Páscoa e vinho

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Com a chegada da Páscoa, aumentam muito o consumo de produtos relacionados a tradição. Entre eles o chocolate, os peixes e frutos do mar, especialmente o bacalhau. E para acompanhar , nada melhor que o também tradicional vinho.

Vinho sempre faz parte de festividades e comemorações, mas como e qual harmonizar?

Como falo sempre nos posts, com tantas opções, impossível não encontrar um bom vinho que harmonize com a sua Páscoa. Só resalto que deve ser um bom produto, de bons produtores, para trazer mais sabor ao seu almoço, melhorando ainda mais os diversos sabores dos pratos.

E como harmonizar estes pratos? O tradicional peixe com vinho branco funciona?

Sim e não. Lembre que para uma boa harmonização, o vinho ou o prato não deve superar o outro. Para isto, devemos não somente ter atenção na carne usada , mas também nos temperos e molhos e como foi feita.

A recomendação geral é para peixes e frutos do mar com temperos leves os vinhos brancos seco, roses ou espumantes. 

Peixes como o bacalhau e ensopados, levando em consideração o tempero mais forte, de grandes brancos secos até tintos secos com pouco ou médio corpo.

E para o esperado chocolate... o vinho do porto para os chocolates pretos e para os brancos um bom Espumante Moscatel.

O que sempre escuto é:  e se eu não gosto de tal vinho, posso tomar com outro?

Pode. A Harmonização é para melhorar e valorizar os sabores do prato e do vinho e proporcionar bons momentos.

Escolha um bom vinho e...Feliz Páscoa ! ! !





VINHOS BRASILEIROS NO MASTERCHEF

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Esta semana o MasterChef , programa da rede Band, exibiu um episódio realizado na serra gaucha.

Desta vez, foram apresentados três vinhos de tradicionais produtores  para os participantes degustarem e harmonizar os pratos.

Os vinhos degustados mostram um pouco da variedade da produção brasileira , que já é reconhecida no mercado de apreciadores pela qualidade dos produtos.

Foram harmonizados os seguintes vinhos: com a entrada, o Espumante 130 da Casa Valduga, com o prato principal o Reserva Merlot da Aurora e para a sobremesa o Espumante Moscatel Aquarela, da Casa Perini.

A apresentadora Ana Paula Padrão  conversou como o Jornalista e Sommelier da Ibravin, Mauricio Roloff, sobre os vinhos brasileiros e logo depois os enólogos de cada vinícola apresentaram e degustaram com os participantes seus produtos.

Eduardo Valduga apresentou o espumante 130, uma das grandes estrelas da vinícola. Elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir através do método Champenoise, onde fica em autólise de leveduras por 36 meses.

André Peres Jr apresentou o Reserva Merlot da Cooperativa Aurora. Um vinho tinto de bom corpo, com a uva tinta que mais se adaptou ao terroir do Vale dos Vinhedos, se tornando emblemática.

E para finalizar foi apresentado por Franco Perini um Moscatel Aquarela com tons rosados com aroma de casca de laranja e flores. Elaborado com as variedades Moscato Branco, Moscato Giallo e Moscato de Hamburgo. Uma ótima opção para harmonizar com sobremesas.

Com programas como este, espero que mais pessoas se interessem pelo o mundo do vinho e entendam que não é complicado como muitas pessoas fazem força para parecer.

São pessoas comuns, que trabalham muito e fazem um produto que além de todo o sabor, carrega a tradição e a história de cada família .

Já que estamos falando de vinhos nacionais, o que acha de degustar alguns ??? São muitos produtores sério e produtos de ótima qualidade.


CÔT e Spätburgunder... Você conhece estas uvas?

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Falando de mais uvas que tem os nomes diferentes quando mudam de terroir, região ou país, já degustou um vinho da variedade francesa Côt ? Tem ideia por qual outro nome esta uva é conhecida? E onde produz grandes vinhos???

Original da cidade de Cahors no sudoeste da França, este tipo de uva não produziu grandes e inesquecíveis vinhos. Até ser transportada para Argentina, e lá começar uma produção que mudaria a ideia desta cepa que ficou conhecida como Malbec.

Isto mesmo, a uva Malbec que tanto faz sucesso merecido em Mendoza na Argentina, com grandes vinhos, é a mesma Côt da França. Mas com uma diferença crucial, o terroir, e isto, muda tudo.

Não tente comparar um vinho francês com um argentino só por serem elaborados com a mesma uva, são totalmente diferentes.

