Jorge Paulo Lemann: “Nosso negócio é gente”

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Recentemente, Jorge Paulo Lemann, um dos fundadores do 3G Capital, e um dos comandantes de companhias como a Kraft Heinz, o Burger King e a maior cervejaria do mundo: a AB InBev, esteve em um bate-papo com diversos empreendedores em um evento realizado pela Endeavor.

E eu não poderia deixar de compartilhar os ensinamentos passados pelo brasileiro de mais sucesso na atualidade.

Confira abaixo as principais lições passadas por Lemann:

1 — Nós não criamos novos negócios. Criamos novas oportunidades para as pessoas crescerem

“Nós temos treinamento de trainees e gente muito jovem porque queremos ter pessoas dentro de casa que são capazes de realizar o crescimento que nós acreditamos ser possível. Nossa máquina depende sempre de gerar oportunidades para os jovens que treinamos, que são excepcionais e têm muita sede por desafios. É por isso que nós somos sempre obrigados a inventar novidades que dão oportunidades para as pessoas que trabalham conosco. Talvez seja essa a razão de termos todo ano mais de 100 mil candidatos a trainee para as 40 vagas da Ambev.”

2 — Reúna o time certo e você vai andar mais rápido

“É difícil fazer alguma coisa sozinho. Juntando o time certo você anda mais rápido e vai mais longe. Quando eu comecei no mercado financeiro, com grandes bancos dominantes e sem muito espaço, a oportunidade que vi foi atrair a melhor equipe possível: Claudio Haddad, Beto [Sicupira], Marcel [Telles], André Lara Resende…Pessoas excepcionais que ajudaram a construir o negócio.”

3 — Em uma cultura, tem que ter competitividade e colaboração

“O ideal é uma mistura das duas [competição e colaboração], mas também é importante mensurar qual você quer ver mais presente. A Ambev atrai quem gosta de competir e esse estilo tem funcionado bastante. Mas, mesmo por lá, os bônus dependem dos resultados gerais, o que faz as pessoas cooperarem entre si para que todos atinjam os resultados. É preciso adaptar sua empresa para a cultura que der mais resultados.”

4 — Na aquisição de novas empresas, sempre surge uma cultura híbrida

“Nas empresas que adquirimos, entrevistamos os executivos principais, apresentamos a nossa cultura e eles apresentam a deles. Então, entendemos o que dá para modificar e adaptar. Na Heinz, por exemplo, uma empresa de 10 mil funcionários, levamos 50 pessoas, conversamos com quem estava lá e chegamos em uma cultura comum. Nesse processo, muitas pessoas mais antigas foram embora, por isso foi mais fácil implementar algo mais próximo do que nós somos mesmo com apenas 50 pessoas.”


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*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.

Tempo Não É Dinheiro, É Muito Mais

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Se você é daqueles que calculam quanto vale cada segundo do seu trabalho e do trabalho dos seus colaboradores, fique sabendo que isso é mais prejudicial do que benéfico.

Durante gerações fomos ensinados que “tempo é dinheiro”, e a ideia de que não poderíamos desperdiçar um segundo se quer dos nossos trabalhos foi se solidificando na mente e na vida de todos. Esse pensamento foi a pedra angular da vida de muitos que vieram antes nós. Pessoas que trabalharam duro para darem uma vida melhor para suas famílias.

Contudo, segundo pesquisadores norte-americanos das universidades de Stanford e da Universidade da Califórnia, essa maneira de se relacionar com o tempo causa mais danos do que traz benefícios.

De acordo com a pesquisa conduzida pelos professores Jeffrey Pfeffer (Stanford Graduate School of Business) e Dana R. Carney (School of Management - UCLA), pessoas que vivem pelo lema “tempo é dinheiro” possuem níveis mais elevados de cortisol, hormônio conhecido por ser responsável pelo estresse.

Além disso, o estudo também mostrou que ao calcular o valor do trabalho dessa maneira, os profissionais acabaram por se tornar impacientes e não conseguiram aproveitar suas pausas.

Ou seja, além de causar estresse, se preocupar com cada centavo acumulado por minuto de trabalho impede que os profissionais desfrutem dos bons momentos da vida e causa o oposto ao almejado por quem pensa assim: o estresse causado acaba por diminuir a produtividade, em vez de aumenta-la.

Talvez seja a hora que começarmos a repensar a ideia de que “tempo é dinheiro” e, principalmente, pararmos de nos cobrar e de cobrar de nossos colaboradores que vivam dessa forma.

