MAIS SOBRE A MÚSICA

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“UMA PEQUENA NOTÁVEL”


“Uma pequena notável/ cantou muito samba/ é motivo de carnaval...”

Trechinho de uma música popularizada entre os da nossa geração através de uma gravação de outra pequena mais que notável, Elis Regina, que homenageia essa celebridade nascida em Portugal dia 9 de fevereiro de 1909 e que veio para o Brasil com menos de um ano. O pai, barbeiro, estabeleceu-se no Rio, onde a menina cresceu estudando em um colégio de freiras e descobriu a vocação para a música e conseqüente estrelato. Começou a fazer sucesso no carnaval de 1930, mas a fama viria no ano seguinte com “Ta-hí”, composta para ela por Joubert de Carvalho, que seria recorde de venda, ultrapassando a marca de 36 mil cópias (imagine) e, em menos de 6 meses, transformado-a na cantora mais famosa do Brasil.  .

Estamos nos referindo a Maria do Carmo Miranda da Cunha, que o mundo consagrou como Carmen Miranda, responsável por verdadeira revolução na música brasileira, tornando-a “adulta, urbana e maliciosa”, de acordo com seu biógrafo Ruy Castro. Como cantora, tinha um fraseado único, com muita liberdade rítmica e interpretação sem igual.

Sua primeira turnê internacional aconteceu no ano seguinte, quando foi para a Argentina, ao lado dos cantores Francisco Alves e Mário Reis, além do bandolinista Luperce Miranda. Voltariapor lá pelo menos oito vezes nos anos que se seguiram.

Na época, os artistas de rádio se apresentavam em troca de cachês e Carmen foi a primeira entre todos a assinar contrato fixo com uma emissora.

É desse período sua aparição no filme “Banana da Terra”, no qual se utilizou também de trajes de baiana, cantando a música “O que é que a baiana tem”, que lançava Dorival Caymmi no cinema.

Consagrada no Brasil e parte da América do Sul, embarcou para os Estados Unidos no mesmo ano de 1939, onde desembarcou sem saber falar inglês, o que não a impediu de, em curtíssimo espaço de tempo, ao lado do grupo Bando da Lua, ganhar o público americano. Acabou por tornar-se a artista feminina mais bem paga do país, naquela época. Ficou por lá durante 14 anos, participando de filmes como “Alegria, rapazes” (1944) e “Sonhos de Estrela”(1945) e musicais, sempre representando o papel de latina exótica. Roupa estilizada de baiana, turbante com arranjo de frutas tropicais e um sapato-plataforma inventado por ela mesma pra lhe aumentar a estatura (media apenas 1,52m), faziam parte de sua indumentária de palco.

Carmen gravou mais de 300 músicas, das quais pouco mais de 30 em inglês.

Morreu de enfarte em sua casa, em Beverly Hills, Condado de Los Angeles, Estados Unidos, em 5 de agosto de 1955. Trazido para o Brasil seu corpo foi velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por onde passaram mas de sessenta mil pessoas, seguindo em cortejo até o Cemitério São João Batista, acompanhado por mais de meio milhão de pessoas.

Em 1976 foi inaugurado, no Aterro do Flamengo, o Museu Carmen Miranda.

Fontes : Internet, Enciclopédia da Música-A Era do Rádio e Revista da Música.

LOUVAÇÃO A QUEM MERECE

Casa cheia, interação plena e aplauso ao final de cada canção executada. Canções próprias e covers que foram de “Don’t Let Me Down” dos Beatles a “Have You Ever Seen The Rain”, do Creedence Clearwater Revival, passando por clássicos de diversas bandas de rock e blues, fizeram da noite comemorativa de mais um aniversário da banda um acontecimento realmente marcante em badalada casa noturna de Franca.


Taí a prova de que não é à toa que a “FITA CREPE” chega aos 11 anos de vida, carregando na bagagem conhecimento musical em seu segmento que cativa cada vez mais um sem número de seguidores e incentivadores.

