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SÚPLICA CEARENSE

“Ó Deus, perdoe este pobre coitado/ que, de joelhos, rezou um bocado/ pedindo pra chuva cair sem parar...”

São os versos iniciais da composição do baiano Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) e Nelinho, gravada pelo primeiro no ano de 1960. Gordurinha, além de cantor e compositor, era radialista e artista de circo.

A canção foi escrita durante um programa de TV que arrecadava dinheiro para ajudar uma parte da população do nordeste, castigada por forte enchente e que comovia todo o país. Apresentada ao vivo no referido programa, naquela época, sem as benesses da internet e com a televisão ainda com transmissão limitada, a música chegou a vender mais de 400 mil cópias !

“Ó Deus, será que o Senhor se zangou / e só por isso o sol retirou/ fazendo a chuva cair sem parar ?!”

Depois de Gordurinha, outros grandes astros fizeram suas releituras da prece musicada, sempre obtendo grande êxito: Luís Conzaga, Jackson do Pandeiro, Nerino Silva, Elba Ramalho (uma das mais contagiantes), Fagner, Casuarina, Falamansa e O Rappa.

Mas, pra mim, a interpretação mais marcante, por uma série de motivos, não acontecia nem nas rádios, nem nas tvs. Incontáveis vezes, nos palcos da noite francana, eu apreciava, quando não acompanhava, um senhor de cabelos prematuramente grisalhos, que, dizendo-se tímido, mas sem cerimônia com os amigos, oferecia-se para uma “canja” e, entre quase uma dezena de preferidas, entoava, de forma singela e muito particular, esta “Súplica Cearense”.

Esse amigo acaba de embarcar pra outro plano onde, com certeza, vai se encontrar com outros tantos companheiros amantes da música, em outros palcos, continuando a contagiar com sua simplicidade e despretenciosidade.

Minha homenagem ao meu amigo MAURÍCIO SANDOVAL RIBEIRO. 

Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello


3 CURTAS SOBRE MÚSICA

1. VOCÊ : A música, grande sucesso de Tim Maia, Eduardo Araújo e  Paralamas do Sucesso, foi escrita com a idéia de ser gravada por Roberto Carlos, que não gostou e não topou...

2. ROBERTO CARLOS : No ano de 1994 o “Rei” conseguiu superar os Beatles em vendagem de discos na América Latina : mais de 70 milhões de gravações.

3. NOS BAILES DA VIDA : Antes de tornar-se ícone da música brasileira e mundial, Milton Nascimento ralou muito pelas estradas da vida integrando grupos de baile, como relata a própria canção. Foi crooner e contrabaixista dos conjuntos W’s Boys, Temo Trio, Berimbau de Ouro, Evolussamba e Quarteto Sambacana, ao lado de músicos como Wagner Tiso, Helvius Vilela, Pascoal Meireles e outros.       

Fontes :  Revista “Música”  e  “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

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UPA NEGUINHO

Edu Lobo

O ouvido apurado de Elis Regina para detectar o potencial de uma canção relativamente pobre e transformá-la em sucesso seria posto à prova pela primeira vez em “Upa Neguinho”. Inicialmente grafada como “Upa Negrinho”, a composição de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri era cantada por este último na peça “Arena Conta Zumbi”, apresentada no Teatro de Arena de São Paulo nos anos 60. Sua letra refere-se a um personagem, menino cafuz, a quem se pede que cresça depressa pra um dia ajudar a melhorar um mundo onde a liberdade é apenas uma esperança.

Elis Regina, ao conhecer a música, não sossegou enquanto não obteve permissão para gravá-la, enfrentando, curiosamente, total resistência por parte de Edu.

Elis sugeriu alterações no arranjo original, praticamente reinventando a canção,  incluindo breques com percussão, palmas e o arremate final, que não existiam na versão levada a efeito na peça, por conta de Guarnieri.

Gianfrancesco Guarnieri


”Upa Neguinho” foi cantada pela primeira vez em público por Elis na noite de gravação,ao vivo, de “O Fino da Bossa”, tendo como técnico de som Zuza Homem de Mello, sendo recebida entusiasticamente pela platéia, tornando-se número obrigatório em todos os espetáculos da “Pimentinha”. Foi apresentada, inclusive, no Midem e no Olympia, de Paris, por ocasião de sua primeira turnê internacional, sendo regravada várias vezes, sendo a última, quando se apresentou no Festival de Montreux, em 1979.

“Upa Neguinho” recebeu o “carimbo” de Elis de forma tão acentuada que raramente outros cantores se atrevem a gravá-la.

Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

3 CURTAS SOBRE MÚSICA

1. DOIS NA BOSSA : Foi um programa produzido por Nelson Motta e Mariozinho Rocha, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues, na TV Excelsior, do Rio, em 1964, depois na TV Record, em São Paulo, em 1965, com o nome de “O Fino da Bossa”.