O mesmo acontece com a conhecida Spätburgunder... ops, não conhece vinho desta uva??? Nome estranho né? Como eu posso dizer que é conhecida ? ? ?É que este é o nome menos ou quase nada conhecido por aqui. Se eu falar , então , da uva Pinot Noir... melhorou?

Pois estes são os nomes da mesma uva. Como também o nome de Pinot Nero usado na Itália, o que para nós brasileiro já entendemos com mais facilidade como uma tradução do francês para o italiano. Mas na Alemanha, Austria e Suiça, os nomes mais usados são Spätburgunter ou Blauburgunder. 

Bem, independente dos nomes que usamos, as vezes parecendo impronunciáveis, o importante, é conhecer e degustar estes vinhos. Que além de mudar de nomes, mudam os aromas e sabores, mostrando a complexidade e importância de cada terroir.


Degustações em Franca

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Esta semana participei de duas degustações de vinho em Franca. Na verdade foram dois jantares harmonizados onde o sommelier Daniel Místico, da Casa Valduga e Importadora Domno, apresentou e degustou com os clientes vários rótulos.

Gostei muito do resultado, pois uma das degustações foi só com vinhos brancos. Isto mesmo, pelo nosso clima, o consumo de brancos e espumantes deveria ser muito maior, o que não acontece. Mas depois desta degustação, percebi que as “coisas estão mudando” , e fiquei muito feliz por isto.Temos muitos vinhos brancos de ótima qualidade e que podem ser harmonizados com perfeição com vários pratos.

Foram os amigos do restaurante Azul, onde aconteceu o evento, que pediram para que fossem servidos e degustados só brancos.

Achei muito boa ideia devido ao calor que estava fazendo, mas um pouco arriscado, já que existe algum preconceito com este tipo de vinho. Depois desta noite, já sei que “existia”, pois os clientes adoraram, e eu também.

Os pratos estavam perfeitos, o que sempre acontece, pois a chef Lelê, é muito competente e sempre impecável com o que faz. O serviço também foi de primeira, comandado pelo querido Odair. Tudo se encaixou perfeitamente, incluindo o lugar que é muito aconchegante e muito agradável.

O jantar teve como primeiro vinho o Espumante Casa Valduga 130 e depois seguido por um refrescante Vinho Verde português, um Chardonnay Gran Reserva , que amadurece em tonéis de carvalho romeno, e finalizando com o Espumante Moscatel Reserva.

Os pratos? Segue abaixo o convite:

O outro evento foi no restaurante Taiko Asian Food. Onde o comando fica por conta dos amigos Cidália e Mauricio. Não acho palavras para descrever o que é a comida deste lugar... Talvez simplesmente “O Máximo”. E pode perguntar para quem conhece, que vão confirmar.


Este foi um jantar harmonizado com cinco vinhos, onde os presentes puderam degustar o Espumante Arte Demi sec produzido pelo processo Champenoise, um branco suave produzido com uvas viníferas, um branco seco, um tinto leve argentino e fechando com o Espumante Moscatel Reserva.

A comida estava como sempre, uma delícia. Variando entre pratos japoneses, tailandeses, peruano e uma sobremesa brasileira. O que permitia fazer harmonização com os vinhos, entendendo qual o melhor para cada prato. Os clientes tiveram a oportunidade de degustar ceviche , guioza, sashimi com molho de ostras, shimeji, espetinho tailandês de frango e de camarão, um combinado e finalizando com deliciosos brigadeiros gourmet.

Eventos como estes são para serem divertidos, não aulas chatas de vinho. E foram assim mesmo, muita conversa onde novos clientes puderam conhecer um pouco da culinária de cada restaurante , e os que já conheciam aproveitaram novos pratos. E claro, conheceram e degustaram vários vinhos.

E você, já foi em algum evento de vinho? Se não, deixo a dica, quando feito por pessoas sérias, é um bom lugar para se divertir e conhecer novos sabores.

Para os dias quentes que temos, que acha degustar mais vinhos brancos e espumantes?

Primitivo ou Zinfandel?

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Como já postei sobre a mesma uva com nomes diferentes, de acordo com a região, segue aqui mais um exemplo.

Quando o assunto é vinho italiano, uma das uvas lembradas é a Primitivo. Mas já ouviu falar de vinhos elaborados coma Primitivo em outros países?

A Primitivo italiana, é a mesma uva Zinfandel que produz ótimos vinhos na Califórnia.

Como o terroir é diferente, parecem uvas distintas, mas o resultado são  vinhos de ótima qualidade com características próprias.

A Primitivo ou Zinfandel  é muito versátil, apesar de não ter um cultivo fácil. Quando na mão de bons e sérios profissionais, pode produzir desde grandes tintos, roses, brancos e até mesmo fortificados. 

