria ser anulado.

Análise do discurso

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​(O Boca do Inferno – ninguém vai ler isso)

* Conjunto de elementos de uma situação comunicativa oral: quem fala; a quem fala; o que fala; o ambiente; os argumentos e o vocabulário escolhidos; o gestual; a entonação, inclusive, a forma de olhar.

* Já escrevi sobre tema, mas sempre há novidades: Desqualificar o adversário e se autoelogiar é mais velho que “andar pra frente”. Demonizá-lo transformando qualidades em defeitos, acentuá-los e criar alguns é mais velho que o “rascunho da Bíblia”. Lula (o metalúrgico), Bolsonaro (o tiozão do churrasco) têm o discurso fácil para o povão ignaro entender. Lula (Nunca na história desse país...) e Bolsonaro (Não queremos que o Brasil se torne outra Venezuela) são adeptos dos bordões. São adeptos do messianismo: Salvadores da pátria. Querem fanatizar, manipular seus correligionários e, lógico, jogar para a plateia.

* Os esquerdopatas (apelidar é uma grande jogada) dizem que o Estado é laico, mas eu sou o presidente e eu sou evangélico: (momento Luís XIV – O Estado sou eu). Os evangélicos aplaudiram. O que é “laico” mesmo? O presidente perdeu a compostura, parecendo realmente o tiozão do churrasco: Queria o filho embaixador brasileiro em Washington, afinal ele foi chapeiro nos EUA. Atacou Leonardo de Caprio, que, supostamente, teria financiado ONGs, que queimam a Amazônia, para colocar a culpa no governo. Não daria ouvidos à pirralha Greta Thunberg, ativista que criticou o governo na Conferência sobre o Clima em Madrid. Ridicularizou um repórter, dizendo que ele tinha cara de homossexual. Disse que a mulher do presidente francês era feia. O povão reagiu indignado? Ao contrário, somos campeões em memes.

* Lula, O Filho do Brasil, é também verborrágico, sua oratória é impressionantemente convincente, já fomentou greves, fala de si na 3ª pessoa, mas também luta com a língua portuguesa. Os petistas ligam para isso? Não estão nem aí para o pugilato entre singular e plural. Atacou a imprensa, queria impor um marco regulatório. Os bolsominions (apelidar é uma grande jogada) também afirmam que ela persegue o coitado do Bolsonaro. Ouvi a frase: “Não vão deixar ele fazer nada”. Eles, quem, Cara pálida?

* A federação nacional de Jornalismo publicou um documento: A cada cinco pronunciamentos, em quatro deles o presidente ofende a imprensa. Faz comparações insistentes entre a esquerda e a direita, para se tornar paladino da direita, agora moda, Insiste em demonizar a Venezuela. Esse é o mantra que lhe deu a vitória nas eleições. Insiste em discursos homofóbicos, machistas, racistas, sexistas. Por quê? Porque a sociedade brasileira é, em grande parte, homofóbica, racista, sexista... Ninguém precisa ser gênio para saber que poucas pessoas leem mais de um parágrafo em um texto, seja em blogs ou posts, basta verificar o número de acessos ao Facebook, que está em decadência, porque há textos demais, em uma linguagem fora do alcance de 90% dos internautas.

* Li comentários absurdos de quem só leu a “Manchete”, não leu o texto e também o comentário do comentário. Sobre a votação da Reforma da Previdência, li o comentário de um iluminado sobre a Reforma da Previdência: “Eu não disse que gora vai aparecer um monte de gente “entendida” em Constituição?”. Quando há, são esclarecedores: “Que triste!”; “Muito triste isso!!!”; “o Brasil nunca vai mudar”; “Ninguém faz nada”; “Você é um esquerdopata nojento”; “Cala a boca bolsominion idiota”... Não é à toa que Trump e Bolsonaro ganharam as eleições, usando as “fake news” e governam pelo Twitter. Ambos vivem do absurdo: “No meu governo, o Brasil não virará uma nova Venezuela”. Com suas instituições brasileiras, ainda que capengas, o Brasil não viraria Venezuela nunca.