Paulim Campos (bateria e vocal), Diego Randi (contrabaixo) e Zûk Chagas(guitarra e vocal) levaram a galera ao delírio mais uma vez, do primeiro ao último acorde, mostrando que quem sabe faz ao vivo e a cores, sem deixar a bola cair em nenhum instante.

Logo tem mais.

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

Mais Brasil FM – 101,3 Mhz – e www.radiomaisbrasil.com - Franca, SP : sábado e domingo às 10h.

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“ESTÁCIO HOLY ESTÁCIO”

A primeira música do Luiz Melodia que me chamou a atenção foi “Ébano”, participante do Festival Abertura, da TV Globo, em 1975.  Depois, me liguei em “Pérola Negra”, que já existia e havia sido gravada por Gal Costa, em 1972. Também de 1972 é  “Estácio Holy Estácio”, lançada então por Maria Bethânia. Nessa época eu trabalhei em bandas musicais de São Paulo e passei a gostar dessas músicas, inseridas em meu repertório.

Pois bem, falemos desse grande sucesso do nosso saudoso Luiz Melodia, “Estácio Holy Estácio”.

Tal como quando fez “Pérola Negra”, o compositor era ainda um adolescente quando escreveu essa música. Foi feita pra uma namorada chamada Rosângela. Com seus versos ambíguos, trata de um amor contrariado, tendo o Largo do Estácio como cenário para a história; “Se alguém que matar-me de amor/ que me mate no Estácio/ bem no compasso/ bem junto ao passo/ do passista da escola de samba/ do Largo do Estácio...” Este seria um sucesso marcante do ano seguinte ao da gravação(1972), marcando, junto com “Pérola Negra”, o LP de estréia de Luiz Melodia.

Uma curiosidade: se grafado corretamente, “Estácio Holy Estácio” significa “Estácio Santo Estácio”. Acontece que o título da composição quase sempre aparece grafado, em discos e edições( inclusive no registro do CNA – Conselho Nacional de Direito Autoral) como “Estácio Holly Estácio” e essa palavra, “holly”, em inglês significa azevinho, ou azevim, um arbusto da família das aqüifoleáceas, conforme o dicionário Aurélio.

(A exclamação que não pode calar : “Caramba, então Hollywood significa bosque de azevinhos !!!”)

Pois é, assim, o uso da palavra holly dá ao título da canção um sentido, até certo ponto, disparatado !

Mas holy ou holly, sem dúvida nenhuma é uma das canções mais marcantes e que se tornaram imortais do repertório mais que especial do grande intérprete que foi e permanecerá sendo Luiz Melodia.

Fontes : Internet, A Canção No Tempo (Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello) e Revista da Música.

LOUVAÇÃO A QUEM MERECE

Nem se discute , quem sabe, faz ao vivo! E de improviso !

Bem, quase de improviso. Eles já ensaiaram um bocadinho, pelo menos pra acertar tom e andamento, mas isso é detalhe pra quem tem a bagagem que eles carregam.

Neste fim de semana, parei e sentei pra ouvir minha querida “diva” DESIRÊ THOMAS MEDEIROS, ou DESIRÊ SINGER como outros gostam de tratá-la, ao lado do novo parceiro violonista e cantor JOEL JHOR  e constatei o que eu já previa : já é ! Sucesso absoluto, com tudo no lugar.

Desirê, após longa parceria com o mano e nosso grande e querido amigo Ângelo Thomaz , hoje brilhante em terras nordestinas, trabalhou por um bom período ao lado de outro querido amigo, o Rodrigo Nunes, que agora partiu pra outro projeto.

Muito bem, agora ao lado do experiente e versátil Jhor, inicia nova fase na carreira, e o duo tem tudo pra marcar época na música de nossa região. Equilíbrio nos vocais, repertório requintado, meus queridos amigos não vão decepcionar nem uma vírgula !

Fico no aguardo da agenda pra apreciar mais um bocado e desde já recomendo ao todos : DESIRÊ THOMAZ e JOEL JHOR !