Logicamente, isso não significa desperdiçar tempo, mas sim compreender melhor qual tipo de relação devemos ter com ele para que nossa vida, seja profissional e/ou pessoal, flua com mais proveito.

Afinal de contas, quando paramos para pensar, compreendemos que tempo é muito mais do que dinheiro. Tempo é o que usamos para viver! Seja com ou sem dinheiro.

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Inicie Uma Mudança Em Você - Parte 2

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Há uma semana, publiquei a primeira parte de uma série de matérias com dicas que abordarão temas como liderança, motivação, sucesso e propósito. Resolvi fazer isso porque, atualmente, treinamentos e sessões de coaching, além de consultorias e outras formas de aconselhamento de carreira são comuns. Contudo, com o aumento da demanda, a oferta desses serviços acabou por se encarecer, o que dificultou o acesso de muitos.

Outro fato que torna o acesso ainda mais complicado é a instabilidade e fragilidade econômica enfrentada por inúmeros empreendedores brasileiros devido a situação pela qual passa nosso país.

Mas, preste atenção! Esses insights não visão substituir o trabalho de um Coach profissional, mas sim fornecer ferramentas práticas vindas do meu dia a dia para você aplicar na sua própria vida.

Confira abaixo:

4) Busque o Autoconhecimento

Compreender quais são as forças que te motivam e que te levam a tomar certas decisões talvez seja a coisa mais importante que você pode fazer. Isso se chama autoconhecimento e pode alterar drasticamente a forma como você conduz a sua carreira (e vida pessoal também).

Por isso, não se engane. Essa jornada não é simples, muito menos solitária. Você irá precisar de ajuda e acompanhamento, mas esse processo mostrará a você quais são os sistemas de crenças que realmente movem as suas ações e necessidades.

 5) Tenha Paixão (e Perseverança)

Se você quer chegar longe, precisará de duas coisas básicas: paixão e perseverança. Logicamente, ter inteligência, habilidades extras, destreza entre outras características serão de grande ajuda.

Mas sem paixão, nada disso será suficiente para fazer com que você aguente duas noites sem dormir, horas em uma reunião cansativa ou a pressão por resultados. E sem perseverança, você desistiria no primeiro não, na primeira dificuldade, no primeiro obstáculo mais resistente a ser superado.

 6) Não Se Acomode

Se hoje fosse o último dia da sua vida, você faria o que?

Se a sua resposta é: com certeza, nada do que estou fazendo agora. Então, existe algo errado. Então, começa a procurar o que precisa ser mudado e não se acomode. Somente assim que você encontrará aquilo que realmente te trará realização.

E ser realizado surge quando você ama aquilo que faz. E quando isso acontece, coisas incríveis são produzidas!

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Inicie Uma Mudança Em Você Mesmo

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Atualmente, treinamentos e sessões de coaching, além de consultorias e outras formas de aconselhamento de carreira são comuns. Contudo, com o aumento da demanda, a oferta desses serviços acabou por se encarecer, o que dificultou o acesso de muitos.

Outro fato que torna o acesso ainda mais complicado é a instabilidade e fragilidade econômica enfrentada por inúmeros empreendedores brasileiros devido a situação pela qual passa nosso país.

Pensando nisso, estou disponibilizando aqui no blog uma série de dicas que abordarão temas como liderança, motivação, sucesso e propósito. Logicamente que elas não visão substituir o trabalho de um Coach profissional, mas sim fornecer alguns insights para você aplicar no seu dia a dia. Vamos lá!

1) Seus Funcionários São Seus Clientes Mais Importantes

A ideia aqui é bem simples, mas muito poderosa. Seus funcionários, ou ainda mais especificamente, a equipe que você lidera, é o seu “cliente número 1”. Justamente por isso, é preciso que o líder cuide bem dessas pessoas, dê atenção necessária, aplique treinamentos eficientes e acompanhe seu desenvolvimento de perto. Dessa forma, um time bem cuidado e bem treinado, cuidará ainda melhor do “cliente número 2”: o consumidor dos seus produtos ou serviços.

2) Comunicação É Tudo

Saber se comunicar com as pessoas ao seu redor é a chave para o seu sucesso. Inspirar confiança, segurança e respeito são características básicas de todos os grandes líderes que já vimos passar por essa Terra. Mas como fazer isso? Uma das maneiras mais simples de se alcançar esse objetivo é através da técnica do Círculo de Ouro.