O “ Primitivo de Manduria “ é uma denominação de Origem controlada dos vinhos produzidos com esta uva na região de Manduria na Puglia – Itália, onde se tornou o vinho emblemático da região  e reconhecido em todo o mundo.

Este é mais um exemplo da mesma variedade de uva produzida no Novo e Velho Mundo com resultados  e características bem diferentes.

O que não entendo como um problema, mas sim uma oportunidade de degustar e conhecer mais sobre vinhos e a influência que o terroir e o produtor pode ter sobre o resultado final.

E você, já tem uma ideia formada, ou vamos nos dar a oportunidade de nos surpreender com novos sabores e aromas?


Tempranillo, mas com outros nomes

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Como falei no post sobre uvas, vários tipos de uvas têm nomes diferentes, dependendo da cultura e região.  Como este é um assunto que gera bastante discussão, vou colocar neste e outros posts as uvas mais conhecidas que “usam” mais de um nome.

E isto acontece com a Tempranillo.

A Tempranillo é a uva responsável por grandes vinhos da Espanha, mais especificamente da região de  Rioja e de  Ribeira Del Duero. Mas também é encontrada nas demais regiões deste país.

Lá  esta uva realmente está em casa e  produz o seu melhor, claro, na mão de bons produtores. O conjunto do terroir e desta cepa, traz a nós, meros mortais, experiências inesquecíveis e a certeza que sabendo respeitar a característica de cada lugar e variedade o resultado é a perfeição em aroma e sabor.

O nome Tempranillo, vem de “temprana” que quer dizer que amadurece antes das outras variedades, o que seria “normal”.

A Tempranillo é uma uva tinta, que produz vinhos de médio corpo ou bem encorpados, que respondem muito bem ao envelhecimento e apresenta sabores que lembram framboesa, morango, mirtilo, groselha preta e condimentos.

Os outros nomes pelos quais esta uva é conhecida são: Cencibel, Tinta Toro, Tinta Del País, Ull de Llebre, Tinto Fino, Tinto de Madrid, Tinta Roriz ou Aragonez (em Portugal), Valdepeñas (na Califórnia) além de outros nomes menos usados.

Os muitos nomes parecem complicar a vida dos degustadores e apreciadores de vinhos, mas como cada terroir imprime uma identidade diferente ao resultado de cada  produto, esta característica também aparece no nome usado .

E você já degustou um bom Tempranillo?  O mais famoso é o Vega Sicilia e faz jus a sua fama de um dos melhores vinhos do mundo.

Outro rótulo importante e muito conhecido é o Marques de Riscal.

Mas conseguimos vários Tempranillo com boa qualidade . Apenas preste atenção no que sempre falo, um vinho produzido como deve ser e pagando todos os impostos, não pode chegar no Brasil com um valor muito baixo, ninguém faz milagre.

Não importa qual o nome que usam na uva, desde que seja um bom produtor.

Num próximo post falo sobre outras uvas que tem outros nomes e suas características... até lá, que tal um Tempranillo, um Aragonez ou uma Tinta de Toro?

Vinho combina com Carnaval????

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Claro que sim.... Vinho combina com tudo que é bom e alegre.

Consegue pensar em uma bebida mais alegre que os inúmeros tipos de Espumantes que existem??? Impossível... é a bebida que já vem com fogos de artifício... bolinhas e mais bolinhas incansáveis... subindo o tempo todo... com tons diferentes para combinar com a sua fantasia... e ainda podendo escolher, ou variar, entre o suave, demi sec, brut e extra brut...

E, neste caso, indico as taças de acrílico, são vários tipos até coloridas, se preferir... não vamos acabar com a festa machucando alguém com um cristal quebrado, né?

Então, o que está esperando??? Pegue aquele espumante bemmm gelado e ... BOM CARNAVAL ! ! !

Ah.... não gosta de carnaval... ou não vai pular por algum motivo... 

Bem, se estiver descansando e aproveitando o feriado...abra um vinho, brinde a vida, o feriado, os amigos , a folga, o instante ou qualquer coisa boa... Brinde as diferenças, porque elas ajudam o mundo a ser mais divertido.


Uvas...

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Nas conversas sobre vinho, impossível não falar sobre as uvas que fazem o vinho. Algumas pessoas amam uma e odeiam as outras, outros odeiam uma e adoram outras... Bem, como já falamos em outro post, pode ter sido só uma garrafa ruim, um mau produtor ou um mau armazenamento. Dê uma segunda chance...