2. SOUZABONE : É um trombone de 4 válvulas cromáticas, ao invés de 3, como o tradicional, com som bastante peculiar, inventado pelo músico brasileiro Raul de Souza, também conhecido com Raulzinho e Raul do Trombone.

3. RONNIE CORD : Era o nome artístico de Ronald Cordovil, filho do maestro e compositor Hervé Cordovil. Ficou conhecido pelo sucesso de “Biquini de Bolinha Amarelinha” em 1961 e “Rua Augusta” em 1963. Faleceu em 1986, com apenas 42 anos de idade.


Fonte :  Revista “Música”      

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...E O BARQUINHO VAI

Quem não conhece, levanta a mão!

Não, não é o mesmo texto da semana passada, não ! Só a convocação pra levantar a mão..!

Essa frase aí em cima, mesmo quem nem sabe o que foi ou ainda é “bossa-nova” conhece e já cantarolou alguma vez. É desfecho da letra de uma das músicas mais emblemáticas do movimento musical surgido no final dos anos 50, início dos 60 e que, volta e meia, ressurge, principalmente no exterior. E discussão vai, discussão vem, a “bossa” tá sempre aí, viva ! Com ou sem influência, influenciando ou não o jazz ! Mas preste atenção : mais do que nunca, nos dias de hoje, tem despertado a curiosidade de muito papa da música americana lá nos States e grandes intérpretes no mundo todo. Levante as antenas aí e verá quanta regravação de nossos maiores hits (digo da “bossa”).

“O Barquinho”, que virou “Little Boat”, é uma das que ganham repetidas releituras. Leva a assinatura de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, E inúmeras são as histórias que se lê e se ouve a respeito dessa jóia da música brasileira. Simples, mas valiosa.

Segundo consta, Menescal gostava de pescar com os amigos, entre Cabo Frio e Arraial do Cabo, utilizando-se de uma traineira alugada, de dez lugares e motor a gasolina acompanhado, invariavelmente, de Nara Leão (sua namorada à época) e do parceiro Bôscoli. Num dos passeios, o barco teve problemas e ficou à deriva por várias horas, período em que, pra afastar o tédio e o medo, o compositor dedilhava uma melodia ao violão e, finalmente à tardinha, quando surgiu socorro e puderam retornar a terra firme, cantarolava “O barquinho vai...A tardinha cai”... No dia seguinte, passado o susto, encontraram-se e completaram o que seria a canção de grande sucesso, transformando o quase trágico episódio em um “Dia de luz, festa do sol” ...

E, rapidamente, “O Barquinho” deslizou pros primeiros lugares das paradas musicais, ganhando logo de cara várias gravações como as de João Gilberto e Maysa, esta, mais apreciada até que a de seu lançador, João.

Conversa puxa conversa, diz-se que o tecladista Walter Vanderley (cobrão que ficou mais conhecido nos USA do que aqui) quase foi à loucura  durante a gravação de João Gilberto, por não conseguir reproduzir no órgão, um ronco de navio no exato timbre que o cantor insistia em lhe transmitir com a voz !

No arremate do disco, surge o “Maestro Soberano” Tom Jobim que consegue arrancar, nos trombones, o tal ronco imaginado e desejado pelo João.

...E o barquinho...vai.

Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

3 CURTAS SOBRE A MÚSICA

1. GAROTA DE IPENEMA: Segundo consta, é a segunda música mais executada da história, ficando atrás, apenas, de Yesterday. São seus autores Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

2. GUITARRA ELÉTRICA:  Credita-se a criação desse instrumento ao músico George Beauchamp e ao engenheiro eletricista Adolph Rickenbacker, em 1931, nos Estados Unidos.

3. PRIMEIRO ROCK : Foi uma consagrada cantora de samba-canção quem deu o “pontapé inicial” do rock no Brasil. Seu nome era Nora Ney e a música “Rock Around The Clock”, original de Bill Halley & His Comets. Era outubro de 1955.

Fonte :  Revista “Música”      

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CONVERSA DE BOTEQUIM

Quem não conhece, levanta a mão!

Tenho certeza absoluta de que, mesmo não tendo ainda entrado na casa dos “enta”, você aí já ouviu alguma coisa assim : “Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa...”

Não existe em nossa música popular crônica mais espirituosa sobre uma cena do cotidiano que esta. Obra de Noel Rosa. Localizada em um café, ambiente que o poeta conhecia como ninguém, a crônica tem como personagem principal um freguês desabusado que, ao preço de uma simples média (xícara grande de café com leite) com pão e manteiga, acha-se no direito de agir como se estivesse em sua casa. Assim, em ordens sucessivas, ele exige do garçom atendimento rápido e eficiente. Olhaí, de novo, os versos que ensaiei acima : - “Seu garçom faça o favor/ de me trazer depressa/ uma boa média que não seja requentada/ um pão bem quente com manteiga à beça/ um guardanapo/ um copo d’água bem gelada...”. E o cara não para por aí! Exige ainda o fornecimento de “caneta, tinteiro, envelope, cartão, cigarro, isqueiro, cinzeiro, revistas, o resultado do futebol” e até “o empréstimo de algum dinheiro”, uma vez que deixara todos os seus trocados com o bicheiro (cara que faz o jogo do bicho). E, segura aí : tudo isso, fiado :-“Vá dizer ao seu gerente/ que pendure essa despesa/ no cabide ali em frente”.