* O Ministro da Educação escreve errado: “imprecionante” e “paralização” foram dois casos expoentes. Algumas pessoas me perguntaram: “Mas não escreve assim? Eu jurava que era assim. Eu escrevo assim. É estupro? Eu jurava que era “estrupo”. Weintraub (Ministro Educação) trocou Kafka ou por kafta. Quase ninguém percebeu. Mas, quantos parlamentares conhecem Kafka? Publiquei um artigo sobre isso. Sofri ataques. Um: “Ele não tem o direito de Errar?”; outro: “Você nunca errou na vida?”. Pessoas públicas “jogam para a plateia”. Discursando com óculos escuros ou debaixo de um guarda-chuva, desconcertou a imprensa tanto quanto Bolsonaro andando de moto sem capacete ou usando uma camisa falsa da seleção. A rua 25 de março está lotada de gente comprando o falso conscientemente. Você acha que os estudantes vão brigar contra o “ Melhor ENEM de todos os tempos?”. A maioria espera que o outro lute, só quer passar no vestibular.

* A associação do discurso do então secretário de Cultura, Roberto Alvim com o de Joseph Goebbels foi descoberta pela advogada Manuela Lourenção. Assistiu ao vídeo em que Alvim anunciava o Prêmio Nacional das Artes. Nele parafraseia o “chefão” da Propaganda de Hitler. Ela, uma pessoa, entre milhões, descobriu. Alvim será esquecido. Perguntei a algumas pessoas quem era Hitler: disseram que era um “monstro” que matou milhões de pessoas. Goebbel, disseram, deve ser um time de futebol alemão. Amigos, que voltaram a conversar comigo depois do pleito, aplaudiram Alvim. Adorariam também ter arma cintura. São cidadãos de bem.

* Alvim (fala); pacientes (ouvem); ambiente milimetricamente montado para copiar o do alemão; trilha sonora do compositor preferido de Hitler, Richard Wagner; os argumentos parafrasearam os de Goebbels; olhar de um facista resoluto, didático. 

*A embaixada alemã o criticou, afinal a Alemanha vive a luta, sem tréguas, contra grupos neonazisas. Ao discursar, Alvim se esqueceu dos judeus, gente com grande poder financeiro, que perdeu milhares de descendentes na Segunda Guerra Mundial. A ferida ainda está aberta. O presidente precisa do dinheiro deles para se reeleger. Causa espécie que o chefe não saiba das tendências nazistas do subordinado a quem cobriu de elogios. 

*É verdade que Bolsonaro já chamou o nazismo (nacional socialismo) de socialismo (esquerda). Disse que o nazismo é de esquerda. É mole? Bush achava que Al Qaeda era uma banda de rock. Deu no que deu (a Guerra do Golfo). Ao pedir desculpas, Alvim disse que não sabia nada sobre o discurso de Goebbels, era cristão, portanto contrário a massacres. Fleury também era, deu no deu 

MARY

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(O Boca do Inferno - direto dos castelos dos espertos)

O céu caiu. A tempestade afogou a cidade. O tornado varreu as ruas, os bueiros, os telhados, as pessoas. A água colérica não pode ser enjaulada. Correu pelo esgoto tal qual uma égua indomada. Com o punho cerrado, jogou a tampa para o céu, que logo desceu para o inferno. Matou mais um desavisado. Indomável, libertou-se do julgo do cimento. Tudo, que viu, carregou. Roubou vidas sem dó. Olhamos aturdidos, impotentes, indecentes na nossa mísera frente o mundo se desfazer. Nossos sonhos represados derreteram-se.