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“COM QUE ROUPA”

Se fosse eu o autor, colocaria um ponto de interrogação ali...Mas quem assinou a composição foi simplesmente Noel de Medeiros Rosa ! Teve todas as licenças do mundo pra escrever do jeito que quisesse !

Bem, mas vamos pro lado da história da música, concorda ?

“Com Que Roupa” foi o primeiro sucesso de Noel. Sucesso tão grande que inspirou anúncios comerciais, paródias, charges, crônicas, entrevistas e até ajudou a fixar a expressão “com que roupa” como dito popular. Um verdadeiro achado, essa expressão se repete ao final de cada estrofe da composição, constituindo-se numa das principais razões do seu êxito. Mas, pelo que conta a história, nosso compositor não deu muito valor à obra em questão. Pelo menos de início. Não vislumbrou nela, durante algum tempo, uma música de potencial, com todos os requisitos pra se transformar num verdadeiro marco em sua carreira. Além de mantê-la inédita por um ano, vendeu-lhe os direitos pela quantia de 180 mil réis, irrisória, na época ! Segundo seus biógrafos, João Máximo e Carlos Didier, Noel Rosa confessou certa vez a um tio que “Com Que Roupa” retratava, de forma metafórica, o Brasil que ele via “um Brasil de tanga, pobre e maltrapilho (em 1930, hein ?!). Atribui-se a essa afirmação, a semelhança dos compassos iniciais originais do samba com os do Hino Nacional Brasileiro. Mas nós nem chegamos a conhecer a não ser através das pesquisas, esse “defeito” ou “problema”, pois foi corrigido pelo músico Homero Dornelas ao transcrever a melodia para a pauta.

Apesar do citado acima, há outra versão quanto à inspiração do talentoso cronista do cotidiano para a criação do bem-humorado samba : uma noite, ao se preparar pra sair com os amigos, sua mãe teria escondido suas roupas, o que teria provocado a imediata pergunta “Com que roupa eu vou ?! “

Hoje um dos clássicos do cancioneiro brasileiro mais revisitados por grandes intérpretes, “Com Que Roupa”, além do próprio Noel,  foi gravada por Mário Reis, Aracy de Almeida, Francisco Alves, Nelson Gonçalves, Olívia Byington, Zé Renato, MPB-4, Zezé Mota, Elza Soares, Maria Creusa, Ivan Lins, Caetano Veloso, Gilberto Gil, e inúmeros outros.

“Agora vou mudar minha conduta/ eu vou pra luta/ pois eu quero me aprumar...”

No nosso próximo “Beny Chagas Music Show” (veja abaixo emissoras dias e horários) você pode ouvir uma versão de Gilberto Gil.

No link, você vê Roberto Carlos e Zeca Pagodinho comemorando os 100 anos do samba cantando um “pout-pourri” e perguntando: “Com Que Roupa” ?


Fontes : Internet, A Canção No Tempo (Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello) e Revista da Música

Foto :  Liga Entretenimento/Divulgação

AGOSTO - 3 FATOS HISTÓRICOS NA MÚSICA

1. No dia 7 de agosto de 1942, nasceu Caetano Veloso, em Santo Amaro da Purificação, na Bahia.

2. 16 de agosto de 1977 foi o dia em que foi encontrado morto, aos 42 anos, o Rei do Rock Elvis Presley.

3. Em 21 de agosto de 1989 morreu, aos 44 anos, Raul Seixas.

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O MUNDO É UM MOINHO

O mundo é um moinho e tritura sonhos...E desperta cuidados e conselhos quando se tem estima ou amor por alguém...E inspira o poeta, como no caso do compositor Agenor de Oliveira, eternizado na música brasileira como Cartola que tem em “O Mundo É Um Moinho” uma de suas mais consagradas obras. E existem várias histórias sobre a criação da canção.

Uma dessas histórias nos dá conta de que Cartola escreveu a letra ao se dar conta de que sua filha adotiva, Creusa Francisca, estaria se prostituindo,levando-o ao desapontamento e quase ao desespero. Expressa o tipo de preocupação de pai com filha adolescente, preocupação esta traduzida em forma de poesia e música, transformando-se em um conselho verídico extensivo a todos quantos pudessem se encontrar em situação semelhante à sua.