Uma obra-prima, essa “Conversa de Botequim” !

Casando com a letra de forma primorosa, a melodia, sincopada, foi escrita por seu parceiro mais constante, o  pianista paulistano Oswaldo Gogliano, ou melhor, VADICO. Letra e música foram feitas em ocasiões distintas, mas soam como se tivessem sido criadas ao mesmo tempo, por uma mesma pessoa.

O próprio Noel é considerado o melhor intérprete desta obra, uma de suas mais gravadas composições. No seu jeito simples de cantar, ele “diz” a letra com a naturalidade com que um malandro daria todas aquelas ordens a um garçom de botequim.

São inúmeras,as gravações disponíveis de “Conversa de Botequim”, de 1935, mas, pra você conferir, tai um registro de Maria Rita, com graça, bossa e talento.

www.youtube.com/watch?v=DaB7im2Bgco

Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

3 CURTAS SOBRE A MÚSICA

1. CENSURA : No ano de 1940 foram vetadas no Brasil, 370 letras de músicas populares por serem portadoras de referências consideradas “negativas”. Criado em 1937, o responsável pelas proibições era o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda).

2. DISCOTHÈQUE : O termo foi inventado pelo cineasta francês Roger Vadim no final dos anos 40, referindo-se às pequenas boates parisienses que não tinham dinheiro para tocar música ao vivo.O apelido pegou e, nos anos 70, “discoteca” virou moda e também um tipo de dança, popularizada por John Travolta e companhia no filme “Os Embalos de Sábado à Noite”, de 1977 .

3. CHÁ-CHÁ-CHÁ : Isso é nome de dança e ritmo, pra quem não sabe. Enorme sucesso entre os anos 50 e 60, foi inventada na cidade americana de Pittsburgh pelo coreógrafo Fred Kelly, juntamente com o percussionista cubano Tito Puente, que criou o ritmo.

Fonte :  Revista “Música”      

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TOCA RAUL !


Ó, eu conheci o Raul. Foi na discoteca da Rádio Globo AM.

Na década de 70 cantei lá pelas bandas de São Paulo, em diversas bandas, que eram então denominadas conjuntos. Nos intervalos das minhas incontáveis atividades, eu percorria corredores de gravadoras e emissoras de rádio e TV, o que me possibilitou contatos inesquecíveis. Um desses encontros, conforme dito acima, aconteceu na discoteca da Rádio Globo com um camarada magrelo e “esquisito” pro meu gosto, que já havia “estourado” com “Ouro de Tolo” e que eu tocara muito na saudosa B-5 AM, na também saudosa Piratininga (depois Difusora) e na Imperador, aqui em Franca. Era o Raul. Depois do “muito prazer...já toquei seu disco.. etc..etc...”, um abraço e cada um pro seu canto...

Mas o que eu quero comentar é que “Maluco Beleza” não é do Raul com o Paulo Coelho, como muitos pensam (e defendem).

Durante certo tempo, depois da fase Raulzito, o parceiro Paulo Coelho era figura obrigatória nos hits de Raul Seixas. De 1973 a 1976, pra sermos mais exatos, período em que foram escritas obras imortais, como “As Minas do Rei Salomão”, “A Hora Do Trem Passar”, “Rockixe”, “Cachorro Urubu”, “Gîta”, “Medo Da Chuva”, “Sociedade Alternativa”, “Tente Outra Vez”, “A Maçã”, “Há Dez Mil Anos Atrás” e outras.

Terminada a parceria, no ano de 1977 surge em cena um novo companheiro de criações, Cláudio Roberto. Letrista, cantor e professor de ginástica, antigo vizinho que tinha 15 anos de idade quando conheceu Raul , acabaria por tornar-se seu parceiro mais longevo. Contribuiu nos discos “O Dia Em Que a Terra Parou”(1977), “Mata Virgem” (1978), “Abre-te Sésamo” (1980), “Raul Seixas” (1983), “Metrô Linha 7-4-3” (1984), “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum !”(1987) e “A Pedra Do Gênese” (1988). “Rock Das Aranhas”,

Mas Cláudio Roberto escreveu seu nome na história da música brasileira ao co-assinar “Maluco Beleza”, de 77, sucesso responsável pelo apelido que acompanharia Raul para sempre.

Esclarecido ?

Então, toca Raul !!!