Mary, a mais brasileira das Mary, tropeçou na beirada do bueiro escondido, armadilha para pegar animais desavisados. Foi arrastada para o abismo. Caiu. Misturou-se aos excrementos. Quem visse, não saberia o que era quem: cocô pura gente; gente puro cocô. O fedor era o mesmo. Sentia fora, o que gestava dentro. Homens são sacos de merda. Onde está o prefeito? Onde está o governador? Encastelados, sem dor.

Mary, a mais brasileira das Mary, viveu uma experiência corporal. Descobriu o mais íntimo das gentes do Brasil, a parte que mais fede, além das atitudes comezinhas cotidianas. Sentiu o que os homens sabem, que o fedor o poder manda esconder debaixo da terra. Quando a natureza põe a nu, boiando, os excrementos, o povo se lembra de protestar. O que há dentro de cada um é exposto pela enxurrada abaixo que inunda ruas, represa-se em lojas e casas. Onde está o presidente da câmara? Onde está o governador? Encastelados, sem pudor.

Mary, a mais brasileira das Mary, viveu uma experiência visceral. Esfregou-se com bucha, água e sabão até esfolar a pele, para substituí-la por qualquer outra coisa. Sentia-se porca, vítima da porcaria humana. O fedor entranhou-se nas narinas. O inferno dos excrementos entranhou-se no cérebro e na alma. Sonhava com banquetes de cocô. Olhando dentro de si, viu que não era diferente. Os homens são sacos de merda. Onde está o presidente? Onde está o seu tutor? Onde está o prefeito? Onde está o governador?

Veio-lhe à mente uma série de porquês:

Bebemos água reciclada. Comemos carne de animais que chafurdam na própria bosta. As cozinhas de bares e restaurantes, dos hotéis e da casa da vovó reaproveitam tudo. O sabão esgota a natureza, quando concebido e também quando deteriorado. Os rios carregam coliformes fecais, que serão usados para aguar as hortaliças que comemos. O papel higiênico apenas macera a merda que será atirada no lixo, que virará chorume, que virará adubo. Será levado pela água, que o depositará no lençol.

Borbulhou na mente dela que ela não passava de um instrumento da natureza que a faz cumprir ciclos. Mesmo prendendo, não há saída, ora ou outra a natureza grita. Grita que está na hora de colocar para fora o que acumulou mastigado, triturado, arremessado no intestino pela boca voraz e os olhos famélicos. Os homens são sacos de merda em produção em profusão.

Mary quis fugir da Mary, quis fugir da adoção, obcecada que estava pela organização, para cair nos braços do Tio Sam. Trabalhou, então, em uma rede de fast-food, em que a ordem do superior era empanturrar os incautos, com o sanduíche requentado da noite anterior. Famélica pela ideia de descumprir a ordem, fugiu dali para trabalhar em uma indústria de refrigerantes. Desconfiava, mas agora tinha certeza, de que não havia laranja nos tanques onde as fábricas armazenavam os refrigerantes feitos com aroma de laranja; não havia uvas nos tanques dos refrigerantes de uva. Caiu a neve devastadora. Cobriu gente, casas, carros. Onde está o prefeito? Onde está o presidente? O está o governador? Onde está o seu mentor? Discursando na Casa Branca encastelados, como Branca de Neve, sem dor, sem dó, nem pudor.

Em um momento de pertencimento, descobriu que a tampa apenas esconde a merda; a neve a disfarça. Descobriu-se um saco de merda do qual, só morta, escapará. Virará adubo. Reciclará a natureza, como disse Lavoisier que assim seria e como sempre está sendo. Descobriu, em um momento de reflexão que não pertencia a si, nem ao Brasil, nem a lugar nenhum. Os homens são os mesmos e a merda é voz, necessidade, atitude, pesadelo de qualquer um. Onde estão mesmo os prefeitos? os vereadores? os governadores? os presidentes?... Encastelados...