Mas e estes nomes estranhos? Quantos nomes!!! Mesmo conhecendo um pouco deste mundo, sempre me deparo com um nome de uvas que não conhecia, ou não me lembrava, porque escutei uma ou duas vezes.

Que uma mesma uva produz vinhos diferentes com terroir diferentes, já sabia, mas e as uvas que são a mesma mas com nomes diferentes e regionais? Você sabia? 

Isto acontece com a uva Prosecco. Sim, Prosecco é uva.  Que de tanto ser conhecida como um Espumante e muitas, eu disse muuuitas, vezes este nome foi usado só como marketing para vender um produto que nem passava perto desta uva. Muitas pessoas acharam que era uma nova bebida... um “tipo de espumante” melhor, pedir espumante ficou para os “meros mortais” quem entendia pedia Prosecco. Culpa da mídia... e dos aproveitadores, que ganharam muito dinheiro com isto, muitas vezes vendendo espumante simples com este nome.

Prosecco como ficou conhecido, é um espumante feito no Vêneto - Itália com a uva Prosecco.  Desde meados de 2009 foram criadas regras para o uso deste nome, como aconteceu com Champagne, visando parar com a “farra dos proseccos”. De repente existia mais Prosecco no Brasil que a Itália podia produzir, e num preços inacreditável para ter sido produzido em euro, pagos todas, e são muitas, taxas de importação e ainda dar lucro para o revendedor .

Ainda encontramos o uso deste nome, quando o vinho é produzido com esta uva, mas ficaram os produtores mais sérios,  em muitos casos para evitar confusão ou “mal entendido”, esta uva deve assumir o seu nome antigo: Glera. 

No próximo post vamos falar sobre outras uvas que mudam de nome conforme a região ou país... Até lá, que tal um bom Prosecco para refrescar este calor? Ou pode ser um Espumante de qualidade... O que vale é a qualidade do produto e os bons momentos.

Lembre que não é só a uva boa que faz um bom vinho... o produtor também é parte essencial . A uva é só o inicio do que pode se tornar um ótimo vinho.

Chianti...

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Um dia, já faz algum tempo, eu estava em uma loja de vinho acompanhada um amigo e grande Sommelier, olhando alguns rótulos e “namorando” outros. Quando entra um cliente e se coloca a também escolher um vinho. Prontamente a atendente do lugar foi ajudá-lo. A pergunta do senhor que já parecia frequentar o lugar foi: “ O que é Chianti?” A moça com a “maior certeza do mundo” respondeu: “ A Uva ”.  “Ótimo, vou levar” e saiu com a garrafa na mão. Ficamos eu e meu amigo a comentar sobre o acontecido. Chegamos a conclusão que nem o cliente sabia o que estava comprando e nem a vendedora o que estava vendendo. Apesar de ter sido uma ótima compra.

Lembra do vinho em uma garrafa “bojuda” envolto com palha e pendurado no teto ou parede de uma cantina italiana? Pois aqueles vinhos... eram Chianti.

E o que é Chianti? Não é uva. O Chianti é uma denominação de origem italiana. Isto quer dizer, como já vinhos em outro post, são vinhos produzidos na região de Chianti obedecendo regras rígidas para poder usar este nome, visando assim a garantia da qualidade e características do vinho.

A composição do Chianti é datada do século IX , mas sofreu algumas alterações e adaptações até os dias de hoje. A partir dos anos 90 foi permitida a inclusão de uvas estrangeiras como Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc.

As regras para esta denominação são que este vinho deve ter no mínimo 70% de Sangiovese, no máximo 10% de uvas brancas sendo elas Trebbiano e Malvasia e 15% das uvas tintas estrangeiras ou variedades típicas regionais.

Sim, você leu certo, o Chianti pode ter uvas tintas e brancas na sua composição.

Mas o Chianti Clássico não pode ter uvas brancas desde 2006.

No caso do Chianti Clássico , a região é perfeita para a produção de Sangiovese, neste caso podendo ser 100% desta variedade, com o período mínimo de envelhecimento de 24 meses. Pode se reconhecer o Chianti Clássico pelo galo preto no rótulo.

A lenda do Galo preto no Chianti Clássico:

Segundo a lenda,na Idade Média, o território de Chianti estava situado entre duas cidades, Florença e Siena, e as duas disputavam a região. Assim depois de muitas batalhas , concordaram em disputar de uma maneira diferente. Cada uma escolheu um galo que deveria acordar como nascer do sol e cantar. Neste momento um cavaleiro devia sair em direção a outra cidade assim que os cavaleiros se encontrassem, estava demarcada a região. Bem, Siena escolheu um galo branco, bem nutrido e habituado ao canto matutino. Já Florença escolheu um galo preto e mal alimentado. No dia combinado, o galo preto acordou e cantou muito antes do outro, devido a fome . Como resultado o cavaleiro saiu bem mais cedo e encontro o de Siena a poucos quilômetros da cidade. Assim Florença ficou com a maior parte da região.

