Casos de dengue disparam em Franca e Secretaria de Saúde já confirma epidemia

Cerca de 400 pacientes procuram a rede pública todos os dias com sintomas da doença

Postado em: em Saúde

Quase 400 pessoas procuram a rede pública de saúde de Franca todos os dias com sintomas de dengue. Para completar, até o momento são 4.070 casos suspeitos da doença, colocando a cidade atrás apenas de Bauru, que registra 6 mil casos. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde já confirma a existência de um surto de dengue em Franca. Trata-se da maior epidemia da doença já vivida no município.

Além de Franca, Barretos e São Joaquim da Barra são os municípios com mais vítimas da doença na região: 1.596 e 1.181, respectivamente.

Segundo o secretário de Saúde, José Conrado Netto, apesar dos agentes trabalharem de domingo a domingo percorrendo os bairros, orientando a população e eliminado os criadores do mosquito, o cenário não tem melhorado. “Sem a parceria com a população, a gente não consegue vencer o mosquito”, destaca José Conrado Neto.

E para agilizar o atendimento a quem procura a rede pública, Franca criou salas exclusivas a pacientes com suspeita de dengue nas 21 unidades de saúde. Nesses locais, os moradores são medicados e recebem hidratação intravenosa. Antes, era preciso se descolar até o Pronto-Socorro Álvaro Azzuz. Para completar, o município não realiza mais exames de sangue para a confirmação da doença, já que a proposta é evitar a demora no tratamento. Para tanto, os médicos passaram a trabalhar com três sintomas ou mais da doença e ainda verificam o local onde o paciente pode tê-la contraído. “Se for em uma região que tem sido assolada pela dengue e se apresentar os sintomas, é tida como mais um diagnóstico confirmado da doença", completa o secretário municipal de Saúde, que se preocupa com o tipo mais agressivo de dengue. “Com a entrada do sorotipo 2, a pessoa que já pegou o [sorotipo] 1 pode ser infectada novamente e ocorrer um agravamento dos sintomas. Por isso, a nossa preocupação em dar o atendimento prioritário a essa população”, afirma.


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