BRASIL IMPÉRIO e BRASIL DE HOJE

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 14 de setembro de 2016 às 16:39
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 17:56
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   Recebi do amigo A. Roberto Gosuen o texto abaixo que divulga algumas curiosidades do “Império Brasileiro”. A diferença entre grandeza de conduta dos governantes do “Império” e o que ocorre especialmente nos anos decorridos após 2000 é e tal dimensão que não alimenta nenhuma esperança sobre nosso futuro.   O texto é baseado em fontes de autenticidade e veracidade incontestáveis referidas nas notas finais da matéria que segue.

O Imperador

   O Imperador tomava empréstimos no Banco do Brasil para pagar suas viagens.  Seu respeito e tolerância com a imprensa era amplo. Hoje, os deputados estaduais e senadores têm mais regalias e recursos públicos disponíveis do que a família imperial.       Regressão moral assustadora vem sendo revelada dia a dia pela ação da Justiça.

Em 1880

   O Brasil era a 4º Economia do Mundo e o 9º Maior Império da História; a Moeda Brasileira tinha o mesmo valor do Dólar e da Libra Esterlina; ao Ano; existiam 14 Impostos – atualmente são 92; o país tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do Mundo. Perdendo apenas para Inglaterra; fomos o maior construtor de estradas de Ferro do Mundo, mais de 26 mil Km.

Períodos

  Entre 1850 e 1889, a Média da Inflação era de 1,08% ao Ano.  De 1860 a 1889, a Média do Crescimento Econômico era de 8,81% ano. (1843) O Brasil foi o segundo país do Mundo a lançar selos postais, depois da Inglaterra (1840).  Somente em 1849 os primeiros selos postais da Alemanha foram lançados no pequeno Estado da Bavária. O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

Fatos Admiráveis

   A média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$ 8.958,00 em valores atualizados.
   Entre 1850 e 1890, o Rio de Janeiro era conhecido na Europa como “A Cidade Dos Pianos” devido ao enorme número de pianos em quase todos ambientes comerciais e domésticos.

   O bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava camélias, flor símbolo da abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel. O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial. D. Pedro II tinha o projeto da construção de um trem que ligasse diretamente a cidade do Rio de Janeiro a cidade de Niterói. O projeto em tramito até hoje nunca saiu do papel. Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge. Ratificando boatos, D. Pedro II e o Barão/Visconde de Mauá eram amigos e planejaram juntos o futuro dos escravos pós-abolição. Infelizmente com o golpe militar de 1889 os planos foram interrompidos. Oficialmente, a primeira grande favela na cidade do Rio de Janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a Proclamação da República e cancelamento de ajuda aos ex-cativos. Na época do golpe militar de 1889, D. Pedro II tinha 90% de aprovação da população em geral. Por isso o golpe não teve participação popular. José do Patrocínio organizou uma guarda especialmente para a proteção da Princesa Isabel, chamada “A Guarda Negra”. Devido a abolição e até mesmo antes na Lei do Ventre Livre, a princesa recebia diariamente ameaças contra sua vida e de seus filhos. As ameaças eram financiadas pelos grandes cafeicultores escravocratas.

Mais

O Paço Leopoldina localizava-se onde atualmente é o Jardim Zoológico. O Terreno onde fica o Estádio do Maracanã pertencia ao Duque de Saxe, esposo da Princesa Leopoldina. Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel, em Paris. A ideia do Cristo na montanha do corcovado partiu da Princesa Isabel. A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos imóveis da família. D. Pedro II reiteradamente pediu ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.  D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente. A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.  D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes. D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga. Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época. Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los. Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista. D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições. Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois fortes e enfáticos “Never!”     

    Pedro II conseguiu um empréstimo pessoal de um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

    A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

   Thomas Edison, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagem a Pedro II.

   Pedro II acreditava em Allan Kardec e Dr. Freud, confiando o tratamento de seu neto Pedro Augusto. Os resultados foram excelentes, deixando Pedro Augusto sem nenhum surto por anos.

   Em seu exílio, D. Pedro II andava pelas ruas de – sempre – com um saco de veludo no bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele. 

Brasil de hoje!

   A regressão não foi somente moral. Hoje o Brasil é classificado em 73° lugar para se viver.

FONTES

Curiosidades do Império brasileiro, conforme as fontes: Biblioteca Nacional, IMS, Coleção Teresa Cristina, Diário de Pedro II, Correspondências do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas Do Imperador, Imperador Cidadão, Filho de uma Habsburgo, Chico Xavier e D. Pedro II, Cartas da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, D. Pedro II Ser ou Não Ser, Acervo Museu Histórico Nacional entre outros.

(*) Obs. Pesquisas na Internet sobre o tema “Brasil Império” oferecem maior (bem maior) quantidade de informações.

*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.


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