Alopecia areata afeta de 1% a 2% da população, com queda de pelos do corpo

Problema que afeta homens e mulheres não tem causa definida, mas é associada ao estresse e à genética

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Um belo dia você percebe que uma parte de seu couro cabeludo está sem cabelos. No outro, pode perceber a ausência de pelos nas sobrancelhas, nos cílios e até mesmo na barba. Às vezes leva um tempo para perceber, mas você pode estar sofrendo de alopecia areata, uma doença inflamatória associada à alteração no sistema imunológico.

Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, o problema afeta de 1% a 2% da população, podendo acometer ambos os sexos. “Quando nos referimos à doença, a maioria das pessoas a relaciona à queda dos fios ou às falhas no cabelo. No entanto, ao contrário do que se pensa, o distúrbio acomete não só o couro cabeludo, mas também outras partes como sobrancelhas, barba, bigode, cílios e pelos do corpo”, observa a médica dermatologista Cíntia Guedes Mendonça, acrescentando que há casos em que todos os pelos do corpo caem e a pessoa fica completamente sem pelos, o que é conhecido como Alopecia Universal.  

A alopecia areata não tem causa definida, mas geralmente é associada ao estresse e à genética. Há ainda suposições de que ela seja uma doença autoimune, que faz o organismo tratar os pelos e cabelos como tecido externo e desta forma suprime ou para seu crescimento. Doenças como vitiligo, anemia perniciosa, lúpus e problemas na tireoide também parecem aumentar a ocorrência desse tipo de calvície.

A área afetada se apresenta arredondada ou oval e, geralmente, sem sinais de irritação nem inflamação. Somente em alguns casos é que ocorre prurido ou queimação. “Geralmente, ocorrem poucos episódios isolados durante a vida da pessoa, e os pelos voltam a crescer, completamente ou de forma parcial. Em situações mais delicadas, ela pode se manifestar de forma crônica, podendo evoluir para a alopecia total, que é um quadro no qual todo o couro cabeludo é comprometido; ou alopecia universal, em que há a perda total dos pelos do corpo”, destaca Cíntia, acrescentando que, geralmente, os pelos nascem mais claros e finos, adquirindo suas características normais em até um ano.

Diagnóstico e tratamento

Mas ela é enfática ao afirmar que o diagnóstico deve ser feito pelo dermatologista, já que em algumas situações pode ser necessária a biópsia da região acometida. Esse profissional é também responsável pela indicação do tratamento mais adequado para o caso. “A alopecia não tem cura por ser autoimune. O ideal é controlar os efeitos com os tratamentos recomendados pelo médico, já que a doença pode surgir uma única vez ou repetidas vezes”, adverte a dermatologista.

Os tratamentos mais indicados para controlar a queda e corrigir as falhas no couro cabeludo são por meio de corticoides por via oral ou injetáveis. “Após poucos meses o paciente já pode notar o crescimento de novos fios, porém existem casos de recidivas. Vai depender da reação de cada organismo”, conclui.

E quanto mais cedo se buscar ajuda médica, melhores os resultados. “Como a alopecia, em muitos casos, afeta a segurança e autoestima da pessoa, auxílio psicológico também é recomendado – até porque fatores emocionais podem desencadear tais eventos”, completa Cíntia.


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