​Auxilio emergencial para a Empresa São José ainda está parado na Prefeitura

Projeto prevê repasse de R$ 1,2 milhão para a Empresa São José, que revelou necessidade de “socorro público”

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O projeto denominado de Auxílio Emergencial para o Transporte Urbano de Franca está parado no gabinete do prefeito Gilson de Souza.

Ele foi antecipado pelo diretor da Emdef – Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca -  Deivid Silveira, durante pronunciamento na Câmara Municipal. 

Os vereadores ficaram surpresos e condenaram a situação. Alguns parlamentares chegaram a revelar que a proposta é “um tiro no pé de Gilson”, que tem pretensões de reeleição.

Enquanto diversas categorias de trabalho passam por problemas em Franca por conta do estado de calamidade e da chamada pandemia do coronavirus, atender a São José, detentora dos serviços de transporte urbano de Franca, seria uma proposta de difícil defesa pública. 

Ao falar sobre a proposta ao Jornal da Franca, Deivid Silveira revelou, nesta quarta-feira, que o documento foi enviado ao prefeito Gilson de Souza.

Ele foi elaborado a partir de um diagnóstico da São José, quando teria sido apurada uma defasagem de quase 70% de sua receita. Tanto que precisou demitir trabalhadores e adotar uma série de medidas.

A empresa diz que tem um prejuízo mensal em torno de R$ 613 mil, porém ao promover levantamento nas contas do transporte público urbano de Franca, a Emdef verificou furo de R$ 414 mil por conta da pandemia do Coronavirus (queda de passageiros e receita).

Diante da reação de alguns vereadores, Deivid Silveira explicou que não sabe qual será a decisão do Executivo, que ainda não o chamou para discutir o assunto.

TRANSPARÊNCIA

O Observatório Social – unidade de Franca – encaminhou documento à Câmara Municipal se posicionando contra a votação do projeto de Auxílio Emergencial de Operação e Custeio à Empresa São José. 

E, se ainda assim for encaminhado pelo Executivo para ser apreciado pelo Legislativo, solicitou que sejam tomadas todas as ações de transparência. 

Ao se posicionar contra o auxílio, o Observatório Social relata a dificuldade de várias empresas da cidade e segmentos diversos, podendo abrir sérios precedentes junto a outras categorias produtivas.


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