Segundo esse pensamento, para se comunicar de maneira efetiva é preciso pensar suas ideias como um conjunto de camadas circulares: na parte central e mais funda está localizado o motivo que te guia a fazer o que você faz, na camada intermediária está o como você faz e na mais superficial está o quê você faz. A partir disso, você deverá se comunicar sempre da parte mais funda para a parte superficial.

3) Fazer Lista de Desejos Não É Traçar Metas

Espero que você esteja ciente de que fazer lista de desejos não é traçar metas. Mas o que isso quer dizer? Isso significa que suas metas não se resumem às conquistas que você quer alcançar. Tenha claro em sua mente e em suas ações que uma meta é o princípio de qualquer liderança, sem uma meta não existe um líder. Justamente por esse motivo é que é possível compreender que uma meta é algo que exige comprometimento e pressupõe valores concretos, prazos estabelecidos e um objetivo específico.

Traçar boas metas, portanto, é um dos pilares que sustentam o sucesso de qualquer empresa.

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Conquiste a Verdadeira Fidelidade

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Conquistar a confiança de um consumidor para que ele se torne seu cliente exige muito trabalho. E conseguir fidelizar esse cliente exige muito mais do que isso!

Se você é alguém que está atento as mudanças nos padrões de comportamento das pessoas, certamente já notou uma diferença no posicionamento delas em relação aos diversos planos de fidelização vigentes no mercado atualmente. E se sua observação aponta uma queda na satisfação e participação dos consumidores, você acertou em cheio.

Recentemente, uma pesquisa realizada pela Accenture Strategy com 25.426 consumidores em todo o mundo, incluindo 1.322 no Brasil, mostrou que tanto os brasileiros quanto os consumidores de fora do país acumulam (e não usam) milhões de pontos de fidelidade, fato que tem levado 80% deles a não mais comprar dos lugares que sempre compram – o que tem afetado o lucro das empresas ano a ano.

A pesquisa intitulada “Vendo Além Da Ilusão De Fidelidade: É Hora De Investir De Forma Mais Inteligente” constatou que 83% dos consumidores no Brasil trocaram de fornecedor no ano passado, e que outros 36% confirmaram que as suas expectativas sobre fidelidade de marca mudaram completamente nos últimos anos.

Mas, a pesquisa não fica só nos pontos negativos. Ela também oferece alguns caminhos a serem explorados pelas empresas para que elas possam retomar a confiança e a fidelidade de seus clientes em um mundo cambiante.

Veja abaixo as principais soluções oferecidas:

Provas de carinho – 71% dos consumidores brasileiros se sentem fieis a marcas que os oferecem pequenas provas de carinho: descontos personalizados, vale-compras e ofertas especiais para recompensar a sua fidelidade.

Conheça-me – 64% são fiéis às marcas que permitem personalizar produtos, enquanto 75% são fieis a marcas que interagem por meio de seus canais de comunicação preferidos. Além disso, 84% dos consumidores se sentem fieis a marcas que estão presentes quando eles precisam, mas que respeitam seu tempo e os deixam em paz e 86% preferem as que protegem a privacidade de suas informações pessoais.

Caçador de emoções – 65% são fieis a marcas que os envolvem no processo de criação de produtos ou serviços, enquanto 60% preferem manter relacionamento com empresas que ofertam novas experiências ou serviços. Além disso, 54% preferem pelas que ofertam experiências multissensoriais com novas tecnologias, como a realidade virtual ou realidade aumentada.

Indicação – 29% são fieis a marcas parceiras de celebridades e outros 33% preferem as que se associam a influenciadores sociais, como blogueiros e vloggers. Outros 65% optam pelas indicadas por familiares e amigos, enquanto outros 63% apostam nas que apoiam instituições de caridade ou campanhas públicas.

Prenda-me – as que oferecem a possibilidade de troca de pontos de fidelidade ou recompensas com outros fornecedores são as que atraem 69% dos consumidores brasileiros.

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Prevenir É Melhor Que Remediar

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Se você possui funcionários reclamões, mostre esse texto a eles. Ou melhor, mostre esse texto para toda a sua equipe, já que falarei sobre os efeitos negativos de ficar remoendo erros ou equívocos ocorridos no local de trabalho.