ESTRUPO, ESTRUPRO, ESTUPRO

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Introspectiva 2019


ESTRUPO ou ESTRUPRO? me perguntou um aluno de supetão. Respondi: nenhum dois. Outro atropelou gritando: Tá vendo? Não disse? Perdeu a aposta. Brinquei: Perdeu, playboy, a palavra é "estupro". Alguém falou espantado: Tá brincando! Tem certeza teacher? I'm sure. Respondi brincando. Outra voz surgiu do meio da galera. Ele tá de sacanagem: É ESTRUPO. Não é mestre? Saí. 

Deixar as coisas no ar é sempre a melhor forma de ensinar. 2019 foi o ano das dúvidas: o que é fake? O que é news? O que é fake news? Era da pós-verdade? Há verdade? Verdade de quê? De quem? Há imparcialidade? O Brasil é a fake news da fake news. O ESTRUPO? Ou o ESTRUPRO? Estupro sim. Será? 

O “politiquês",  "o juridiquês" e o "economês" são as melhores formas de "estrupar" a população, que nada entende de nenhum dos três? Nunca na história desse país vi tanta gente recitando a Constituição e tantos "entendidos" afirmando: "Agora vai aparecer um monte de gente recitando a Constituição". 2019 foi o ano de excercitar o “achismo” sobre a Constituição Cidadã, do que eu acho que é, se for o que eu penso que é. Ou não? Vale ESTRUPAR ou ESTRUPRAR? Ninguém vai saber mesmo? A Constituição nos estupra? Ou os pastores a usam para estuprar o rebanho?

A palavra "saudade" só existe em português. É certo. Porém, o sentimento, que invoca, pertence a qualquer ser, de qualquer lugar. Em 2019, andamos flertando com o abismo, impelidos pelos adoradores celerados dessa palavra, acrescida das palavras "época" e "ditadura". Nunca se falou tanto em ditadura, em cidadão de "bem", em "valores morais", em bons costumes”. Seja lá o que isso quer dizer. Nunca na história desse país se falou tanto em gente portando armas, assumindo o dever do estado de dar segurança ao cidadão de “bem”. 2019 foi o ano da omissão do estado, do massacre da Constituição e da extrema burrice de uma população que ainda crê na idoneidades das autoridades de plantão. Crê que todo ESTRUPO tem sua razão de ser.

Foi o ano em que saudade e "estrupro" viraram quase a mesma coisa. Aprendi, principalmente, o quanto a palavra "criticar" se tornou tão estúpida e ofensiva. Ou você concorda ou se cala, ou é direita ou é esquerda, senão será expelido do convívio social, profissional e familiar. 2019 foi o ano do "estupro": política não se discute; os discordantes que se mudem; ou se calam ou perdem o emprego ou morrem de bala perdida com endereço certo. Foi o ano da intolerância em todas as suas vertentes. Você pode ser preso por "crimideia".

O estupro é um crime tipificado no Código Penal em seu artigo 213 (Lei 12.015, de 1990 repensada 2009 repensada em 2019). Não se preocupem, desconfiados leitores, porque  perguntei à Wikipedia e ela, muito "abalizada" no assunto, nosso HD externo, me explicou isso. Somos um país governado pela Wikipedia nas artes, nas ciências e na política. Ou pelo Twitter, onde se pode pode "estrupar" ou "estruprar" à vontade. O “estrupador” manda.

Estupro, segundo a definição jurídica, é "constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que, com ele, se pratique outro ato libidinoso. Será que participar de um partido que não enfia um crucifixo na vagina, como afirmou a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, durante a convenção, foi um recado aos outros que cometem esse crime hediondo? Alguém já denunciou esse absurdo? Onde estão direitos humanos? E dos fazedores de crucifixos para funções religiosas? Será que a ministra já foi "estruprada"? Ela tem obsessão por esse tema. 2019 foi o ano dos absurdos, tanto para os que vestem rosa, quanto para os que vestem azul. Tanto para as pessoas que têm vagina ou querem ter, quanto para os que se dedicaram implantar um estado laico.