Fontes : Internet e “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

3 CURTAS SOBRE A MÚSICA

1. Fábio Jr. apareceu cantando nos anos 60, no programa Mini Guarda, na TV Bandeirantes, apresentado pelo então ídolo mirim Ed Carlos, afilhado de Roberto Carlos. Fábio liderava o grupo “Os Namorados”. Mais tarde, mesmo fazendo sucesso nacional com seu nome artístico consagrado, chegou a gravar em inglês sob o pseudônimo de Mark Davis.

2. “Frevo Mulher”, um dos grandes sucessos de Zé Ramalho, foi composto num quarto do Hotel Plaza, no Rio de Janeiro, na noite em que o autor iniciava seu romance com a cantora Amelinha.

3. “You’ve Lost That Lovin’ Feeling”, escrita em 1964 por Barry Mann e Cynthia Well e gravada pelo grupo “The Righteous Brothers” em 1965,foi também tema do filme “Top Gun”alguns anos depois. Essa canção foi gravada por mais de 2.200 artistas ao redor do mundo e é considerada a música mais tocada na história do rádio.


Fontes : “A Canção no Tempo”, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello e

                 Revista “Música”      

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IGUAL AO JOÃO, DE “DESAFINADO”

Acho que nunca falei nada de mim mesmo aqui no nosso cantinho...

Pois bem, vamos sair da lata !

Sou do tipo que já frequentou diversas escolas, desde que encarei o cantar como um dos meus ofícios. Muitas, mesmo !  Tô falando de escolas musicais, maneiras de entoar, dividir, enfim, jeito de cantar.

Quando era bem molequinho, gostava de ouvir e tentar imitar Altemar Dutra, Moacyr Franco, Agnaldos Rayol e Timóteo...Até o italiano Baniamino Gigli e outros da Península, entravam na minha pauta. Era uma época em que o rádio tocava muito, também, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Roberto Carlos e outros que não me chamavam muito a atenção em se tratando de “cantar igual”. Pra mim e pra muita gente que me rodeava, cantar teria que ser aquilo : vozes encorpadas, fortes, às vezes até agressivas. Tom Jones foi outro que me inspirou, tanto que um dos maiores sucessos nos bailes que animei com a primeira banda em que cantei, a Banda Batman, foi “She’s a Lady”, um rock-lamê, como diria o saudoso Wille Mayer, gravação do superstar inglês, que exigia um bocado de garganta.

Ah, depois teve também “Love is All”, do também britânico romântico Malcolm Roberts. Esse tipo de interpretação exigente, vibrante, me encantava. Até que meus ouvidos começaram a se abrir e senti a necessidade de conhecer novas salas de aula. E aí vieram, além dos Beatles, Creedence Clearwater Revival e tantos outros, que me exigiam ajeitar o timbre pro rock’n’roll que ia além de Elvis Presley. Até que percebi que não sabia cantar em falsete. Era só na garganta, mesmo ! Eis que surge o sucesso “If”, do grupo Bread, cujo vocalista era David Gates, de voz aguda e suave. Aí o bicho pegou, até que consegui arrancar as notas em falsete . Ufa ! E por aí foi. Alias, fui. Veja você que consegui, até, tirar uma onda de Louis Armstrong...Eh, eh, eh ! Fica até mais ou menos, minha imitação.

O primeiro tranco que tomei foi do Mestre Laércio Piovesan, quando passei por sua orquestra, que me convenceu a aprender a cantar sem vibrato. É, sem dar aquelas tremidas no final da frase. Tipo Milton Nascimento...Pode até ser, mas não em todas as músicas... Acho que assimilei bem a informação, como bom aluno que sempre tentei ser.

Bebi em diversas fontes, do brega ao chique, do samba ao forró, do bolero ao swing e até sertanejo.

Quando convivi com o saudoso Jessé, em São Paulo, nos anos 70, a onda era cantar super agudo, coisa que ele fazia com maestria e a gente até se arriscava. Só que, igual a ele, só outro dele !

Mas confesso que queria mesmo é aprender a cantar igual ao João Gilberto...É, o da música  “Desafinado” (de Tom Jobim e Newton Mendonça), que, de desafinado, não nada de nada !

Basta prestar atenção em “Samba de Uma Nota Só”, “Águas de Março”, “Meditação”, “Farolito”, “O Pato”, etc., etc., etc..

João quase sussurra, emitindo com clareza todas as notas que tem a música, sem esticar, fazer curva, malabarismo ou agredir os ouvidos de quem tá na platéia. Tá certo que ele é exigente, chato, obsessivamente perfeccionista. Dizem que, pessoalmente, chega às raias do excentrismo e da falta de educação. Nessa questão eu não entro, não. Gostaria de aprender sua técnica de interpretar, inclusive, com aquela divisão tão analisada e discutida.

Não tem ninguém que se compare ao João : tocar violão e cantar dividindo como ele faz. Pra saber do que estou falando, só ouvindo ! Ouça o João Gilberto Prado Pereira de Oliveira, o de “Desafinado”, e depois me diga!


Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

3 CURTAS SOBRE A MÚSICA

1. Antes de se tornar famoso, João Gilberto, no início dos anos 50,foi crooner de um grupo chamado Garotos da Lua. Foi demitido por não ser pontual nos compromissos do grupo.

2. A música “Viagem”, um dos clássicos da MPB, tem como autores João de Aquino (música) e Paulo César Pinheiro (letra). Impregnado de extremo lirismo, o poema original tem quase cinqüenta versos e foi escrito quando Pinheiro tinha apenas 14 anos.

3. Sting, que atuou com a banda The Police até o ano de 1983, após lançar-se em carreira solo já vendeu mais de 100 milhões de discos e recebeu 16 prêmios Grammy, por seun trabalho.

Fontes : “A Canção no Tempo”, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello e

               “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”.    

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UM RAPAZ LATINO-AMERICANO


No último fim de semana, mais exatamente sábado à noite, em minha apresentação numa casa da cidade, ao terminar de cantar “Como Nossos Pais”, meu parceiro de música, o baterista e percussionista Serginho de Souza comentou ali mesmo, em cima do palco “-Puxa, o Belchior anda sumido, né Beny ? A gente ficou sabendo dele naquela reportagem da Globo, falando que andava lá pelas bandas do Uruguai...”

Pois é, não comentei nada no momento, só lamentei, como ele...Mal sabíamos que estávamos a algumas horas da notícia de seu desaparecimento do planeta...

Fiz até questão de suspender a matéria desta semana, que já estava na “ponta da agulha” para, atrasado, digitar estas poucas linhas sobre esse rapaz latino-americano, responsável pela criação de inúmeros sucessos de peso da nossa música.

No final dos anos 80, atuei como jurado no programa “Festival Espaço Amador”, do meu amigo Savério Zaccanini, na TV Record de São Paulo e, entre os diversos convidados da temporada, um foi Belchior, com quem tive o prazer de levar longos papos. A impressão que me deixou foi a de um cara fino trato, mais atencioso que a maioria dos grandes nomes, que sempre nos tratam a nós da imprensa com uma certa distância, quando não com alguma arrogância. Ele foi totalmente diferente.

Mas isso não faz diferença agora. Queria só comentar sobre sua capacidade criativa, seu jeito de escrever e interpretar que lhe proporcionaram púbico cativo em diversas faixas etárias e citar algumas de suas criações.

Nascido em Sobral, CE, em 26 de outubro de 1946, filho de pai saxofonista e flautista e mãe cantora de igreja, estudou Filosofia em Fortaleza. Foi cantador de feira e poeta repentista, programador de rádio, estudou música coral e piano. Começou a estudar Medicina mas, em 1971, abandonou tudo e juntou-se ao grupo denominado “Pessoal do Ceará”, que tinha também Fagner e Ednardo, prá tentar a sorte nas artes e acabaram por se fixar no eixo Rio-SãoPaulo, onde passaram a plantar verdadeiras obras de arte que frutificaram e criaram raízes Brasil afora.

Começou a ser notado em 1971, ao vencer o IV Festival Universitário da MPB, no Rio, com a música “Na Hora do Almoço”, cantada por Jorge Melo e Jorge Teles, depois do que ele mesmo gravou a canção alcançando relativo sucesso e chamando a atenção da crítica e produtores.

Depois de algum tempo compondo trilhas para alguns filmes de curta metragem e atuando sozinho e às vezes com o Pessoal do Ceará, apresentando-se em escolas, teatros, hospitais, penitenciárias, fábricas e TV, em 1972 conhece Elis Regina, que grava sua primeira de uma série de grandes composições, esta, em parceira com Fagner, “Mucuripe”. Esta poesia musicada seria gravada também por Roberto Carlos.

“A Palo Seco” foi seu primeiro disco, em 1974  mas o sucesso veio pra valer em 1976, com o LP “Alucinação”, que continha “Apenas Um Rapaz Latino-Americano”. (Como foi tocada no rádio e cantada na noite e nos bailes, essa música !)

Vem, então, a fase áurea como compositor. Elis grava “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”. Erasmo Carlos e  Vanusa  registram “Paralelas”. Jair Rodrigues, “Galos, Noites e Quintais”. Antônio Marcos gravou “Todo Sujo de Batom”. O grupo Engenheiros do Hawai  gravou “Alucinação”. Estas são algumas das notáveis gravações de suas criações por outros artistas.

As canções de Belchior que ficaram em nossas mentes, quero crer que de forma indelével, sem dúvida são “Divina Comédia Humana”, “Medo de Avião”, “Fotografia 3X4”, “Tudo Outra Vez”, “Comentário a Respeito de John” e “Pequeno Perfil de Um Cidadão Comum” (dele e Toquinho).