Afinal, “o mundo é um moinho que tritura nossos sonhos, muitas vezes”.

Gravada pela primeira vez pelo próprio Cartola em 1974, foi regravada posteriormente por Ney Matogrosso,Beth Carvalho e Cazuza.

Nascido e criado nos morros cariocas, o compositor cursou apenas o primário. Entretanto, está inscrito na história da música brasileira ao lado de Chico Buarque e outros intelectuais, tidos como gênios.

“Preste atenção, o mundo é um moinho.../Vai triturar teus sonhos.../ Vai reduzir as ilusões a pó!”  

Fontes : Internet e Revista da Música

Foto :  Liga Entretenimento/Divulgação

LOUVAÇÃO A QUEM MERECE

Ronaldo Sabino veio de Minas Gerais, mais precisamente de Pratápolis, pra desenvolver por aqui seus dotes artísticos e tornar-se um dos mais completos músicos surgidos nos últimos anos.

Tendo como mestres e inspiradores José Marques, Edson Gomes, Marcos Prado, Márcio Bueno, Paulo Camargo (in memorian) e Mário Camargo, Ronaldo desenvolveu incomum habilidade ao dominar perfeitamente instrumentos como acordeon, violão e viola. Aliás, recentemente levou aos palcos um espetáculo dedicado aos seus “gurus”, sob o título de “Ronaldo Sabino e Seus Mestres”.

Outro show de Sabino muito prestigiado, que ele pretende continuar apresentando periodicamente, foi batizado de “Ronaldo Sabino Instrumental”, no qual ele mostra todo o seu conhecimento ao executar o violão e a viola de dez cordas.

Super eclético, com 26 anos de estrada e um currículo invejável, Marcos Sabino já trabalhou com gente consagrada do mundo sertanejo de raiz, como a saudosa dupla Liu e Léu e outros. Já tem dois CDs gravados (“Estradas de Minas” e “Rancho Alegre”) e participação em tantos outros como músico convidado,como, por exemplo, nos discos gravados com criações do poeta e compositor  José Andrade Pires. Seu terceiro CD individual já está em fase de acabamento.

Se não bastasse, conduz há vários anos o programa “Prosa, Café e Viola” na TV Franca (assinatura), às quartas-feiras às 20 horas e aos domingos após o jogo de futebol.

Louvação a quem merece : RONALDO SABINO.

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VOLTA POR CIMA

Coisa boa demais é quando a gente se reúne em casa de amigo que faz aniversário e atende à clássica “intimação” : “Vem, mas traz o violão !”

Fazer o que, né ? A gente leva. E aí, a coisa vira recordação pura ! Afinal, os que se reúnem então estão todos pra lá dos “enta”. Quarenta, cinqüenta, sessenta, setenta e oitenta. De verdade ! E dá-lhe canção antiga ! Só das boas, aquelas que são constantemente regravadas e que os das novas gerações entendem serem inéditas ! Aí a gente canta uma, canta outra, comenta essa, aquela...

Exemplo é “Volta Por Cima”, tema de novela atual, não sei com quem, mas cujo original data de 1963. Aliás, foi escrita em 1959, pelo zoólogo e compositor Paulo Vanzolini, um dos mais festejados do reduzido grupo de compositores paulistas de sucesso nacional. Muito original foi primorosamente elaborada num período de seis meses. Diz :”Chorei, não procurei esconder/ Todos viram, fingiram / Pena de mim não precisava/ Ali onde eu chorei/ Qualquer um chorava./ Dar a volta por cima que eu dei/ Quero ver quem dava !” E, mais adiante, um arremate em alto astral; “Levanta, sacode a poeira/ Dá a volta por cima.”