Já é senso comum que ninguém gosta de ficar perto de pessoas negativas, que somente enxergam o lado ruim dos acontecimentos e muito menos daqueles que passam o dia todo reclamando. Porém, esse tipo de comportamento não é prejudicial somente aos que estão ao redor, mas também para aqueles que possuem esses vícios.

Segundo uma pesquisa publicada recentemente no European Journal of Work and Organizational Psychology os efeitos negativos dos acontecimentos são prolongados naquelas pessoas que tendem a reclamar mais. Ou seja, quanto mais o problema é trazido à tona, seja em conversas com colegas ou em outros contextos, mais se demora para supera-lo.

O estudo foi realizado com mais de 100 funcionários de diversas empresas pela Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, e pela Leeds School of Business, dos EUA. Esses funcionários mantiveram um diário por 3 dias onde registraram conflitos de toda ordem que ocorreram durante o dia, fosse esse relacionado ao trabalho ou não. Em seguida, eles deviam colocar suas reações imediatas após cada incidente.

Aqueles que apresentaram mais “espírito esportivo”, e souberam lidar melhor com essas situações sem ficar remoendo, se mostraram mais engajados, satisfeitos e propensos a superam essas dificuldades com mais rapidez. Contudo, aqueles que se comportaram maneira contrária a essa, se mostraram mau humorados até mesmo no dia seguinte.

O que ocorre é algo muito simples: quanto mais importância você dá para um acontecimento, mais expressivo ele se torna na sua vida. Então, quando você fica reclamando de um pequeno erro, ele acaba ganhando mais importância do que realmente tem e isso reforça seu efeito negativo no seu cotidiano.

Ou seja, por mais que fazer um desabafo pareça a melhor solução e possa trazer uma sensação de alívio, caso esse desabafo se estenda, certamente se tornará outro problema.

Contudo, os pesquisadores afirmam: não basta reprimir seus funcionários. É preciso que as lideranças busquem minimizar os eventos negativos no ambiente de trabalho. Afinal de contas, prevenir é sempre melhor do que remediar.

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O Preço da Alta Rotatividade

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Os funcionários não param na sua empresa? Talvez esteja na hora de você começar a repensar esse problema!

Ter uma alta rotatividade de funcionários pode custar mais do que investir em benefícios, política de remuneração e em um ambiente de trabalho agradável. Isso porque uma demissão tem vários custos colaterais: o acúmulo de serviços para os colegas que ficaram, a falta de cumprimento dos prazos, piora no atendimento ao cliente entre outros.

Além disso, investir em benefícios, não significa que você precisará despender de uma enorme quantia financeira. Oferecer uma remuneração variável de acordo com o desempenho de cada funcionário, estabelecer um ambiente de trabalho agradável e aprimorar certas características de liderança são opções viáveis e possíveis que não representam grandes gastos.

Outra opção de benefício que vem ganhando a atenção de muitas pessoas são as jornadas de trabalho flexíveis e o trabalho em casa. Você pode, por exemplo, estabelecer um cronograma onde uma vez na semana o funcionário possa trabalhar em casa ou depois de alcançar alguma meta, ele tenha direito a uma folga extra. Esses incentivos agradarão facilmente a quase todos os funcionários e isso aumentará consideravelmente a qualidade do ambiente de trabalho.

Se o quadro de funcionários da sua empresa é mais jovem, existem alguns aspectos que não podem ser negligenciados. Um deles é fator aprendizado: é natural que as pessoas mais novas tenham um desejo por aprender, por desenvolver suas habilidades. Proporcionar meios para que isso se realize dentro da empresa será um grande incentivo e um fator de satisfação para seus colaboradores.

Outro ponto crucial é o modo como seus funcionários engajam com a própria empresa e o produto vendido ou serviço prestado. É importante que o colaborador se envolva com esses projetos e tenha interesse em opinar e fazer parte do que sua empresa está construindo.

Para isso é preciso que, além de espaço para expressar suas ideias, o trabalhador tenha suas ideias levadas em conta na hora da execução de um projeto. Essa é uma maneira simples de expressar que o grande valor que o trabalho dessa pessoa tem para a empresa. Com essa pequena atitude, você estará incentivando a pro-atividade em sua equipe!

Como Reverter Essa Situação

Caso sua empresa já esteja enfrentando problemas com um quadro de funcionários desmotivados e com uma alta rotatividade, será preciso tomar uma atitude nem um pouco agradável: sentar-se com quem decidiu sair e tentar entender o que tem sido feito de errado na sua empresa.