Elencarei alguns crimes considerados hediondos (Lei 8.072 -  2011):  1) homicídio qualificado; 2) Latrocínio; 3) Extorsão qualificada pela morte; 4) Estupro; 5) Estupro de vulnerável; 6) Epidemia com resultado de morte; 7) Genocidio;

Pirralho

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Mais uma vez, o Brasil “dançou” no exame do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Segundo o nosso genial Ministro da Educação, Abraham Weintraub, o país ficaria "no último lugar da América do Sul”. Que resignação!!! Se perder o emprego, virar astrólogo não seria uma opção. Para variar, errou. Como já errara antes quanto à questão da segurança envolvendo a aplicação da prova do ENEM. Para o meu gargalhar, inverteu a lógica. Como divulgou a insegurança antes de a imprensa veicular, então atestou que a atitude se tornou um caso “sui generis” de segurança. Pior, os próprios vestibulandos engoliram. Ninguém protestou. A ignorância é uma bênção. O país estacou na burrice crônica.

A suprema vergonha do Brasil foi levar um puxão de orelha do secretário-geral da organização, Angel Gurría: "Sem educação adequada, os jovens vão definhar na sociedade afora, sendo incapazes de enfrentar os desafios do futuro mundo do trabalho”. A desigualdade tende a acirrar os conflitos sociais. Disse o sociólogo Darcy Ribeiro: “Se os governos não investirem em educação, daqui a 20 anos não terão dinheiro para investir na construção de presídios”. Já se foram mais de 20 anos, desde que Darcy vaticinou isso. Presídios proliferam mais que baratas. Escolas viram verdadeiros presídios. Presídios de ideias.

Afirmo que Angel Gurría foi muito além do óbvio. Jovens abastados representam o maior índice de reprovação por fuga ao tema nas provas dos vestibulares: câncer detectado antes da avaliação do PISA de 2015. Mal se mantêm dentro de uma universidade, caso não copiem as respostas dos veteranos nas provas aplicadas há anos por professores preguiçosos. Do decoreba estimulado pelas aulas dos cursinhos, ao adestramento provocado pelos “modelos” de redação; das repetidas provas aplicadas pelos professores de várias universidades, aos currículos defasados. Retrocedemos aos anos 70. E olhe lá!

Então, caros patrícios, esqueçam o ODM (Objetivos de desenvolvimento do milênio). Em 2000, 191 países e 22 organizações internacionais foram signatários  da Declaração dos objetivos do Milênio das Nações Unidas. Comprometeram-se a alcançar oito objetivos de desenvolvimento para o ano de 2015: 1) Erradicar a pobreza extrema e a fome; 2) Alcançar o ensino primário universal; 3) Promover a igualdade de gênero e emponderar as mulheres; 4) Reduzir a mortalidade infantil; 5) Melhorar a saúde materna; 6) Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças; 7) Garantir a sustentabilidade ambiental; 8) Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento.

Como podem observar, amigos desta nau dos insensatos, estamos a anos luz de alcançar esses objetivos. Na verdade, flertamos com o abismo. Você acha que a economia e a educação vão melhorar, em um país cujo PIB cresceu 1% em 30 anos? Que ostenta índices piores do que os de países latinos em crise político-econômica, como o Chile e a Argentina?

Depois do PISA, provavelmente ciente de que o Brasil Varonil jamais chegou perto de cumprir quaisquer objetivos educacionais e econômicos, o senhor Abraham Weintraub, como todo bom brasileiro, acordará, pegará seus óculos escuros para disfarçar a ressaca e cumprirá o cívico dever de tocar a “deforma educacional”.Sem noção, o povão espera ver a luz no fim do túnel. Só se esquece de que ela vem assinalando um trem na sua direção.Desinformado, o brasileiro, profissão esperança, engolirá facilmente o discurso do Ministro Paulo Guedes, criador da pérola: o dólar alto é bom para a nossa economia. Aplaudirá Sérgio Moro, o paladino da justiça, que também tem um currículo genial, defender o “excludente de ilicitude”. Seja lá o que isso signifique. Tudo vai mudar para se manter igual.