Tais versos ajudaram a popularização da expressão “dar a volta por cima”, citada no dicionário Aurélio como o ato de superar, resolver uma situação difícil, desagradável ou problemática. O samba foi oferecido a diversos cantores mas acabou sendo gravada em 1963 pelo cantor mineiro Noite Ilustrada, tornando-se sucesso nacional e uma das músicas mais cantadas na noite brasileira. E, fato curioso e digno de nota, a obra foi gravada  sem o conhecimento prévio do autor. Acontece que Noite Ilustrada era contratado de uma boate em São Paulo e, em suas apresentações, incluía “Volta Por Cima” em seu repertório, por já conhecê-la e os frequentadores do local faziam coro a cada interpretação. Então, atendendo à pretensão do sambista, o produtor Alfredo Borba, o “papa” do mundo artístico àquela época, autorizou a gravação, que teve um arranjo bem simples, por conta do clarinetista Portinho. Retornando de uma viagem, Vanzolini foi surpreendido com seu samba tocando em todas as rádios e disputando as primeiras colocações nas paradas. Logo, fixou-se como o maior sucesso de Noite Ilustrada, cujo verdadeiro nome era Mário de Souza Marques Filho.

E eu cantei demais esse samba nos anos 70 e 80 , incentivando muita gente a “sacudir a poeira e dar a volta por cima” !

Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello.

3 NOMES VERDADEIROS DE 3 FAMOSOS

1 – ELTON JOHN : REGINALD KENNETH DWIGHT

2 – FREDDIE MERCURY : FARROKH BULSARA

3 – BONO VOX : PAUL DAVID HEWSON

Fonte : Internet e Revista Música.

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RITMOS DO BRASIL-BAIÃO

Ao longo dos anos, o Nordeste brasileiro tem se consolidado como uma usina de ritmos contagiantes, revelando-nos sua enorme riqueza musical. Pesquisadores do folclore identificam dezenas de ritmos e suas variantes nos estados da região. Entre os mais importantes tomamos a liberdade de citar o frevo, o coco, o maracatu, o forró e o baião.

Surgiu como gênero musical em 1945, quando Luiz Gonzaga estabeleceu seu ritmo, estilo e temática com “Baião”, música que compôs juntamente com Humberto Teixeira. A letra já abre em tom didático: “Eu vou mostrar pra vocês/ como se dança o baião...”

Contando com introdução percussiva e evitando a síncope, no baião, a frase melódica começa após uma pequena pausa. Marcando o ritmo da música, o triângulo faz par com a zabumba, com a sanfona cuidando da harmonia e, invariavelmente, da melodia.

Foi muito popular até o surgimento da bossa nova, no final dos anos 50. Também tinha sido, até então, um dos ritmos brasileiros de maior influência no exterior.

Além de Luiz Gonzaga, outro importante compositor de baiões foi o maranhense João do Vale, que conviveu com a música desde cedo mas só se tornaria popular em 1964, ao estrear como cantor no restaurante Zicartola, de propriedade do compositor Cartola juntamente com sua mulher Zica, no Rio de Janeiro.

A denominação baião seria uma corruptela de baiano, nome de um ritmo chamado lundu, do qual este seria derivado.

Se Luiz Gonzaga foi chamado de “O Rei do Baião”, Humberto Teixeira tornou-se o “doutor”, Carmélia Alves a “rainha”, Claudete Soares a “princesa” e Luiz Vieira o “príncipe”

O baião influenciou o trabalho de muitos artistas através das décadas seguintes, renascendo o interesse pelo gênero principalmente nos anos 70, com o advento da Tropicália. Vide o trabalho de Gilberto Gil e a fusão rítmica do roqueiro Raul Seixas batizada de “baioque”(baião com rock). Até a banda Angra ousou experimentar com o “baião”.

Fontes : Internet e “Enciclopédia do Estudante”

LOUVAÇÃO A QUEM MERECE - RODRIGÃO

Camarada que passa a impressão de ser “simplão”, sossegadão, tranqüilo, aos poucos vai conquistando seu lugar na cena musical da cidade e da região.

Até pouco tempo fazendo duo com a talentosa Desirê Singer, arrancando calorosos aplausos por onde se apresentavam, agora o cara está partindo pro seu vôo solo, com sua voz, seu violão e seu talento. E sua simpatia. Ele é um dos artistas locais que fazem questão de demonstrar satisfação quando somos identificados na platéia ou nos encontros casuais. É um artista que faz questão de não deixar de ser gente!