O Chianti Superiore é uma denominação para vinhos produzidos com vinhedos de produtividade baixa o que melhora a qualidade da uva, e com teor alcoólico  no mínimo de 11,5°.

Já o Chianti Riserva deve ser envelhecido no mínimo por 24 meses como no Chianti Clássico.

Mas melhor que conversar sobre Chianti, é degustar e conhecer mais um ícone dos vinhos italianos.


Qual melhor vinho para você?

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Já que falei sobre vinho francês no ultimo post, e no próximo vou falar de um italiano. Muitas vezes me perguntam qual país é melhor produtor de vinho... a minha resposta é simples... não sei. Isto mesmo, acho muito difícil colocar um país como “O Melhor” produtor de vinho, e já vi várias discussões sobre isto , que não chegaram a nada. Ora, cada país tem suas características e seu Terroir, cada tipo de uva produz um vinho diferente, cada produtor faz um vinho com identidade diferente, com combinação das uvas, safras , tempo de barrica ou mesmo na produção.  O importante , e o que nunca me canso de colocar aqui, é que seja um produtor sério, porque como em outros ramos de negócios, existem os que visão somente o lucro.

E além de tudo o que coloquei acima, cada pessoa tem um paladar diferente. O que é bom para você, pode não ser tão bom para o outro.  Isto é muito fácil de explicar usando a comida como exemplo, algumas pessoas gostam de quiabo outras não, hoje muita gente gosta de sashimi e outras não conseguem imaginar colocando “peixe cru” na boca, afinal aprendeu que comida crua não se come, mas esquece que adora quibe cru... que continua sendo cru mas tem outro sabor.

Bem, se me deixar levar coloco mil exemplos aqui, mas o importante é conhecer e experimentar sempre que possível e com o vinho é igual. O primeiro Merlot que me lembro de ter tomado, estava tão ruim que guardei o nome da uva para nunca mais tomar.  Fiquei firme nesta decisão por uns 2 anos, mas como neste tempo experimentei outro vinhos e fui descobrindo que um Cabernet Sauvignon era bem diferente de outro, assim acontecendo com o Pinot Noir e o Chardonnay. Resolvi dar uma última chance para o tal Merlot. Que bom que isto aconteceu... a primeira coisa que descobri é que provavelmente aquele vinho que eu me lembrava devia estar estragado. Não tinha nada parecido com o que estava degustando ... descobri na boca o tal “aveludado” falado por muita gente... um tinto , seco, encorpado na medida certa.

Isto acontece muito também com pessoas que degustam o vinho de uma forma errada, não que temos regras rígidas e chatas para isto, mas como falei em outro post, as regras foram criadas para melhorar e evidenciar as melhores qualidade desta bebida. 

Tenho amigas que só tomavam vinho suave e diziam não entender de vinho ou não saber tomar vinho. Isto escuto muito, tipo “  eu não sei tomar vinho” ou “não tomo porque não sei degustar, acho forte” ou amargo,etc etc.

Provavelmente, como eu, tomaram vinho ou estragado, ou mesmo fora da temperatura correta. Ninguém merece tomar um vinho na “temperatura ambiente” de um dia de 38°.  Até mesmo começaram com um vinho muito seco, ao qual tipo de paladar não estavam acostumadas. Aposto que se vai tentar comer pimenta e não gosta ou não conhece, não começa pela mais forte, certo? Com vinho é igual.

Quando falaram no mídia que o vinho fazia bem para saúde e que o tanino era responsável por isto, muitas pessoas que não tomavam vinho começaram a procurar pelo Tannat . O vinho desta uva, geralmente é seco com muito  tanino, que dá uma sensação semelhante a de comer banana verde, ou amarrando a boca como algumas pessoas dizem. Pronto estava feito o estrago!  Para as pessoas que não tinham o hábito de tomar vinho, todo vinho era como aquele, que provavelmente tomaram por obrigação em uma temperatura errada, sem acompanhamento certo .

Bem hoje aquelas amigas, tomam vinhos secos e adoram. No “Mundo do Vinho” o que não faltam são opções...

E você, qual tipo de vinho gosta? Conhece uma pessoa que “acha” que não gosta?

Convide-a para tomar em bom vinho... Acompanhado de um bom prato e uma boa conversa.