Levar essas considerações a sério é muito importante, pois o mal-estar entre os funcionários geralmente tem a mesma fonte. Ou seja, se algo está ruim para um e muito provável que esteja ruim para quase todos.

O segundo passo é compreender o que pode ser feito para consertar o erro e, logicamente, colocar suas descobertas em prática!

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Competitividade Pode Trazer Prejuízos

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Ter espírito competitivo é uma das principais características para empreendedores e pessoas que buscam ser bem-sucedidas em suas carreiras profissionais. Além disso, a competição faz parte do nosso dia-a-dia e está presente nas mais diversas esferas das nossas vidas.

É muito provável que na sua empresa sejam utilizados mecanismos de recompensa como bônus, gestão de performance e incentivos a comportamentos adotados pelos profissionais para se destacarem junto aos colegas.

No entanto, a competitividade excessiva pode ser extremamente prejudicial para você e para o seu ambiente de trabalho. Isso é o que aponta uma pesquisa realizada pela parceria entre London Business School, PwC e Banco Mundial e publicada recentemente na Harvard Business Review.

Através deste estudo feito com 204 funcionários de empresas dos mais variados setores, foi possível estabelecer uma conexão entre políticas de incentivo a competição interna de funcionários e comportamentos criativos ou antiéticos.

Sendo que, um comportamento criativo é aquele que busca a solução dos problemas através de novos processos e tecnologias. Enquanto, um comportamento antiético é aquele que prejudica os colegas ou recebe créditos indevidos.

De acordo com os pesquisadores, a adoção de tais comportamentos depende majoritariamente do modo como a competição é apresentada aos funcionários pela liderança da empresa: quanto mais empolgação ela causa, mais os funcionários tenderam pela criatividade, quanto mais ansiedade, mais eles tenderam por práticas antiéticas.

Essa preocupação fica mais clara ao se analisar os resultados do experimento realizado com 475 gerentes. Segundo os pesquisadores, o modo como as mensagens são passadas influenciam diretamente na maneira como os funcionários receberão tais informações. Essa conclusão foi obtida através da observação das reações dos funcionários a uma simples notícia: a consequência de se alcançar um resultado positivo no fim do mês.

Em um primeiro momento, analisou-se a reação deles a frase "conseguir ficar entre os melhores resultará em receber um bônus significativo neste mês", e em um segundo momento a frase "não ficar entre os melhores fará com que você perca um bônus significativo neste mês".

A positividade exposta na primeira sentença, já foi suficiente para gerar empolgação, e os funcionários que a ouviram tenderam a adotar práticas criativas. Já no segundo momento, ocorreu o contrário. A negatividade gerou ansiedade e os funcionários que a ouviram tenderam a práticas antiéticas.

Isso deixa claro que motivar sua equipe e manter um comportamento ético no seu ambiente de trabalho dependem diretamente da maneira como as mensagens são passadas. Sendo assim, opte pelo respeito e evite fazer com que seus colaboradores tenham medo da sua liderança. Essa prática certamente melhorará o ambiente de trabalho e favorecerá uma grande melhora nos resultados da sua empresa.

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PJ ou CLT: qual é mais vantajoso para você?

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Você já pensou em contratar um profissional como prestador de serviços em vez de um profissional com carteira assinada? Muitos têm visto essa opção como uma saída para economizar com os possíveis custos previstos pela CLT.

Mas será que isso realmente é vantajoso? Veja a seguir.

A principal diferença entre contratar um profissional como prestador de serviços está no fato de que nesse regime, você estará contratando uma pessoa jurídica (PJ) e não uma pessoa física.

Mas qual a diferença que isso faz (na prática)?

Na prática, isso significa que o contratante terá seus custos de contratação diminuídos consideravelmente, já que a tributação sobre esse contrato será menor, pois ao contratar uma PJ não há o pagamento do INSS, FGTS e a alíquota do imposto de renda é menor, o que beneficia o prestador.

Porém, as aparências podem enganar e é preciso seguir algumas recomendações para esse regime de contratação seja vantajoso para o contratante. Veja a seguir evitar que sua empresa saia no prejuízo.

Segundo a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) em seu art. 3º, empregado é toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador sob dependência e mediante salário. Ou seja, se você contratar alguém como PJ e a relação dela com sua empresa se enquadrar no art. 3º, ela terá as mesmas garantias que uma pessoa física contratada no regime CLT.