Desejamos SUCESSO a RODRIGO NUNES.

Gente que merece louvação !

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BRASILEIRINHO

“O brasileiro quando é do choro/ é entusiasmado/ quando cai no samba não fica abafado/ é um desacato quando chega no salão...”

Início da letra de “Brasileirinho”, a primeira composição de Valdir Azevedo, a maior expressão brasileira do cavaquinho, instrumento limitadíssimo, do qual conseguia extrair um som extraordinário. Enquadrada no gênero “choro”(ou “chorinho”), a música foi escrita em 1947, a pedido de um sobrinho de dez anos para, pasme você, ser tocada num cavaquinho de brinquedo, de apenas uma corda ! Surgia ali a primeira parte de um dos maiores clássicos da nossa música, posteriormente gravado por inúmeros artistas, ao redor do mundo.

Ao completar sua obra, Valdir estreou no disco, acompanhado de seu próprio conjunto e tal foi o sucesso da gravação que acabou sendo escolhida para fundo musical da propaganda de diversos candidatos em campanha eleitoral naquela ocasião.

A composição lhe rendeu o suficiente para comprar um apartamento à vista e abriu-lhe as portas para sua carreira, tornando-se peça obrigatória em seus shows.

A letra foi adaptada por Pereira Costa, sendo, então, gravada por cantoras como Ademilde Fonseca, a “Rainha do Chorinho”, acompanhada pelo próprio Valdir, em 1950 e por dezenas de outros grandes nomes, no Brasil e no exterior, nos anos seguintes.

Grandes interpretações vocais são atribuídas a Elza Soares e Baby Consuelo junto com os Novos Baianos.

Pode-se dizer que um espetáculo de choro não estará completo sem esta composição, de preferência no final.


Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

3 CURTAS SOBRE MÚSICA

1. CHORINHO : Denominação mais corriqueira do choro, gênero de música instrumental popular surgido no Rio de Janeiro em meados do século XIX. Os instrumentos típicos desse gênero musical são o violão de 7 cordas, o violão convencional, bandolim, cavaquinho, flauta e pandeiro, sendo ainda muito explorados hoje em dia o saxofone e o trombone.  

2. O VIOLÃO : Talvez o mais popular e prático dos instrumentos musicais, o violão pode ter surgido há aproximadamente 2 mil anos a.C.. Arqueologistas encontraram, na antiga Babilônia, placas de barro contendo figuras similares ao violão atual, datadas de mais ou menos 1.900 ou 1.800 a.C.. 

3. ERASMO CARLOS: Consagrado parceiro de Roberto Carlos, chamado de “Tremendão”, acaba de completar 76 anos. Segundo consta, aprendeu a tocar violão com Tim Maia, pra poder fazer de um grupo musical que fundaram em 1957, denominado “The Boys Of Rock”. Mais tarde, por sugestão de Carlos Imperial, o conjunto adotaria o nome de “The Snakes”. 


Fontes :  Revista “Música”  e  “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

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                                                                  sábado  07, 10 e 22h.

                                                                  domingo  07, 12 e 22h.

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SÚPLICA CEARENSE

“Ó Deus, perdoe este pobre coitado/ que, de joelhos, rezou um bocado/ pedindo pra chuva cair sem parar...”

São os versos iniciais da composição do baiano Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) e Nelinho, gravada pelo primeiro no ano de 1960. Gordurinha, além de cantor e compositor, era radialista e artista de circo.

A canção foi escrita durante um programa de TV que arrecadava dinheiro para ajudar uma parte da população do nordeste, castigada por forte enchente e que comovia todo o país. Apresentada ao vivo no referido programa, naquela época, sem as benesses da internet e com a televisão ainda com transmissão limitada, a música chegou a vender mais de 400 mil cópias !

“Ó Deus, será que o Senhor se zangou / e só por isso o sol retirou/ fazendo a chuva cair sem parar ?!”