Em 1983 fundou sua própria produtora e gravadora, a Paraíso Discos, tornando-se sócio de um outro selo em 1997.

Sua discografia consiste de 24 álbuns, entre os quais, um gravado em 1996, “Vício Elegante’, só com músicas de outros compositores e outro, de 2002, “Pessoal do Ceará”, feito juntamente com Amelinha e Ednardo.

O que aconteceu de fato ao cantor e compositor nos últimos anos não vem ao caso agora. Queremos apenas e tão somente deixar registrado um pouco do lado positivo da vida poética e musical do cearense Antonio Carlos Gomes BELCHIOR Fontenelle Fernandes, que, em tom de galhofa, costumava afirmar ser o artista de maior nome na música brasileira.

Nossos ídolos ainda são os mesmos... E, infelizmente, estão nos deixando, um a um. Semana anterior foi Jerry Adriani. Nesta semana, Belchior...Aos 70 anos, em 30 de abril.

Você pode até dizer que eu “tô por fora”, mas eu não tô inventando. Esses e outros caras, de uma forma ou de outra, em uma época ou em outra, marcaram profundamente nossas vidas !

www.youtube.com/watch?v=X8Wr1pbSSm4

Fontes :   Diversas, incluindo rádio, TV e internet.

Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

3 CURTAS SOBRE A MÚSICA

1. O LP “Harvest”, de Neil Young, lançado em 1972, ajudou a montar o cenário para a explosão do chamado “soft rock”, nos anos 70.

2. O disco “Gil & Jorge- Ogum Xangô” de Gilberto Gil e Jorge Benjor, foi gravado em 1975 depois de um breve ensaio e os dois fazendo-se acompanhar apenas de seus violões e de um percussionista, mostrando sua habilidade e provando que “quem sabe faz ao vivo”.

3.O álbum “With The Beatles”, gravado em apenas seis dias, em 1963, foi o primeiro disco a vender um milhão de cópias na Grã-Bretanha.

Fonte : 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer.    

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MAIS SOBRE A MÚSICA

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​​66 ANOS DO PÉROLA NEGRA


Ele é considerado um dos artistas mais originais e elegantes da música brasileira. Passeia com desenvoltura pela MPB clássica, rock, blues, soul e samba e samba-canção..

Tem nome de sambista, pinta de sambista, nascido e criado no Estácio, bairro carioca reduto de sambistas, mas jamais foi sambista, embora nada tenha contra o samba. Esse cara faz um gênero de música diferente, resultado da influência de um universo habitado por Billie Holiday, B.B.King, Taj Mahal (o tecladista-arranjador), Beatles, Jorge Benjor e Maria Bethânia, artistas que ele curte e admira. 

Começou sem pretensão de ser um astro. Segundo ele, não tinha a fissura de ganhar a vida como tal, apenas gostava de tocar e cantar. Seu nome : Luiz Carlos dos Santos, consagrado como Luiz Melodia, sobrenome artístico herdado do pai, também compositor e sambista, Oswaldo Melodia.

Descoberto pela turma da “Tropicália” aos 22 anos, em 1973, Melodia foi apresentado a Gal Costa que gravou sua mais célebre criação, originalmente intitulada “My Black, Meu Nego”, que seria rebatizada de “Pérola Negra”.

Seu disco de estréia até hoje impressiona pela força das composições e dos arranjos.

Foi pelas mãos de Roberto Menescal, que à época estava também produzindo e lançando Sérgio Sampaio, Fagner e Raul Seixas, que foi aberto o caminho do sucesso pro menino crescido no morro de São Carlos e com passagem por várias bandas amadoras e concursos de rádio.

Além de suas próprias composições, como Ébano,Magrelinha, Dores de Amores, Juventude Transviada, Estácio Holly Estácio, Congênito, Cara a Cara e outras, Melodia sabe como ninguém dar um trato muito pessoal e especial a consagrações como Negro Gato, Codinome Beija-Flor, Rosa, Diz que Fui Por Aí e Quase Fui Lhe Procurar, gravadas ao longo de sua carreira.

Muito requisitado para shows fora do Brasil, notadamente na Europa, inclui em seu currículo participações em festivais na França e na Suíça, inclusive no Festival de Jazz de Montreux. Em 2015 ganhou o 26º Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor cantor de MPB.

Pérola Negra é, sem dúvida, a mais consagrada entres suas criações, que acaba de receber nova releitura, incluida no novo CD de Alexandre Pires e que você poderá ouvir no “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” do próximo domingo, dia 23.


Nascido em 7 de janeiro de 1951, Luiz Melodia completou 66 anos de vida e 44 de carreira oficial.

Infelizmente, atualmente luta contra um tipo de câncer na medula óssea denominado mieloma múltiplo, o que o tem mantido longe dos palcos. C, encontra-se sob tratamento intensivo e com grande possibilidade de cura.