Existem alguns pontos que configuram um vínculo empregatício para com um prestador de serviços:

– Trabalho efetuado pela pessoa física;

– Pessoalidade;

– Habitualidade;

– Onerosidade; e

– Subordinação.

Outro ponto que pode pesar a favor da existência de vínculo empregatício é a exclusividade da prestação de serviço, já que isso gera dependência financeira do prestador para com que o está contratando. Por isso, fique de olho nos seguintes aspectos:

– Pagamento diretamente na conta bancária da pessoa física;

– Recebimento do mesmo valor mensalmente;

– Concessão de benefícios – assistência médica, odontológica, vale refeição, alimentação, entre outros;

– E-mail corporativo;

– Mesa fixa, ou seja, local de trabalho;

– Ramal de uso exclusivo;

De modo geral, o aumento da contratação de PJ ocorre em épocas de instabilidade econômica, já que nesse período as empresas buscam diminuir seus custos e otimizar sua produção. Talvez, essa seja uma boa maneira de você encontrar o equilíbrio financeiro dentro do seu empreendimento, mas lembre-se de seguir as dicas acima para não sair no prejuízo!

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Ser Empreendedor Social É Necessário

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​Se você já possui seu negócio, mas acredita que o retorno dele para a sociedade poderia ser maior ou se você pretende iniciar um empreendimento para sanar alguma carência social que você enxerga, então uma coisa é certa: você está no caminho para se tornar um empreendedor social.

Pensando nisso, saparei essas 8 dicas para te auxiliar nesse processo. Leia e veja como se tornar um empreendedor social:

 1. Você conhece o problema que quer solucionar?

Identificar a demanda social com a qual você deseja trabalhar e analisar os motivos que constituem esse problema são os primeiros passos a serem tomados. Assim, você descobre o que realmente precisa de solução para, então, traçar um plano de ação.

2. Saiba Quais Serão As Pessoas Alcançadas

O segundo passo é saber quem são as pessoas que serão abrangidas pela sua solução. Busque descobrir quais são suas culturas, seus valores e rotinas. Essa atitude te levará a um nível mais profundo de compreensão do problema a ser resolvido. Além disso, a conversa com as pessoas envolvidas lhe auxiliará a encontrar uma solução mais eficiente. Busque aliar o conhecimento popular com conhecimentos externos.

3. Como Montar O Projeto?

Depois dessa aproximação, é hora de montar o projeto.  Inclua nele os seus objetivos, plano de captação de recursos e/ou sustentabilidade financeira, ações objetivas, número de pessoas envolvidas, comunicação e indicadores de impacto. Faça-o de maneira transparente e em conjunto com as pessoas que serão atingidas por ele.

4. Beneficiários e Colaboradores

É importante que os beneficiários sejam participantes do projeto. Afinal de contas, são eles que convivem com os problemas e serão eles que mostrarão se a sua solução funciona ou não. Por isso, tenha em mente que eles são as grandes fontes de informação e, consequentemente, são parte inerente das ações que estarão em andamento.

5. Captação de Recursos

Conseguir os recursos financeiros e materiais para manter o projeto vivo será uma parte complicada. Algumas opções de captação de recursos são: 1) editais; 2) parceria com empresas e poder público; 3) crowdfunding; 4) pagamento de pequenas contribuições pelos beneficiários, no caso de produtos.

Outro ponto importante é o auxílio de grupos que fazem trabalhos na mesma região ou no mesmo segmento que você. No empreendedorismo social o que importa é a colaboração!

6. Comunicação Correta

Saber se comunicar é um dos principais requisitos para que o seu projeto tenha sucesso. Seja com os próprios beneficiários/colaboradores ou com o restante da sociedade. Ter uma comunicação bem estruturada pode gerar visibilidade para o projeto, atrair parceiros, voluntários, colaboradores e inspirar pessoas a desenvolverem projetos que se aliem ao seu.

7. Feedbacks

Busque fazer reuniões periódicas com os envolvidos no projeto para compreender como cada um tem percebido as ações realizadas. Esse feedback é de grande importância, pois é nesse momento que serão reconhecidas as ações que funcionam e as que não funcionam.

8. Metodologia

Por último, mas talvez o mais importante. Tenha uma metodologia clara e cambiável de acordo com o momento em o projeto se encontra. É importante que as ações estejam em coerência com o pensamento do projeto e com a ética social.

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