Depois de Gordurinha, outros grandes astros fizeram suas releituras da prece musicada, sempre obtendo grande êxito: Luís Conzaga, Jackson do Pandeiro, Nerino Silva, Elba Ramalho (uma das mais contagiantes), Fagner, Casuarina, Falamansa e O Rappa.

Mas, pra mim, a interpretação mais marcante, por uma série de motivos, não acontecia nem nas rádios, nem nas tvs. Incontáveis vezes, nos palcos da noite francana, eu apreciava, quando não acompanhava, um senhor de cabelos prematuramente grisalhos, que, dizendo-se tímido, mas sem cerimônia com os amigos, oferecia-se para uma “canja” e, entre quase uma dezena de preferidas, entoava, de forma singela e muito particular, esta “Súplica Cearense”.

Esse amigo acaba de embarcar pra outro plano onde, com certeza, vai se encontrar com outros tantos companheiros amantes da música, em outros palcos, continuando a contagiar com sua simplicidade e despretenciosidade.

Minha homenagem ao meu amigo MAURÍCIO SANDOVAL RIBEIRO. 

Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello


3 CURTAS SOBRE MÚSICA

1. VOCÊ : A música, grande sucesso de Tim Maia, Eduardo Araújo e  Paralamas do Sucesso, foi escrita com a idéia de ser gravada por Roberto Carlos, que não gostou e não topou...

2. ROBERTO CARLOS : No ano de 1994 o “Rei” conseguiu superar os Beatles em vendagem de discos na América Latina : mais de 70 milhões de gravações.

3. NOS BAILES DA VIDA : Antes de tornar-se ícone da música brasileira e mundial, Milton Nascimento ralou muito pelas estradas da vida integrando grupos de baile, como relata a própria canção. Foi crooner e contrabaixista dos conjuntos W’s Boys, Temo Trio, Berimbau de Ouro, Evolussamba e Quarteto Sambacana, ao lado de músicos como Wagner Tiso, Helvius Vilela, Pascoal Meireles e outros.       

Fontes :  Revista “Música”  e  “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

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MAIS SOBRE A MÚSICA

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UPA NEGUINHO

Edu Lobo

O ouvido apurado de Elis Regina para detectar o potencial de uma canção relativamente pobre e transformá-la em sucesso seria posto à prova pela primeira vez em “Upa Neguinho”. Inicialmente grafada como “Upa Negrinho”, a composição de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri era cantada por este último na peça “Arena Conta Zumbi”, apresentada no Teatro de Arena de São Paulo nos anos 60. Sua letra refere-se a um personagem, menino cafuz, a quem se pede que cresça depressa pra um dia ajudar a melhorar um mundo onde a liberdade é apenas uma esperança.

Elis Regina, ao conhecer a música, não sossegou enquanto não obteve permissão para gravá-la, enfrentando, curiosamente, total resistência por parte de Edu.

Elis sugeriu alterações no arranjo original, praticamente reinventando a canção,  incluindo breques com percussão, palmas e o arremate final, que não existiam na versão levada a efeito na peça, por conta de Guarnieri.

Gianfrancesco Guarnieri


”Upa Neguinho” foi cantada pela primeira vez em público por Elis na noite de gravação,ao vivo, de “O Fino da Bossa”, tendo como técnico de som Zuza Homem de Mello, sendo recebida entusiasticamente pela platéia, tornando-se número obrigatório em todos os espetáculos da “Pimentinha”. Foi apresentada, inclusive, no Midem e no Olympia, de Paris, por ocasião de sua primeira turnê internacional, sendo regravada várias vezes, sendo a última, quando se apresentou no Festival de Montreux, em 1979.

“Upa Neguinho” recebeu o “carimbo” de Elis de forma tão acentuada que raramente outros cantores se atrevem a gravá-la.

Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

3 CURTAS SOBRE MÚSICA

1. DOIS NA BOSSA : Foi um programa produzido por Nelson Motta e Mariozinho Rocha, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues, na TV Excelsior, do Rio, em 1964, depois na TV Record, em São Paulo, em 1965, com o nome de “O Fino da Bossa”.