Fontes :   Informações da Internet

                “A Canção No Tempo – 85 Anos de Músicas Brasileiras” -Jairo Severiano e Zuza

                  Homem de Mello    

                  Arquivo pessoal

                            Fotos: Liga Entretenimento/Divulgação

CONTROL C- CONTROL V : 3 CURIOSIDADES SOBRE A MÚSICA

1. Referindo-se a qualidade, na edição de outubro de 2009 a revista “Rolling Stones” elaborou uma lista com as 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos. Em primeiríssimo lugar, ficou a música “Construção”, que ainda é referência para entender um período espinhoso da sociedade brasileira. É seguida por “Águas de Março”, de Tom Jobim (gravada por Elis Regina e Tom Jobim) e “Carinhoso”, de autoria de Pixinguinha e João de Barro.

2. Você sabia que Tim Maia e Roberto Carlos se apresentaram juntos num grupo de rock, o The Sputniks? Por sinal, Sputinik era o nome do primeiro satélite artificial enviado ao espaço.

3. A primeira cantora brasileira a vender 1 milhão de cópias de um álbum foi Maria Bethânia, com Álibi, de 1 978.

Fontes : Internet e caderno de notas

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MAIS SOBRE A MÚSICA

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UM DOS MAIS GRAVADOS

Marino Pinto

“Aos pés da Santa Cruz/ você se ajoelhou/ e em nome de Jesus/ um grande amor você jurou...”

Conta nos dedos aí quem tem mais de 16 anos e meio e gosta de samba, que não conhece estes versos e não cantarolou esta melodia.

“Aos Pés da Cruz”, também conhecido como “Aos Pés da Santa Cruz”, foi inicialmente um grande sucesso de Orlando Silva, que o lançou primeiro em programas radiofônicos em suas excursões pelo Norte e Nordeste e posteriormente em gravação pelo selo Victor. A música leva a assinatura de Zé da Zilda (José Gonçalves) e Marino Pinto.

Abordando o tema de jura descomplicada, muito explorada na época (falamos dos anos 40),o samba agradou tanto que recebeu imediata continuação : “Quem Mente Perde a Razão”, de autoria também de Zé da Zilda e lançado por Nelson Gonçalves, contratado para o lugar de Orlando Silva , que então estava deixando a mencionada gravadora.

Zé Zilda


Marino Pinto, co-autor de “Aos Pés da Cruz”, cita, na segunda parte da obra, o célebre aforismo “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, do filósofo francês Blaise Pascal.

Numa demonstração de sua admiração por Orlando, João Gilberto regravaria este samba em seu primeiro elepê, em 1959, em sua clássica versão com harmonias sofisticadas e interpretação “lisa”, suas marcas registradas, mostrando como composições antigas poderiam ser perfeitamente amoldadas à bossa nova.

E, depois de João, um sem número de astros nacionais e internacionais, tornaram esta obra, um dos sambas mais gravados de todos os tempos.

Elencamos alguns dos grandes nomes que regravaram esta música. Disposto a ler ?

Então, vamos lá : Ângela Maria e Pery Ribeiro, Tom Jobim, Baden Powell, Nelson Gonçalves, Léo Gandelman, Moraes Moreira, Joyce, Astrud Gilberto, Wilson Simonal, Francisco Petrônio, Miles Davis, Paulo Moura, Gilberto Gil, Rosa Passos...e muitos outros.

Por isso, a afirmação : é um dos sambas mais gravados !

E para os amantes de grandes performances instrumentais, no youtube, “Aos Pés da Cruz” numa versão “gafieira” de fazer inveja ! É só acessar o link:


No nosso “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” deste domingo, 23, destacamos a uma ótima gravação da música feita por Moraes Moreira. Confira.

Fontes :   Informações da Internet

                “A Canção No Tempo – 85 Anos de Músicas Brasileiras” -Jairo Severiano e Zuza

                  Homem de Mello    

                  Arquivo pessoal

                            Fotos (Zé da Zilda e Marino Pinto) : Liga Entretenimento/Divulgação

CONTROL C- CONTROL V : MAIS 3 SOBRE O SAMBA

1. Foi somente na década de 30 que a percussão viria a ser aceita nos estúdios de gravação. Graças aos maestros Radamés Gnatalli e Pixinguinha, o samba ganhou jeito de samba, com a acentuação da marcação do surdo e companhia.

2. Graças a uma rapaziada que se reunia numa quadra do bloco Cacique de Ramos, Zona Norte do Rio, pra jogar pelada, beber cerveja e tocar, nasceu a sonoridade do pagode, incentivada por Beth Carvalho. Isso aconteceu em 1977 e 1978.

3. Com acordes dissonantes e originais, o baiano João Gilberto causou enorme impacto no mundo da música no final da década de 50 e começo da de 60. Os caminhos harmônicos por ele apresentados mudaram a maneira de se tocar e ouvir música. A coesa célula voz e violão que criou , fez nascer a bossa nova..