O presidente e a corja familiar dispensam comentários, provavelmente não sabem o que é o PISA e nem que o mundo pisa nos brios do Brasil varonil, cada vez que berbera o seu pugilato contra a última flor do Lácio, inculta e bela, e a lógica. Somos a fake News da fake News: MUITO MENOR QUE O NOSSO TAMANHO.

LIBERDADE ALIMENTO

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Prestes a perder o que nunca tivemos, mas um dia cremos que sim, propus algumas reflexões. Em um momento da história em que os oprimidos saem das sombras, compilei pensamentos tornados frases. Estão certos? Errados? Não é essa a proposta. Refletir é a proposta. Um tiro não pode matar uma ideia? Pode. Não sejamos românticos: medo é corrente, tapa olho, soco na cara. Um conservador pode destruir uma revolução? Não. Sejamos práticos. Mas, revolucionários sempre se sabotam, ao chegarem ao poder. Poder vicia. Não poder também. Ter medo de poder também. Quem prega a liberdade, encarcera quem não compartilha da pregação. A liberdade não tem dono, mas, quem a resumiu em uma estátua, é o dono do símbolo apenas. Apenas.

Uma criança não precisa de limites, precisa de estímulo. Cercear o comportamento é matar a criatividade. Estamos em um deserto. Quem quer impor limites, quer que a história tropece em si mesma. O passado é “lindo”, ninguém é dono dele. E as escolas têm paredes...

Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda. (Cecília Meireles)

A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem. (John Lennon)

A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência. (Mahatma Gandhi)

Somos indivíduos livres e nossa liberdade nos condena a tomarmos decisões durante toda a nossa vida. Não existem valores ou regras eternas, a partir das quais podemos no guiar. E isto torna mais importantes nossas decisões, nossas escolhas. (Jean-Paul Sartre)

Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências. (Pablo Neruda)

Por que é que o cão é tão livre?
Porque ele é o mistério vivo que não se indaga
. (Clarice Lispector)

A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade. (Sigmund Freud)

É um estranho desejo, desejar o poder e perder a liberdade. (Francis Bacon)

Só conheço uma liberdade, e essa é a liberdade do pensamento. (Antoine de Sant-Exupéry)


Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
. (Gabriel, o Pensador)

Hoje é o dia da Língua Nacional

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DIA 05/11

"TUPY or not Tupy? That's the question."

Hoje comemoramos o dia da língua nacional?

Manifesto Pau-Brasil de 1925: "A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos." (Oswald de Andrade)

Mas, de que língua estamos falando?
Aquela que herdamos de Portugal, a língua d'além mar? Ou daquela que reagiu contra o colonizador ganhando voz de tacape, de berimbau, de bambu? Aquela que ganhou novas cores, novos ritmos, novos sabores? Aquela que engolimos, deglutimos e expelimos como Brasil?
O Brasil de Drummond, de Clarice, de Guimarães, de Graciliano, de Jorge Amado? A língua de Mano Brown, de Emicida, de Caetano, de Chico, de Leminsk, de Veríssimo, de Cora, de Cecília, de Patativa do Assaré, de Manoel de Barros, de Ariano Suassuna, de João Cabral...?
Essa língua carnavalizada, língua de calundu, amarga de falar, difícil de escrever, de descrever, linda de sussurrar, de falar, puro mel, mel fel, língua pra amar, língua pra xingar.
Essas línguas, dialetos, regionalismos, universalismos, de mil sons, mil grafias, mil gramáticas, comida de Brasil.

Diz Oswald:

"Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade".

"Quando o português chegou / Debaixo de uma bruta chuva / Vestiu o índio / Que pena! Fosse uma manhã de sol / O índio tinha despido / O português".

"Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará".

"Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós. Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia". (Trecho do Manifesto Antropofágico - Oswald de Andrade).

Língua de pensar, de escrever, de traduzir, de induzir, de sonhar, de analisar, de ver, de rever, de Reverter, de viajar, de poetar...

“Estou farto do lirismo comedido
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação”. (Manoel Bandeira)

De que 

​ENEM É COISA DE DOIDO

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(Antes que haja qualquer dúvida, a intenção deste artigo é ser seriamente descontraído)

  • CHUTA UM TEMA, PROFESSOR: Não sei qual será. E ainda bem que não sou cartomante. Confio em trabalho. Ninguém faz a mínima ideia. Em época de ministro atirador de óculos a distância, não ninguém sabe nada, provavelmente nem ele, já que nem ele, nem o presidente tiveram tempo de ler a prova, como prometeram. Mas, fique feliz: Todo mundo está no mesmo barco. Sua “obra” srá corrigida dentro dos mesmos parâmetros de outras. Não sofra.
  • O QUE EU FAÇO NA HORA DA PROVA: Você tem duas opções: ou sai correndo ou entra e faz. Vamos supor que tenha optado por fazer: sente-se, feche os olhos, respire fundo e mãos à obra. Desde que inventaram o número 1, é melhor começar por ele. Não comece pela matéria que mais sabe. Insisto: nem sempre, vem com as questões mais fáceis. Se começar a errar, o seu psicológico vai para o espaço. A estratégia é “sei, faço; não sei, pulo”.
  • ESTOU ESTRESSADO: Que bom! Você acabou de descobrir que não é um ET. Se não estivesse, não seria humano. Ninguém vence, sem “um pouco” de estresse. Só perde, quando entra em desespero. Aí, vá pescar. Você está com a consciência “pesada”? Poderia ter estudado mais? Essa foi a melhor descoberta: descobriu que tem consciência. Todo mundo pensa que poderia ter feito mais. E o chamado “consciente” coletivo. A gente sempre acha que pode mais.
  • TURBINA PARA O CÉREBRO: Você se embrenhou no mundo das descobertas. Acabou de descobrir que não tem um. Jamais tome Ritalina, Conserta (remédios para TDAH), sem receita médica. Podem provocar delírio. Vai ser o “maior barato” ver elefante voando pela sala. Imagine-se correndo atrás do fiscal, com a prova nas mãos, gritando: “Gostosinho, vem cá”.
  • COMIDA: Não leve um Big Mac (não vai entrar), para “matar a galera de inveja”, nem um bombom Sonho de Valsa, para desconcentrar a “galera”, ao fazer barulho quando for desembrulhá-lo Há cinco milhões de “sofredores” e seus concorrentes não estão todos na sua sala. Leve água e banana. Percebeu que todo atleta de alta “performance” come banana? Por incrível que pareça, você foi enquadrado na categoria atleta, atleta intelectual: tem que ser bom e rápido, uma mistura de Steve Jobs com Lewis Hamilton.
  • BANHEIRO: Quando começar a confundir Roberto Carlos com Ludmila, peça para ir ao banheiro. Não há perda de tempo nesse caso. Dê um “reset” em você mesmo(a). Aí sim, ganhará tempo, volta, de fato, a raciocinar. Desligou o módulo automático.
  • CELULAR: Não leve. Neste ano, não terá como fazer uma “selfie” com a prova no banheiro. Há uma preocupação enorme com segurança. Se ele tocar durante a prova, você será eliminado.
  • UM CHOPIS E DOIS PASTEL: Chope é bom, “só que não”. Sair para tomar um chope “nessa altura do campeonato”? Você já viu alguém estressado tomar um chope? Amnésia pós-porre é fato; bumbo dentro do vácuo formado dentro da cabeça também.
  • SE EU PERDER MEUS DOCUMENTOS: Faça um boletim de ocorrência e apresente. Se for perto do horário da prova, o site do Inep orienta: há um site para você fazer o boletim de ocorrência.
  • GABARITO: É uma ilusão crer que tem cinco horas de prova. 20 minutos devem ser atribuídos ao gabarito. Não marque à medida que faz. Arrependimento custa caro: às vezes um ano de cursinho.