2. SOUZABONE : É um trombone de 4 válvulas cromáticas, ao invés de 3, como o tradicional, com som bastante peculiar, inventado pelo músico brasileiro Raul de Souza, também conhecido com Raulzinho e Raul do Trombone.

3. RONNIE CORD : Era o nome artístico de Ronald Cordovil, filho do maestro e compositor Hervé Cordovil. Ficou conhecido pelo sucesso de “Biquini de Bolinha Amarelinha” em 1961 e “Rua Augusta” em 1963. Faleceu em 1986, com apenas 42 anos de idade.


Fonte :  Revista “Música”      

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...E O BARQUINHO VAI

Quem não conhece, levanta a mão!

Não, não é o mesmo texto da semana passada, não ! Só a convocação pra levantar a mão..!

Essa frase aí em cima, mesmo quem nem sabe o que foi ou ainda é “bossa-nova” conhece e já cantarolou alguma vez. É desfecho da letra de uma das músicas mais emblemáticas do movimento musical surgido no final dos anos 50, início dos 60 e que, volta e meia, ressurge, principalmente no exterior. E discussão vai, discussão vem, a “bossa” tá sempre aí, viva ! Com ou sem influência, influenciando ou não o jazz ! Mas preste atenção : mais do que nunca, nos dias de hoje, tem despertado a curiosidade de muito papa da música americana lá nos States e grandes intérpretes no mundo todo. Levante as antenas aí e verá quanta regravação de nossos maiores hits (digo da “bossa”).

“O Barquinho”, que virou “Little Boat”, é uma das que ganham repetidas releituras. Leva a assinatura de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, E inúmeras são as histórias que se lê e se ouve a respeito dessa jóia da música brasileira. Simples, mas valiosa.

Segundo consta, Menescal gostava de pescar com os amigos, entre Cabo Frio e Arraial do Cabo, utilizando-se de uma traineira alugada, de dez lugares e motor a gasolina acompanhado, invariavelmente, de Nara Leão (sua namorada à época) e do parceiro Bôscoli. Num dos passeios, o barco teve problemas e ficou à deriva por várias horas, período em que, pra afastar o tédio e o medo, o compositor dedilhava uma melodia ao violão e, finalmente à tardinha, quando surgiu socorro e puderam retornar a terra firme, cantarolava “O barquinho vai...A tardinha cai”... No dia seguinte, passado o susto, encontraram-se e completaram o que seria a canção de grande sucesso, transformando o quase trágico episódio em um “Dia de luz, festa do sol” ...

E, rapidamente, “O Barquinho” deslizou pros primeiros lugares das paradas musicais, ganhando logo de cara várias gravações como as de João Gilberto e Maysa, esta, mais apreciada até que a de seu lançador, João.

Conversa puxa conversa, diz-se que o tecladista Walter Vanderley (cobrão que ficou mais conhecido nos USA do que aqui) quase foi à loucura  durante a gravação de João Gilberto, por não conseguir reproduzir no órgão, um ronco de navio no exato timbre que o cantor insistia em lhe transmitir com a voz !

No arremate do disco, surge o “Maestro Soberano” Tom Jobim que consegue arrancar, nos trombones, o tal ronco imaginado e desejado pelo João.

...E o barquinho...vai.

Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

3 CURTAS SOBRE A MÚSICA

1. GAROTA DE IPENEMA: Segundo consta, é a segunda música mais executada da história, ficando atrás, apenas, de Yesterday. São seus autores Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

2. GUITARRA ELÉTRICA:  Credita-se a criação desse instrumento ao músico George Beauchamp e ao engenheiro eletricista Adolph Rickenbacker, em 1931, nos Estados Unidos.

3. PRIMEIRO ROCK : Foi uma consagrada cantora de samba-canção quem deu o “pontapé inicial” do rock no Brasil. Seu nome era Nora Ney e a música “Rock Around The Clock”, original de Bill Halley & His Comets. Era outubro de 1955.

Fonte :  Revista “Música”      

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