Ardidinha: conheça a Maria Bonita, nova pimenta desenvolvida no Brasil

Adocicada e com leve ardência, a variedade foi desenvolvida pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Postado em: em Gastronomia

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ​no interior de São Paulo lançou uma nova variedade de pimenta que está agradando agricultores e chefes de cozinha: a Maria Bonita. 

A novidade surgiu para melhorar as características da pimenta biquinho, é como se ela fosse a “neta” dessa variedade, sendo 4 vezes mais pesada.

Larga escala​


As características da Maria Bonita chamaram a atenção de uma empresa, que fez parceria com a UFSCar para produzir sementes da variedade em larga escala. Os royalties da comercialização vão para a universidade.

A expectativa é que sejam produzidos de 10 a 15 kg de sementes de pimenta só neste ano, isso corresponde a cerca de 4 milhões de plantas. 

A empresa está em fase final de produção dos primeiros lotes da semente e eles devem chegar ao mercado ainda neste mês.

Pimentas no Brasil e no mundo​

São mais de 35 espécies de pimenta espalhadas pelo mundo, com milhares de variedades. 

Desde as mais conhecidas, como a dedo de moça, até as ornamentais. As pimentas fazem parte da história da humanidade e há evidência de que elas já estavam presentes entre os povos andinos há cerca de 4 mil anos antes de Cristo.

No Brasil, elas já eram consumidas muito antes da colonização portuguesa e foram domesticadas pelos índios, principalmente na Amazônia. 

Por muitos anos, eles foram os verdadeiros guardiões de algumas espécies. Hoje em dia, as pimentas são cultivadas em sua grande maioria por agricultores familiares.

“A gente estima que a área de produção de pimenta no Brasil é em torno de 5 mil hectares, mas não há dados oficiais”, diz Fernando. 

O Brasil tem duas espécies importantes: a Capsicum baccatum, que tem a dedo de moça como representante e a Capsicum chinese, da qual a pimenta biquinho, “avó” da Maria Bonita, faz parte.


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