Black Friday: confira uma série de dicas para fazer boas compras este ano

Descontos devem ser menos agressivos e em menor número de produtos nesta campanha

Postado em: em Economia

A um mês da Black Friday 2020, que está marcada para 27 de novembro, os consumidores devem começar suas preparações. Abaixo, confira 12 dicas para comprar bem e não ser enganado. 

De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal "Extra", do Rio de Janeiro, a antecipação em definir objetos de desejo e o monitoramento dos preços deles, entre outras medidas, podem ajudar os consumidores a fazerem boas escolhas na sexta-feira especial ou mesmo aproveitar as eventuais promoções feitas ao longo do mês por empresas que passaram a ampliar, nos últimos anos, a ação. 

Saber identificar descontos reais deve ser ainda mais importante no ano da pandemia que impôs desafios para a campanha.

"A produção brasileira ficou parada por bastante tempo este ano. E, de três meses para cá, isso começou a afetar a venda e a distribuição de matéria prima, produtos e embalagens. Ou seja, todos os setores têm problemas no estoque e fornecedores que vendem mais caro. Além disso, importações foram dificultadas também na questão logística e pelo dólar alto", explica Ulysses Reis, coordenador do MBA de Gestão de Varejo da Fundação Getúlio Vargas. 

"Então a oferta de itens na Black Friday vai ser menor este ano, e os preços não serão tão fabulosos".

O IDC Brasil, que atua com inteligência de mercado, confirma a tendência para desktops e notebooks, que fazem parte da categoria de Tecnologia, com a maior intenção de compra dos consumidores (62%) para a ação.

"A demanda, nesse caso, se manteve muito forte na pandemia, por causa do home office. Faltou produto. Então o feedback das empresas é que elas devem trabalhar sim com promoções na Black Friday, mas muito provavelmente menos agressivas do que no ano passado", diz o analista de mercado do IDC Brasil Rodrigo Pereira.

Lembrando que a Black Friday virou uma oportunidade de antecipação da compra dos presentes para o Natal, Ullysses Reis avalia que, ainda neste cenário, a decisão deve ser vantajosa. Pois os problemas atuais não estarão resolvidos até dezembro.

Os produtos campeões dos desejos e intenção de compra na Black Friday 2020 são ainda: grandes e pequenos eletrodomésticos (59%); roupas e calçados (58%); beleza (54%) e itens de móveis, decoração e para a casa (48%), de acordo com uma pesquisa do Mercado Livre.

Diante dos meses de dificuldade, o professor da FGV Ullysses Reis acredita que mais gente se guardou para comprar na Black Friday este ano. E as expectativas do varejo estão de acordo.

De diferentes segmentos, eles esperam aumentar o faturamento em relação ao ano passado. E mostram que a crença de que haverá ofertas disponíveis em todas as áreas — citada por 56% dos que pretendem comprar na Black Friday, segundo a pesquisa do Mercado Livre — é válida.

Como se preparar
A educadora financeira Cintia Senna e o site de cupons de desconto Cuponomia dão 12 dicas para se preparar para a Black Friday. Cumprir o passo a passo com calma protege o consumidor da afobação que os expõe mais a descontos falsos ou até golpes.

1. Avalie seu orçamento. Para não comprar por impulso e se endividar, avalie antes quanto você tem de reserva financeira para este evento ou quanto pode comprometer da sua renda futura, comprando no crédito

2. Faça uma lista de desejos e prioridades. Liste suas necessidades e vontades, em ordem de prioridade. Você pode encontrar promoções muito boas na Black Friday, mas é importante saber a hora de parar de comprar.

3. Pesquise marcas e reputações. Com as prioridades definidas, recorra a listas de melhores produtos da categoria e leia sobre os prós e contras.

4. Monitore preços. Os dois pontos acima vão permitir que você mantenha, em uma planilha, o monitoramento dos preços dos itens escolhidos, no varejo online e no físico. Muitos comparadores online de preços têm históricos de até seis meses dos produtos, o que te permitirá distinguir fraudes e promoções reais.

5. Crie alertas de preços. Muitos comparadores oferecem ainda o serviço de alerta, no qual o consumidor pode pedir para ser avisado quando um preço for atingido no comércio eletrônico. Assim você não perderá promoções que ocorram ao longo do mês.

6. Organize produtos no PC e no celular. Com os produtos desejados listados, uma boa dica também é guardar links e o nome deles na ficha técnica, em um único lugar, para agilizar a consulta na Black Friday.

7. Siga perfis nas redes sociais. Busque grandes lojas nas redes sociais (e atenção, as páginas oficiais costumam contar com selo de verificado) para receber promoções em primeira mão. Além disso, você cria um primeiro bloqueio contra perfis falsos criados para enganar vítimas na Black Friday.

8. Conheça a estratégia das marcas. Pelos perfis nas redes sociais, também busque entender quais serão as estratégias das marcas: se farão promoções ao longo do mês, nas madrugadas, só no aplicativo, ou no site, entre outras opções.

9. Cadastre-se em sites de cupons e cashback. Esses sites podem ser bons aliados para obter ainda mais descontos. E ao se cadastrar neles, você pode receber avisos de ofertas quentes para aproveitar.

10. Categorize e-mails de ofertas. Para evitar a bagunça digital, crie uma pasta ou um marcador e filtre mensagens contendo termos como “Black Friday” automaticamente. O Gmail já oferece uma categorização nativa para e-mails promocionais, mas serviços como o Outlook requerem o ajuste manual.

11. Proteja-se de hackers e golpes. Baixe um antivírus com módulo de proteção contra sites falsos e mantenha-o atualizado a tempo da Black Friday. É possível também instalar plugins que avisam de uma promoção é real ou se o preço subiu, entre outros truques para não cair em ciladas.

12. Verifique seu cartão de crédito. Baixe o aplicativo do seu cartão de crédito e verifique, com antecedência, se você tem limite disponível. Lembre-se que essa medida é importante porque pode determinar se você vai conseguir ou não aproveitar uma oferta imperdível. Outra recomendação é usar cartão virtual para não entregar seus dados verdadeiros para sites possivelmente suspeitos.

Conheça cinco sites comparadores de preços: Bondfaro; Buscapé; Zoom; JáCotei; Vigia de Preço.


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