Avanço da dengue preocupa autoridades e nova campanha é lançada no país

Crescimento nos últimos 8 meses já chegam a 600%; em Franca, números ultrapassam 7 mil casos suspeitos

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​O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira, 11 de setembro, por meio do boletim epidemiológico, o aumento de 599,5% no número de casos prováveis de dengue em 2019, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Durante as 34 semanas analisadas — de 30 de dezembro de 2018 e 24 de agosto deste ano — foram notificados 1.439.471 casos de dengue, contra 205.791 infecções registradas no mesmo período do ano anterior. A incidência média de dengue no Brasil é de 690,4 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2018, a taxa era de 98,7. 

Minas Gerais é o estado com o maior incidência da doença, com 2.239,3, seguido por Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. O estado mineiro também apresenta o maior número absoluto de casos no país, com 471.165 pessoas infectadas. 

Em comparação com o ano passado, São Paulo apresentou um aumento de 3.712% nas notificações de dengue, ao registrar 437.047 contra os 11.465 casos em 2018. Já o Rio de Janeiro apresentou um crescimento de 140,2% nos casos, passando de 13.176 para 31.648, o menor aumento da região Sudeste. Em contrapartida, Amapá e Amazonas registraram queda nos casos prováveis de dengue em relação ao ano passado: 76,8% e 29,5% menos notificações, respectivamente.

Dentro deste cenário, a situação em Franca preocupa. Atualmente com mais de 7,2 mil casos suspeitos, dos quais mais de mil autóctones positivos, 85 importados, 559 negativos e mais de 5,4 mil notificados e no aguardo de fechamento, e uma morte confirmada, a cidade segue com ações de prevenção e combate à doença. No entanto, a Prefeitura através da Vigilância Epidemiológica, reforça a importância de se manter toda a população aliada e envolvida nos esforços dos agentes e autoridades.

Até 24 de agosto, foram confirmadas 591 mortes em decorrência da dengue e outras 486 ainda estão em investigação. São Paulo é o estado que registra o maior número de mortes confirmadas (217) – Franca contribui para esses números, com uma morte confirmada - e Minas Gerais é o que tem mais óbitos em investigação (117). O boletim epidemiólogo aponta que a letalidade foi maior nas pessoas com idade a partir de 60 anos, faixa etária que representa 29,6 % das mortes. No grupo de pacientes com faixa etária de 80 anos ou mais, a taxa foi de 0,83%. 

Nova campanha

Por conta da situação, o Ministério da Saúde lançou uma nova campanha publicitária de conscientização para combater o mosquito transmissor. "O objetivo é conscientizar os gestores estaduais e municipais de saúde e toda a população sobre a importância de se organizar antes da chegada do período chuvoso no combate aos criadouros do mosquito", diz o comunicado do ministério. 

A campanha foi adiantada para setembro devido ao aumento no número de casos antes mesmo do período de chuvas e da chegada do verão. O Aedes aegypti prolifera por meio dos ovos das fêmeas depositados em paredes de objetos e em locais próximos à água parada. Para que uma pessoa tenha dengue, zika ou chikungunya, ela precisa ser picada pela fêmea do mosquito, que necessita de sangue para que os ovos possam amadurecer. 

Como prevenir

Para eliminar focos de reprodução do mosquito e, portanto, da doença, lave com escova e sabão os pratinhos de plantas em que não há areia e que tiveram acúmulo de água. Apenas jogar a água fora não é suficiente. O ideal é lavar esses objetos uma vez por semana. 

Além disso, não deixe destampados jarras, garrafas, potes e baldes com água e sempre lave-os com sabão. No caso das garrafas sem uso, embale-as e guarde-as de cabeça para baixo ou em locais cobertos. Embale e jogue no lixo objetos que possam acumular água e mantenha a caixa d'água fechada e com tampa. O lixo e a lixeira devem ser bem fechados; não os descarte em terrenos baldios ou em locais em que não há recolhimento pelos órgãos públicos.


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