Fontes : Internet e caderno de notas

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MR. JAZZ : 100 ANOS

O que é o JAZZ ? Um ritmo, um movimento, um comportamento, um estilo ?

Fiquemos com a terceira alternativa : um estilo, um jeito se fazer música. Uma maneira irrequieta de se compor e interpretar. Claro que há alguns ritmos que se destacam no contexto “jazzístico”, como, por exemplo, o fox, o dixieland, o ragtime, e por aí vai. Mas nesse caldeirão aí cabe de tudo e um pouquinho mais. É o toque, a “pegada” especial do músico, que vai determinar o enquadramento da peça musical dentro do contexto do jazz. A bossa nova, por exemplo, hoje é classificada lá fora como jazz. Fato é que, se formos a fundo falando de jazz, aqui não haveria espaço pra gente descrever tanta discussão e definição em torno do tema. Nosso objetivo hoje é apenas e tão somente lembrar que estamos comemorando exatos 100 anos da primeira gravação do que viria ser chamado de jazz e se tornar um dos estilos mais comentados e “exercitados” de todos os temos.

Essa história começou ali por volta de 1910 em New Orleans, Estados Unidos, logo se propagando por Chicago e Nova York, como manifestação artístico-musical, graças à criatividade das comunidades negras que habitavam essas regiões.

Apesar da origem entre a população negra, a primeira gravação de uma música do gênero, denominada “Livery Stable Blues”, aconteceu em 26 de fevereiro de 1927 e foi lançada em 7 de março do mesmo ano, por um grupo formado só por músicos brancos, cujo nome era “Original Dixieland Jass Band” e os instrumentos utilizados para a gravação foram trompete, trombone, clarinete e bateria. Ainda não se utilizava o contrabaixo, que só veio a ser inserido no contexto por volta de 1930. Antes (não no caso da gravação em pauta) o papel do contrabaixo era feito pela tuba, instrumento de sopro, que tocava as principais notas da harmonia.


Como você pode notar, a palavra era “jass”, com dois “s”. Mas, como era tida como palavra “de baixo calão”, que significava relação sexual numa das gírias oriundas da África, obviamente não era muito bem aceita entre pessoas mais cultas da época. Logo, optou-se pela grafia com dois “z”, virando “jazz” e disfarçando um pouco, acabando por ser aceita durante os anos seguintes.

Acessando o vídeo abaixo, você ouve a gravação “Livery Stable Blues”, tida como original, conforme descrito no texto acima.

No nosso “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” desta semana destacamos uma gravação mais recente, com sonoridade mais clara, através do clarinetista Acker Bilk e sua orquestra.

Fontes :   Informações da Internet

                           Arquivo pessoal

                           Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

CONTROL C- CONTROL V : MAIS 5 SOBRE O JAZZ

1. Swing
O swing foi um ritmo muito apreciado nos Estados Unidos dos anos 20 até o final da Segunda Guerra Mundial. A época que vai de 1938 a 1943 ficou conhecida como a "era do Swing". As principais características desse estilo são o caráter dançante das composições e o tamanho das bandas, que geralmente contavam com vários músicos. O swing ficou conhecido como uma derivação popular do jazz.

2. Bebop
O bebop surgiu logo depois do swing e seguia uma linha completamente contrária. Tinha como grandes características as bandas com poucos músicos, normalmente dois ou três, e as sequências rítmicas complexas, com amplo uso de notas dissonantes. Esse estilo não tem muita aceitação até hoje entre o grande público por possuir uma estrutura muito complexa. O nome bebop veio da onomatopeia criada pelos jazzistas ao imitarem as sequências frenéticas tiradas de seus instrumentos.

Um dos ícones do bebop (e também dos estilos seguintes) foi Miles Davis, que você ouve no “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” desta semana.


3. Cool  jazz
Este estilo começou a ser praticado em 1949 em resposta aos ágeis acordes do bebop. O cool era mais calmo, quase comparável ao blues. Recebeu esse nome por ser considerado uma derivação menos emotiva do jazz - "cool" seria uma alusão a "frio".

4. Free jazz
O free jazz surgiu na década de 60 de carona no movimento vanguardista da época. O estilo é caracterizado pela improvisação, que neste caso é levada ao extremo. No free jazz, os músicos não seguem nenhuma linha nem temas - eles partem de alguns acordes combinados previamente e a partir daí cada músico cria o que bem entender.

5. Fusion
O estilo de jazz fusion nasceu da mistura do jazz com o rock, iniciada nos anos 70. Mais tarde, o gênero passou a ser chamado apenas de fusion. O estilo aproximou o jazz à linguagem da época, tornando-o mais popular. Para chegar ao fusion, o jazz teve de deixar de lado instrumentos acústicos para valer-se da força dos instrumentos elétricos. A complexidade rítmica também perdeu valor.

Fontes : Internet e caderno de notas

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