1º lote de testes rápidos de diagnóstico da covid-19 chega ao Brasil hoje (30)

Expectativa do Ministério da Saúde é de que cinco milhões estejam disponíveis até esta terça-feira, 31

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o Brasil receberá nesta segunda-feira, 30, o primeiro lote de testes rápidos para diagnóstico da covid-19. Os kits devem começar a ser distribuídos nesta semana ainda.

A pasta não informou o número de testes da primeira remessa, mas a expectativa é de que cinco milhões estejam disponíveis até a terça-feira, 31. 

Na última semana, o Ministério da Saúde anunciou que pretende ampliar para 22,9 milhões a oferta de exames para o coronavírus no país.

— É um avanço, precisamos muito desses testes até para que os próprios profissionais de saúde consigam voltar a trabalhar em tempo hábil — disse o ministro em entrevista coletiva.

A prioridade é testar os profissionais de saúde. 

— É importante ressaltar que nem todo mundo será testado. O exame é essencial para a tomada de decisão na volta do profissional de saúde ao trabalho — ressaltou o secretário de vigilância sanitária do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira.

Ele explicou que os testes ainda não foram validados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

— Vários países estão fazendo testes e avaliando diversas marcas — disse.

Oliveira afirmou que os testes começarão a ser feitos até o fim da próxima semana. Serão de dois tipos: os sorológicos, que detectam os anticorpos que combatem o vírus, e os moleculares (RT-PCR), de alta precisão, que identificam o DNA do vírus.

— Fizemos uma parceria com a rede Dasa, uma rede particular que auxiliará em testes que mostram o diagnóstico em tempo real — detalhou.

A parceria com a rede particular também tem como objetivo aumentar o alcance territorial dos testes. 

— É uma empresa com grande capilaridade, então pretendemos aumentar essa capacidade — disse Oliveira.

A distribuição vai priorizar, no primeiro momento, os serviços de atenção primária (atendimento inicial). Além disso, a estratégia é começar em capitais e cidades metropolitanas.

— Já temos estratégias com laboratórios centrais, vamos intensificar esses fluxos. Começa em grandes centros, porque a aglomeração é grande, mas gradativamente vamos expandindo para os municípios de menor densidade populacional — destacou o secretário.

*Gaúcha ZH


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