DE RESTO: abrace muito, beije muito, fique perto de pessoas de alto astral e leia o artigo anterior.

CUIDADO COM AS FÓRMULAS MÁGICAS: OS PICARETAS E OS OPORTUNISTAS

ENEM CHEGANDO. O QUE EU FAÇO?

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Tenho algumas teorias:

1. A TERAPIA DO URSINHO: Compre um ursinho de pelúcia. No auge do estresse, bata nele até cansar. Viu? Descarregou o estresse. E não cometeu nenhum crime contra a fauna. Travesseiro também serve, desde que bem fofinho.
2. A TERAPIA DO GRITO: Vá para algum lugar onde não apareça ninguém que ache que você que é doido(a). Grite, grite, grite até desestressar. John Lennon sabia das coisas.
3. TERAPIA DO SHOPPING - Existe algum lugar melhor do que um shopping para não fazer nada ou fazer o que gosta (compras). Além disso, há até cinema? Qualquer filme serve: uns desetressam por causa do medo; outros, por causa da emoção; outros porque querem matar o vilão; outros engraçados em que você não achará graça nenhuma.
4. TERAPIA DO BEIJO: Quem pode, pode. Beije até querer mais. E mais. E mais. Destressam que é uma beleza.
5. TERAPIA DO ABRAÇO: Abrace as pessoas que ama ou gosta ou tem afinidade ou até estranhos dispostos a um momento de bondade. Mami, Papi e namorado(a) são imbatíveis nessa questão. Irmão "mala" não. Você é capaz de, ao invés de abraçar, enforcar.
6. TERAPIA DO CHORO: Junte a galera em casa, ofereça água e suco (suco de cevada, jamais) e reclame, fale mal de todo mundo, espere até alguém dizer que não vai passar e chore ate desestressar. Diga que também não vai. Chore mais um pouco. No outro dia," detone" na prova e "está" tudo certo.
7. TERAPIA DA AGULHA: acupuntura dá um medo danado, mas faz um bem danado. A delícia da agulhada vem depois, junto com a endorfina que ela libera. A gente perde até o rumo de casa.
8. TERAPIA DO VAMOS VER NO QUE DÁ: encontre com pessoas com alto astral. Se você acha que ir a uma igreja ou a um centro religioso ou à missa da bênção da caneta ou a um psicólogo ou a um pesca e pague, vá. "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.
9. TERAPIA DA MADRUGADA: A pior coisa do mundo é deitar e ficar olhando para o teto pensando que não vai passar. Se não dormir, não vai mesmo. Dormir ensina. O que você faz,então? Faça alongamento, alongamento, alongamento. Você faz deitado(a) na cama mesmo. Os japoneses dizem que alongamento é vida. Será que é por causa disso que vivem 100 anos ou passam nos vestibulares?
10. TERAPIA DO OMBRO: as pessoas com maior experiência em vestibular são os seus professores. Em algum momento, converse com o que tem maior afinidade. Se sentir que ele está mais estressado do que você, console-o. Você vai se sentir muito importante e isso é muito bom.
11. TERAPIA DO RISO: Rir de si mesmo(a) é a melhor coisa que existe. Não se levar a sério é melhor ainda. Junte-se com quem tem afinidade com você para lembrar os "micos" (que você pagou, que seus amigos pagaram ou que o professor pagou) durante o ano faz um bem danado. Tira a seriedade da escola e do vestibular.
12: TERAPIA DA GALINHA: Correr atrás de galinha dá um cansaço danado, mas uma satisfação imensa, quando se pega uma, tão intensa quanto acabar de fazer uma prova de ENEM. Um alívio.